quarta-feira, 10 de agosto de 2016

GRATIDÃO - 1 - JOEL GOLDSMITH






É dito nos Evangelhos: “Por suas obras os conhecereis”. 

Esta Verdade se aplica à gratidão, que deve manifestar-se em atos. 

Quanto mais elevado for o conceito que uma pessoa tiver de gratidão, tanto maiores serão as suas obras de reconhecimento, e mais expressivas as demonstrações que recebe nesse campo.

Dar graças é reconhecer Deus como a Fonte única, abundante, infalível, contínua, amorosa e sábia de suprimento de todo o bem. 

É impossível ser grato sem exprimir, em alguma medida, a natureza de Deus, no ato de agradecer, pois tudo vem de Deus e não de homens. 

A gratidão mesma tem significado que transcende a palavra que a representa ou os conceitos concebidos pelos homens a seu respeito. Suas profundas raízes atingem a realidade do Ser.

No sentido comum, a gratidão é o transbordamento de apreço às pessoas e circunstâncias pelas quais, aparentemente, recebemos tudo. 

Mas seu real significado vai muito além dos eventos e pessoas que a exprimiram. 

Uma pessoa não pode ser grata e nem ingrata.

Não está no poder de ninguém, dar, limitar ou negar o bem representado por qualquer coisa. 

A gratidão nada tem a ver com o ser humano, porque ele é apenas um veículo ou canal de expressão do amor de Deus.

A GRATIDÃO E O AMOR

A gratidão é uma das fases do amor . . . e o amor é Deus. 

É impossível manifestar gratidão sem manifestar amor, porque os dois são atributos afins de Deus, inseparáveis d’Ele. 

A gratidão é semelhante ao amor. Tal como o amor, a gratidão é Deus Se expressando através do homem ou como homem. 

Assim como é impossível amar sem exprimir, em alguma medida, a divina natureza nossa, também é impossível ser grato, sem exprimir, dentro de nosso entendimento, a natureza de Deus, no ato de agradecer: todo o bem procede de Deus e não do homem. Disse Cristo Jesus ao moço rico (que se julgava virtuoso): “Por que me chamas bom? Bom é só Um – o Pai celestial”.

É tolice dizer: “Gostaria de ser mais amoroso e grato”; “Gostaria de ser mais atencioso e serviçal”, etc.. Você não pode ser os dons de Deus. 

Compreenda claramente que a natureza humana é apenas um aspecto do Ser total.

Como estamos demasiadamente identificados com essa parte periférica, humana, que é uma pequena fração do Ser integral, muita gente concebe, falsamente, que possa amar, ser sábia, ser grata, realizar grandes obras, curar, etc.. Nada mais inverídico! Se assim fosse, Jesus, que exprimia o mais alto nível de iluminação que a humanidade jamais conheceu, não diria humildemente de si mesmo: “Eu, de mim mesmo (natureza humana), nada posso. O Pai (o Divino interno que nos gerou) é Quem faz as obras”.

O homem, como ser humano, não pode ser mais e nem menos. Você não acharia graça se um cano lhe dissesse que ele gerou a água e reclamasse méritos por isso? 

Daí que os Evangelhos ensinem: “Depois de haver feito tudo que me incumbia, direi: servo inútil sou”.

Realmente, enquanto o ser humano toma a persona como um Todo, é um alienado de Deus. 

E quando chega à compreender que é um canal das graças divinas, então se torna nada, para saber que o Divino é Tudo. Não há outro ser real, senão o Divino, em nós, a Quem devemos tudo atribuir. 

É preciso que o eu falso diminua e o Cristo interno cresça. 

É necessário chegar ao ponto de o eu falso ser crucificado e o Eu real ressuscitar e elevar-se à plenitude de ação e de união ao Pai. Como disse Paulo: “Quando sou fraco (sem pretensão humana) sou forte (internamente”).










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