sábado, 29 de janeiro de 2022

RAMOS DA MESMA ÁRVORE



Deus é a sua Vida e a minha Vida. 

Não há vida separada para a orquídea, a batata ou a laranja: existe apenas Uma Vida. 

Não há vida separada em mim e em você: é a mesma Vida fluindo em todos. 

Não existe vida judaica, protestante, católica, taoísta ou vida vedanta: há apenas uma Vida expressando-se como todos. 

Não há vida branca, amarela ou vida negra: existe Uma Vida e, por causa dessa Vida, Somos Um.

Muitas pessoas religiosas sinceras relutam em aceitar a verdade de que são ramos da Única Árvore da Vida. 

A verdade é que, se Deus é a Árvore da Vida, todo mundo é um ramo - você é um ramo e eu sou um ramo, independentemente da cor, raça ou de qual igreja pertencemos ou não.

No modo de vida materialista, você se considera uma pessoa e pensa que eu sou uma pessoa separada, e que o que lhe afeta não me afeta, ou o que me afeta, não lhe afeta. 

Há quem até acredite que pode privar os outros de algo e ainda se beneficiar. Tudo isso é um absurdo. No relacionamento da Árvore da Vida e dos ramos, quaisquer que sejam os benefícios, todos devem ser beneficiados. O que fere um, fere a todos.

Nós somos uma Árvore da Vida. Deus é a Força Vital nela; somos os ramos, todos alimentados e todos recebendo nossa Graça da mesma Fonte, e o que quer que esteja fluindo de Deus para abençoar um ramo, abençoa todos os ramos. Se todas as filiais não a recebem, é porque se desligaram, perderam a conexão, e essa conexão é conhecer a Verdade que liberta.

Portanto, se eu declaro que existe uma Árvore da Vida que é Deus, e que todos nós somos os ramos, e somos Um, tudo o que eu desejo para mim, desejo para todos os ramos, e o que eu gostaria de fazer comigo, eu faço para todo e qualquer ramo que esteja ao alcance da minha Consciência. 

Se faço isso e permaneço nela, sei a Verdade que me liberta da falta, limitação, ódio, inimizade, ciúmes, perigo, mal e das tramas e planos dos homens.

Todo ramo, isto é, todo indivíduo, tem disponível toda a Graça de Deus, mas apenas conhecendo conscientemente a Verdade de que somos Um em Deus, e de que todos derivam seu Bem da mesma Fonte. Este é o conhecimento da Verdade que liberta.




*- Joel Goldsmith*

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

A Verdade Viva*

 



Como você pode ter a consciência de que Deus é Amor, enquanto você está odiando alguém, ou rindo dele? Você não pode ter desarmonias familiares e, ao mesmo tempo, ter uma consciência de cura, porque a sua própria vida demonstra que você não acredita que Deus é Amor ou que você é expressão do Amor. 

Da mesma forma, você não pode acreditar que Deus é Fonte Infinita, se você é desonesto nos negócios. Se a sua vida não está em harmonia com as declarações que você está fazendo, não procure por nenhum resultado espiritual dessas declarações. Você simplesmente não pode dizer: "Deus é Verdade, e toda a Verdade que Deus é, eu sou", e viver uma vida de desonestidade. Seu pensamento que Deus é a Verdade não faz isso. 

É somente quando você se convence de que Deus é o seu suprimento que Deus realmente se torna a atividade onipotente de sua renda e segurança. 

Não podemos mais ser indelicados ou desonestos, a partir do momento em que compreendemos a ideia de que Deus é Amor, e tudo que Deus é, Eu sou.

Precisamos obter a consciência dessas declarações. Lembre-se, eu disse: "não use a palavra ‘Deus’ demais, a menos que você realmente saiba do que está falando". 

Às vezes, a maneira como a palavra Deus ou Cristo é usada é profana. Quase se ouvem alguns homens jurar, e por conta de uma consciência como a deles, talvez pudéssemos esperar pouco mais. 

Muitas pessoas que falam por aí de Deus ou do Cristo nunca viram ou sentiram isso, e não sabem o que estão falando. Certamente, elas não vivem isso. É pecado reivindicar o manto de Cristo como sua consciência, e não viver de acordo com ela. 

De fato, tal pecado destrói seu poder de cura. Vamos ter certeza de que não estamos usando a Verdade, mas que estamos vivendo a Verdade. Jesus não tinha que dar um tratamento. As pessoas entravam em sua consciência, tocavam em seu manto e eram curadas. Por quê? Não havia inimizade no estado de consciência que Jesus tinha, embora, às vezes, havia indignação em relação às pessoas que se chamavam espirituais, mas ainda viviam na mentira.

Sua consciência é uma consciência de cura quando você concorda que Deus é Amor, esse Amor que é o seu próprio ser, e que Deus é Verdade, a verdade a natureza da vida que você está vivendo.

Convença-se de que Deus, desdobrando-se e agindo como sua consciência individual, é o Único Poder, a Única Presença, Realidade, Lei e Causa, e então você perceberá paz, alegria e domínio como efeito.

Convença-se de sua identidade como a Vida Eterna, e a doença e a morte cairão em seu próprio nada. Deixe que seus esforços não sejam para mudar a imagem externa. Em vez disso, dirija seus esforços em direção a perceber a Verdade, o Amor, a Vida, como a própria natureza do seu Ser.




*Joel Goldsmith*

domingo, 23 de janeiro de 2022

A ONIPOTÊNCIA DE DEUS




Na medida em que você pode aceitar, dentro de si mesmo, e só pela Graça Divina, que a Onipotência de Deus torna o mal uma impossibilidade, e você pode olhar para qualquer condição de uma natureza errônea e saber que não é de Deus e, portanto, não tem poder, então o que acontece? 

As imagens na mente universal, de dois poderes, evaporam... 

Mas lembre-se de que até a beleza está nos olhos de quem vê, não em qualquer pessoa ou coisa.”


*Joel Goldsmith*

CONTEMPLANDO REVELAÇÕES INTERIORES

 





Não há necessidade de tentar dominar nossos sócios ou familiares. A lei interior mantém nossos direitos e privilégios. Todo desejo bom de nosso coração é agora satisfeito sem conflitos, sem receios ou dúvidas. 

Quanto mais aprendermos a relaxar e observar ligeiramente nossos desejos, mais rapidamente e facilmente serão satisfeitos. Não nos é solicitado que andemos sofrendo pela vida ou que lutemos sem descanso por algum bem desejado — embora tenhamos falhado em perceber a presença de uma lei interior capaz de determinar e manter nosso bem-estar material.

De início, pode nos parecer estranho perceber que leis interiores governem eventos materiais — e pode parecer difícil, de início, alcançar o estado de consciência em que tais leis do nosso ser profundo se tornam expressões tangíveis. Nós o alcançamos, contudo, na medida de nossa habilidade para relaxar mentalmente, para atingir uma paz e uma calma interiores, e a partir disso contemplar silenciosamente as revelações que nos vêm do nosso íntimo. 

A quietude e a confiança logo nos trazem à presença da realidade e das verdadeiras leis que nos governam.

Para que não surja em seu coração a pergunta de como uma lei atuante em sua consciência, sem esforço volitivo ou direção, possa afetar pessoas e circunstâncias externas, peço-lhe que observe o resultado do reconhecimento das leis interiores e que verifique isto pela observação.

Ainda teremos clara a percepção do fato de que abarcamos nosso mundo dentro de nós mesmos; que tudo o que existe, pessoas, lugares e coisas, vive apenas dentro de nossa própria consciência. Nunca poderíamos ter consciência de algo fora do reino de nossa própria mente. 

E tudo o que está dentro do nosso reino mental é alegre e harmoniosamente regido e mantido pelas leis interiores. Nós não dirigimos ou forçamos estas leis: elas operam eternamente dentro de nós e governam o mundo exterior.




*JOEL GOLDSMITH

domingo, 2 de janeiro de 2022

PRINCÍPIO DO SUPRIMENTO

 


Por nenhum momento iríamos pensar em construir uma casa sem termos compreendido as leis de projeto, escavação, edificação, etc., bem como as leis locais de zoneamento e de saúde.

Não tentaríamos ganhar uma causa no tribunal, a menos que conhecêssemos a lei que a regula; e, tampouco iríamos tentar navegar sem o conhecimento das leis de navegação. 

Entretanto, tentamos resolver nossos problemas de suprimento individual; tentamos demonstrar a disponibilidade e abundância de suprimento sem o devido reconhecimento das leis que o governam.

Muitos ignoram a existência dessas leis e crêem que uma cega fé em algum Deus ou Poder é suficiente para manifestar a operação do bem na experiência individual. 

No plano do Absoluto não há nenhuma necessidade de se resolver o problema do suprimento. Nele nada é requerido, pois a substância espiritual é onipresente e inexistem tempo e espaço em que o suprimento esteja ausente. 

Enquanto não atingirmos esta Consciência, a Consciência Crística, teremos de preparar o nosso destino em conformidade com a lei das escrituras, encontrada nos textos sagrados de todos os povos. Nosso primeiro passo é o reconhecimento de nosso ser verdadeiro-nosso relacionamento com Deus.

Compreendendo Deus como a Consciência divina única universal, e o homem como a expressão individual desta Consciência, descobrimos que TUDO QUE É DO PAI É MEU, isto é, tudo o que está incorporado à Consciência universal está incorporado à consciência individual, por elas serem uma. Assim, quaisquer coisas ou idéias de que necessitemos já são partes integrantes de nossa consciência, e se desdobrarão à percepção humana tão logo nos familiarizemos com a lei e passemos a aplicá-la. 

“Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” desta ilusão de que o que você busca encontra-se separado e apartado de você. Deverá haver o entendimento de que o universo inteiro está incorporado à Mente divina; e, em vista de esta ser a nossa única mente, todas as coisas já estão dentro de nós. Em conseqüência, jamais somos dependentes de alguma pessoa, lugar ou condição para coisa alguma! Portanto, nosso passo seguinte é abandonar toda dependência a pessoas, posições ou investimentos para o nosso suprimento.

A princípio, isto parece ser um disparate, já que as coisas do Espírito são loucuras para os homens. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” ( I Cor. 2:14. ).

Um negócio ou uma posição podem parecer constituir o presente canal de nosso suprimento. Nossos alunos ou pacientes podem aparentar ser nossos únicos canais. Donas-de-casa podem acreditar que seus maridos ou filhos sejam seus canais de suprimento. MAS NADA DISSO É VERDADEIRO. Como Deus, a Consciência divina, é a FONTE, então esta exata Consciência é o canal de suprimento; e, de fato, é o SUPRIMENTO em si. 

Procure sempre se afastar de suas noções pré-concebidas sobre este assunto, Reconheça que todas as coisas estão incorporadas à infinita Consciência eterna; e então, SAIBA QUE ESTA CONSCIÊNCIA É A SUA!

Tendo se libertado de toda dependência a fontes e recursos materiais e humanos, você perceberá o bem continuamente se desdobrando em sua experiência humana, na forma de bem que a cada momento lhe estiver sendo requerido. Enquanto caminha rumo a esta Consciência superior, obedeça a duas recomendações importantes dadas pelas Escrituras: “Levarás à casa do Senhor, teu Deus, as primícias dos frutos da tua terra.” ( Exodus 23:19.) A forma disso ser feito deverá ser como nos ensinou o Profeta Hebreu: “E esta pedra, que erigi em padrão, será chamada casa de Deus; e de todas as coisas que me deres te oferecerei ( ó Senhor ) o dízimo.” ( Gen. 28:22.) Após reconhecermos que tudo que existe pertence a Deus, a Mente universal, pomos de lado uma pequena mas definida parte de tudo recebido individualmente, recirculando-a no Universal, ou seja, fazemos uso desta parcela sem a vincularmos com as despesas usuais ou pessoais. Podemos doá-la a alguma causa comunitária ou de caridade, podemos exprimir gratidão a um instrutor ou praticista espiritual, mas, seja como for, esta parcela deverá ser dedicada a serviço de Deus, o bem, independente da manutenção própria ou familiar. E ela deverá se constituir das “primícias” dos frutos-e não uma parte daquilo que sobrou de nossa receita. Deverá ser tirada da mesma tão logo a recebamos, de modo que possamos, nós mesmos, fazer o equilíbrio e confiar que “Deus dará o aumento”.

Nossa obediência a estes princípios nos dará condição de provar que “quando todas as fontes materiais estão secas, Tua plenitude permanece a mesma.” 

Quando relaxamos a mente consciente das tensões e lutas, e permitimos que o bem flua através de nossa consciência espiritual, descobrimos que não precisamos temer o que o homem mortal possa nos dar ou sonegar. 

Repousamos na firme convicção de que “Do Senhor é a terra e a sua plenitude”, e de que TUDO que é do Pai é MEU; tudo o que existe no Universal está se desdobrando para o individual. Chegamos agora àquela que talvez seja a suprema lei espiritual da Bíblia, a nós revelada por Jesus Cristo. 

Na Oração do Senhor, podemos ler: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.” Eis o ponto em que você pode pôr suas próprias limitações em suas demonstrações do bem. 

Na proporção em que você perdoa, receberá as bênçãos do Infinito. Podemos perdoar aos que nos devem somas de dinheiro, e àqueles que têm para conosco dívidas de amor, gratidão, reconhecimento, ou mesmo dívidas de cortesia de família ou amigos. Mas devemos perdoar. Devemos viver num constante estado de bênçãos. Este é o perdão verdadeiro que nos liberta das obrigações mortais e materiais.

Há algum tempo, fui procurado por um homem muito necessitado de dinheiro, sem emprego e sem fonte de renda Contou-me que um de seus amigos lhe devia uma soma de dinheiro que o tiraria da dificuldade, e perguntou-me: “Como fará para que eu possa receber esta dívida?” Disse-lhe que perdoasse tanto o homem como a dívida. Não que lhe escrevesse cancelando a dívida, já que esta era problema de seu amigo, mas que o perdoasse mentalmente, e caso ela nunca fosse paga, que não pensasse mais nela, nem pensasse maldosamente a respeito do chamado devedor. “Tire-o de seu pensamento como se ele não existisse, e deixe o Princípio divino abrir seus canais de suprimento.” Ele percebeu o ponto e se voltou deste único canal visível possível de suprimento para o Não-visto infinito. Exatamente na semana seguinte, ele recebeu dinheiro suficiente para mantê-lo por duas semanas, e, ao término da segunda semana, foi novamente chamado ao seu próprio emprego, de que havia sido desligado por vários anos.





Joel Goldsmith


sábado, 1 de janeiro de 2022

*ANO NOVO*








O início de um novo ano é sempre um desafio. 

O estudante da Verdade sabe que, para ele, o Ano Novo não começa num dia especial assinalado no calendário. 

Começa a qualquer momento em que recebe um lampejo da Verdade suficientemente profundo para mudar-lhe a consciência e, com isso, mudar-lhe toda a concepção da vida. Quando isto acontece, desponta um novo ano. Se, pelo contrário, o calendário lhe diz que estamos entrando em 1960, em 1970 ou em 1980 ou 2022 e você acredita, é porque ainda está vivendo no ano velho, o seu mundo é o mundo velho e gasto.









*- Joel Goldsmith*