sexta-feira, 10 de agosto de 2018

ENTRANDO NO SANTUÁRIO INTERIOR












"Eu" nunca é uma pessoa. Não é minha pessoa ou sua pessoa. Eu Sou sempre a Divindade, O Criador, a Palavra que está no meio de você. Quando você O reconhece, você está vivendo o Caminho Cristão, o Caminho do Eu, o Caminho da Presença Interior, o Caminho da oração e da comunhão, entrando no santuário interior de seu próprio ser para encontrar Deus.

Ao ler a Bíblia, você pode acreditar que o santuário interior, ou Santo dos Santos, no qual os sacerdotes hebreus entravam, era um edifício. Esta era apenas uma forma de representá-Lo, mas o significado interno sempre foi muito mais profundo. 

Nunca houve um edifício erguido que fosse o Santo dos Santos – nem mesmo no Templo do Rei Salomão, em Jerusalém, que também seguiu o caminho de todas as estruturas materiais, de toda a carne mortal. 

Mas não, o Santo dos Santos é a sua consciência, o Santuário Interior de seu próprio ser. Você nunca estará no Santo dos Santos, até que você tenha ido dentro de você e lá encontrado Deus, participado do Tabernáculo com Ele, falado com Ele, e ouvido Sua Voz... Tudo isso dentro de você.


"Para onde irei além do teu espírito?" Aqui onde estou, Deus está, e eu preciso apenas virar as costas para os edifícios materiais, reinos materiais, e recolher-me dentro do "edifício" espiritual, o templo que não é feito pelas mãos humanas, mas sim o Meu Reino, o Reino Espiritual; e lá, dentro do templo do meu próprio ser, dentro deste santuário espiritual e invisível que minha consciência é, eu posso ouvir a Voz de Deus. 

Então eu poderei dar testemunho enquanto pronuncia a Sua Voz. Eu posso ouvir a "suave e pequena voz", e eu posso ver a terra do erro (pecado, doença, carência, limitação) esfarelar, enquanto diz essa Voz: "Não temas, sou Eu. Não temas, Eu sou contigo".


Lembre-se conscientemente, quando você acordar de manhã, que onde você está é este o Templo de Deus. 

Se você vai para o trabalho durante o dia, se você encontra-se na sua casa, no seu escritório, na rua, num ônibus ou em apuros, vire-se para dentro e perceba: "Eu Sou o templo de Deus, e Deus habita em mim, neste templo aqui onde estou". 

Pratique esta Presença de Deus em você. Pratique de manhã, meio-dia, de noite, a qualquer hora e circunstância, mas principalmente naqueles que parecem ser os momentos de influência maléfica. Ore a oração de lembrança – não uma oração por coisas que você precisa, ou quer ou deveria ter, mas a oração de lembrança: "Não tenha medo, sou Eu. Fique quieto e saiba que Eu dentro de você Sou Deus"!






quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O DEUS VERDADEIRO E A PRECE



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Tão logo nos tornemos mais e mais conscientemente unos com a Mente Crística ou universal, todas as nossas necessidades e desejos nos chegam juntamente com o suprimento correspondente. 

De fato, somos unos eternamente com esta Mente divina e precisamos apenas tomar consciência desta Verdade para podermos testemunhar o atendimento de cada vontade ou pensamento justo. 

Fica assim claro que esta percepção de unidade do homem com a Mente, estabelecida “no princípio” pelo relacionamento sempre existente entre Deus e Sua ideia, o homem, dispensa todo esforço consciente para ocorrer e ser mantida. A Percepção desta Verdade é o fio conector com a Consciência divina.

Por ser através da prece que todo bem é alcançado, precisamos compreender amplamente o que é a prece e de que modo devemos orar. 

Na maioria das igrejas ortodoxas, orar é suplicar, pedir a um Deus presente em alguma parte do céu que atenda a algum mortal, doente ou pecador, presente em alguma parte da terra. 

A comprovação universal do fracasso desse tipo de prece nos serve para concluirmos não ser ela a prece verdadeira, e que o Deus, a quem ela se destinava não chegou a ouvi-la. 

O intelecto humano observou que tais preces não obtinham respostas, e passou a procurar pelo verdadeiro Deus e pelo correto conceito de prece. 

Jesus nos ensinou que “o reino de Deus está dentro de nós”. 

Portanto, é para dentro que a prece deve ser dirigida, ao ponto da Consciência em que a Vida universal Se manifesta individualizada como o nosso ser. 

Aprendemos que “no princípio criou Deus o céu e a terra… e Deus viu tudo quanto fizera e achou bom”. Sendo “bom”, o universo deve inevitavelmente ser completo, harmônico e perfeito, de forma que, em vez de orarmos para que o bem nos ocorra, devemos fazer de nossas preces um reconhecimento da onipresença do Bem. 

O conceito mais elevado, então, revela a prece como afirmação do bem e negação da existência do erro. 

Quando a prece resulta no emprego de fórmulas, a tendência é nos fazer voltar à antiga prece ortodoxa, o que acarretaria enorme redução de seu poder. 

Entretanto, se a prece utilizar afirmações espontâneas e sinceras da natureza infinita e eterna de Deus, o Bem, e da harmonia e perfeição de Sua criação, o homem e o universo, verdadeiramente quem estiver assim orando estará se aproximando da prece absoluta, que é a comunhão com Deus. 

A comunhão com Deus é a prece verdadeiramente eficaz.  É o desenvolvimento da Presença e do Poder de Deus na Consciência individual. 

Estar em “comunhão com Deus” é, na verdade, estar ouvindo a “pequenina Voz suave”. 

Nesta comunhão, ou prece, não há palavras passadas de um homem a Deus: há a consciência da Presença de Deus percebida como revelação da Verdade e do Amor divinos, vindos interiormente ao homem. Esta é uma sagrada condição de ser, que nunca deixa o homem na mesma condição em que o havia encontrado. 





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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

RELAXE E DEIXE A ALMA SE EXPRESSAR









A falha ocorre frequentemente por causa da descrença de que nós somos a expressão de Deus, ou da Vida, ou da Inteligência ou das qualidades divinas. Isso nunca é verdade. Deus, ou a Consciência, expressa eternamente a Si mesmo e as Suas qualidades.

A Consciência, a Vida, o Espírito, nunca pode falhar. 



Nossa tarefa é aprender a relaxar e deixar que nossa Alma se manifeste. 

O egoísmo é a tentativa de ser ou de fazer algo pelo esforço pessoal físico ou mental. 

O não nos preocupar é nos privar do pensamento consciente e deixar que as ideias divinas preencham nossa consciência. 

Uma vez que somos Consciência espiritual individual, podemos sempre confiar que a Consciência realize a Si mesma e à Sua missão. 

Somos expectadores e testemunhas desta divina atividade da Vida, que realiza e manifesta a Si mesma.

Cada vez mais devemos nos tornar expectadores ou testemunhas. 

Temos de ser observadores da Vida e Sua harmonia. 

A cada manhã temos de acordar ansiosos para ver um novo dia que revele e desdobre, a cada hora, novas alegrias e vitórias. 

Diversas vezes por dia temos de perceber conscientemente que estamos testemunhando a revelação da Vida eterna, o desdobramento da Consciência e de Suas infinitas manifestações, da atividade do Espírito e de Suas grandiosas formas. 

Em cada situação do nosso dia-a-dia, aprendamos a ficar por trás de nós mesmos e ver Deus ao trabalho, testemunhar a ação do Amor nas nossas vicissitudes e esperar que Deus Se revele em tudo que nos rodeia.

















domingo, 5 de agosto de 2018

O Eu Sem Nascimento e Sem Morte!







Há uma passagem no Bhagavad-Gita que raramente é compreendida e às vezes muito duramente criticada: "Aquele que diz: 'eis que eu matei um homem!' e aquele que pensa: 'eis que estou morto!', nenhum dos dois sabe nada. 

A vida não pode matar. A vida não está morta! Nunca o Espírito nasceu; o Espírito nunca deixará de ser; nunca houve tempo dele não ser; fim e começo são apenas sonhos!"


Pode parecer que Krishna, que está falando, estivesse tolerando o assassinato; mas não é esse o significado.

Ele quer dizer que Eu não posso ser morto, e Eu não posso matar. Então, o que pensar sobre a pessoa que morre ou mata? Ah, não! A vida nunca é morta, e é aí que a verdade da identidade entra: Eu não sou o corpo que está enterrado. Eu sou a vida contínua, e a Vida que Eu Sou nunca pode ser morta. Aquela vida que Eu Sou, assim como a vida daquele que eu mato, não está morta. Olhamos para o corpo caído e esquecemos que Eu não sou o corpo e o corpo não sou Eu. Eu sou um ser espiritual infinito, incorpóreo. Independentemente do que você faz ou não faz para o corpo, Eu permanecerei para sempre e sempre. Não há fim para o Eu que eu sou.

"Eu nunca te deixarei, nem te desampararei ... Eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo ", e esse é o Eu que você declara ser.



Se você pensa por um minuto que Jesus ou qualquer outro místico está se referindo a si mesmo quando ele fala de "Eu", você está errado, porque quando o Mestre diz "Eu", ele quer dizer Eu, o Eu que é o Eu dentro de você. 

E isso dá sentido a uma das maiores passagens das Escrituras: "Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente". 

Se você entender que essa passagem se refere ao Eu sou que você É,  nunca mais você temerá por sua vida novamente, nem temerá pelo seu sustento, por sua felicidade ou por sua segurança. 

É a este Eu que está em você e É Você, que você deve sempre olhar – e para nenhum outro. 

Deixe que o Divino Eu viva a sua vida, vivendo conscientemente no Eu dentro de você, o Eu que você declara que veio para que você possa ter vida infinita, abundante, imortal e eterna.
















sábado, 4 de agosto de 2018

POR SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS:



Moisés recebeu uma revelação da Verdade absoluta. Foi, de fato, uma revelação da Verdade suprema, e a prova disso é que, através dessa Verdade, ele foi capaz de tirar os hebreus da escravidão e levá-los à Terra Prometida, não por meio de exércitos ou com armazéns de comida, mas inteiramente sob a Graça de Deus. 




Esta é uma das mais notáveis manifestações da Graça em toda a história religiosa. Foi uma libertação em massa, realizada sob a Graça de Deus, sem força de armas ou sequer uma atividade organizada. 

Somente a revelação da Verdade última poderia produzir tais frutos. Mas, depois dessa grande experiência, a Verdade foi novamente velada, de modo que não mais ocorreu até que, séculos mais tarde, o Mestre Cristo Jesus removeu o véu e novamente revelou a Verdade. Essa Verdade permitiu-lhe curar, suprir e também transmitir aos seus discípulos e apóstolos a capacidade para curar e libertar, de modo que, ainda por trezentos anos depois do ministério de Jesus na Terra, a Verdade revelada ainda era conhecida, e mais e mais pessoas libertavam-se por conhecerem a Verdade.

Cerca de 300 A.D., no entanto, a verdade foi velada novamente, e foi mantida tão bem velada que nenhuma religião conhecida pelo homem conseguiu revelar a Verdade nos últimos 1700 anos.

A Verdade tem sido conhecida parcialmente aqui e ali nos tempos modernos, mas em sua totalidade, a Verdade permaneceu velada.

A Verdade só pode ser conhecida pelos seus frutos. Só dessa forma você pode saber se um ensino ou uma religião são a Verdade ou não. Se eles colocam seus seguidores livres fisicamente, mentalmente, moralmente, financeiramente, se trazem maior liberdade e harmonia em suas relações humanas, se torna-os menos sujeitos às regras do homem, ao domínio da natureza, ou às leis da matéria e mente, então você pode saber que eles estão chegando cada vez mais perto da Verdade. "Por seus frutos os conhecereis". 

O Mestre deixou muito claro que, sob certas condições, o homem daria frutos ricamente. Sob outras condições, ele seria como um ramo de uma árvore que é cortada e morre. 

Você mesmo deve ser o juiz, se as pessoas deste mundo vêm dando frutos ricamente nos últimos 1700 anos ou se, geração após geração, têm sido como o ramo que murcha e morre.












sexta-feira, 3 de agosto de 2018

A VISÃO DE DANIEL





A visão de Daniel revelou quatro reinos temporais destruídos por uma pedra “arrancada da montanha sem o auxílio das mãos”. 

Quando “vir” esta pedra sendo retirada da montanha “sem as mãos”, poderá observar que ela é a Palavra.

A Consciência, a percepção daquilo que É, é a “pedra”, que tudo vence, sem poder ou força, mas pela graça que É.


Esteja em paz.











quinta-feira, 2 de agosto de 2018

COMUNGAR A GRAÇA ESPIRITUAL QUE JORRA SEM CESSAR!!









Um dos motivos pelos quais há tanta paz em qualquer santuário é este: as pessoas vão ali, não com a intenção de obter alguma coisa de alguém. Vão somente pensando em dedicar aquele horário para comungar com o Espírito de Deus e compartilhar da Graça espiritual. 

Não existe paz onde as pessoas vão com a intenção/desejo de receber algo. 

A paz se aprofunda se estivermos conscientes de que, se estamos em dado lugar, é para podermos dar e compartilhar esta Graça espiritual, para contribuirmos, uns com os outros, propagando a paz e o conforto espirituais que Deus nos tem propiciado em nossos períodos de meditação. 

Desse modo, quando formos meditar, conscientizemos: 


Assim como o ramo é um com a videira, assim como a onda é uma com o oceano, eu sou um com Deus. 


A totalidade de Deus está jorrando em expressão como meu ser individual, como minha consciência individual, como minha vida individual. 


Portanto, tendo recebido a totalidade de Deus, que mais poderia querer, senão compartilhá-la com o mundo?