sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Uma Razão Para a Nossa Fé



Enquanto continuamos a fazer isso e descansamos no Silêncio da Presença de Deus, o ritmo flui em nossa experiência. 

No entanto, não cometa o erro que muitos daqueles no caminho espiritual cometeram: não se deixe levar pela fé cega. 

É certo ter fé em que "duas vezes dois" são "quatro", ou ter fé que "H2O" é água, mas não tenha fé em "algo que você não conheça", pois isso é perigoso.

Portanto, quando você está no Silêncio da Presença de Deus, e você está esperando este ritmo de vida fluir através de sua consciência como harmonia para o mundo exterior, tenha certeza de que você possui uma razão para a sua fé. 

Essa razão é que chegamos ao conhecimento de que esse Eu é o Nome de Deus. 

Chegamos a uma constatação, e é por isso que podemos ficar tranquilos, sabendo que Eu no meio de cada um de nós é Deus.

Então percebemos por que é verdade que "Eu tenho o maná escondido", por que "Eu tenho o alimento que o mundo não conhece": tenho a fonte, o manancial, o armazém que Eu Sou. 

E, porque a infinitude da vida, a imortalidade da vida é armazenada no Eu que sou, posso me aquietar e deixar esse ritmo fluir, indo à minha frente para aplainar lugares tortuosos, andando ao meu lado e atrás de mim, e aparecendo, conforme necessário, como nuvem durante o dia, ou como uma coluna de fogo à noite; como uma viúva pobre a compartilhar o que possui, como bolos cozidos achados em uma pedra, ou como a multiplicação de pães e peixes.





quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Unindo Todos os Homens na Casa de Deus



Você logo verá verá o quanto um ato de compromisso é capaz de fazer cessar seu apego aos pensamentos, a fim de que você seja capaz de abster-se de lembrar a Deus das suas necessidades, ou de procurar a ajuda ou a força de Deus. Isso também é um ato de compromisso – um ato difícil, muito difícil. 

Mas, assim como entrar no Silêncio (ou na Presença de Deus) é um ato de compromisso, "amar ao teu próximo como a ti mesmo" também é, e para que esse ritmo do universo possa surgir como harmonia, esse ato adicional de compromisso deve ser realizado.

O significado de "amar ao teu próximo" não é muito difícil de entender. Em sua essência, acaso não significa quebrar as barreiras das relações familiares, nacionais e religiosas, e a consequente união de todos os homens na casa de Deus? Acaso não implica na ruptura de todos os preconceitos nacionais, raciais e religiosos e convergência para a família única de Deus, o Pai de todos?

Se estamos fornecendo comida para outras nações, mesmo as inimigas, ou contribuindo para a educação de outras crianças que não as nossas, ou fazendo qualquer outra coisa pelos nossos semelhantes com uma natureza desinteressada – esse é o ato que prova a nossa aceitação do mandamento de amar ao próximo como a nós mesmos. Esse é o ato de compromisso que confirma nosso acordo interior. Quando esse ato é concluído, estamos em obediência à lei de Deus, e somos filhos de Deus; e agora, o ritmo de Deus pode fluir através de nós sem interrupção, sem se deter em barreiras, sem ser desviado, e nós podemos nos voltar para a contemplação.

Reconhecendo Nosso Próximo Como Nosso Eu

"O mundo é renovado para cada alma, quando Cristo entra nela". 

O mistério sempre foi: quando o Cristo entra em nossa alma? Como trazemos o Cristo à tona em nosso interior? 

E aqui temos a resposta. Cristo entra no momento em que a nossa consciência é purificada da sua crença em dois poderes, expurgada do ódio, inveja e ciúmes que mantêm o homem separado do homem. 

Tão logo o ritmo do universo esteja funcionando dentro de nós, o Cristo entra em nossa alma e o mundo se torna novo, porque estamos não apenas amando o nosso próximo, mas estamos amando nosso próximo concretamente, e ao fazê-lo, o nosso próximo é impelido a nos amar. Assim, privamos o nosso próximo da capacidade de não nos amar.

Humanamente, parece que não temos o poder de privar os outros do seu poder de nos ferir; mas, sim, nós temos, nós temos. Fazemos com que seja impossível sermos mal compreendidos ou maltratados, porque há apenas um Eu, e aquele que aparece como a consciência de meu ser, aparece também como a consciência do seu ser, em razão do nosso reconhecimento de um único Ser. 

No momento em que eu amo ao meu próximo como a mim mesmo, faço com que a consciência do meu próximo e a minha consciência sejam uma única e mesma Consciência, respondendo, portanto, à mesma influência.

Ao amar ao meu próximo como a mim mesmo, eu privo este mundo da sua capacidade de enviar armas contra mim. Mas isso também é um ato de compromisso – não um ato de compromisso fugaz que, por ter sido honrado hoje, me isentará para sempre de futuras responsabilidades. Não. É um ato de compromisso que acontece não apenas todos os dias de nossa vida, mas geralmente muitas vezes a cada dia. 

Todas as vezes que encontramos uma pessoa, ela nos obriga a outro ato de compromisso, porque o mesmerismo humano é tal que nós automaticamente estabelecemos um indivíduo como separado daqueles aos quais estávamos previamente comprometidos.





quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Vivendo a Partir da Onisciência, Onipotência e Onipresença




"Amar ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua mente" significa reconhecer Deus como Onisciência, o que significa aprender a abster-se de pedir algo a Deus ou de dizer o que Ele deveria fazer, ou exigir algo de Deus. Significa observar o Silêncio na presença de Deus e aceitar Deus como Onipotência. 

Nunca devemos buscar o Poder de Deus, pois, com a realização da Onipotência e Onipresença, não há tempo nem lugar em toda a História onde um poder foi ou seja necessário.

Há uma exigência de silêncio para se estar na Presença de Deus. 

No reconhecimento da Onisciência, há uma exigência de silêncio. 

No reconhecimento da Onipotência, há uma exigência de silêncio. 

No reconhecimento da Onipresença, também é exigido silêncio de nossa parte. 

A Única forma de oração aceitável para Deus é o silêncio absoluto, um relaxamento e uma convicção de Deus como Onisciência, Onipotência e Onipresença. 

Para trazer à tona a Graça de Deus – a Glória e a Perfeição de Deus –, é necessário estar quieto, a fim de que o ritmo do universo possa fluir dessa quietude como harmonia.







terça-feira, 4 de setembro de 2018

ORAI E VIGIAI EM TODO O TEMPO!



Mantenha a verdade ativa na sua consciência: esta é a sua proteção contra os pensamentos e as coisas deste mundo. 

Lembre-se que o pensamento individual ou coletivo não é poder em si e por si mesmo. É poder só quando você, através da ignorância, lhe confere um poder. 

A Escritura não diz que não existem males no mundo, mas diz que esses males não se aproximarão de você, se você viver, se mover e tiver o seu ser nessa consciência divina da verdade. 

“Ao que está sob a proteção do Altíssimo” (Salmos 91:1) – o que está nessa consciência secreta e sagrada da verdade – encontra nela uma proteção segura, uma fortaleza e uma rocha. 

Esta verdade, nutrida em sua consciência, torna-se a rocha na qual você se encontra. Torna-se a fortaleza e, assim, a Palavra de Deus se transforma na sua proteção.







segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O Eu Dentro de Você Veio para que Tenha Vida e Vida Em Abundância





Aqui estamos lidando com a Verdade, a única Verdade que existe, que é a Verdade sobre sua Identidade e a minha Identidade. 

Quando você começa a conhecer a si mesmo como o EU QUE EU SOU, o Eu que é Um com Deus, o Eu que tem alimento que o mundo não conhece, o Eu que é o pão, o vinho e a água, o Eu que é a Vida Eterna – então você começa a viver uma nova vida, baseada na mais grandiosa de todas as revelações: "Eu vim para que todos tenham Vida, e que a tenham em abundância".

A partir do momento em que você reconhece isso, a sua vida muda. Você não está mais a procura de Deus; você não está mais buscando a Verdade. 

Em verdade, você estará procurando uma realização cada vez maior da Verdade que você já conhece, e almejando uma demonstração cada vez maior dela. Mas você já não estará mais buscando a Deus: agora você conhece Deus, e O conhece muito bem. "Eu vim para que todos tenham Vida". Esse Eu está dentro de você.


É por isso que o Mestre podia dizer: "O reino de Deus está dentro de vós". 

Agora não anda mais em círculos à procura de Deus; você não está à procura do bem. 

Você vive na Consciência do Eu que está presente dentro de você, e cuja função é fazer com que você viva espiritualmente e eternamente. 

Você tão somente comunga com esse Eu.

Descarte a Humanidade do "eu" e Realize o Eu.

Quando você se volta para o seu filho, o seu neto, o seu marido, a sua esposa, ou vizinho, você sabe que o Eu que está dentro de cada um deles veio para que eles pudessem ser erguidos acima de todo o bem que a terra possui – elevados ao templo que não foi feito por mãos humanas, até uma Consciência que não feita por mãos humanas, até a Vida que não feita com mãos, um Corpo não feito com as mãos. 

Tudo isso é a função do Eu que está dentro de você, do Eu que está dentro de mim, do Eu que está em seu filho, em seu neto e nos outros membros de sua família. 

A menos que você esteja vivendo nesse Eu, você está apenas tentando separá-los humanamente, tornando-os um pouco melhores. Deixe a humanidade deles de lado, e vá para dentro a fim de perceber: "Obrigado, Pai. Eu no meio de mim sou poderoso. Eu no meio dele e dela, Eu no meio deles, Eu, no meio da Consciência humana, sou poderoso".

Esse Eu é o segredo da Vida. Esse Eu veio para que toda a raça humana possa ser elevada até o Templo que não foi feito com as mãos – não apenas para proporcionar à ao mundo uma Paz temporária, não para proporcionar à Terra a paz como um intervalo entre as guerras, não apenas para conferir aos países algum período de crescimento neste ano. Não! Devemos ser erguidos em nossa Verdadeira Consciência através desta mensagem, uma Consciência que não tem graus de bem ou mal nela. Ela tem apenas infinita imortalidade, infinita eternidade.

Em todas essas meditações, nós ignoramos o sentido pessoal do "eu" que tem problemas e que deseja se ver livre deles, e nós trazemos à Luz o Eu que realmente somos – o Único que nunca nasceu, que não tem data de nascimento, que nunca vai morrer, e nunca teve um problema. 

O Mar Vermelho abre-se diante deste Eu. 

O maná cai do Céu. 

Por quê? Porque o Eu vive pela Graça – não pelo poder, mas pela Graça. Sem qualquer esforço humano, tudo aparece em sua devida ordem.


Em nossa meditação, devemos sempre lembrar que somos aquele Templo não construído por mãos. Isso nos capacita a ver além do corpo físico e atravessar qualquer aparência, em direção ao Eu no centro de nosso Ser.










domingo, 2 de setembro de 2018

O Julgamento Justo




Não é o seu "eu" humano que você deve amar. 

Você deve amar somente a Deus e Seu universo, Seu mundo, Sua criação. 

Você deve amar somente a Deus e Sua descendência. 

Você deve amar somente sua Identidade Espiritual, porque Ela é o seu Eu Perfeito. 

Então, a menos que você seja um dos poucos fanáticos do mundo que acreditariam que essa verdade se refere a eles exclusivamente, você começará a olhar ao redor e passará perceber: 

"Eu tenho julgado com base nas aparências. 

Eu tenho usado a escala do bem e do mal – a própria coisa que nos lançou fora do Jardim do Éden. 

Eu tenho me agarrado/me apegado à própria barreira que me separa do céu. 

Agora, sem julgar pelos parâmetros do bem e do mal, Eu julgarei o julgamento justa. 

E o que é o julgamento justo exceto o conhecimento de minha Verdadeira Identidade?"


Não é julgamento justo pensar sobre si mesmo como quase bom, ou como três quartos bom. 

Não é julgamento justo ver uma pessoa de trinta anos e dizer: "como você é jovem!", e depois olhar para outra de sessenta e dizer: "nossa, como você está envelhecendo!". Isso não é julgamento justo. 

O juízo justo é ser capaz de olhar para os jovens e os idosos e ver a Cristicidade, Imortalidade, Eternidade, Perfeição Espiritual. 

Então você descobre que todas essas qualidades não são tuas e nem minhas como pertences pessoais: são nossa pela Graça, elas são o dom de Deus.

É por isso que a humildade é sempre enfatizada em um ensinamento espiritual. 

Humildade significa reconhecimento de que quaisquer qualidades divinas que você possa ter, isso não é proveniente de você; você não as criou, você não é a fonte. Elas são dadas a você como um dom de Deus. 

Se você tem Imortalidade, Eternidade, se você tem algum grau de Pureza ou Integridade, são dons dados por Deus. Mas são dons dados a todos igualmente. 

O fato de que aqui e ali possa haver os que não estão expressando esses dons, ou que aqui e ali você e eu não os estamos expressando plenamente, isso não está em questão neste momento.


sábado, 1 de setembro de 2018

Cristicidade, o Único Relacionamento Permanente




O mesmo deve ocorrer ao meditarmos por nossos vizinhos. Não estamos a tentar aperfeiçoá-los; nem estamos tentando torná-los melhores pessoas. É por isso que não fazemos proselitismo, nem tentamos convertê-los para aquela que pensamos ser a melhor religião. 

Não há maior ou melhor religião. Só há uma coisa que faz surgir a harmonia divina, e isso é a Cristicidade (natureza crística). Essa é a única base sobre a qual podemos formar uma relação permanente de fraternidade. 

O único relacionamento permanente está na nossa Cristicidade, porque não importa quão humanamente bons possamos ser, algum dia algo vai surgir e atingirá o "eu" pessoal, e então surgirão discordâncias e conflitos.


Este "eu" humano que responde a uma situação ao ficando zangado ou ressentido com alguém é a natureza humana que precisa ser abandonada. 

A razão pela qual é difícil fazer isso é que às vezes gostamos de estar com raiva, e muitas vezes encontramos satisfação no ressentimento. 

Quando lemos a história de pessoas ditadoras e tiranas, sentimos prazer em pensar num poder ou torcer por um acontecimento que os derrubasse e os pusesse em seu devido lugar. 

Todos nós temos momentos nos quais visualizamos algum tirano sendo colocado de joelhos e recebendo a nossa vingança. 

Mas quem está a fazer isso é o "eu" humano em nós reagindo ao cenário, o "eu" que não tem o menor direito de estar em cena.

A verdade é que o "Eu" é a manifestação de todas as qualidades de Deus. 

Mas como eu me atreveria a fazer uma declaração dessas sobre mim mesmo, conhecendo-me humanamente como sou? 

De que modo eu ousaria fazer essa declaração para mim mesmo, a menos que eu também faça isso em relação a você? 

Como eu poderia dizer que "eu" incorporo todas as qualidades de Deus, que "eu" sou tão eterno como Deus, tão imortal como Deus, que "eu" sou o Cristo, Filho de Deus? 

Como eu ousaria dizer isso e deixar de fora qualquer indivíduo em qualquer lugar da terra – passado, presente ou futuro –, qualquer indivíduo no inferno ou no céu? 

Não, eu não me atrevo! Eu não ouso! Seria perversidade espiritual de minha parte anunciar a minha Cristicidade e me recusar a aceitar este fato como Verdade Universal. 

Deus está oferecendo a cada indivíduo na face da Terra a possibilidade de despertar para sua Verdadeira Identidade.

"Desperta, tu que dormes!" 

A Cristicidade é nossa Verdadeira Identidade – não é humanidade boa, nem humanidade ruim.

Mais cedo ou mais tarde, você deverá estar disposto a afastar esse "eu" que está cheio de erros mundanos – ressentimentos, injustiças, desigualdades –, e declarar dentro de si mesmo: 

"Estou pronto para assumir a minha Verdadeira Identidade. 

Eu estou pronto para despertar para a Luz do meu próprio Ser. 

Estou disposto a aceitar a declaração do Mestre de que eu não chamarei a nenhum homem na terra de meu 'pai', mas reconhecerei a Filiação Divina que me foi legada".

Até que você realize essa verdade em si mesmo, como você poderá amar ao teu próximo como a ti mesmo? Você nem sequer começou a amar a si mesmo! Você não ama a si mesmo até que reconheça sua Verdadeira Identidade. 

Não é exigido que você ame o seu eu humano, porque mesmo que o seu eu humano seja sumamente bom, ele ainda não é bom ou qualificado o suficiente.