quarta-feira, 20 de julho de 2022

*RECONHEÇA O ESPÍRITO EM TODOS OS TEU CAMINHOS*




“Reconhece-o em todos os teus caminhos” (Provérbios 3:6). 

Reconheça o Espírito em todos os seus caminhos; reconheça que o Espírito é a Fonte de tudo. 

Então você descobrirá que não demorará muito até que esse reconhecimento dissolva seus pecados, falsos apetites, medos, dúvidas, ganâncias, luxúrias e ambições loucas. No momento em que você tenta dissolver essas coisas, você está na psicologia, e psicologia não pode resolver, porque não pode torná-lo diferente do que você é.

Seja qual for a sua natureza, é isso que você permanecerá, até que “Algo” que cause uma mudança entre na sua consciência. Tem que ser Algo de dentro de você, que transcende seu pequeno “eu” e realiza a cura, mas isso não acontecerá, enquanto você estiver dizendo: “oh, meu Deus, por favor, salve essa pessoa”. Nada dessa natureza fará isso.

Seja qual for o fruto que vem, não vem por causa de todas as declarações que estão nos livros. 

Se as declarações curassem, todos que lessem essas declarações poderiam ser curados. 

O fruto vem porque os princípios nesses livros, se forem estudados, praticados e seguidos, levarão à Experiência de Deus, e então, quando a Experiência vier, é essa Experiência que faz o trabalho.


*- Joel Goldsmith*

segunda-feira, 18 de julho de 2022

*Liberte Deus no Ser Eterno de Deus*







Toda pessoa pode ser curada de suas discórdias muito rapidamente, se libertar Deus de qualquer responsabilidade de curá-la. 

Libere Deus e reconheça que você não busca nada de Deus, não deseja nada de Deus, não exige nada de Deus. 

Você libera Deus, porque entende que Deus fez tudo o que foi feito e tudo o que Deus fez é bom. Tudo o que Deus não fez nunca foi feito. Tudo o que Deus fez é bom. 

Portanto, você não precisa de Deus agora: o trabalho de Deus foi feito desde o princípio. 

Você não precisa de Deus para corrigir seus erros. Deus não cometeu erros. 

Você não precisa que Deus o cure, pois não há nada para ser curado em todo o Reino de Deus.


Em vez de viver uma vida de dualidade, que é dizer: “estou doente agora. Deus, venha a mim e faça alguma coisa ”, viva a vida da Mente Única, na qual você percebe:


_"Certamente, Deus criou tudo que existe. Tudo o que Deus não fez não foi feito; portanto, não existe. Visto que Deus olhou para tudo o que Ele havia feito e declarou que era bom, não há mal. Portanto, posso liberar Deus de toda responsabilidade. Eu posso liberar Deus e deixá-lo ir._

_E eu não sei que o Sol nascerá amanhã? Independente das nuvens que possam existir no céu para escondê-lo, o Sol nascerá. Eu liberei Deus, e não vou me sentar hoje à noite e orar a Deus para trazer o Sol amanhã. Eu sei que Deus cuida de Sua Criação; portanto, o Sol nascerá._

_Eu sei que a maré subirá e vai vazar, então não preciso me sentar hoje à noite e rezar para que isso aconteça. Eu libertarei Deus, sabendo que Deus cuida para sempre de Sua Criação. Deus não me deve trazer as marés cheias ou vazantes, ou trazer a aurora ou o pôr do Sol. Deus está fazendo isso como uma realização do próprio Ser de Deus."_


*- Joel Goldsmith*

domingo, 17 de julho de 2022

DEUS É !!





"Deus é a infinita plenitude do Bem, revelando sem cessar o seu próprio Ser na forma do Universo. 

Deus nada pode acrescentar a isto – nem jamais deduziu alguma coisa disto.

Deus não pode aumentar nem diminuir. Deus simplesmente É.

Isto vale de todos os milênios passados – e isto vale de todos os milênios futuros – Deus É.

E após milhões de anos e de séculos – Deus É.

Quando dizemos que Deus é eterno ou infinito, que Deus é bom, que Deus é vida, ou amor, nada mais afirmamos que isto – Deus É.

É este o limite de todo o nosso conhecimento divino. Deus É."


*- Joel Goldsmith*

sábado, 16 de julho de 2022

*CONCEITOS FALSOS DE DEUS*




Para começar, o mundo acredita, e a maioria das religiões ensina, que Deus é um grande poder, e se ao menos uma pessoa puder entrar em contato com esse Deus, Ele vencerá seus pecados, doenças, faltas, limitações e todos os seus problemas. Uma vez que você acredite nisso, estará tão distante de alcançar a Experiência que estará irremediavelmente perdido. 

A única possibilidade que você teria de superar este obstáculo é que sua própria busca básica por Deus, no final, lhe permitisse atingir a Experiência, não por causa do ensinamento que você está seguindo, mas a despeito dele. 

Quanto mais você procurar chegar a um tal Deus, tão mais longe estará Deus. 

Não há Deus que supere os erros do mundo. Se houvesse, em todos esses milhares de anos, Ele teria sido descoberto e as aflições do mundo acabariam.

Então você deve começar com a percepção de que você não está indo a Deus por um poder divino: você vai a Deus para comungar com Ele, para experimentar, para sentir, para falar com Deus, e para ouvi-lo; mas não por um poder de fazer as coisas por você. 

Qualquer pensamento de poder que entre em sua consciência separará você de Deus.

Todas as religiões ensinam que Deus recompensa e que Deus castiga, e enquanto estiver sob essa crença, você não encontrará harmonia, porque você tentará ser bom para que Deus o recompense, e vai se esforçar para desistir de todos os seus erros para não ser punido. 

Todos esses esforços só atestam a profundidade de sua escuridão. Deus não tem interesse em sua bondade e não a recompensará, e Deus não tem interesse em seus pecados e não os punirá. Existe alguma recompensa pelo bem?

Existe algum castigo pelo pecado? Claro que existe! Mas é você- QUANDO IDENTIFICADO COMO CARNE E MENTE HUMANA quem aciona as recompensas e as punições - no entanto, não da maneira como foi ensinado. O que põe em movimento as recompensas e as punições é o tipo de semeadura que você faz. 

Se você semeia para o Espírito, você põe em movimento sua liberdade e sua libertação do “mundo”; mas se você semeia na carne, você colhe corrupção. 

Semear no Espírito significa reconhecer o Espírito como a Fonte e a Causa de tudo o que existe, reconhecendo o Espírito como a atividade da Graça Divina, reconhecendo o Espírito como a Presença, Substância, Poder, Lei, e a Atividade do Ser.




*- Joel Goldsmith*

terça-feira, 10 de maio de 2022

"O homem que vive "por toda Palavra que sai da boca de Deus"




Quando você faz a transição - muda o REFERENCIAL  para o homem que vive "por toda Palavra que sai da boca de Deus" (Mateus 4:4), você não faz julgamentos, mas sim cria um vácuo dentro de você, resultando em uma atitude de ouvir, e assim o "Julgamento Divino" pode ser processado. 

Então você descobrirá que nunca viu ou ouviu o bem e o mal, mas sim o homem e o universo criado por Deus são revelados para você, e você vê as pessoas sobre as quais você manteve julgamentos de um tipo ou outro sob uma luz completamente diferente.

Mas não é que você tenha visto muitas coisas e muitas pessoas como o mal, e agora, então, começa a declarar que elas são todas boas. Isso é um absurdo. 

Não lhe é dado chamar a cena humana de boa e nem chamá-la de má. Esse é o erro cometido por metafísicos que dizem: "eu sou espiritual", "você é espiritual" ou "ele é espiritual", coisa que o tempo todo eles deveriam saber melhor, porque, mesmo que eles não possam ser capazes de ler os pensamentos dos outros, ao menos eles podem ler os seus próprios. 

Você não muda em um instante de ver tudo mau para ver tudo bom. Não, você para de declarar pessoas ou coisas como boas ou más e de permitir que o julgamento seja processado dentro de você. Porque então não será nem bom nem mau, mas espiritual.

A palavra "eu" é o diabo, o que eu chamo Joel e o eu que você chama de “eu”, o eu que é formado por influências pré-natais, familiares e ambientais. Mas, em um certo momento de seu Desdobramento Espiritual, algo acontece, e você é levantado fora ou acima do sentido do "eu". Você descobre que esse "eu", que vem formando julgamentos, opiniões e conceitos, não está mais lá e não é mais operacional. É claro que ele funciona até certo ponto:  talvez você ainda goste da mesma comida que você fazia antes, ou tenha o mesmo gosto por casas ou automóveis, mas para além disso, há uma grande ausência desse pequeno "eu", e você começa a ver sem formar um conceito, opinião ou teoria.

Quando esta transição acontece e o seu "eu" pessoal está ausente, você pode ouvir sobre germes, infecção e contágio, ou você pode ouvir sobre seus inimigos sem reagir a eles, porque agora não há um "eu" mantendo uma crença sobre eles, um conceito ou opinião. As palavras "germes" "infecção", "maremoto", "guerra" e "bombas" já não te enchem de terror, e a razão pela qual elas não têm mais poder sobre você é porque não há mais um "eu" ali.

O medo é sempre provocado pela consciência de um "eu" pessoal: “eu” não quero estar doente; “eu” não quero morrer; eu não quero ser escravizado; eu não quero ser limitado. Por causa deste "eu" pessoal, no momento em que algo com qualquer sentido destrutivo para esse "eu" é mencionado, este pequeno "eu" começa a se defender, o "eu" começa a ter medo, o "eu" começa a procurar por remédios.

Quando você faz a transição para a Consciência Espiritual, no entanto, você descobre que não há um "eu" que precise ser protegido, curado, resgatado ou salvo. Em suma, não há mais "eu", não há mais sentido pessoal de si, porque agora a visão do EU SOU como Deus é revelada. 

Existe apenas um Infinito Ser, um Eu Divino, um Infinito Ser, e Eu Sou Isso. Se eu chamo a mim mesmo de Joel ou se eu me chamo por qualquer outro nome, eu ainda sou Eu, e com esta Consciência, não há necessidade de um Deus para temer, um Deus para sacrificar ou um Deus para adorar. 

O único Deus que existe é aquela Consciência Infinita que é a Inteligência, a Substância e a Lei de toda a criação: humana, animal, vegetal e mineral. Há apenas um Ser Divino Infinito que se manifesta como seu Ser individual e o meu.


*JOEL GOLDSMITH*

segunda-feira, 18 de abril de 2022

*Deus manifesta Sua vida sob a forma do nosso ser individual*




A Verdade é que somos filhos de Deus. 

Deus manifesta Sua vida sob a forma do nosso ser individual. Ele Se expressa na terra por intermédio da nossa pessoa. 

A Vida que é Deus é a nossa vida individual, sendo, portanto, eterna e imortal. 

A nossa mente é a mente que esteve também em Jesus Cristo, que é infinitamente pura. 

A nossa alma é imaculada e nada podemos fazer para mudar isso porque Deus é a nossa alma, o nosso ser. 

Dando um passo à frente, o nosso corpo é o templo do Deus vivo. 

Essa é a verdade sobre nós, sobre a nossa vida, sobre a nossa mente, sobre a nossa alma, sobre o nosso corpo, sobre o nosso ser. Por que, então, tanta discórdia?

Pelo simples fato de procurar Deus estamos negando que o Reino de Deus se encontra dentro de nós, ainda que o saibamos e o proclamemos. 

Quanto mais recorremos a esforços físicos e mentais para achá-Lo, mais negamos que Seu Reino está conosco!

Nosso relacionamento com Deus é: “Eu e o Pai somos um só”. Um só – não dois! Deus é; logo, eu sou. Isso é unicidade. 

Todo esforço para entrar em contato com Deus seria o mesmo que Joel tentar entrar em contato com Joel! 

Procurar é ir atrás de algo que está mais próximo de nós do que a respiração, mais próximo de nós do que as mãos e os pés! Não estamos mais distanciados de Deus do que estamos da nossa respiração, do nosso próprio ser.


*Joel S. Goldsmith*

sábado, 16 de abril de 2022

*SEXTA-FEIRA SANTA: A CRUCIFICAÇÃO DO SENTIDO PESSOAL*




Outro dia sagrado da semana da Páscoa é a Sexta-feira Santa. 

Espiritualmente falando, nós não celebramos a crucificação da forma física de Jesus. 

A lição para nós, na crucificação de Jesus e em sua ressurreição no terceiro dia, é para nos mostrar o caminho para encontrar a Vida Eterna. 

Dessa forma, o Mestre revelou claramente, é por meio da morte do senso pessoal. 

Para sermos ressuscitados da tumba, devemos morrer para nosso senso pessoal de vida, porque nosso senso pessoal de vida é um túmulo no qual estamos enterrados. 

Devemos morrer para a crença de que, por nosso próprio “eu” limitado, somos algo, que temos nossas próprias vidas, uma mente, uma alma, um caminho e uma vontade própria. 

Devemos morrer na crença de que possuímos nossa própria virtude, qualquer virtude, vida, ser, harmonia ou qualquer sucesso próprio.

A Sexta-feira Santa é um dia em que devemos contemplar e meditar sobre o significado interno da crucificação. 

Voltando aos Evangelhos, olhando para o Mestre como um símbolo, um caminho apontando e reconstruindo, em nosso pensamento, sua vida, ministério, crucificação e sua ressurreição, podemos aprender como ele causou a morte do senso pessoal, como ele evitava ser esmagado por seus problemas, mesmo quando tinha o sério problema de enfrentar a traição e a morte, e como, recusando-se a considerar suas aflições pessoais como problemas, era capaz de elevar-se acima de todo sentido material, na gloriosa afirmação feita diante de Pilatos:

"para este fim nasci e por esta causa vim ao mundo".


Para ele, nem a vida nem a morte eram um problema.


Quando Jesus parecia estar em aperto, no poço de Samaria, e os discípulos estavam preocupados em trazer-lhe carne, notamos que ele diz: "eu tenho carne para comer de que não sabeis";

e para a mulher junto ao poço,
"todo aquele que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna".


Ao ponderarmos estas declarações, bem como todos os outros ensinamentos de Jesus nos Evangelhos, chegamos à conclusão de que o que este homem está dizendo em substância é:


"Não tenho nada, mas tenho tudo. Não tenho onde descansar minha cabeça, mas tenho comida para alimentar cinco mil e ainda sobrar doze cestos cheios".


Ele tinha carne que o mundo não conhecia; ele tinha água que jorrava para a Vida Eterna.

Este homem é uma figura monumental. Ele realmente tinha tudo: tinha Deus, o Pai Interior e, como tinha Deus, podia compartilhar o Infinito com todos os que não tinham, fosse água ou vinho, pão ou carne, ou no café da manhã final, peixe. 

Não fazia diferença o que era: ele tinha que compartilhar, mas sempre nos lembrava que, de si mesmo, não podia fazer nada: "Se eu testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro... Por que me chamas ‘bom’?"


Ali vemos o princípio da Sexta-feira Santa, o princípio da crucificação do sentido pessoal, uma crucificação da crença de que nós mesmos temos qualidades do Bem ou quantidades de Bem. 

Mas com essa crucificação, vem a Ressurreição, na percepção:

"Eu não sou nada, mas posso dar a todos vocês".

Por quê? Porque
"o Pai que habita em mim, ele faz as obras".


Em vez de pensar na Sexta-feira Santa como outro dia sagrado a ser comemorado, o que devemos perceber é que esse é um dia para a contemplação de outro Princípio Espiritual da Vida: o princípio da auto abnegação, pelo qual, quando trazemos à luz o nada do nosso eu humano, então é revelada a totalidade, imortalidade e eternidade do nosso Ser, porque Eu e o Pai somos Um, e tudo o que o Pai tem é meu.


*Joel Goldsmith*