domingo, 8 de julho de 2018

O PRIMEIRO CAPÍTULO DO GÊNESIS - A PRIMEIRA CRIAÇÃO - A CRIAÇÃO PERFEITA








O mundo nunca poderá ir além da ideia de usar um poder para superar outro e penetrar no reino do não-poder enquanto não for solucionado o mistério do Gênesis. 

Neste primeiro livro da Bíblia encontramos dois depoimentos sobre a Criação que são completamente conflitantes e contraditórios: o primeiro capítulo é obviamente o trabalho de um místico que atingiu a completa união com Deus e percebeu que o Universo inteiro é tão-somente pura consciência que se manifesta como forma, ao passo que o capitulo seguinte nos relata uma criação da mente. 

O Primeiro relato da Criação é a revelação da atividade da consciência em toda a sua pureza e eternidade. 

Mostra-nos o desenvolvimento de um Universo espiritual, onde há luz antes que existam Sol e Lua, onde as colheitas estão no solo antes de as sementes serem plantadas e onde está o homem antes da mulher.

O que é formado da consciência nunca nasceu: é apenas uma emanação da consciência, que nunca teve início e nunca terá fim, pois, enquanto houver Consciência, haverá causa para a forma. 

Quando a Consciência se mostra como forma, pode parecer como semente ou como árvores adulta, sem nunca ter passado pelo processo de crescimento. 

A Consciência, ou Alma a quem chamamos Deus, revela e expressa a si mesma como um Universo espiritual,sem concepção nem nascimento. 

Em outras palavras, a Criação é a Imaculada Concepção de Deus, revelando a si própria como identidade, expressa em forma humana, animal, vegetal ou mineral;assim, de fato Deus ou Consciência é a única essência e substância da Terra, mesmo do que se mostra como pedra ou areia, assim como é a substância da nossa verdadeira individualidade. 

No Gênesis aprendemos que Deus criou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Éden, em meio a perfeição e harmonia, rodeados apenas de bondade, amor e beleza. 

Felicidade e harmonia reinaram até que sobreveio algo que as destruiu, e expulsou Adão do Jardim. Esse algo sempre ficou mais ou menos enigmático, para se desfazer o mistério por completo no segundo e terceiro capítulos do Gênesis. 

No Jardim do Éden, Adão e Eva estavam nus, mas não tinham ciência da nudez; tinham corpos, mas, por terem mente pura, não havia neles o pudor – os corpos eram apenas coisas normais e naturais, e por que pois ter vergonha deles? 

O que lemos a seguir é que Adão e Eva ficaram envergonhados por terem percebido sua nudez. 

De repente, a crença no mal invadiu suas mentes, e eles começaram a se cobrir e esconder. O que eles estavam encobrindo, e do que estavam se escondendo a não ser da crença no mal nas suas mentes? 

E Deus disse a Adão: “Quem te disse que estavas nu?”Nessa pergunta está resumida toda a essência da vida humana. 

Se nós acreditarmos que somos seres carnais estamos na mesma condição em que se encontrou Adão. 

Enquanto conservarmos a crença do bem e do mal,seremos o Adão a se esconder, o Adão que está fora do Éden, e por essa razão estaremos todos a encobrir nossa nudez. 

Todos nós nos escondemos, de alguém ou de nós mesmos, ou estamos escondendo algo de nós próprios, pelo medo que isso venha à luz. Por quê? 

Porque enquanto identificados como seres carnais habitamos o reino dualista do bem e do mal. 

Quem nos disse que isto é bom e aquilo é mau? 

Quem nos disse que é mais moral cobrir o corpo do que expô-lo? 

Quem disse que há pecado? 

Quem criou tal condição? 

Para todas essas perguntas, Deus, na essência, quer dizer que Ele não o fez. 

Ele nunca disse que houvesse algo de errado quanto a um corpo nu, ou que houvesse algo errado sobre a face da Terra. 

O pecado que se arrastou para dentro do Éden não foi uma maçã nem o sexo, embora as religiões tradicionais assim o identifiquem. 

O pecado foi a aceitação de dois poderes; e, quando o homem começou a comer da árvore do reconhecimento do bem e do mal, tomou sobre si o dualismo universal, e assim não pôde mais se dizer tão puro que não visse a iniquidade, pois agora já vira e conhecera o bem e o mal.















domingo, 1 de julho de 2018

domingo, 24 de junho de 2018

O Encontro com Deus




Muitas pessoas estão convencidas da existência de um poder divino, que de certo modo atua sobre os labores humanos, porém não estão seguras do que se trata nem sabem como levar esse PODER e essa PRESENÇA DIVINA para sua experiência cotidiana.

Tempo houve em que os homens se contentavam em crer em um Deus habitante de um céu remoto, um Deus que eles esperavam encontrar após a morte. Moderadamente, poucos se satisfazem com esse limitado conceito de Deus.

O mundo está cheio de discórdias e agora surge a pergunta: "Se existe Deus, por que Ele permite o pecado, a doença, a guerra, a fome, o infortúnio? Como podem existir esses males se Deus é bom, se Deus é Vida, se Deus é Amor? Como podem coexistir esse tal Deus e os horrores da experiência humana?".

Através dos tempos tentou-se decifrar esse enigma; mas não há solução, não há resposta a essa pergunta angustiante, a não ser esta: que o mundo não conhece Deus.


Se a humanidade tivesse perfeita compreensão de Deus, discórdias e desarmonia desapareceriam do mundo; a nossa ignorância de Deus é a causa dos males que nos acompanham em nossa vida.

Quando entramos em harmonia com Deus encontramos o segredo de uma existência harmoniosa.

Em todos os tempos os povos têm buscado liberdade, paz e fartura; essa busca porém tem sido feita, principalmente, através da febril atividade da mente humana. Prazer e satisfação têm sido provocados artificialmente e devido a esse artificialismo não são permanentes ou reais.


Liberdade, paz, plenitude, são condições da Alma, não são dependentes das circunstâncias. Houve homens que foram livres mantidos em algemas, livres no meio da escravidão e da opressão, encontraram a paz em plena guerra, sobreviveram aos flagelos e fome, prosperaram em períodos de depressão e de pânico.

Quando a alma do homem é livre, ela o conduz através de Mares Vermelhos e experiência no deserto à Terra Prometida de paz espiritual.

Quando conscientizamos a presença do Reino de Deus no nosso íntimo Ser descobrimos também a manifestação do Poder Divino no mundo exterior.


Quando buscamos a paz interior encontramo-la também lá fora na harmonia externa.

Ao atingirmos a profundeza da nossa alma, deixamos que ela tome conta de nossa existência, dando a nossa vida novo cunho de paz e serenidade como jamais havíamos sonhado; é então que alcançamos a liberdade da alma, privilégio da Graça.

Através de todos os tempos sempre houve pessoas espiritualmente dotadas: os místicos da humanidade que experimentaram a união consciente com Deus e manifestaram na vida cotidiana Sua presença e Seu poder.


Sempre houve um Moisés, um Elias, um João, um Paulo, mas nenhum deles teve muitos seguidores, nenhum deles foi amplamente conhecido, nem seus ensinamentos foram intensamente praticados na época em que viveram ou anos após.

Esses mestres espirituais devotaram suas vidas a semear a verdade que conduziam muitas almas receptivas ao estado de consciência que ora vivera.


A luz que hoje nos ilumina deriva daquela luz projetada por eles e tem atravessado os tempos.

Há muitos mestres espirituais sobre os quais nada sabemos, líderes de séculos passados e de épocas mais recentes: Moisés, Elias, Jesus, João e Paulo, já mencionados; Eckhart, Boehme, Fox, e muitos outros luminares de todas as épocas.

Cada um desses apareceu como um raio luminoso, contribuindo para a totalidade da luz, emanada da Fonte Única.

Todos esses líderes concordam com os princípios básicos que nós conhecemos: "Amarás o Senhor teu Deus com todo o seu coração, farás aos outros o que quiseres que te seja feito; não matarás, não roubarás, não cometerás adultério".  Eles não prescreveram que fôssemos da mesma nacionalidade, da mesma cor, do mesmo credo.


Ensinaram o princípio do amor e da cooperação. Fosse o amor realmente praticado e vivido pelos milhões que dizem aceitar os ensinamentos do Cristo e as guerras não existiriam.

É paradoxal que há milhares de anos perdure a revelação dessas verdades e a discórdia e a violência continuem a ser a força que move o mundo.

Com esse vasto repositório de sabedoria, era de se esperar que depois de decorridos tantos séculos, o mundo passasse a desfrutar maior liberdade e abundância. Porém os princípios desses ensinamentos nem sempre foram praticados como haviam sido revelados, ao contrário, foram cristalizados em ritos e formalismos e gradualmente adulterados, descendo ao mais baixo nível do pensamento humano, em vez de conduzirem o homem às culminâncias de uma visão da Verdade.

O princípio original ensinado por Jesus revela que o Reino de Deus, a Presença e o Poder de Deus, estão dentro de nós.
A essa Presença e Poder, Jesus chamava PAI...

Não sou eu é o Pai que habita em mim que faz as obras.
Paulo exprimindo-se de outro modo diz: Posso todas as coisas no Cristo que me fortalece. 

Seja qual for o nome porque o chamamos: Deus, Pai, Cristo, é dentro de nós que Ele deve ser encontrado.


A natureza divina deve ser buscada não em montanhas sagradas ou no templo de Jerusalém, mas sim dentro de nós mesmos.

Se acreditarmos firmemente nisso, teremos o desejo de afastarmo-nos do mundo por algum tempo para nos colocar em contato com o Pai.

Desde que passamos a reconhecer que o nosso bem é o bem de Deus, damos descanso ao raciocínio, ao pensamento, à mente que planeja e começamos a escutar a voz suave e silenciosa, sempre atentos ao anjo do Senhor, ao Cristo em nós, ao Pai em nós que nunca nos abandona.

Esta auscultação é a arte de meditar cujo aprendizado conduz a um ponto em que a busca da Verdade deixa de ser uma especulação analítica da mente para intuir diretamente ao coração.

Em outras palavras, não mais subsiste a análise intelectual sobre a Verdade, pois temos a certeza intuitiva da Realidade Divina como uma presença viva dentro de nós.  

Todos conhecem a palavra "Deus", mas poucas pessoas no mundo conhecem Deus. Para a grande maioria, Deus permanece uma palavra, um termo, um poder fora de nós, não se converteu numa Realidade viva, exceto para uns poucos chamados místicos.

A meditação nos leva a uma experiência pela qual sabemos que Deus é tão real como é certo estarmos lendo este livro.


Se todos os jornais do país publicassem em vistosas manchetes, a afirmação que nós não nos achamos agora neste lugar, essa publicidade não modificaria em nada a nossa certeza de estarmos agora nesse lugar.

Deus é tão real, tão presente como nós somos presentes e reais a Deus e Deus pode ser conhecido por nós, assim como nós somos conhecidos de outros e de nós mesmos.

A partir do momento em que percebemos Deus através de nossa experiência, nossa vida se transforma graças à libertação de nossa individualidade. Ficamos possuídos do sentimento de que algo opera dentro de nós, através de nós e para nós. Algo muito maior do que pensamos.

Essa tem sido a experiência de todos os místicos que realmente conheceram Deus, sentiram a presença de Deus, então Deus se tornou um poder dinâmico em suas vidas.

O mundo conta com raras pessoas assim e se houvesse um número maior de pessoas com essa experiência talvez fosse suficiente para salvar o mundo.

No místico a consciência da presença e poder de Deus não é mera admissibilidade, não é simples afirmação e sim, um produto da experiência, é uma realidade viva. 

Nossa busca, nossa procura do Reino de Deus é uma demonstração de fé na presença e no poder de Deus, é uma crença firme, mesmo ainda sem a experiência individual da Realidade.


Só aqueles que alcançaram convicção interior são impelidos a essa busca.

Os que assim procedem, apesar de não terem ainda atingido a experiência, guardam uma íntima certeza e dizem em seu coração: este é o caminho de Deus.

Assim se inicia a busca por diferentes meios. O modo de começar essa busca depende da nossa vivência passada.

Existem os que começaram em igrejas dogmáticas, esses obtiveram lá mesmo a resposta, descobriram o Reino de Deus dentro de si e continuaram a colaborar nas suas igrejas como forma de serviço e às vezes, como forma de gratidão.

Alguns encontraram Deus palmilhando através do intelecto; outros ainda, por meios puramente intelectuais, há também os que se valeram de ensinamentos, combinando o intelecto com o espírito, graças à leitura de livros edificantes e graças a mestres, santos e videntes que nunca deixaram de existir entre os chamados – vivos.

Uma coisa é ouvir falar sobre a verdade através de livros e conferências, através de teorias e citações; outra coisa muito diferente é conhecê-la pela meditação, pela conscientização quando o verbo se enraíza no ser individual e se expressa em frutificação espiritual.


"Os frutos do espírito são amor, alegria, paz, resignação e benevolência, bondade e fé".

É matematicamente certo que ao atingirmos a conscientização do Cristo interior, quando somos tocados pela experiência interna da alma, a frutificação espiritual se exterioriza em forma de harmonia, inteireza, plenitude e perfeição. 








                                   

terça-feira, 19 de junho de 2018

VOLTA-TE PARA AS PROFUNDEZAS DE TEU SER



Talvez já tenha conhecido enfermidades, privações, dores, acidentes e desenganos. Por que não esperar também as boas coisas da vida? Por que não esperar a eliminação desses males e as manifestações do Bem? 

A despeito de tudo o que tenhas sofrido, a verdade acerca de teu ser é a sua identidade com a Fonte de todo o bem, ainda que não tenhas tido contato consciente com essa Fonte, ainda que não tenhas consciência disso e nem a confirmação interna dessa verdade.

Agora, entretanto, se for realmente verdade que tu e o Pai sois um, e que o reino de Deus está dentro de ti, e se estabeleceres contato com este reino, e receberes confirmação de dentro de ti mesmo: algo que te permita sentir a realidade espiritual indicada com estas palavras bíblicas: Meu filho, tu sempre estás comigo, ou: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo ou: A minha graça te basta, então possuirás todo o segredo da vida mística, e poderás provar que este Cristo, ou Espírito de Deus, vive dentro de ti.

Com a segurança da divina Presença dentro de ti, não precisarás de nada nem de ninguém neste mundo. Com esta realização interna, poderás entrar na jaula de um leão faminto; poderás viajar pelo mundo sem dinheiro e sem documentos. Com esta segurança de Emanuel- Deus Conosco, que diferença fará se tiveres o Faraó nas tuas pegadas e o Mar Vermelho pela frente? De que mais necessitarias, andando de mãos dadas com Deus, sentindo sua presença, sabendo que Eu estou sempre contigo?

Esta segurança não é coisa que possas obter de livros, ou em templos sagrados, em jejuns ou em celebrações religiosas. Não a conseguirás através de rituais ou sacramentos. Não a conseguirás senão buscando-a no único lugar onde pode ser encontrada: dentro de ti.

Nunca terás uma prova positiva de que o reino de Deus está dento de ti, nem conseguirás uma demonstração efetiva de unidade, se não meditares sozinho, voltando-te para dentro de ti mesmo e sem proclamar ao mundo quais sejam as tuas necessidades. 

Nesse período de isolamento, poderás fazer tua a sabedoria de Jesus, a sabedoria dos místicos ou dos ensinamentos de O Caminho Infinito, porque só então é que provavelmente estarás constatando que tu e o Pai sois um. 

Agora, terás que aceitar e provar a verdade de que estás neste Caminho: 

Volto-me para dentro de mim mesmo. Não estou voltado para o firmamento; não estou voltado para lugar algum fora de meu próprio ser. 

Não estou à procura de templos, mestres ou livros sagrados. Estou voltado para dentro. Aqui estou. 

A verdadeira Fonte, a verdadeira morada de Deus é dentro de mim. Deus está no santuário interno de meu próprio ser. 

Não estou preocupado com a minha vida: com o que comerei ou beberei. 

Não ando em busca de saúde, emprego ou oportunidade de sucesso. 

Estou procurando o Teu reino, a Tua graça. 

Na realidade, o que estou procurando é certificar-me de que estás mais próximo de mim do que o ar que respiro, mais perto do que mãos e pés, e que conheces as minhas necessidades, e que é do Teu agrado dar-me o Reino. Assim oro em segredo. 

Não dou a perceber que estou orando. A ninguém dou a conhecer quais são as coisas de que necessito. 

Não dependo do homem cujo fôlego está no seu nariz. 


Volto-me para dentro: se este ensinamento é verdadeiro, Deus está aqui, e não preciso sair de onde estou.

Basta-me saber que estou buscando a tua graça, para a realização da Tua presença. 

Nesta meditação eu aceito a verdade de que o lugar em que estou é terra santa porque Deus está presente. 

Aceito a Deus como Onipresença. 

Aceito a Deus como Onisciência. Ele sabe do que necessito. 

Aceito a Deus como Amor, que se compraz em dar-me Seu reino. 

Este Espírito, com o qual agora tomaste contato e te tornaste uno, é a Presença que anda adiante de ti: é o teu pão, o teu vinho, o maná oculto, o manjar que o mundo não conhece. 





sábado, 9 de junho de 2018

PERDENDO O SENTIDO MATERIAL DO CORPO - JOEL GOLDSMITH





Também no campo da saúde, a harmonia depende de nossa demonstração de Deus. 

Existem pessoas que padecem enfermidades, e, por trás desse sofrimento, está a crença de que a harmonia depende de alguma função ou algum órgão do corpo. Toda a vida humana é constituída sobre essa premissa. 

Se algo acontece ao coração, morremos; se algo ocorre à digestão ou à eliminação, ficamos doentes. Temos de inverter isso. 

Vida é Deus, e então a vida não depende do coração, do fígado ou dos pulmões. 

Coração, fígado e pulmões é que dependem da vida. 

É a vida que faz bater o coração. 

É a vida que ativa o fígado, a digestão, a eliminação e os músculos. 

Não é o corpo que impulsiona a vida: é a vida que move o corpo, e nós somos vida. 

Enquanto pudermos dizer “eu sou”, existimos, temos vida, e essa vida governa o corpo. 

À medida em que afirmamos isto, perdemos a consciência materialista do corpo como governante da vida, e atingimos então a consciência espiritual de que a vida governa o corpo. 

“O homem não deve viver só de pão.” 

O homem não deve viver pela forma ou efeito, seja ela o pão do padeiro ou a carne do açougueiro, ou a forma à qual chamamos coração, fígado ou pulmões. 

O homem não deve viver do efeito, mas “de toda palavra que procede da boca de Deus”. 

Quando percebemos que a palavra de Deus é nossa vida, a vida de nosso ser e de nosso corpo, toda a nossa consciência começa a mudar, e paramos de temer os órgãos e funções do corpo. 

Mediante esta prática, está-se desenvolvendo uma nova consciência. 













quinta-feira, 7 de junho de 2018

NÃO SEPARE SEU CORPO DE DEUS



Assim como não existe Deus e você, não existe Espírito e matéria. 

Acreditar em Espírito e matéria é dualidade. 

Quando, através da mente descondicionada, você é capaz de ver que o Espírito é a substância de todo ser, você não tem um poder atuando sobre outro; você tem Espírito como a única substância, aparecendo sob forma harmoniosa e espiritual.

Se entender este ponto, você perceberá por que saúde não está dentro ou fora do corpo material. 

Saúde está no Espírito manifestado como corpo.

O corpo material é forma e nele não há saúde. 

A saúde do corpo é a saúde do Espírito. 

Assim, enquanto não se identificar como Espírito para obter saúde, harmonia e inteligência, você estará procurando fora do lugar. 

Inteligência é Onipresença, tanto quanto saúde, porque tanto inteligência quanto saúde são qualidades e atividades do Espírito. O Espírito criativo do homem e seu corpo.

Se você conseguir apanhar o sentido do princípio de que a doença não tem nenhuma lei, ela será derrotada pelo próprio fato de você ter-lhe reconhecido o não-ser. 

Se você conseguir apreender, e realmente compreender esta verdade, a aparência se dissolverá. 

Se você conseguir reconhecer a verdade de que Deus não é responsável pela doença e pela morte, você as destruirá. É esta a Verdade que o liberta.









terça-feira, 29 de maio de 2018

O NOVO HORIZONTE



O sentido que apresenta quadros de discórdia e desarmonia, doença e morte, é o mesmerismo universal que cria todo o sonho da existência humana. 

É preciso entender que, tanto uma harmoniosa existência humana como a mais discordante das condições do mundo, ambas são igualmente irrealidades. 

Deve ser percebido que todo o cenário humano é uma sugestão mesmérica, e que devemos nos elevar acima do desejo de vivenciar inclusive as boas condições humanas.

Compreendamos, integralmente, que uma sugestão, crença ou hipnotismo é a substância ou alicerce de todo o universo mortal, e que as condições humanas, boas ou más, são quadros semelhantes aos de um sonho, sem qualquer realidade ou permanência. Fiquemos desejosos de que desapareçam de nossa experiência, tanto as condições harmônicas como as desarmônicas, a fim de que a Realidade possa ser conhecida, desfrutada e vivenciada.

Acima deste conceito de vida, existe um Universo do Espírito, governado pelo Amor, povoado pelos filhos de Deus que vivem no templo da Verdade. Este mundo é real e permanente: Sua substância é Consciência eterna. Nele não há percepção alguma de discórdia e nem mesmo de bem material ou temporário.

O primeiro lampejo da Realidade – do Reino da Alma – surge com o reconhecimento e conscientização do fato de que todas as condições e experiências temporais são frutos de auto-hipnose. 

Pela conscientização de que o cenário humano todo, com seu bem e seu mal, é ilusão, surge o primeiro clarão e experiência do Mundo da criação de Deus e dos filhos de Deus que habitam o reino espiritual.

Agora, neste momento de elevada consciência, somos capazes, embora vagamente, de contemplar a nós mesmos como livres de leis humanas, mortais, materiais e legais. 

Vemo-nos separados e apartados da limitação dos sentidos, e, em certa medida, captamos as ilimitadas fronteiras da Vida eterna e da Consciência infinita. Os grilhões da consciência finita começam a cair; os rótulos começam a desaparecer.

Passamos a não mais ficar com o pensamento preso à felicidade ou prosperidade humanas; tampouco ficamos preocupados com saúde ou lar. 
A liberdade do ser divino se torna aparente.

A experiência, a princípio, assemelha-se a olharmos o mundo desaparecer no horizonte e desabar à nossa frente. Não há apego a este mundo, nem desejo de nele nos agarrarmos, provavelmente porque, em grande extensão, a experiência não ocorre antes que dominemos grande parte dos desejos pelas coisas “deste mundo”. 

De início não podemos falar dela. Há uma sensação de “não me toques, porque ainda não subi para meu Pai” – ainda estou entre dois mundos; não me toque nem me faça falar sobre ele, pois poderei ser puxado de volta. Deixe-me ficar livre para a ascensão, e então, quando estiver completamente livre do mesmerismo e seus quadros, direi a você sobre muitas coisas que olhos não viram e ouvidos não ouviram.

Uma ilusão universal nos prende à terra , às condições temporais. Conscientize isto, compreenda isto, pois somente através dessa compreensão é possível começarmos a soltar suas amarras sobre nós.

Quanto mais fascinados estivermos pelas condições humanas boas, e quanto mais desejos demonstrarmos pelas boas coisas da matéria, mais intensa será a ilusão. 

À medida que nosso pensamento habitar em Deus, nas coisas do Espírito, maior liberdade de limitação estaremos conquistando. 

Paremos de pensar tanto nas discórdias ou nas harmonias deste mundo. 

Paremos de temer o mal e de amar o bem da existência humana. 

Na proporção com que assim fizermos, estará a influência mesmérica deixando a nossa experiência. As amarras terrenas começarão a desaparecer; as algemas da limitação começarão a ruir; as condições errôneas darão lugar à harmonia espiritual; a morte abrirá caminho para a vida eterna.

Nosso primeiro lampejo, de que o paraíso está aqui e agora, marca o início de nossa ascensão. 

Esta ascensão é, então, entendida como uma escalada acima das condições e experiências “deste mundo”, e ficamos aptos a observar as “várias moradas” preparadas para nós na Consciência espiritual – na percepção da Realidade.

Não ficamos restritos à evidência dos sentidos físicos; não ficamos limitados ao suprimento visível; não ficamos circunscritos às fronteiras visíveis; não ficamos presos aos conceitos visíveis de tempo e espaço. 

Nosso bem estará fluindo do Reino invisível e infinito da Alma, do Espírito, para nossa imediata apreensão. 

Deixemos de julgar o nosso bem em função de quaisquer das chamadas evidências sensíveis. 

Dos mananciais tremendos de nossa Alma surge a percepção instantânea de tudo que podemos utilizar para termos uma vida com abundância. 

Nada de bom nos é retido, quando olhamos acima da evidência física diretamente para o grandioso Invisível. Erga os olhos! Erga os olhos! O Reino dos céus está próximo!

Eu estou rompendo o senso de limitação para você, como uma evidência de Minha presença e de Minha influência em sua experiência. 

Eu, o seu Eu, estou em seu âmago, revelando a harmonia e a infinidade da Existência espiritual. 

Eu, o seu Eu, e nunca um conceito pessoal de “eu”; nunca uma personalidade –, mas o Eu de seu próprio ser, estou sempre com você. 
Erga os olhos!