domingo, 23 de abril de 2023

O QUE É O JULGAMENTO JUSTO MENCIONADO POR JESUS?





Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça (João, 7:24).


O Mestre ensinou seus discípulos a evitar o julgamento de pessoas e coisas quando disse: “Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus” (Marcos, 10:18).

Se você não deve chamar Jesus de bom, então não chame de boa nenhuma pessoa ou coisa. Não chame a saúde de boa, nem a riqueza, nem a felicidade. Chame apenas Deus de bom. Nunca chame de bom qualquer efeito, porque o bom está na causa.

É também falso olhar para alguma coisa e chamá-la má. Ela não é boa nem má. Não tem poder positivo nem poder negativo, porque todo poder está em Deus.

No momento em que você puder tirar poder positivo e poder negativo de um efeito, você obedeceu ao ensinamento de Jesus em dois pontos. Você não está chamando de boa uma pessoa, mas está chamando bom a Deus. E não está temendo o mal de Pilatos, porque está reconhecendo Deus como o único poder.

Assim, você afastou o bem e o mal do efeito e agora tem todo poder em Deus.

Não há meios de se fazer um julgamento justo pelas aparências.

Não olhe para o que parece ser uma boa condição, julgando-a boa porque não é. Sua única bondade está em Deus. 

Não olhe para qualquer mal, chamando-o de mal, porque isso é julgar apenas pelas aparências.

Você não tem conhecimento do que jaz atrás das aparências, de modo que é uma questão de exercitar-se a si mesmo, ser capaz de olhar para as aparências humanas tanto do bem como do mal e dizer: “Nem eu o julgo. Nem declaro que você é bom ou mau. Direi que você deve ser espiritual, porque Deus criou tudo que existe e Deus é Espírito”.

Este último ponto é muito importante, porque a cura do Caminho Infinito é praticada nessa base.

Se quisermos julgar com justiça, eis a verdade: Deus é a vida e a vida é eterna. 

Eis a verdade. Mas se hoje eu fosse dizer a você que está bem ou mal de saúde, que tem integridade ou não, eu estaria julgando pelas aparências. Eu não conheço a realidade sobre você; conheço apenas a aparência que você está apresentando.

Recusando o julgamento, nem condenando nem o julgando, percebo que nada conheço sobre você, exceto que você é Deus que aparece como um ser individual.

Eu não sei se você é bom ou mau, se está doente ou com saúde, mas que você é Deus aparecendo, e nisso insisto. Tudo que Deus é, você é. Tudo que Deus possui, você possui. Deus constitui seu ser. Eu não posso ver isso com meus olhos. Com meus olhos, posso apenas julgar pelas aparências.

Fazer um julgamento justo dá a você domínio sobre seus conceitos.

O julgamento justo é a compreensão de que Deus é a realidade do ser individual.

Sabendo disso, você não se tornou um indivíduo. Você mudou seu conceito do indivíduo; você se absteve de julgamento. 

Agora você sabe quem é o indivíduo: Cristo, o filho de Deus. Isso é ter domínio sobre seu conceito.

No momento em que qualifico e digo que você é bom, mau, rico, pobre, saudável, doente, jovem ou velho, estou no reino do julgamento, dos conceitos e das aparências e assim não farei progressos.

Deus deu autoridade ao homem no primeiro capítulo do Gênese. Ele foi feito à sua imagem e semelhança. Nunca foi dada autoridade a um ser humano, mas o homem feito à imagem e semelhança de Deus é o homem que você é, quando deixa de aceitar as aparências.

Você é a imagem e semelhança de Deus apenas quando deixa de ter conceitos, quando deixa de ter opiniões ou crenças sobre este universo, em lugar de ouvir a comunicação espiritual.

Então, sua mente fica inteiramente livre de quaisquer opiniões ou julgamentos e você é o filho de Deus. Tudo o que o Pai tem flui através de você.

Quanto mais você estiver vendo uma pessoa ou uma condição, como tendo poder, e estiver julgando o bem e o mal, mais mergulhado estará no sonho.

No momento em que puder afastar seu julgamento e perceber: “você não é bom nem mau; você não está morto nem vivo; você não é rico nem pobre: você é Espírito”, você estará despertando, saindo do sonho, para a consciência mística da identidade.

Quando essa compreensão chega, o sonho já não mais existe. Isso é algo que deve ser feito individualmente e também coletivamente.


Joel S. Goldsmith

sábado, 22 de abril de 2023

Ama Teu Próximo Como a Ti Mesmo*





Quando você se senta para orar, seja para você ou para os outros, se você está iniciando um tratamento para outra pessoa, sempre comece por ficar silencioso e recolhido em seu Interior, e, em seguida, conscientemente lembrando "Eu e meu Pai Somos Um".

E como este é um relacionamento universal, todos os homens são Um com Deus.

Portanto, todos os homens estão no coração do Pai, e ninguém, ninguém está separado ou à parte de Deus.

Não que todos os homens percebam esse relacionamento, mas o que o outro companheiro percebe ou não, isso não é de sua conta.

Da sua conta é o que você sente em relação ao seu vizinho, "ama o teu próximo como a ti mesmo."

Como você quer ser amado?

Você quer ser perdoado pelos seus pecados.

Não há uma pessoa que não queira o perdão completo por todo pecado ou ofensa que já cometeu. Nenhuma.

Quem não receberia de bom grado uma Luz Divina dizendo a você que, “embora teus pecados fossem vermelhos como o escarlate, agora estás branco como a neve. E que nenhuma ofensa, de natureza menor ou maior, é mantida contra ti. Doravante, de agora em diante, nem Eu te condeno. Vá e não peques mais”.

Você não se alegraria com isso?
Assim também o seu próximo,
que é seu amigo,
seu parente,
seu inimigo.



*Joel Goldsmith*

quarta-feira, 19 de abril de 2023

A VIDA PELA GRAÇA





"Viver pela graça nos permite fazer coisas maiores com melhores resultados em todas as nossas atividades. 

Este impulso espiritual e orientação divina nos permitem abrir mão de todas as preocupações com nosso bem-estar, das nossas famílias ou nação. 

Medo, perigo ou carência só desaparecem quando o Consolador aparece.

A voz da Verdade se revela dentro de nós dizendo – fique em paz – a cada turbulência que experimentamos. É como se houvesse uma Presença que sempre vai à nossa frente “retificando os lugares tortuosos”, fazendo o “deserto florescer como rosa” e abrindo as portas da oportunidade, do serviço e acolhimento."


JOEL GOLDSMITH

sexta-feira, 7 de abril de 2023

*SEXTA-FEIRA SANTA: A CRUCIFICAÇÃO DO SENTIDO PESSOAL*




Outro dia sagrado da semana da Páscoa é a Sexta-feira Santa. 

Espiritualmente falando, nós não celebramos a crucificação da forma física de Jesus. 

A lição para nós, na crucificação de Jesus e em sua ressurreição no terceiro dia, é para nos mostrar o caminho para encontrar a Vida Eterna. 

Dessa forma, o Mestre revelou claramente, é por meio da morte do senso pessoal. 

Para sermos ressuscitados da tumba, devemos morrer para nosso senso pessoal de vida, porque nosso senso pessoal de vida é um túmulo no qual estamos enterrados. 

Devemos morrer para a crença de que, por nosso próprio “eu” limitado, somos algo, que temos nossas próprias vidas, uma mente, uma alma, um caminho e uma vontade própria. 

Devemos morrer na crença de que possuímos nossa própria virtude, qualquer virtude, vida, ser, harmonia ou qualquer sucesso próprio.

A Sexta-feira Santa é um dia em que devemos contemplar e meditar sobre o significado interno da crucificação.

Voltando aos Evangelhos, olhando para o Mestre como um símbolo, um caminho apontando e reconstruindo, em nosso pensamento, sua vida, ministério, crucificação e sua ressurreição, podemos aprender como ele causou a morte do senso pessoal, como ele evitava ser esmagado por seus problemas, mesmo quando tinha o sério problema de enfrentar a traição e a morte, e como, recusando-se a considerar suas aflições pessoais como problemas, era capaz de elevar-se acima de todo sentido material, na gloriosa afirmação feita diante de Pilatos: "para este fim nasci e por esta causa vim ao mundo". Para ele, nem a vida nem a morte eram um problema. 

Quando Jesus parecia estar em aperto, no poço de Samaria, e os discípulos estavam preocupados em trazer-lhe carne, notamos que ele diz: "eu tenho carne para comer de que não sabeis"; e para a mulher junto ao poço, "todo aquele que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna".

Ao ponderarmos estas declarações, bem como todos os outros ensinamentos de Jesus nos Evangelhos, chegamos à conclusão de que o que este homem está dizendo em substância é: "Não tenho nada, mas tenho tudo. Não tenho onde descansar minha cabeça, mas tenho comida para alimentar cinco mil e ainda sobrar doze cestos cheios".

Ele tinha carne que o mundo não conhecia; ele tinha água que jorrava para a Vida Eterna. Este homem é uma figura monumental. Ele realmente tinha tudo: tinha Deus, o Pai Interior e, como tinha Deus, podia compartilhar o Infinito com todos os que não tinham, fosse água ou vinho, pão ou carne, ou no café da manhã final, peixe. 

Não fazia diferença o que era: ele tinha que compartilhar, mas sempre nos lembrava que, de si mesmo, não podia fazer nada: "Se eu testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro... Por que me chamas ‘bom’?"

Ali vemos o princípio da Sexta-feira Santa, o princípio da crucificação do sentido pessoal, uma crucificação da crença de que nós mesmos temos qualidades do Bem ou quantidades de Bem. Mas com essa crucificação, vem a Ressurreição, na percepção: "Eu não sou nada, mas posso dar a todos vocês".

Por quê? Porque "o Pai que habita em mim, ele faz as obras".

Em vez de pensar na Sexta-feira Santa como outro dia sagrado a ser comemorado, o que devemos perceber é que esse é um dia para a contemplação de outro Princípio Espiritual da Vida: o princípio da auto abnegação, pelo qual, quando trazemos à luz o nada do nosso eu humano, então é revelada a totalidade, imortalidade e eternidade do nosso Ser, porque Eu e o Pai somos Um, e tudo o que o Pai tem é meu.


*Joel Goldsmith*

quarta-feira, 5 de abril de 2023

*Perdendo o medo das pessoas e pelas pessoas*



Para o mundo das aparências, nossos maiores medos são o homem e a potencialidade do homem para fazer o mal. 

Tememos aqueles que seguiram o caminho errado na vida. 

Tememos aqueles que entraram na arena da política com motivos errados. 

Tememos por nossos filhos quando estão crescendo, porque pensamos que podem ser desencaminhados e fazer coisas más. 

Tudo isso, entretanto, é dissipado à medida que adquirimos a consciência de Deus como Ser Individual.

Apesar do fato de que as crianças podem parecer muito humanas, muito perniciosas e tudo o que os filhos eventualmente podem ser, todo pai deve levar dentro de si a compreensão de Deus como constituindo Alma, Mente e Espírito deles, lembrando-se conscientemente de que até mesmo seus corpos são o Templo do Deus Vivo. Isso ajuda a manter seus corpos puros. 

Assim, o pai constrói dentro de si uma tal Consciência da Vida de Deus, da Lei de Deus e do Espírito de Deus como constituindo o indivíduo, que todos aqueles que estão dentro do alcance de sua Consciência ficam sob essa Graça em vez de sob a lei (dos homens).


*Joel Goldsmith*

segunda-feira, 3 de abril de 2023

O CAMINHO DE VOLTA À CASA DO PAI





A meta de nossa jornada na senda espiritual é realizar a transição do homem terreno - que não se encontra sob a lei de Deus, para A PERCEPÇÃO DE QUE O HOMEM É O CRISTO ETERNO, deixando para trás esse egocentrismo, DEIXANDO PARA TRÁS ESTA HUMANIDADE que é às vezes boa, às vezes ruim, às vezes doentia e às vezes sadia, às vezes rica e às vezes pobre e mergulhar em nossa condição divina como filhos de Deus.

De acordo com Jesus, ou nos percebemos ramos que estão em Unidade com a árvore da VIDA - o Pai - a Totalidade, ou nos veremos como ramos cortados da árvore.

Se nos reconhecermos como meros carnais estaremos entre os ramos a serem cortados, secaremos e morreremos; mas, se estivermos ligados ao tronco, então somos UM com a árvore toda e tudo o que a constitui, descendo até as raízes e subindo raízes acima. Estamos em uníssono com tudo o que esta no solo, com a luz do sol e com a chuva.

Tudo o que se infiltra no solo sobe através das raízes, alimenta toda a árvore e então produz frutos.

Todos os problemas com os quais nos defrontamos decorrem da crença de separação de nossa Fonte, e, enquanto não PERCEBERMOS A NOSSA UNIÃO INDISSOLÚVEL E ETERNA COM O PAI - A ORIGEM - A DIMENSÃO ESPIRITUAL ÚNICA, os problemas vão continuar a ressurgir.

Tanto a mente quanto o corpo têm de ser alimentados. Durante séculos, considerou-se suficiente que o corpo fosse alimentado e mantido com comida, remédios e ar puro; mas, nos últimos cem anos, descobriu-se que temos necessidade de algo mais do que isso.

Mas, se não nos dispusermos a nos alimentar por meio do Espírito, PELA PERCEPÇÃO DE QUE O ESPÍRITO DE DEUS É O NOSSO - UNIÃO CONSCIENTE COM DEUS, todo o alimento material que pudermos injetar em nossos sistemas não nos alimentará adequadamente, e tampouco todo alimento mental com o qual enchermos a mente nos fornecerá nutrição adequada.

Na qualidade de seres humanos, não temos contato com nossa Alma, ou Fonte, e é só quando começamos a prática da meditação que descobrimos nosso caminho de volta à casa do Pai.

A história do Filho Pródigo, não sendo corretamente entendida, poderia indicar que o caminho de volta à casa do Pai fosse meramente um ato físico, e isso não é verdade.

O banquete com os porcos nada mais é do que a vida que vivemos, dia a dia, ACREDITANDO QUE ESTAMOS SEPARADOS E APARTADOS DE DE DEUS, e o retorno à casa do Pai é uma jornada que tem de ser empreendida, não indo-se fisicamente a qualquer lugar, mas por um ato DE PURA PERCEPÇÃO.

Essa PERCEPÇÃO nunca pode ter lugar antes que haja o reconhecimento de que estivemos errando num país distante, numa terra onde imperam o físico e o mental, e de que é necessário empreendermos a jornada de volta à casa do Pai, uma jornada que se cumpre dentro de nós como uma atividade de Consciência, ou seja, como atividade DO PAI - DA TOTALIDADE EM NÓS.

Essa atividade da Consciência é a Meditação.



JOEL GOLDSMITH

domingo, 2 de abril de 2023

*O SER QUE SOMOS É UNO COM TUDO E TODOS*




Quando oramos, quando comungamos com Deus, somos Um com todos os homens e mulheres que estão orando. 

Somos Um com a Consciência Espiritual em todo este mundo e nos mundos que existiram e nos mundos que existirão. 

Nunca estamos sozinhos, porque não existe algo como nossa consciência trancada em nossa cabeça, em nosso peito ou em nosso plexo solar. 

Nossa Consciência preenche todo o espaço; essa é a natureza do Eu. Ela não pode ser localizada ou “finitizada”, pois essa é uma relação infinita com o Ser Infinito.

No momento em que entendemos que nossa Consciência não está trancada dentro de nós, mas que é Una com todos que conhecemos, então eventualmente iremos mais longe, e perceberemos que, quando estamos em oração, estamos em sintonia com todos em oração, porque estamos nos unindo em Uma Só Consciência. 

A Consciência de Cristo é Uma Consciência, e quando permanecemos nela, permanecemos em Cristo.

O erro foi acreditar que somos seres finitos assentados em um corpo. Isso não é verdade: somos Seres Infinitos, somos Consciência Divina, Consciência de Deus Individualizada, mas nunca finitizada e nunca localizada. 

Portanto, nunca estamos limitados a um lugar. Estamos onde queremos estar, meramente nesta realização: "Eu e o Pai Somos Um: eu estou onde Deus está, e Deus está onde eu estou."

Então nos encontraremos onde a harmonia está para nós, a qualquer momento.

Com essa compreensão e realização somos transparências por meio das quais essa Presença Transcendental pode funcionar na consciência deste mundo. 

Em nosso trabalho de oração mundial, quando pensamos naqueles deste mundo que estão sendo controlados pelo mal, aqueles que estão se deixando ser uma válvula de escape para o mal, percebemos: “'Pai, perdoa-os; pois eles não sabem o que fazem’ (Lucas 23:34). Não os detenhamos em condenação, mas abramos suas consciências para esta Luz, para que eles possam ser libertados desta tentação, deste hipnotismo, ou de tudo o que os liga ao sentido pessoal”. Com isso, há o afastamento da condenação deles, porque declaramos que não é pecado, é mera ignorância; não é escuridão, mas ausência de reconhecimento da luz.

Não temos como saber como a Luz, que chega à terra pela transparência de quem ora, influencia uma legislação ou como muda decisões. Nunca sabemos onde toca esta Presença que percebemos, ou a quem Ela toca. Não temos ideia de quão longe ela vai. É por isso que alguns que alcançaram a Luz se retiram deste mundo, a fim de viver uma vida de oração pelo mundo, não pelos indivíduos, mas para o colapso da consciência humana da dualidade. Permanecendo em suas cavernas ou em suas casinhas em algum lugar sozinhos, eles se permitem, orando sem cessar, ser transparências através das quais a Luz vem, e não têm como saber quem é tocado por Ela ou como.

É evidente que coisas acontecem na Terra que não podem ser contabilizadas. Há pessoas em hospitais prestes a morrer que de repente se encontram bem, e ninguém tem a menor ideia de como isso aconteceu. 

Há momentos em que os países estão à beira da guerra e, no último minuto, uma decisão muda isso. Nem sempre é uma coisa humana que provocou a mudança.


*- Joel Goldsmith*