domingo, 29 de janeiro de 2023

*“ESCOLHO A TI”*




Somente aquilo que é atividade de sua consciência pode operar em sua vida. 

Em sua humanidade ilusória, antes de você conhecer a Verdade, o que opera em sua consciência é uma combinação de coisas: crenças, teorias, inibições, ignorância, influências pré-natais, as superstições de seus pais, avós e bisavós. Tudo isso foi impresso em sua consciência desde o momento do seu nascimento, e opera em sua consciência para tornar sua vida o que quer que ela seja. 

No referencial da ilusão- matéria , se você nasceu e chegou a uma vida muito boa e harmoniosa, ou se a sua experiência de vida é discordante, desagradável ou maléfica, você é o beneficiário ou a vítima dessas influências. Você, você mesmo, não tem sido o mestre da sua vida; você nem mesmo tem controle sobre sua vida.

Não há nada que você possa fazer a respeito do passado, exceto esquecê-lo. Mas há muito por fazer, no entanto, sobre o presente e o futuro. 

Você tem o poder de determinar a correção e a harmonia de sua vida, ou de aturar suas discordâncias e desarmonias; Você tem o direito de fazer uma escolha, se você vai deixar influências pré-natais, experiências anteriores ambientais e pessoais dominarem sua vida, ou se você vai agora mudar e começar a conhecer a Verdade, e deixar a Verdade libertá-lo. 

"Escolhei hoje a quem sirvais” (Josué 24:15), Deus ou Mamom". Isto não é apenas uma citação: isto é um comando, e requer ação.

"Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mateus 6:24). É um comando: você deve fazer uma escolha. Que escolha? Se você servirá a Deus ou a Mamom. 

Mas como você pode escolher, a menos que você saiba a diferença entre servir a Deus e servir a Mamom? 

Você vai servir "este mundo" ou o "Meu Reino que não é deste mundo" (João 18:36)?

Você vai viver "neste mundo" ou no "Meu Reino"? 

Isso não significa deixar um lugar por outro lugar; isso não significa morrer para ir para o céu.

O Mestre orou "não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou” (João 17:15-16). 

Escolher, portanto, não significa ir a algum ashram, para o topo de uma montanha, para um resort à beiramar e abandonar sua família ou o mundo. Não é nada disso. Isso significa permanecer neste mundo, mas não deixar-se ser tocado por suas tentações, suas iniqüidades ou limitações.


*- Joel Goldsmith*

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

VIVER NO MUNDO SEM PERTENCER-LHE




Estar no mundo mas não ser dele significa viver o seu quotidiano como está habituado a vivê-lo, mas sem preocupações, e sem acreditar que os verdadeiros valores da vida lhe são externos. 

Você não deve acreditar que sua proteção ou segurança está em qualquer coisa no mundo externo. 

Se você precisa de uma fortaleza, Deus- SENDO A CONSCIENCIA UNICA E  SENDO , POIS, A SUA CONSCIENCIA é sua fortaleza. 

Se você precisar de um abrigo, Deus é o seu abrigo.

O Mestre revela: “Eu sou o pão da vida” (João 6:35). 

Se você precisar de pão, Deus será o pão. 

Você precisa ser ressuscitado de seus pecados, suas doenças, suas carências? Então Deus deve ser a Ressurreição. 

Quando você se encontra em Deus ou quando encontra seu lar Nele, quando percebe aquela Presença Divina que está dentro de você e aprende a ter comunhão com Ela, a orar em, por e com Ela, tudo no mundo exterior se conforma a este padrão interno. 

Todas as coisas funcionam juntas para o bem na imagem externa; toda a imagem externa está de acordo com uma imagem de harmonia e paz. 

Que diferença entre aquele homem que vive em Deus e aquele ser, sozinho e inconsciente desta Presença Espiritual preenchendo todo o espaço interno e externo! . 

Quantas preocupações, tribulações e medos existem quando a vida é vivida separada e à parte da Presença! Esses medos são os medos do “homem natural que não recebe as coisas do Espírito de Deus” (1 Coríntios 2:14), o homem natural que não está “sujeito à lei de Deus, nem de fato pode estar” (Romanos 8:7). Suas preocupações, dúvidas e medos são naturais, mas com que rapidez se evaporam e desaparecem da experiência de vida do mesmo indivíduo, naquele momento em que lhe é revelado: “EU estou no meio de ti. EU nunca te deixarei, nem te desampararei. Eu estarei contigo até o fim do mundo. Descansa em Mim, descansa nesta Palavra”. 

O peso cai dos ombros; as rugas deixam a testa. Não há mais medo. 

Como você pode temer o que o homem mortal pode fazer, quando há uma Graça Divina dentro de você? 

Como você pode temer o mundo externo, o mundo do efeito, quando você tem dentro de você esta Presença que é Onipotência, Todo o Poder, Poder Divino, Poder Espiritual? 

Você pode temer qualquer forma de poder temporal na presença do Poder Divino?


*Joel Goldsmith*

sábado, 14 de janeiro de 2023

*DOIS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS PARA EXERCER O DOMÍNIO A NÓS CONCEDIDO POR DEUS*

 



Vamos parar por um momento e olhar para a cena humana, não por ser tão bonita de se ver, mas porque não podemos superá-la sem alguma medida de compreensão do seu funcionamento.

Um ser humano nunca pode ter a certeza de que um determinado dia não conterá para ele um acidente, uma doença, uma tentação, ou uma perda. Essas coisas estão acontecendo todos os dias com um número incontável de pessoas, e ninguém sabe quando uma ou mais delas chegará perto de sua própria morada humana.

Quando uma pessoa aprende a causa do mal e sabe porque essas experiências continuam a ocorrer na vida humana, ela aprende como enfrentar os problemas de cada dia, e assim, alcançar liberdade, harmonia, alegria e paz - e o que é ainda mais importante, ela está equipada para servir sua família, seu próximo, comunidade, nação e mundo.

No Caminho Infinito, o aluno aprende a enfrentar a cada dia a realização consciente da natureza impessoal do mal e de sua impotência: ele sabe conscientemente que Eu sou Deus. 

Portanto, *Eu sou Um com Deus, e o lugar em que Eu estou é o céu.* Ele percebe que onde Deus está, Eu estou; E onde Eu estou, Deus está, porque somos inseparáveis e indivisíveis. _

"Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que Eu tenho é teu"._ Esta verdade é uma verdade universal. (¹Lucas 15: 31)

O mal, independentemente do seu nome, natureza ou forma específica, é impessoal e, portanto, não tem pessoa em quem, sobre quem ou por meio quem operar, e não sendo ordenado por Deus, não tem lei espiritual para sustentá-lo ou aplicá-lo. É o "braço da carne” — o poder temporal, o nada. Permanecer nesta verdade é estar vestido com o manto espiritual, onde nenhuma destas coisas chegará perto de sua morada.


Ao aluno do Caminho Infinito é ensinado que tudo o que ele experimenta deve vir através de sua própria consciência, e que, portanto, preencher a consciência com uma *compreensão da natureza de Deus* e um *conhecimento da natureza impessoal e impotente da causa do mal* é assegurar uma vida de harmonia espiritual e serviço aos outros. 

O estudante que omite essa permanência diária e consciente na verdade se sujeita à crença universal em dois poderes, mas a crença em dois poderes não pode operar em uma consciência que realizou Deus como Onipotência e Onipresença. 

Se não fosse por esta aceitação da crença em dois poderes- Dualidade, não haveria existência humana, e estaríamos todos vivendo em um céu na terra. 

Nossa imunidade das condições materiais e nossa liberdade das leis mentais são alcançadas na proporção da nossa lembrança consciente diária e horária dessas revelações.

Deus nos deu domínio sobre todas as circunstâncias, mas devemos exercer esse domínio por uma consciência ativa e contínua da verdade da *nossa unidade com Deus*, e pelo conhecimento consciente e específico da *natureza impessoal e impotente da fonte do erro*. 

Colocar o machado na raiz da existência material é entendê-lo como um produto da sugestão mental, não tendo lei ou autoridade.

Viver a vida pela Graça é perceber conscientemente que "Eu sou Deus", e que o "Eu" no meio de mim é o alimento que o mundo não conhece — o mistério oculto da Vida Eterna, Harmoniosa e Espiritual.




*- Joel Goldsmith*

domingo, 8 de janeiro de 2023

*Entregue-se a Deus*



Se você está olhando para Deus, querendo que Deus faça alguma coisa, tentando fazer Deus descer até você, você está “fechado para almoço” (placa que se põe nas lojas, para ausência temporária), e não está onde Deus está. 

Você deve se convencer de que Deus não recompensa o bem e que Deus não pune o mal. Qualquer recompensa ou punição vem de dentro de si mesmo, como é evidente por todas as pessoas boas do mundo que aparentemente estão sofrendo, e todas as pessoas ruins que aparentemente estão prosperando.

Você deve entender que a natureza de Deus não é um poder que conserte tudo o que está errado no mundo. É Poder, no sentido de que mantém a ordem e o equilíbrio no universo, mas não é poder, no sentido de que fará algo contra o mal.

Além disso, Deus não é algo que possa ser usado. O homem sempre tentou fazer de Deus um servo: “querido Deus, cuide do meu aluguel no mês que vem”; “querido Deus, faça meu aparelho digestivo funcionar”; “querido Deus, proteja meu filho”. 

Deus é visto como um servo fazendo a vontade do homem. Mas não existe tal Deus! 

Você não pode fazer Deus atender a sua vontade. 

Você não pode influenciar a Deus: não por orar, não por ser bom, não por jejuar, não pelo dízimo. 

Você não pode influenciar a Deus, e a menos que você possa ver isso, você não está chegando perto da Experiência. 

Uma vez, no entanto, que você chega à conclusão de que “não posso influenciar Deus; eu não posso fazer com que Deus faça a minha vontade”, você pode se estabelecer em paz e sossego, e dizer: “bem, Deus, talvez você possa me influenciar”. Isso seria uma reviravolta!

Então você entenderá o que os místicos querem dizer quando escrevem que você deve se entregar a Deus, que deve se render a Deus, e por que Jesus disse: “Todavia, não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42). 

É tolice ter vontade própria, até vontade de ver seus amigos curados, até vontade de ver a paz na terra. 

Não tenha absolutamente nenhuma vontade, mas recolha-se dentro de si quantas vezes por dia puder, e encontrar um minuto para recordar: “Não obstante, Pai, não a minha vontade, mas a Tua seja feita na terra como no céu”. 

Relaxe e descanse, e seja um observador do que é a Vontade de Deus. Poderia até incluir a Paz na Terra, se você pudesse deixar que a Vontade de Deus tomasse lugar, em vez de tratá-lo como se ele fosse algum tipo de servo para você comandar.


*Joel Goldsmith*

domingo, 1 de janeiro de 2023

ANO NOVO - NÃO PODEMOS SERVIR A DOIS SENHORES

 


Nos primeiros dias de um Ano Novo, é costume saudarmos uns aos outros muitas e muitas vezes com “Feliz Ano Novo”, mas no próprio ato de dizer e ouvir “Feliz Ano Novo” tantas vezes, estejamos sempre atentos que um Feliz Ano Novo não pode chegar até nós. 

Não há nada na atmosfera que possa atuar sobre nós para nos dar um Feliz Ano Novo e, a menos que o permitamos, não há nada na atmosfera que nos torne infelizes.

Quem está preocupado se temos um ano feliz ou infeliz? Temos que buscar por toda parte, antes de encontrarmos tal pessoa. 

Não, cada ano será o resultado do que fizemos, o resultado de algo que colocamos em funcionamento neste minuto. 

Não adianta esperar até a meia-noite desta noite; não adianta esperar até amanhã. 

O tipo de ano que vamos viver deve ser iniciado agora, neste momento, por um ato de decisão, e cada um deve tomar essa decisão por si mesmo.

Neste momento devemos escolher se vamos servir a Deus ou ao homem. 

Neste ano, devemos ser governados por Deus ou governados pelo homem? 

Se formos fiéis a Deus, não precisamos temer sermos falsos com o homem, com nosso governo ou com qualquer governo que defenda a Liberdade Individual, a Justiça e a Integridade do Ser Individual. 

Portanto, assumimos nossa posição pelo Governo sob Deus.

Mas o que significa Governo sob Deus? Em primeiro lugar, significa que devemos reconhecer que Deus nos deu Seu Filho Unigênito- essência divina única presente em todos, e a função desta Presença que foi plantada em nosso meio é ir à nossa frente para "endireitar os caminhos tortos". 

É ir adiante de nós para preparar mansões para nós.


*- Joel Goldsmith*

sábado, 31 de dezembro de 2022

*ANO NOVO E NOVOS COMEÇOS*






No começo de cada ano, são feitos todos os tipos de profecias: profecias sobre se os negócios irão bem ou mal, sobre as possibilidades da paz, sobre como os dirigentes atuarão. 

Naturalmente, há aqueles que tentam adivinhar ou profetizar, baseados nos mapas astrológicos. Como uma regra, algumas dessas acontecem, talvez dez, doze ou quinze por cento, mesmo que muito poucas dessas profecias estejam baseadas em alguma coisa que lhes conferiria validade.

Para que uma profecia seja de confiança, deve se basear em uma mudança de consciência. 

Se não houver mudança de consciência, não pode haver mudança nas condições interiores. 

Se, na entrada do ano novo, nossa consciência é a mesma com que entramos no ano anterior, podemos estar certos de repetir a experiência do ano anterior. Mas, se nossa consciência se aprofundou mais e se enriqueceu, o novo ano ficará enriquecido.

Nada acontece senão como uma projeção da consciência. Nem o tempo nem o espaço têm qualquer ação sobre ela. 

A ação é projetada pela consciência, individual e coletivamente. 

Somos afetados por nossa consciência, que nos devolve a experiência que ocorrer. 

Por exemplo, o que acontece se eu aceito a revelação metafísica e mística de Deus como consciência individual, constituindo Deus minha consciência, que é equivalente à declaração do Mestre: “O reino de Deus está entre vós”?. 

Imediatamente, eu começo a perder a fé, a confiança ou a dependência em alguma coisa ou em alguém fora de mim. Começo a compreender que, qualquer que seja o poder que deve ser exercido em mim e em benefício de minha vida, deve fluir de meu íntimo. Meu olhar está agora afastado do mundo e centrado no reino de Deus, o poder, o amor e a Graça dentro de mim. 

Ao mesmo tempo, meu temor do mundo do exterior — micróbios, vírus, pensamento errado e poderes externos de qualquer gênero — é reduzido. 

Mesmo no meio de uma batalha, eu me sentiria seguro porque o reino de Deus, o reino do verdadeiro poder, está dentro de mim. 

Ainda que mil devessem tombar à minha esquerda e dez mil à minha direita, eu sei que o mal não poderia se aproximar de minha vivenda, porque tenho confiança na compreensão de Deus — Onipresença, Onipotência, Onisciência — aqui onde estou. 

Na guerra ou na paz, doente ou são, indiferente às circunstâncias externas, eu estaria ancorado na presença e no poder de Deus que constitui meu verdadeiro ser.

Fixado nessa consciência, PERMANENCENDO EM MIM -  estabilizado na Realidade Divina e onipresente,  eu profetizaria que meu ano novo teria menos desacordos com meus vizinhos, menos pecados ou falsos apetites e menos enfermidades, porque nessa consciência da presença e do poder de Deus o mal não pode agir.  Portanto, meu estado de consciência determinaria a natureza de meu ano — na proporção da minha Consciência em estar SEMPRE EM DEUS E NÃO EM UNIVERSO MATERIAL. 

Qualquer medida da percepção de Deus, seria agir pela harmonia e paz em minha vida individual.


*- Joel Goldsmith*

domingo, 25 de dezembro de 2022

O NASCIMENTO DO CRISTO NA CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL





Através da meditação nós abrimos a nossa consciência ao fluxo da Verdade e nos tornamos uma transparência para o surgimento do bem infinito no mundo.

Perdemos aquele senso de que nós, como pessoas, podemos realizar algo e passamos à compreensão de que o Cristo, o Espírito de Deus, vive em nós e realiza todas as obras. 

Quem produz, causa, anima e permeia toda forma e criação é o Espírito. O Espírito é a lei sobre todo efeito.

Nós precisamos conscientizar a presença e poder de Deus agindo e aparecendo como nossa consciência individual, e saber que esta consciência é a lei, substância e realidade de nosso universo, seja na forma de nosso corpo, nosso negócio ou nosso lar. 

Nossa falha tem sido em não reconhecer esta verdade e nossa falta de reconhecimento vem da mente humana, que se rebela por tal verdade aniquilar o suposto poder que ela tem assumido.

Considerando que o Cristo é a revelação da unidade de Deus e Sua criação, vamos ponderar sobre o sentido espiritual do nascimento de Jesus registrado na Escritura. 

Jesus nasceu numa manjedoura, provavelmente o mais baixo nível daquela época. Esta manjedoura pode ser interpretada como símbolo da mente humana, o nível mais baixo em que pode o Cristo nascer. 

Quando o pensamento humano é desperto para ir em busca de luz o alcance torna-se maior e, provavelmente, é então que o Cristo cresce nesse “estábulo” da mente humana.

O bebê, Jesus, foi envolto em panos, e assim também é feito conosco quando o Cristo - A VERDADE  começa a nascer na mente humana. Ele é envolto nas mais suaves verdades; é vestido com os mais simples pensamentos que pudermos alimentar para o nosso crescimento e desenvolvimento, até passar o perigo de “Herodes” que ameaça destruí-lo – até que tenhamos crescido a uma compreensão tal que as perguntas e dúvidas do mundo não venham mais a nos oprimir. 

O pensamento humano irá sempre se esforçar para destruir o Cristo.

José e Maria conduziram seu pequeno filho ao Egito, onde o mantiveram escondido até passar a fase de perigo da destruição. Esta é uma grande lição de sabedoria para nós. Devemos esconder esta doce verdade, não a mostrando em palavras, mas somente em efeitos. 

Não devemos sair pronunciando-a, mas deixar que ela apareça da mesma forma com que apareceu a Jesus aos doze anos de idade, quando maravilhou os rabis do templo com sua sabedoria. Doze anos após o nascimento de Jesus é que Cristo tornou-Se manifesto.

Assim, também, após nove anos de sua iluminação é que Paulo saiu a pregar e ensinar. 

O Cristo recém-nascido não deve ser exposto nas avenidas e ruas, mas deve crescer e ser fortalecido em nossa consciência, e então veremos que não serão necessários os proselitismos. 

O mundo irá sempre opor resistência ao ensinamento da unidade, onipresença e onipotência, mas quando a presença do Cristo tiver sido sentida, nós poderemos falar d’Ele sem risco de perdê-Lo.

O melhor é manter essa verdade dentro de nosso próprio ser e deixar que ela se torne visível ao mundo através dos resultados, em vez de sair a pregá-la. 

É surpreendente como o mundo percebe o que está-se passando sem que tenhamos dito algo a respeito. O próprio Cristo, o próprio Espírito de Deus, manifesta-Se como a paz de nosso ser, como a prosperidade de nosso bolso e como a alegria de nossas faces. E é então que o mundo reconhece que nós possuímos algo e é quando o trabalho de cura se processa sem que façamos uso de pensamentos – “não pela força, nem pelo poder, mas por meu Espírito” (Zacarias 4: 6), que age através da mente serena por nós encontrada.

É através da meditação que desenvolvemos a conscientização da presença e poder de Deus e passamos a sentir aquela Presença conosco, dia e noite, a nos guiar e a nos proteger. 

O nosso trabalho visa a conscientização de que “Eu e o Pai somos um” (João 10: 30), e que onde eu estou, Deus está presente. Quando esta conscientização é atingida, nenhuma diferença fará para nós que tipo de quadro nos estará sendo apresentado:

Há uma Presença e um Poder instantaneamente acessíveis a mim. Onde eu estou, Deus está, portanto, o lugar onde eu estou é solo sagrado. 

“Para onde irei a fim de me subtrair ao teu Espírito? E para onde fugirei da tua Presença? Se subo ao céu, tu lá estás; se desço ao inferno, nele te encontras” (Salmos 139: 7-8) Mesmo que eu desça ao inferno, esta Presença estará lá. Podem vir problemas, pecado, doença, falta ou limitação. 

A natureza do quadro não me interessa, pois sempre me recordo: “Tu lá estás”, e consequentemente este é solo sagrado. Como poderia eu sair de Tua presença, se este EU é Deus?



JOEL GOLDSMITH