domingo, 13 de maio de 2018
domingo, 6 de maio de 2018
Em Silêncio, Em Percepção ...
É nessa completa tranqüilidade, nesse descanso do pensamento que o Pai se manifesta em nossa experiência.
Antes de entrar na zona da vida mística, o hábito de continuamente pensar e falar deve ser substituído pelo de, continuamente, saber ouvir.
Nosso Mestre despendeu muito do seu tempo em meditação silenciosa e podemos estar certos de que Ele não pedia mediação de Deus para as coisas materiais.
Ele não falava, ouvia; ouvia as instruções, a diretriz, o amparo de Deus.
É no desenvolvimento dessa capacidade de auscultar, de receber, que a mente humana se aquieta, se tranquiliza a tal ponto que se torna um canal, um instrumento através do qual Deus expressa, se manifesta.
A mente humana pensante tem seu lugar, não deve ser eliminada, destruída, ela é a fonte de consciência, uma avenida através da qual recebemos o conhecimento.
sábado, 5 de maio de 2018
Suprimento: Sua Própria Consciência Infinita
Somos todos "coerdeiros com o Cristo" em Deus; por isso, todos nós sacamos dos recursos de nossa própria consciência e de nossa Alma, e não precisamos de trabalhosa luta para isso, que já é divinamente nosso.
E tudo que alguém possua, a qualquer momento, mesmo aquilo que pareça ter algum valor humano, é o desdobramento de seu próprio estado de consciência e, por isso, pertence apenas a ele.
Aquilo que temos é o resultado da frutificação do nosso próprio estado de consciência; e aquilo que ainda não conseguimos representa nossa falta de união consciente com Deus, nossa Consciência infinita.
Podemos ter o quanto desejarmos de qualquer coisa dilatando os limites da nossa compreensão e percepção. Nada do que podemos obter dos outros será realmente nosso, mesmo que o tenhamos obtido legalmente; ainda pertenceria àquele cuja consciência o gerou. O que é nosso é nosso pela eternidade, mas nosso apenas por ser o nosso estado de consciência em expressão.
Tudo o que o Pai tem, minha própria Consciência infinita, é meu.
A percepção desta verdade daria a todos os homens a possibilidade de viver juntos em um mundo de harmonia, de alegria e de sucesso — sem medo uns dos outros, sem inveja ou cobiça. Estaríamos de volta ao Jardim do Éden. Viveríamos sem preocupações, ou seja, pela Graça.
Este mundo constitui o reconhecimento da vida como presente de Deus — como o livre fluxo da nossa consciência. Revelaria o invisível laço espiritual que nos une na eterna fraternidade de Amor. Resolveria para sempre o problema do suprimento, e, portanto, estabeleceria o reino da paz sobre a terra.
quinta-feira, 3 de maio de 2018
VEM PRA FORA !!!
A sua luz é reconhecida como estando aqui e agora.
"Lázaro (ser divino), venha para fora!" - da tumba das crenças humanas.
Venha para a luz do reconhecimento de sua vida divina, aqui e agora.
Liberte-se das "ataduras do túmulo" de superstição; de crenças em seidade mortal.
Liberte-se da escravidão do medo e da dúvida, para realizar e experienciar a realidade da vida, Deus - que é a sua vida.
"Um com Deus é maioria".
A Mente que estava em Jesus Cristo (minha Mente) chama-o para a liberdade da vida eterna, aqui e agora.
"Digo-te: levanta-te!"
Na medida em que o Eu chama a divindade de seu Ser, as algemas do pecado, do medo, da doença e da morte se rompem e caem, tornando-se o que são: nulidade!
"Deixe de ser o homem cujo fôlego está em suas narinas" e seja aquilo que você é: "Eu e o Pai somos um".
Você não é um mortal e nem um ser humano.
"Não terás outros deuses diante de Mim".
Reconheça apenas o Espírito como Criador, Pai - de cuja imagem e semelhança o Filho é tornado espiritual.
sexta-feira, 27 de abril de 2018
DA LEI PARA A GRAÇA -2
No sermão da Montanha Jesus resume as diferenças entre o judaísmo e os novos ensinamentos, que não eram ainda conhecidos como cristianismo, mas como ensinamentos de um Mestre hebreu, livre-pensador e radical.
E o que eram os ensinamentos desse homem, que foi sem dúvida o mais iluminado e espiritualmente desenvolvido dos que foram conhecidos, tão iluminado que o mundo de hoje gira praticamente em torno de seus ensinamentos?
A palavra Graça nos revela o que eles são.
A Lei veio por Moisés, “mas a Graça e a Verdade vieram por Jesus Cristo”.
Tais Graças e Verdade representam algo inteiramente diferente daquilo que a Lei representa. E assim, por três séculos após o ministério de Jesus, havia pessoas andando pela Terra Santa, cruzando por Roma e Grécia, ensinando e pregando não a Lei como está assentada na fé judaica, mas algo novo, deslumbrante, algo diferente chamado Graça e Verdade, algo que aos poucos foi sendo conhecido como ensinamento do cristianismo.
Os primeiros seguidores de tais ensinamentos eram chamados judeus-cristãos, pois eram judeus seguidores do Cristo. De fato naqueles tempos iniciais apenas aqueles que eram judeus podiam tornar-se cristãos.Porém, finalmente Paulo e Pedro perceberam que os ensinamentos de Cristo eram bem mais que apenas um novo tipo de judaísmo. Eram algo único, algo separado e distinto em si mesmo, e aos poucos a não mais ser necessário ser antes hebreu para se tornar cristão, a circuncisão não foi mais necessária e outras práticas venerandas foram abandonadas.
Os discípulos começaram a pregar para os gentios, avisando que os ensinamentos de Cristo eram universais pela sua própria natureza, até que chegou o dia em que até os pagãos de Roma e da Grécia, ou qualquer um, independentemente de sua origem, poderia, se o quisesse, se tornar cristão. E essa foi, durante séculos, a condição do ensinamento cristão, quando então ocorreu em dos eventos mais estranhos da história do mundo.
Organizou-se uma igreja que adotava todos os ritos e rituais egípcios e de outros pagãos da época, que aceitava integral e literalmente o judaísmo conforme ensinado no Velho Testamento e que desprezava todos os ensinamentos cristãos, menos o nome do seu Mentor,e que passou a chamar a si mesma de Igreja Cristã.
E o que aconteceu com os ensinamentos de Cristo quando foram organizados? Estaria tal Igreja a praticar o ensinamento de Jesus “não resistais ao mal” ou estaria ainda apegado ao velho ensinamento “ouvistes o que foi dito: olho por olho, dente por dente”?
A prática do verdadeiro cristianismo eleva o homem adâmico, que exige vingança sobre seu inimigo, do estado de consciência da lei cármica - da mente para a outra consciência da Graça e da Verdade, que revela um Deus de amor no lugar de um Deus de vingança e punição.
O Deus que Jesus revelou foi de natureza totalmente diferente da do Velho Testamento, e, no trecho do Sermão da Montanha em que aborda a lei cármica, Jesus ensina que o pecado é em si a própria punição, mas não faz nenhuma referência a um Deus que pune.
Explica claramente que, assim como fizermos aos outros, assim será feito conosco, não por Deus, mas de acordo com a lei cármica - lei da mente do “o que semeares colherás”, sob a qual vive todo ser que se reconhece como humano.
Nossas ações amorosas revertem sobre nós como amor e nossas ações más retornam sobre nós como efeitos maus, pela própria ação em si mesma. Pelo nosso estado de consciência movimentamos a ambos, o bem e o mal.“Com a medida que medires serás medido”, não por Deus, mas pela lei.
Quando odiamos estamos invocando a lei, assim como quando amamos; quando doamos ou repartimos, invocamos a lei, assim como quando ficamos apegados às coisas.
De qualquer modo, a natureza é testemunha da veracidade dessa lei. Por exemplo, se um fruto não foi colhido ou removido de algum modo da árvore, esta terá dificuldade em frutificar de novo. Não acusaremos Deus por isso. Deus não pune a árvore. É lei na natureza que a árvore deva dar seus frutos para poder continuar a dar mais frutos.
Assim, sem doarmos, cedermos ou entregarmos os bens, nos tornaremos estéreis, pois a lei diz: “Aquilo que semeares colherás”. E essa lei de semear e colher se aplica tanto aos indivíduos como às nações. Não há meio de evitar os efeitos primitivos das más ações – não que haja um Deus que esteja a cuidar disso, mas porque essa é a lei cármica -lei da mente humana - que é posta em ação pelo agir de cada um.
Tudo isso Jesus revelou na parte do Sermão da Montanha em que disse: “Ouvistes o que foi dito...”
Mas Jesus nunca ensinou que Deus pune, nem mesmo ao ladrão na cruz, nem à adúltera e nem ao cego de nascença. Sempre em nós mesmos somos nós que o trazemos, e não Deus que no-lo inflige.
Quando o cristianismo se tornou algo organizado,adotou o ensinamento de um Deus punitivo do Velho Testamento, talvez na vã esperança de amedrontar as pessoas para que ficassem boas; porém, o que de fato ocorre é que o mesmo ensinamento, longe de impedir que se faça o mal, é provavelmente responsável por muitos dos pecados cometidos hoje no mundo.
Os que fazem o mal logo descobrem que não há nenhum Deus que lhes faça qualquer coisa, e essa evidência tampouco os convence de que Deus os punirá um dia pela omissão e pela perpetração. Se ao homem fosse ensinado que é o mal feito que é a própria punição em si, compreenderia a interpretação de Jesus, o Cristo, da lei cármica, e estaria então preparado para aceitar e Seu ensinamento maior de como superar a lei.
É possível superar a lei cármica - lei mental humana, varrer todas as punições de nosso enganos anteriores e viver sob a Graça, mas isso não pode acontecer com nenhum individuo ou com o mundo até que a lei cármica, como o Mestre a explicou, seja aprendida e compreendida. Os feitos carregam em si o seu próprio prêmio e o seu castigo, e não é necessário que haja um ato manifesto, pois o ato em si é apenas a manifestação do pensamento que o gerou.
Assim, por exemplo, não e necessário roubar para trazer sobre si os efeitos da lei cármica - lei da mente , basta pensar em roubar, e de fato nem mesmo isso é não necessário – o simples desejo cobiçoso de algo que alguém possua é suficiente para acionar a lei cármica. Não e necessário ferir uma pessoa – ficar irado com ela é o bastante para trazer a lei sobre si.
As pessoas que estão num estado grosseiro de consciência não notam a repercussão da lei cármica - mente humana, tão rapidamente como aqueles que estão no caminho espiritual, que sofrem mais por infrações menores do que aquelas por faltas maiores,pois têm maior percepção do que é certo e do que é errado, e o menor desvio do caminho já aciona a lei.
Para superar a lei cármica- causa e efeito, é necessário em primeiro lugar o reconhecimento de sua existência – que o mal que pensamos ou fazemos tem efeito sobre nós - , e tal descoberta nos impedirá de culpar alguém ou algum conjunto de circunstâncias por qualquer dilema em que venhamos a nos encontrar. Começamos a ver que só nós somos responsáveis.
Não há um misterioso Deus em alguma parte a atirar nosso erros contra nós, e sim nós mesmos determinamos os resultados da vida, e compreendemos que provocamos o bem e o mal que nos acontecem. Isso nos leva a não mais culpar ou condenar a outrem, a descobrir que ocorreu alguma mudança em nós;descobrimos que o estado de consciência que nos levou a agir erradamente, por descuido, impensada ou mesmo involuntariamente, pode ser mudado.
Muito rapidamente aprendemos o que Paulo descobriu – que há dois seres em nós. Cada um de nós é de fato dual; um é uma criatura que não está sob a lei de Deus, e outro é o Filho de Deus, que tem o Espírito do Pai morando nele: “O bem que eu quero, eu não faço, mas o mal que não quero, eu faço”.
Parece haver dois de nós, um aborrecendo o outro – um que sabe o que é certo e o outro lutando contra ele; um que quer ser um homem perfeito e o outro que, por um ou outro tipo de limitação, não o pode conseguir.
Quando percebemos que há um filho de Deus em nós,embora o filho pródigo esteja ainda lutando para sobreviver, começamos a compreender a guerra entre o Espírito e a carne.
O filho pródigo, ou o homem adâmico - que se reconhece como carnal, que vaga pelo mundo desperdiçando sua substância para, finalmente, mergulhar no abismo da degradação, o que é simbolizado pelo repartir a comida com os porcos, outro não é senão o filho e herdeiro que mais tarde veste a túnica de púrpura e o precioso anel.
Não se trata de dois homens diferentes, mas do mesmo homem que ora julga-se como carne e que ora se reconhece e se percebe como Espírito à imagem e semelhança de Deus.
quinta-feira, 26 de abril de 2018
DA LEI PARA GRAÇA - 1
A qualquer momento, não importa que seja aos nove, aos dezenove ou aos noventa -, nós podemos empreender o retorno à casa do Pai.
Não nos esqueçamos, porém, que podemos voltar ao estado edênico e continuar sendo a mesma pessoa que éramos ontem, com todas as nossas virtudes e falhas humanas – vacilando constantemente entre o bem e o mal.
Nossa virtudes humanas não garantirão nossa entrada do Éden mais que nossas falhas. Temos de largar a ambas, falhas e virtudes, e vestir o manto do Cristo, subindo para além da criação mental do segundo capítulo do Gênesis, que nos acorrentou à lei do bem e do mal.
“A lei foi dada por Moisés, mas a Graça e a Verdade vieram por Jesus, o Cristo.”
Por centenas de anos antes de Moisés, os hebreus viveram um estado de servidão, com pouca ou nenhuma oportunidade de progredir em educação, cultura, religião, artes ou ciências. E sob tais circunstancias não é de se admirar que vivessem com um senso moral pouco desenvolvido. Para esse povo, Moisés representou um modo de vida elevado, a espinha dorsal daquele que traria, mais tarde, os Dez Mandamentos.
Se tais mandamentos fossem observados, a pessoa seria considerada o melhor tipo de cidadão que se pudesse esperar, e, mais ainda, se observasse as leis da dieta e alguns outros poucos costumes, mereceria o titulo de Bom Hebreu.
Se a lei fosse desobedecida, todo contraventor poderia esperar ser apedrejado ou excomungado. Pouca ou nenhuma ideia de amor estava incluída em tais ensinamentos. Eram ensinamentos estritamente sobre as leis éticas e morais. Um senso moral ou ético tão grande quanto deveria ser, contudo, é só um passo no caminho para a conscientização espiritual.
Enquanto alguém viver na estrita observância dos Dez Mandamentos poderá estar a “eons” de distância da vida espiritual, pois a verdadeira vida espiritual é vivida acima dos pares de opostos.
Quando veio Jesus, ensinou um novo modo de vida que não trazia a preocupação básica de trocar o sentido negativo da vida pelo positivo, mas o de elevar-se acima de ambos, positivo, para o plano espiritual.
Não podemos esquecer que, como Mestre hebreu, dentro da igreja hebréia organizada, Jesus estava autorizado a falar e orar sobre as suas bases; nem podemos esquecer que aquilo que Ele pregava não era chamado de cristianismo, pois não havia cristianismo.
Jesus não pregava para cristãos, que não existiam. Ele era um Mestre hebreu pregando para hebreus. Mas aí ocorreu um milagre. Esse homem Jesus recebeu uma iluminação que lhe trouxe um ensinamento religioso completamente novo, algo que até então era absolutamente desconhecido pelos hebreus. Com isso Ele foi muito além da lei cármica do Velho Testamento, por meio de seus ensinamentos sobre um Poder Único.
Ao ensinar tal revelação para homens e mulheres do seu tempo, os libertou de todo ritual e dogma; tão livres os fez que a igreja não o tolerou e nem aos seus ensinamentos.
O que muitos homens, mulheres e doutores da lei do tempo de Jesus puderam sentir foi ódio e medo por um dos seus que virara de ponta-cabeça algumas das práticas mais tradicionais e mais queridas, como a exigência de se fazerem peregrinações anuais a Jerusalém, com o propósito de pagar tributos e como observância dos rituais.
O que muitos homens, mulheres e doutores da lei do tempo de Jesus puderam sentir foi ódio e medo por um dos seus que virara de ponta-cabeça algumas das práticas mais tradicionais e mais queridas, como a exigência de se fazerem peregrinações anuais a Jerusalém, com o propósito de pagar tributos e como observância dos rituais.
O grande afastamento de Jesus dessas observâncias era uma crítica silenciosa e uma condenação daquilo em que eles haviam posto sua confiança por tanto tempo.
Jesus trouxe para a luz a verdade de que a bem-aventurança espiritual não tem relação alguma com a rígida observância de qualquer forma exterior, mas tem a ver com a Percepção Espiritual desenvolvida pelo indivíduo.
Jesus pregou uma nova dimensão de vida, uma consciência maior que implicava a morte das velhas crenças. Explicou que o vinho novo não pode ser colocado nos odres velhos, isto é, que esse novo enfoque não poderia simplesmente ser acrescido ao velho modo de vida hebraico, mas que este deveria ser trocado pelo novo, uma vez que eram contraditórios.
terça-feira, 24 de abril de 2018
TRANSCENDENDO CONDICIONAMENTOS, JULGAMENTOS E CRENÇAS PARA RECEBER O IMPULSO DIVINO
O Princípio básico, o Criador, a Substância da Vida, é Deus, Alma ou Consciência, enquanto a mente é o instrumento pelo qual a ação de Deus se manifesta; a mente, pois, corretamente compreendida e utilizada, é um instrumento de Deus.
Quando a mente está aberta para receber o impulso divino, por ela fluem formas harmoniosas e perfeitas.
A partir de Adão, ou seja, ao se reconhecer como humano, houve a aceitação da crença do bem e do mal, e a partir desse momento, em vez de ser um puro instrumento da Alma, a mente começou a se materializar em formas concretas, ora boas, ora más, exatamente como se fosse um molde de onde, independentemente do perfil da forma, se reproduzem as peças.
Se houver o mal na mente, aparecerão formas más e, ao contrario, se houver o bem, aparecerão formas boas. A mente produz a sua própria imagem e semelhança, e, se nós que nos colocamos por trás da mente permitirmos que seja preenchida com superstições, ignorância ou medo, tudo quanto se origina na crença em dois poderes, será pois isso tudo que a mente produzirá em nossa vida.
A mente ou pensamento humano é a substância de toda forma de pecado, de doença, da morte, de falsos apetites, de carências, limitações, da guerra e seus corolários e de todas as outras coisas listadas sob o nome de mal. A mente preenchida com pensamentos errôneos, medo, ódio, injustiça, luxuria ou malícia se mostrará externamente como desarmonia e discórdia.
Por outro lado, uma mente imbuída de bons pensamentos – caridade, pureza, benevolência, cooperação, etc.- aparecerá externamente como vida boa.
É a lei cármica consignada na Escritura: “O que quer que o homem semeie, isto também colherá”.
A mente, no estado de não-iluminação, cheia de crenças materialísticas, teorias, opiniões, doutrinas e credos, só pode manifestar seu estado de caos; porém, se estiver livre de tais crenças, torna-se um instrumento com o qual o Princípio criador da Vida pode fluir em formas eternas e harmoniosas.
A aparência externa é sempre formada pela mente. O que semearmos mentalmente, colheremos materialmente.
A matéria é matéria somente quando a consciência está num estado de materialidade, mas, uma vez que nos elevemos para o estado mental, a matéria já não é matéria, e sim mente.
A mente é a substância e a essência de que é feita a matéria, que nos mostra como forma ou como efeito. O Pensamento é o princípio, a vida e a lei de toda forma material ou mental.
Esse não é um conceito fácil de compreender, mas, se tornarmos um exemplo e traçarmos uma analogia entre tudo isso e uma substância com que estamos familiarizados, poderemos clarear as idéias.
A cominação de duas partes de hidrogênios com uma de oxigênio é chamada água; ela pode ter a forma física de vapor ou de gelo e, embora as três formas físicas sejam diferentes, a essência permanece a mesma, ou seja, dois hidrogênio e um oxigênio.
Da mesma maneira, a mente é a substância básica, mas matéria é o nome dado à mente quando toma forma.
A mente/pensamento aparece de várias formas: a carne é uma delas, o sangue, o osso, o cabelo, etc., são outras; mas todas são mente tornada visível, aparecendo daquele modo específico. Numa forma é carne, noutra é osso, cartilagem, sangue, cabelo ou pele; mas a substância ou essência é sempre a mente.
A mente atua como pensamento; a mente aparece como coisas; e nesse sentido ela á a essência da criação, como descrito no segundo e terceiro capítulos do Gênesis - citado nas postagens anteriores.
Assim, se a matéria é mente, um processo mental pode mudar o produto, a matéria.
A mente, a sua ou a minha mente, se imbuída de verdade espiritual, torna-se um instrumento por meio do qual Deus aparece e se manifesta, e aparecendo Ele se torna o corpo do nosso mundo exterior.
Por isso, nunca vivemos num mundo material, rodeados por matéria, porque Deus, Ele mesmo, a Verdade na sua e na minha consciência, é a única substância, e essência do nosso mundo.
Quando Deus ou Alma se torna nossa atividade mental e aparece como forma, toda forma é espiritual, e pode ser multiplicada.
Quando nos elevamos além do nível da mente pensante, até o Silêncio onde está o Eu, Deus se torna a atividade e a substância, aparecendo então como matéria ou forma.
Quando nos elevamos além do nível da mente pensante, até o Silêncio onde está o Eu, Deus se torna a atividade e a substância, aparecendo então como matéria ou forma.
Por exemplo, em cada milagre relatado nos quatro Evangelhos, foi a consciência de Jesus, o Cristo, que apareceu externamente como saúde e harmonia, e como uma infinidade de pães e peixes.
Pães e peixes não são matéria; saúde e riqueza não são matéria: foram formados da consciência. Uma vez que a mente esteja permeada de Verdade, a verdade é a substância e a essência das formas manifestadas, e então as formas podem ser multiplicadas, mas o podem apenas por não serem materiais.
Houve um tempo em que havia só um bilhão de pessoas no mundo. Hoje somos quatro bilhões, mas não há mais Deus na terra. Aqui está o mesmo Deus, a mesma vida, mas o que aconteceu foi que a mente multiplicou as formas, não as dividiu. Trata-se do mesmo princípio que atuou quando Jesus fez o milagre dos pães e dos peixes.O que Ele fez foi multiplicar as formas visíveis para satisfazer o sendo de necessidade daquele momento particular.
Só há Espírito, e suas formações espirituais; a mente, como instrumento do Espírito, forma e governa a si mesma como forma esboçada, e isso é chamado matéria ou forma física. É de fato mente, pois a matéria pode ser reduzida ao mental, e eventualmente, de volta até o espiritual; mas é mente que se nos apresenta como forma finita, e é ela mesma que gera essa forma. A mente até mesmo transformará esse corpo e o suprirá. A mente formará para nós tudo o que nos pareça necessário e, todavia, nada de novo será acrescentado à criação.
Quando a mente trabalha em seu próprio nível, aparece como bem ou mal, ou ambos; ao passo que a mente,dirigida pela Alma ou Deus, aparece só como um Universo harmonioso. Isso não significa que se pensarmos só bons pensamentos aparecerá nosso universo perfeito, espiritual; significa que quando nos elevamos acima da mente e do pensamento, para dentro do reino do Silêncio, da Alma ou de Deus, então ela se manifesta como nossa identidade espiritual, nosso ser, corpo e universo.
Quando você e eu permitimos que nossas mentes sejam preenchidas com ignorância, superstição e egoísmo, tais mentes produzirão sua própria imagem e semelhança, que será refletida para fora como os pecados e as doenças do mundo; mas quando a mente é purificada, de modo que se torne um instrumento da pura Alma,então a mente produz a imagem e semelhança da Alma, que é perfeição espiritual, “conforme as regras mostradas para ti no Sermão da Montanha”.
As criações de Deus são incorpóreas, espirituais e infinitas, não físicas, materiais ou finitas. Deus é Espírito, e por isso o Universo de Deus, o Corpo de Deus, são espirituais.
Contudo, como as criações de Deus se apresentam aos nossos sentidos humanos, elas parecem ser físicas, materiais e limitadas.
A razão dessa anomalia é que nossa mente, no seu estado não iluminado, interpreta apenas aquilo de que podemos tomar ciência por meios dos nossos sentidos.Nós não podemos contemplar aquilo que É,contemplamos a interpretação da nossa mente.
Por exemplo, se houver um jarro de rosas amarelas na sala, você e quase todos os que estiverem na sala poderão vê-las como amarelas, mas por daltônico elas poderão ser vistas de qualquer outra cor; ou, enquanto tais rosas poderão parecer para você maravilhosas, poderão desencadear um ataque em outra pessoa.
Está claro que não é aquilo de que tomamos ciência que é importante, mas como a mente interpreta o que passou pelos sentidos. Existem artistas cuja interpretação das rosas pode nos deslumbrar por serem capazes de perceber um substrato de verdade espiritual nelas, enquanto nós vemos apenas suas formas e cores finitas.
Alguns de nós poderão visitar uma galeria de arte, olhar para os quadros e chamá-los de borrões de tinta, enquanto outros poderão olhar as mesmas telas e viver um êxtase, porque sua compreensão desenvolvida da arte, seu conhecimento de linhas e cores, poderão apreciar e ver o que o artista viu quando colocou sua interpretação na tela.
Se tivermos cultivado qualquer apreciação no campo das artes, poderemos ficar diante das telas do artista totalmente cientes daquilo que ele colocou ali; mas, se nossa mente não tiver conhecimento da arte, nós não veremos nada, a não ser manchas de tinta.
Quando nossa mente está livre de julgamentos,podemos olhar para este mundo e nos regozijar com o céu, o ar, a terra, o mar, o sol, a lua e as estrelas; mas,se a mente estiver cheia de conceitos materiais, nos perguntarmos, como um amigo meu anos atrás: “Eu não vejo por que as pessoas viajam. Há apenas dos tipos de terra: ela sobe, e a chamam montanha; ela desce, e a chamam vale. Ou, se for úmida, a chamam água. O que pode alguém ver numa viagem? Qual o diferença entre um lugar e outro?”
Raramente vemos o que está diante de nós, tudo o que observamos no mundo, nós o vemos através dos olhos da nossa experiência – a atitude de nossos pais diante da vida, nossas raízes raciais e religiosas, nossa herança nacional, nosso meio próximo, nossa educação e as experiências acumuladas depois da vida escolar.
Tais conceitos são formados por influências pré-natais, pelo meio próximo, a educação e as experiências pessoas, que fazem de você e de mim os seres humanos que somos.
E assim, se o nosso mundo é um mundo de pessoas amargas, desagradáveis e ríspidas, é por causa daqueles quatro fatores que nos condicionaram nossa interpretação daquilo que encontramos pela vida.
Por outro lado, se encontrarmos um mundo de pessoas cooperadoras, compreensivas e amáveis, será provavelmente devido ao nosso padrão particular de referências.
É certo que onde nós estamos está de fato o reino de Deus. Tudo que está no Céu está na terra. Mas, se nós achamos um inferno ou um paraíso, depende de estarmos vendo a terra através de uma visão espiritual ou material. A interpretação mental da experiência determina se é paraíso ou inferno.
Olhamos para as criações de Deus por meio do instrumento da mente, e as formas que vemos assumem a cor e a natureza com que a mente as interpreta.
Quando uma pessoa nos diz: “tenho um corpo doente” ou “tenho uma mente pecadora”, ou “tenho a carteira vazia”, ela está contemplando a criação por um sentido limitado, material, finito.
Se pudermos ignorar o que a pessoa está vendo, sentindo e experimentando, e descobrir que nossa mente é apenas o intérprete, se pudermos ficar suficientemente silenciosos de modo a podermos registrar o quadro verdadeiro, então, no Silêncio, poderemos ouvir: “Tu és meu filho, meu filho bem amado no qual me aprazo”, ou: “Este é de fato o reino de Deus”, ou: “Tudo o que tenho é teu”.
Em outras palavras, nos virá a certeza de que tal cena como foi interpretada pelo sentido mortal, está incorreta; e, no Silêncio, aquilo que é Real nos é revelado.
Uma pessoa se debatendo com um problema está julgando pelas aparências, e sua mente está interpretando seu mundo à luz dos condicionamentos pré-natais, do meio, da educação e das experiências pessoais.
Ao contrário, se a mente interpreta a cena por intermédio da pura atividade da Alma, todo julgamento é posto de lado, enquanto do Silêncio nos vem: “Pai, não tenho julgamento. Espero o Teu juízo”. E, em tal humildade, a visão espiritual é que ilumina a cena.
No plano humano, a mente é criativa. Ela pode criar o bem e o mal – e os cria. No plano espiritual, contudo, a mente não é uma faculdade criativa, mas uma larga via de percepção da Perfeição Absoluta.
Se, por exemplo, tivermos uma tela em branco diante de nós, e, em vez de torturar nossos cérebros buscando algo para preenchê-la, aprendermos a ficar quietos e esperar, tomando a atitude interior: “Aí está a tela, Pai, pinte o quadro”, nós encontraremos ideias a fluir livremente, e dentro de nossa consciência surgirão as diretrizes do que a nossa mente e nossas mãos irão executar. Em tal estado de receptividade, as invenções, as descobertas e os projetos na prancheta, ou qualquer ideia que seja necessária, serão desenvolvidos, assim como receberemos habilidade par executar tais ideias.
Assinar:
Postagens (Atom)








