sábado, 30 de agosto de 2025

*CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL*




“A consciência espiritual é uma percepção de que, dentro de você, está a substância de tudo o que deve aparecer em seu mundo; ao passo que a consciência material é uma crença que você adquire, realiza e alcança de fora. 

A consciência espiritual é a certeza de que tudo o que precisa flui para você de dentro do seu próprio ser.

Você chega a um nível da consciência em que fica claro que não depende de nada aqui fora, mas que, para o seu bem, deve recorrer ao Infinito Invisível. 

Em algum momento específico, dentro de si mesmo, você diz: "Sim, a partir de agora, minha dependência estará no Infinito Invisível, no reino de Deus dentro de mim. Vou buscar fora cada vez menos".

Assim, sua fé, esperança e dependência do mundo exterior mudam gradualmente para o reino interior, e o estado material da consciência cede a essa consciência espiritual que é "a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse".”


*- Joel Goldsmith*


sábado, 23 de agosto de 2025

A Gratidão-3 (Final)

 



                       – 3 –

Não há limite para a gratidão que podemos exprimir, já que sabemos que tudo vem de Deus.

Não há limite para o amor que podemos exprimir, já que o amor é Deus e d’Ele provém.

Não há limite para o suprimento que podemos experienciar e partilhar – mesmo em dinheiro – sabendo que Deus é o único Provedor.

O ponto mais importante, e que não devemos esquecer, é que Deus é seu Eu real e você possui, latente, toda a infinidade dos divinos dons e da divina capacidade. Não há limites para sua expressão. 

Você pode exprimir a infinidade que está em germe em você. Não basta teorizar esta Verdade. É preciso tomar consciência dela. 

É importante começar a conscientizar, a observar e dissolver, paciente e firmemente, as emoções negativas, as crenças equivocadas, as fantasias e demais bloqueios formados em nossa parte humana, a fim de que nos abramos e nos elevemos a este maravilhoso cosmo divino, que está sempre nos mandando mensagens de verdade e de amor e não podemos escutar. E se escutássemos, não poderíamos compreender. 

É indispensável este trabalho sobre nós mesmos, esta transmutação, que irá rompendo o véu da ilusória separatividade, até que possamos dizer como o Cristo: “Eu e o Pai somos um”.

Recordemos a promessa do Mestre: “As obras que eu faço, vós as fareis, e maiores obras ainda fareis, se me fordes fiéis”. Ele se referia à fidelidade com nosso próprio Cristo interno, em Quem reside toda a infinita possibilidade do Ser, quando Lhe fazemos a vontade.


F I M

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

A Gratidão-2

 




                         – 2 –

Deus é o amor e o suprimento de todo o bem. Ele é infinito Se o homem exprime apenas um dedal ou um copo de graças, a culpa não é de Deus, mas do homem que se limita com suas crenças falsas e negatividades. 

Na medida em que você se abre ao Divino e Lhe permite maior expressão, seguramente canalizará mais de sua infinidade. Não é que as pessoas retenham o divino amor. O homem não tem poder sobre o amor. 

O amor continua, incólume, inteiro, livre e puro, ainda que o homem não o exprima. E quando o homem exprime amor, em verdade, é Deus Se exprimindo por ele ou como se fosse ele.

Deus não Se exprime de modo limitado e finito. Se ele não encontra meios suficientemente amplos para exprimir o Seu amor, valer-se-á de outros canais mais generosos. 

O erro não é de quem parece negar ou limitar o divino amor ou até odiar. 

O equívoco está em quem espera receber amor de uma pessoa determinada e fica a exigir-lhe, insatisfeita e a condená-la, julgando que ela está retendo o amor a que tem direito. Ninguém pode reter e bem dar o que não é dele. E o amor é de Deus. De uma vez por todas, ponhamos de lado a ideia de que uma pessoa possa ter amor. Não teimemos em apontar a pessoa que nos deve amor. 

Ergamo-nos a Deus, que é amor e suprimento. Ele sabe como, por quem e quando nos fazer chegar esse amor e suprimento. 

Ainda que você não esteja recebendo de quem acha ter o direito de esperar, você não pode mudar ninguém. Mas você pode mudar a demonstração. Não fique a olhar para as pessoas. Olhe para Deus e só d’Ele espere. Então o amor lhe virá de algum modo, mesmo que seja por um canal que não esperava.

Guardemos bem isto: não determinemos a direção de onde nós há de vir o amor e suprimento. Ele sempre vem de Deus. Quando compreendemos claramente isto e nos abrimos a Ele, tudo muda!


GRATIDÃO E SUPRIMENTO

Há estreita relação entre a graça e o suprimento. É frequente ouvir pessoas que, ao exprimir sua gratidão com algum bem material, comenta: “Se eu pudesse, daria mil vezes mais que isto, para pôr-me à altura de tudo que recebi”. É pena que a maioria das pessoas não entenda ainda o sentido mais profundo do amor, do suprimento e da gratidão. 

Se é verdade que Deus, muitas vezes exprime Seu amor com provisão material, isso não quer dizer que a gratidão possa ser compensada com bens materiais. Infelizmente, a maioria pensa dar e amar pelo humano e, por isso, espera recompensa pelo humano. Acham que, tendo materialmente mais, podem exprimir mais sua gratidão. Grande engano!

Todavia, como devemos compreender e aceitar os demais conforme seu grau de compreensão, não nos esqueçamos de “dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, isto é, sejamos gratos aos canais da provisão e do amor de Deus, alegrando-nos de que possam exprimir os divinos dons e desejando que eles os exprimam cada vez em maior abundância, por sua elevação da consciência. 

Ao mesmo tempo, nunca olvidemos que Deus é a única Fonte de suprimento e que tudo provém d’Ele. A Ele, sempre, é que devemos endereçar a ação de graças.



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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

A Gratidão-1

 




É dito nos Evangelhos: “Por suas obras os conhecereis”. Esta Verdade se aplica à gratidão, que deve manifestar-se em atos. 

Quanto mais elevado for o conceito que uma pessoa tiver de gratidão, tanto maiores serão as suas obras de reconhecimento, e mais expressivas as demonstrações que recebe nesse campo.

Dar graças é reconhecer Deus como a Fonte única, abundante, infalível, contínua, amorosa e sábia de suprimento de todo o bem. 

É impossível ser grato sem exprimir, em alguma medida, a natureza de Deus, no ato de agradecer, pois tudo vem de Deus e não de homens. 

A gratidão mesma tem significado que transcende a palavra que a representa ou os conceitos concebidos pelos homens a seu respeito. Suas profundas raízes atingem a realidade do Ser.

No sentido comum, a gratidão é o transbordamento de apreço às pessoas e circunstâncias pelas quais, aparentemente, recebemos tudo. Mas seu real significado vai muito além dos eventos e pessoas que a exprimiram. 

Uma pessoa não pode ser grata e nem ingrata. Não está no poder de ninguém, dar, limitar ou negar o bem representado por qualquer coisa. 

A gratidão nada tem a ver com o ser humano, porque ele é apenas um veículo ou canal de expressão do amor de Deus.

A GRATIDÃO E O AMOR

A gratidão é uma das fases do amor . . . e o amor é Deus. 

É impossível manifestar gratidão sem manifestar amor, porque os dois são atributos afins de Deus, inseparáveis d’Ele. 

A gratidão é semelhante ao amor. Tal como o amor, a gratidão é Deus Se expressando através do homem ou como homem. Assim como é impossível amar sem exprimir, em alguma medida, a divina natureza nossa, também é impossível ser grato, sem exprimir, dentro de nosso entendimento, a natureza de Deus, no ato de agradecer: todo o bem procede de Deus e não do homem. 

Disse Cristo Jesus ao moço rico (que se julgava virtuoso): “Por que me chamas bom? Bom é só Um – o Pai celestial”.

É tolice dizer: “Gostaria de ser mais amoroso e grato”; “Gostaria de ser mais atencioso e serviçal”, etc.

Você não pode ser os dons de Deus. Compreenda claramente que a natureza humana é apenas um aspecto do Ser total. 

Como estamos demasiadamente identificados com essa parte periférica, humana, que é uma pequena fração do Ser integral, muita gente concebe, falsamente, que possa amar, ser sábia, ser grata, realizar grandes obras, curar, etc.. Nada mais inverídico! Se assim fosse, Jesus, que exprimia o mais alto nível de iluminação que a humanidade jamais conheceu, não diria humildemente de si mesmo: “Eu, de mim mesmo (natureza humana), nada posso. O Pai (o Divino interno que nos gerou) é Quem faz as obras”.

O homem, como ser humano, não pode ser mais e nem menos. Você não acharia graça se um cano lhe dissesse que ele gerou a água e reclamasse méritos por isso? Daí que os Evangelhos ensinem: “Depois de haver feito tudo que me incumbia, direi: servo inútil sou”.

Realmente, enquanto o ser humano toma a persona como um Todo, é um alienado de Deus. E quando chega à compreender que é um canal das graças divinas, então se torna nada, para saber que o Divino é Tudo. 

Não há outro ser real, senão o Divino, em nós, a Quem devemos tudo atribuir. É preciso que o eu falso diminua e o Cristo interno cresça. 

É necessário chegar ao ponto de o eu falso ser crucificado e o Eu real ressuscitar e elevar-se à plenitude de ação e de união ao Pai. Como disse Paulo: “Quando sou fraco (sem pretensão humana) sou forte (internamente”).



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terça-feira, 5 de agosto de 2025

*A CHAVE QUE SOLUCIONA OS PROBLEMAS DA DUALIDADE CONSISTE EM ABOLIR A CRENÇA NO BEM E NO MAL*

 




Que o tema da cura espiritual é enfatizado em nosso trabalho é que a prática deste tipo de cura aprofunda e enriquece a consciência, e através desta prática, os problemas cotidianos da vida nos tocam em um grau decididamente menor. Mas o trabalho de cura não é o fim ou o objeto de nosso ser no caminho espiritual. Ao contrário, é incidental para o objetivo maior de alcançar a realização de Deus.

Qualquer pessoa que tenha tido alguma experiência em metafísica deve ter observado que a ambição de vida de muitos estudantes é tornar-se saudável ou próspero, mas, em algum momento ou outro, esses estudantes devem aprender que a falta não é um problema tão grande quanto foi pintado, nem a doença. 

Na verdade, tanto a doença quanto a falta pode servir de incentivo para nos tirar das limitações físicas e mentais com as quais nos vinculamos. Essas limitações não se dão porque a mente e o corpo são maus ou doentes, mas apenas porque tanto a mente quanto o corpo foram condicionados pela crença em dois poderes.

Um erro frequentemente cometido pelos estudantes em sua prática de cura espiritual, e que foi apontado em capítulos anteriores, é tratar os efeitos - dores de cabeça, tempestades, cânceres, poliomielite - negando-os ou de alguma forma tentando lidar com eles. Nunca cometa esse erro. 

Nunca, sob nenhuma circunstância, trate doenças cardíacas, tuberculose, ou qualquer doença da qual você já tenha ouvido falar, ou qualquer acidente. Estes são apenas efeitos. Se você pudesse remover todos eles, a causa ainda estaria lá, e a causa é uma crença em dois poderes, uma crença na mente carnal.

Se, neste momento, você pudesse ser curado, nada o impediria de ficar doente ou pobre novamente amanhã, a menos que você, você mesmo, tivesse chegado à conclusão de que a cura que ocorreu não foi da falta ou limitação, do medo, do pecado ou dos falsos apetites, da poliomielite, do câncer, da cegueira ou da surdez: de que a cura foi em ser libertado da crença em dois poderes - o bem e o mal.

Uma vez que você começa a curar com base nisso, você descobrirá que aqueles que vêm até você em busca de ajuda recebem anos e anos de liberdade das discórdias e desarmonias da vida cotidiana. Você os libertou não de seus males, mas da causa de seus males, a crença universal nos poderes bons e nos poderes maus.

Se você estiver lidando com um resfriado ou gripe, silenciosamente, esteja disposto a ponderar, refletir, meditar e cogitar sobre esta verdade: Deus, Ser Infinito, além do qual não há outro! Deus, Onipotência! Não há outro poder. Nada pode ser empoderado para fazer o mal. Como poderia ser se Deus é Infinito, se Deus é Bem Infinito e Onipotência Infinita? Deus constitui todo ser.

O que estou enfrentando não é o mal. Não é um germe destrutivo. Estou diante de uma crença em dois poderes, e não a aceito. 

Não pode haver Deus e qualquer outro poder. 

Não pode haver nem mesmo um poder para o bem em qualquer lugar: só pode haver o próprio Deus, mantendo e sustentando a integridade de Seu próprio Ser.

Depois de algumas vezes você ter assistido o resfriado ou a gripe se dissolverem, você começa a ter menos fé no poder do mal e muito mais confiança no Princípio da Unidade e na certeza de que este é o grande Princípio da Vida.



- Joel Goldsmith*

quinta-feira, 31 de julho de 2025

*ELEVANDO O EU*

 




À medida que vivemos na percepção de nossa Consciência Divina, o "homem natural" de nós está "morrendo". Por que ele está "morrendo"? Ele é alimentado apenas por nossos pensamentos, e quando nossa vida humana, nosso eu carnal, não está em nossos pensamentos, ele está "morrendo". 

Quanto mais vivemos na percepção consciente de Deus constituindo nosso ser, mais o "homem natural" está sendo diminuído, até que finalmente se desvanece inteiramente.

Nós mantemos e sustentamos os males, os erros e as discórdias de nossa vida pensando neles, mas assim que não pensamos mais neles, eles deixam de existir porque nunca existiram fora de nosso pensamento. 

À medida que paramos de pensar em nossos triunfos e fracassos, eles não existem mais. Em vez disso, Cristo vive nossa vida.

Como vamos demonstrar a verdade de que o Cristo vive nossa vida? Como vamos demonstrar que podemos fazer todas as coisas através do Cristo? O primeiro passo é renunciar ao pronome pessoal "eu": "eu" temo; "eu" duvido; "eu" não sou capaz; "eu" não tenho a capacidade; "eu" não tenho tempo. Esse senso pessoal do "eu" deve ser abandonado, e devemos lembrar que nosso Maná oculto é nossa percepção deste Cristo que habita em nós.

Enquanto permanecermos na percepção de nosso Cristo Interno, as coisas "deste mundo" devem diminuir e diminuir e diminuir até desaparecerem. 

Quanto mais carregamos em nosso pensamento os medos "deste mundo", menos chances temos de perdê-los. Eles devem ser abandonados primeiro! Eles não podem ser abandonados psicologicamente - isso já foi tentado. Não podemos nos psicologizar a partir de nossos medos. Só há uma maneira de abandonarmos as preocupações do mundo humano, que é deixar o Cristo preencher nossa consciência, ter a percepção constante deste Maná oculto: _"Eu vivo; porém não eu, mas Cristo vive em mim"_. Não podemos viver lá em cima com isso, e odiar ou temer algo aqui embaixo. 

O Cristo veio à nossa consciência para que tenhamos vida, e para que a tenhamos com mais abundância. Mas é nossa percepção consciente disso que O traz à nossa experiência. (9. João 18:36.) (10. Gálatas 2:20.)

Devemos saber que temos este Maná oculto, e o que Ele é. Não podemos ter uma fé cega de que Ele é uma coisa ou outra. Ele não é um amuleto: é a compreensão de que Deus é nossa Consciência, que o Cristo é nossa Mente, que o Cristo é a Lei que opera através de nós. Este é o nosso Maná oculto. Este é o segredo que não podemos contar ao mundo porque seríamos crucificados por ele, como outros já foram antes de nós. Não será crucificado em uma cruz, mas seremos crucificados em nossa Alma ao sermos zombados e ridicularizados. 

Portanto, devemos manter isto trancado em nossa consciência e, quando o mundo ver a praticidade deste modo de vida, ver as vidas harmoniosas que se desdobram, não haverá mais argumentos ou críticas. 

Fique quieto; fique quieto sobre este Maná oculto. Então, mesmo que o mundo não acredite, não haverá argumento algum.

Tudo em nosso mundo humano - seus costumes, linguagem e modo de operação - torna a vida difícil para nós enquanto tentamos manter esta Palavra em nossa consciência. 

A dificuldade é que prestamos um serviço labial à conversação do mundo e, ao mesmo tempo, sempre temos que manter nossa própria integridade espiritual interior e, ainda assim, não expressá-la externamente.

É por isso que é imperativo ter muitos períodos de dez, vinte, ou trinta segundos ou minutos para uma pausa no meio do dia ou da noite para relaxar, lembrar e flutuar novamente no Mar do Espírito. É por isso que é tão essencial fechar os olhos às vezes para sentir o testemunho, e lembrar: "Obrigado, Pai. Eu no meio de mim é o meu Maná oculto".

Todo este tempo estamos elevando o Eu em nós, elevando-O do senso pessoal de "eu" para o Eu que realmente somos. 

Estamos crucificando esse senso pessoal de "eu", e se o mantivermos por tempo suficiente, ele estará "morto", e não restará nada além do Eu que somos, e com isso Minha Paz e Minha Graça, Minha Totalidade, Minha Completude, Minha Harmonia, Minha Justiça.

Temos que lembrar com frequência que o Eu-Cristo é nossa verdadeira identidade, enquanto o "homem natural" é aquela parte de nós que nos foi imposta ao nascer e à qual estamos agora "morrendo". 

Na medida em que elevamos o Eu em nós, estamos "morrendo diariamente" para o senso pessoal do "eu". 

Na medida em que não pensamos, mas descansamos no Mar do Espírito, estamos deixando o Cristo viver nossa vida, e então a cada momento do dia fazemos aquelas coisas que nos foram dadas para fazer.

Um estudante compreensivo não acreditará que este caminho é uma forma de não fazer nada. Em certo sentido, é; mas este "não fazer nada" nos faz levar uma vida muito ocupada porque o "não fazer nada" não é realmente um não fazer nada; é não fazer nada de natureza pessoal. É não fazer nada através do medo ou da dúvida pessoal; é não fazer nada que seja puramente de nossa vontade ou de nosso desejo. Neste sentido, ele não está fazendo nada, mas é realmente uma existência muito ativa porque Deus está Se realizando como nossa experiência individual.


*- Joel Goldsmith*


sábado, 26 de julho de 2025

Cristicidade-6 (Final)

 



– 6-
A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO


A descida do Espírito Santo, com essa experiência (de o Poder do Altíssimo cobri-lo com Suas Asas), ocorre somente quando você conquista alguma medida da realização de Deus como um único poder; quando tenha renunciado a todas as tentativas de lutar contra o erro, ou de usar a Verdade para vencer o mal; quando você cessar de resistir e de lutar, sabendo que “a batalha não é sua, mas de Deus” (“não por força nem por poder, mas pelo Espírito”). 

Quando você descansa nesta certeza e sabe que não é preciso combater nenhuma condição ou pessoa; que não adianta força física nem poder mental, porque tudo vem do Espírito (o Pai em você), então você repousa armas contra as chamadas forças e poderes deste mundo. Aí é que você chega à consciência da verdade de que só há um Poder: Deus. 

Então você sente a descida do Espírito Santo e o Poder do Altíssimo a cobri-lo com Suas asas. Só nessa condição é que sua consciência pode emanar, de você e através de você, a todos aqueles com quem você entra em contato, a força que lhe vem do Alto e de dentro.

No momento da concepção e do nascimento do Cristo em seu íntimo, você deixa de viver na parte humana para viver na Alma. A mente retoma sua própria função como instrumento dócil e fiel e seu corpo será utilizado como veículo de expressão e atividade do Cristo. 

Quando você realizar essa transição conscientemente, não perderá nunca mais seu corpo: mesmo que deixe esse plano, levará seu corpo com você. Entretanto ele continuamente surgirá para aperfeiçoar-se, de acordo com o seu conceito gradualmente mais perfeito do corpo. Você nunca mais deixará de ter um corpo e nem será privado da mente, senão que, agora, ambos, corpo e mente, tornar-se-ão veículos de expressão da Alma, pois esta se comunicará à parte humana através da mente, para que o corpo execute as funções do Ser. Cada fase de sua vida será, então, vivida diretamente pelo Espírito, que emanará do fundo de você.

Esta é a significação da Imaculada Concepção – a concepção do Cristo em sua consciência. Mas, repito, esse nascimento só ocorre numa vida transformada. Ele nasce em sua experiência pessoal quando você transcende o viver mental para um viver através da Alma. Então, você não é mais um ser humano. Você é um Cristo de Deus!

F I M