sábado, 17 de outubro de 2020

*O Perdão Vem Quando o Eu Dissolve o Sentido Pessoal*

 




Não há necessidade de pedir perdão por nossos erros, porque há essa integridade do Eu que tudo sabe, e Ele já sabe se o outro "eu" foi dissolvido. 

Quando uma nuvem obscurece o sol, o sol não alcança a terra, mas quando a nuvem se dispersa, o sol volta a brilhar na terra. O sol sabia que a nuvem estava ali para impedir que ele chegasse à Terra? O sol parou de brilhar?

É isso que é o Eu no centro do seu ser e do meu ser: nossa integridade espiritual individual, sempre brilhando. 

Eis que, então, uma nuvem fica no caminho. E qual é a natureza dessa nuvem? 

O sentido pessoal, o sentido humano do "eu". 

Mas essa integridade infinita que é nossa, que Eu Sou, mantém-se brilhando, e como a Escritura diz "todo joelho se dobrará", isso significa que cada nuvem deve eventualmente ser dissipada no curso do tempo.

A Luz que Eu Sou dissipa todo o sentido pessoal, e então "a glória que eu tive convosco antes que o mundo existisse" está em plena evidência para o mundo, e o mundo diz: "esta é a Glória do Senhor". 

Mas o Eu que nós somos não toma conhecimento de que está queimando a negatividade do sentido pessoal de você e de mim que nos entretém. Ele nem sabe. 

Nossa integridade espiritual está apenas brilhando, e mais cedo ou mais tarde essa negatividade se evaporará, e o Eu que nós somos nem sequer sabe que houve um sentido pessoal do "eu" para ser perdoado. 

Não adianta dizer: "Por favor, me perdoe", porque enquanto houver um "eu" para pedir perdão, não há verdadeiramente perdão, mas quando há um coração saudoso inclinando-se pelo perdão, este é o motivo certo que é o processo de purificação.

Honramos a Deus e honramos nossa integridade espiritual quando, em vez de pedir perdão ou favores, nos aproximamos de Deus com o dedo de silêncio nos lábios e na mente: ir a Deus sem pensamentos, sem desejos, ir para este centro dentro de nós mesmos, no Silêncio, no qual podemos ouvir "a voz pequenina e silenciosa".







JOEL GOLDSMITH

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

*ELIMINANDO O PARÊNTESE*

 



Na medida em que nos tornamos cada vez mais conscientes de que o Espírito é o Único Poder, que nós não temos uma vida separada ou uma consciência de nossa autoria, mas que Deus constitui nosso ser, isso faz o parêntese tornar-se mais diáfano - até desvanecer-se. 

A cada percepção espiritual que temos e a cada meditação que resulta em um contato consciente com Deus, o parêntese fica mais fraco, até que finalmente, na união consciente final com a nossa Fonte, vem a eliminação completa do parêntese.

A função de um ensinamento religioso é levar o homem à consciência de sua verdadeira identidade e revelar os segredos da vida que permaneceram ocultos, devido à estupidez humana que tornou o homem incapaz de compreender os princípios basilares da existência.

Em seu estado não iluminado, o homem não percebe que, para prosperar e ser frutífero, ele deve viver de acordo com as leis espirituais, e não de acordo com sua própria vontade ou desejos pessoais. Ele não pode agir como se não houvesse tais leis, esperando assim viver em harmonia; nem pode ele escapar da operação da lei espiritual, tentando fazer suas próprias leis enquanto segue adiante.

Os grandes mestres que trouxeram os ensinamentos originais que fundamentam as religiões modernas sabiam que há leis invisíveis governando este mundo, e eles ensinaram o homem a trazer harmonia para si através da compreensão dessas leis, prometendo, como o Mestre fez para que aqueles que seguem neste Caminho, que ele colheria frutos abundantemente. Em outras palavras, ele trabalharia alinhado com as leis da vida, em vez de trabalhar em antagonismo a elas.


Em sua grosseira ignorância humana, a maioria das pessoas aceita a aparência de que vieram a este mundo sem nada. Trabalhando a partir dessa base, quase desde o começo eles tentam adquirir coisas para si. Se é um bebê tentando tirar o chocalho de outro bebê, ou se é uma nação tentando tomar alguma terra ou indústria de outro país, a maioria das pessoas vive suas vidas na suposição de que elas não têm nada e, portanto, devem obter algo, trabalhar para isso, planejar e tramar para isso.

E então há aqueles que alcançam um estágio em que eles percebem a futilidade desse esforço constante de lutar pelas coisas que perecem, coisas que, depois que são obtidas, provam ser apenas sombras. Esse é o estágio em que algumas pessoas se afastam dessa busca por coisas no reino exterior e passam a buscá-las em Deus. Aquilo que elas até agora não conseguiram reunir por meios materiais, elas agora esperam obter de Deus. Mesmo que isso seja apenas um leve vislumbre do Caminho, já é ao menos a abertura de uma brecha, porque isso tira algumas pessoas da expectativa do que podem obter do mundo material aquilo que lhes satisfaz, dirigindo-as para a crença em alguma Fonte invisível de, ou através da qual, seu bem possa vir. 

Aqueles que falham em encontrar em Deus uma porta aberta para a saúde, riqueza e sucesso são naturalmente levados a procurar mais fundo pelo Caminho, ou buscar o significado do Caminho.

Não é dado a um ser humano decidir por si quando ou se ele vai entrar no Caminho e, até que o Espírito de Deus toque uma pessoa, ela não tem interesse em encontrá-lo, e certamente não tem nenhuma inclinação para segui-lo. 

No entanto, na vida de cada pessoa - e não necessariamente nesta vida em particular - em algum momento ou outro ela será tocada pelo Espírito. Ela nunca pode saber quando será isso: tudo o que ela sabe é que nela se desenvolveu uma curiosidade, uma fome ou sede de algo - que ela não sabe o quê - que a leva para frente. É nesse momento que ela entra no Caminho, e desse ponto em diante, não está dentro de seu poder decidir até que ponto vai abraçá-lo, até onde ela irá.









*Joel Goldsmith*

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

DEUS NÃO É UM PODER A SER USADO, POIS É O ÚNICO PODER!!






O poder de Deus não é para ser evocado pelos humanos e não é alcançado pela tentativa de influenciar Deus em causa própria. Não se trata de um poder contra o pecado, contra a doença ou contra a morte, tanto quanto a luz não é um poder contra as trevas. 

A verdade é que não há trevas: elas são apenas ausência de luz. Não constituem uma presença, nem uma entidade, nem uma substância que se possa examinar ao microscópio. Não é possível captar um pedaço de escuridão e examiná-lo, porque não existe essa coisa chamada escuridão. A escuridão é unicamente ausência da luz.

Pecado, doença e morte – como a escuridão – não existem, pois aquilo que Deus não criou não existe. Ele é o único poder criador, é o que mantém a criação. 

No Gênesis, lemos: “Deus contemplou tudo o que fizera e viu que era bom”. Não está em Sua natureza contemplar o pecado, a doença e a morte e considerá-los bons; por isso, não pode tê-los criado.

Há outro ponto: o que Deus criou, criou para sempre, e não permitiria que alguém aniquilasse qualquer coisa que haja criado. Se houvesse criado o pecado, a doença e a morte, não teríamos nenhuma esperança de vencê-los.

Não precisamos do poder divino para vencer algo que não foi feito no princípio, nunca teve existência e apenas representa a nossa ignorância da Verdade. 

O nosso poder de cura, então, que é o nosso poder espiritual, repousa unicamente no conhecimento da verdade de que Deus é o Supremo Poder Criador, mantenedor e sustentador, e de que aquilo que Ele não criou não existe. Aí reside o nosso único poder espiritual.









JOEL GOLDSMITH

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

*PARA OS QUE SE LIBERTARAM EM SUA VERDADEIRA IDENTIDADE : O CARMA NÃO EXISTE

 





Embora o Caminho Infinito lance toda uma nova luz sobre o ensinamento do carma e da lei cármica, poucos estudantes percebem a diferença entre a abordagem tradicional e essa nova luz, a qual ensina que, quando você se eleva além da consciência humana até a consciência espiritual, não há lei cármica, não há lei de causa e efeito, não há segundo a qual você colherá o que semeou. Essas são superstições da mente humana, são crenças criadas pelo homem.

A lei de colher aquilo que semeamos, a lei cármica, atua somente no nível humano da consciência. Não existe lei cármica na dimensão Espiritual da Consciência DIVINA que Verdadeiramente Somos.


Ora, já vimos a lei cármica ser anulada várias vezes. Toda vez que uma doença infecciosa ou hereditária foi vencida por tratamento metafísico (espiritual), a lei de causa e efeito foi anulada, e assim ficou provado que, na verdade, não existe tal lei. 

Na consciência espiritual não existe lei de doença, nem lei de causa e efeito, nem lei de colher o que plantamos.

Mas, embora em certa medida todos nós estejamos sob a lei cármica, ela não é o fundamental na minha vida ou na sua, porque, *na medida em que a Graça de Deus nos toca, nós nos libertamos dela.* 

Sofremos menos infecções e contágios, menos depressões, menos mudanças negativas no sistema político e econômico. 

Em certa medida, aqueles que avançaram no desenvolvimento espiritual a ponto de ler este livro ( !!! ) estão sob a Graça, mas, mesmo que não tenham atingido a plenitude de uma vida pela Graça, cada um deve, a esta altura, saber como vencer os efeitos da lei cármica.

Se alguém nos procura doente por causa da ação de uma lei material de um ou outro tipo - através de pecado, falsos apetites ou falso desejo - a maioria de nós sabe que, quando nos retiramos para o nosso interior e tocamos o Espírito, libertamos aquela pessoa, que é então curado de resfriado, tuberculose ou câncer, de alcoolismo, jogo ou toxicomania, ou mesmo de deformidades físicas.

Sofrer é resultado da violação da lei cármica, e se, através de seu estado iluminado de consciência, você é capaz de libertar uma pessoa, então você anulou a lei cármica. Pela Graça, por ser tocado pelo Espírito de Deus, você afastou aquela pessoa da penalidade da lei. 

Toda vez que você é um instrumento através do qual ocorre uma cura, toda vez que uma pessoa toca sua consciência e consegue liberdade em alguma medida, toda vez que alguém é curado de doença pela qual sofria por violação da lei, sua percepção da Graça Divina liberta-o dos efeitos da lei cármica. 

Toda vez que você faz com que o Poder de Deus influencie a experiência de alguém que pecou e, no sentido humano, está sofrendo a punição, ele é libertado dos efeitos de seus próprios pecados pela Graça.

Ao lidar com um paciente, eleve-se muito acima da tentativa de saber se ele está colhendo da carne ou do Espírito. 

Na realidade, você precisa deixar seu paciente em paz. Você não pode levá-lo para dentro de seu pensamento. Para você, não deve fazer diferença se está tratando um santo ou um pecador, se está tratando uma pessoa com resfriado ligeiro ou nos últimos estágios do câncer. Você precisa esquecer tudo isso e, em seu interior, elevar-se acima de causa e efeito até alcançar, em seu interior, aquele Reino de Deus. Então o Cristo toma conta e aquele Espírito de deus, o mesmo Espírito que ressuscitou Lázaro dentre os mortos vivificará seu corpo mortal, assim como o de seu paciente ou estudante.

Alguns de nós testemunharam esse Poder da Graça em seu trabalho nas prisões. Vimos prisioneiros sendo punidos por coisas pelas quais humanamente deviam ser punidos, mas, quando algum impulso os levou a procurar Deus, foram beneficiados por livramento condicional, perdoados ou de alguma outra maneira livrados da sentença que lhes pesava sobre os ombros. A lei cármica tê-los-ia mantido sujeitos a seus crimes e, de acordo com a justiça humana, eles teriam cumprido todo o tempo de sua sentença na prisão. Mas não de acordo com a Lei Divina de perdoar setenta vezes sete, de não-condenação. A Graça transcende a lei.

Quando os necessitados o procuram, é fácil ver que a lei de causa e efeito está atuando. Vem então a sua parte de libertá-los e ser libertado. 

Embora, como ser humano, você esteja submetido à lei, após reconhecer que só sofre por causa da aceitação universal da lei cármica, você deixa de lado a lei. Mas como fazer isso? 

Reconhecendo que a lei de causa e efeito não é poder, somente a Graça é Poder! 

A lei atua em nível de crença, então a violação da lei também é apenas uma crença.

No momento em que você percebe que vive pela Graça, a tentação de fazer alguma coisa de natureza imprópria - mentir, roubar ou cometer outros crimes - desaparece. 

Quando você compreende não viver só de pão, por que furtar pão? Quando entende que não vive só por dinheiro, por que ser avaro? 

No momento em que percebe que não obtém satisfação do mundo exterior sob a forma de suprimento, prazer ou companhia, você está sob a Graça e você está livre.


Se mantém alguém sujeito à lei do carma, você também se sujeita. Se o libertar, você também se liberta, porque só existe um 'Eu". O que você faz a outrem volta a você; o pão que lança às águas volta a você. 

Você sofre apenas porque está se mantendo sob a lei de causa e efeito, mas pode caminhar sobre as águas da vida, na compreensão de que, como Filho de Deus, não está mais sujeito à lei, porque vive sob a Graça. 

Toda vez que uma discórdia entrar em sua experiência, simplesmente sorria: "sim, isso ainda é uma parte da lei, mas eu estou sob a Graça, e a lei não é poder. Essa lei não prende o Filho de Deus".

"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" - "Eu" sou a Lei! Até estar livre em sua verdadeira identidade, haverá leis atuando em você; mas elas não são leis de Deus, são leis criadas pelo homem.





*- Joel Goldsmith*

sábado, 3 de outubro de 2020

*Ramos da Árvore da Vida*




Deus é a sua Vida e a minha Vida. 

Não há vida separada para a orquídea, a batata ou a laranja: existe apenas uma Vida. 

Não há vida separada em mim e em você: é a mesma Vida fluindo em todos. 

Não existe vida judaica, protestante, católica, taoísta ou vida vedanta: há apenas uma Vida expressando-se como todos. 

Não há vida branca, amarela ou vida negra: existe uma Vida e, por causa dessa Vida, Somos Um.


Muitas pessoas religiosas sinceras relutam em aceitar a verdade de que são ramos da Única Árvore da Vida. 

A verdade é que, se Deus é a Árvore da Vida, todo mundo é um ramo - você é um ramo e eu sou um ramo, independentemente da cor, raça ou de qual igreja pertencemos ou não.

No modo de vida materialista, você se considera uma pessoa e pensa que eu sou uma pessoa separada, e que o que lhe afeta não me afeta, ou o que me afeta, não lhe afeta. 

Há quem até acredite que pode privar os outros de algo e ainda se beneficiar. Tudo isso é um absurdo. No relacionamento da Árvore da Vida e dos ramos, quaisquer que sejam os benefícios, todos devem ser beneficiados. O que fere um, fere a todos.

“Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”. 

Você pode adotar isso como um Modo de Vida Espiritual, ao perceber: “o que eu faço, mesmo para o último deles no mundo, estou fazendo para mim mesmo”. 

Qualquer que seja o bem ou o mal que eu faça, enfim, estou fazendo a mim mesmo, pois existe apenas Um Eu. 

O Eu de mim é o Eu de você, a Vida de mim é a Vida de você, a Mente de mim é a Mente de você. 

Existe apenas Uma Mente, Uma Vida, Uma Alma, Um Espírito, e até o Corpo é Um.

Quando olhamos para uma árvore, com seu tronco, raízes e galhos, vemos uma árvore, uma forma, um corpo. Não pensamos que cada ramo tenha um corpo próprio. Há um corpo, o corpo da árvore, e o corpo da árvore inclui tudo, desde as raízes até a ponta mais externa de cada galho. É uma árvore, e nós também.


Nós somos uma Árvore da Vida. Deus é a Força Vital nela; somos os ramos, todos alimentados e todos recebendo nossa Graça da mesma Fonte, e o que quer que esteja fluindo de Deus para abençoar um ramo, abençoa todos os ramos. Se todas as filiais não a recebem, é porque se desligaram, perderam a conexão, e essa conexão é conhecer a Verdade que liberta.


Portanto, se eu declaro que existe uma Árvore da Vida que é Deus, e que todos nós somos os ramos, e somos Um, tudo o que eu desejo para mim, desejo para todos os ramos, e o que eu gostaria de fazer comigo, eu faço para todo e qualquer ramo que esteja ao alcance da minha Consciência. Se faço isso e permaneço nela, sei a Verdade que me liberta da falta, limitação, ódio, inimizade, ciúmes, perigo, mal e das tramas e planos dos homens.





JOEL GOLDSMITH

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

O EU INOFENDIVEL : É A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL QUE DESCONHECE PECADOS E PECADORES





Toda a ajuda que podemos dar a qualquer um, qualquer grupo ou ao mundo está em proporção direta à nossa compreensão dos Princípios Espirituais com os quais estamos trabalhando e ao grau de Consciência Espiritual que alcançamos. 

É responsabilidade nossa estudar, meditar e fazer tudo o que for necessário para trazer uma Luz maior para a nossa Consciência Individual, não apenas para o nosso próprio bem, mas para que essa Luz que toca nossa Consciência possa fluir para o mundo e beneficiá-lo, para que possamos nos tornar um Centro do qual sai essa Luz de cura, regeneração, bênção, paz, conforto e especialmente Perdão.

Quão poucos de nós percebem a importância da Consciência que perdoa! Não carrega todo mundo consigo a lembrança vinda da "mente em ilusão" de algum pecado de omissão ou comissão que, se pudesse, ele iria rever ou desfazer? Não temos todos nós pelo menos algum pequeno sentimento de culpa vindo da "mente em ilusão"? Não estamos nós sempre esperando pelo nosso próprio perdão e tentando nos perdoar, e muitas vezes achando isso muito difícil de fazer? 

É por isso que é tão necessário que cada um de nós desenvolva o Perdão em sua Consciência, para que todos que nos procuram possam sentir uma completa ausência de julgamento, crítica ou condenação.

Não vamos dizer a ninguém que nós não o condenamos. 

Nós dificilmente diríamos a alguém: "eu sei que, no fundo, você é tão pecador quanto eu sou". Nós não expressamos isso de forma audível: nós sabemos disso, e sabemos que, assim como desejamos ser libertados de nossos pecados de omissão e comissão, assim sabemos que todo mundo também o quer.

Acima de todas as outras coisas, cabe a nós desenvolvermos dentro de nós uma Consciência interna, silenciosa e sagrada, que possa dizer - mas não falar externamente - aos nossos parentes e vizinhos: "não há julgamento nenhum sobre você; não há memória do passado: só existe a compreensão deste momento". 

Esta foi a atitude mostrada pelo Mestre quando ele perdoou a mulher apanhada em adultério, e quando ele disse ao ladrão na cruz: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso".

O pecado tem um significado muito mais profundo do que o conceito comumente aceito disso. 

O pecado não é apenas mentir, roubar, trapacear, dar falso testemunho, cometer adultério e assassinato; pecado também inclui aquelas ignorâncias menores em que todos nós nascemos: os julgamentos humanos e inibições, medos e superstições humanas. 

A Consciência indulgente dissolve tudo isso pelo Perdão.

Qualquer um que possa perceber que os erros de sua vida foram todos provocados pela ignorância, superstição e medo = IDENTIFICAÇÃO COM A mente ILUSÓRIA/carne pode facilmente desenvolver uma Consciência que perdoa. 

Esse tipo de Consciência é uma Consciência de Cura, porque compreende a natureza dos medos, superstições e ignorância universais. Ela vive sempre nessa atmosfera de libertar a todos de seus medos e pecados escondidos, sejam de omissão ou comissão, os quais não são pessoais, mas o resultado de um senso universal de condenação.

Que bênção quando, confrontados com um sentimento de culpa, entramos na presença de uma pessoa cuja mente não está cheia de críticas, julgamento e condenação, mas que entende, perdoa e acolhe, cuja gentileza é tal que nenhum pensamento de qualquer natureza dura entra em sua mente! Isso é ter aquela Mente que estava em Cristo Jesus, e quando nos elevamos para esse Estado de Consciência, todos que vêm dentro do alcance de nossa Consciência sente o que o mundo chama de Amor. 

O Perdão é um atributo do Amor; a Compreensão é um atributo do Amor; e acima de tudo, entender a natureza universal dos males do mundo é o Amor. 

Compreender é perdoar; perdoar é amar o próximo como a nós mesmos.




*- Joel Goldsmith*