domingo, 29 de julho de 2018

A CANÇÃO DA ALMA É VOCÊ






A mente que estava em Cristo Jesus não é algo afastado; tampouco é ela a mente de uns poucos líderes religiosos: a mente que estava em Cristo Jesus é a sua, e está pronta para se manifestar em você na medida em que se esqueça do seu ego e se torne receptivo à divina sabedoria que está em seu íntimo. 

Os recursos da Alma estão à porta de nossa consciência, prontos a se derramar em nós, mais do que possamos receber, mas não para satisfazer algum desejo pessoal ou egoísta. Tais falsos desejos são as pedras de tropeço do nosso desenvolvimento espiritual, e não devemos pensar em usar nossos poderes espirituais para fins pessoais ou egoístas. 

A canção da Alma é liberdade, alegria e eterna felicidade; a canção da Alma é amor para toda a humanidade; a canção da Alma é você.

Por que demoramos tanto para obter a libertação da doença, da discórdia e de outras mazelas do mundo material? 

Inteiramente devido à nossa inabilidade em captar a grande revelação: não há realidade na ilusão. Pusemos tanta atenção na fé em Deus como nosso benfeitor, ou na fé em algum curador ou mestre, que passamos por cima da grande verdade: a ilusão não é real — não existe matéria, pois a substância da matéria é, de fato, mental.





sexta-feira, 27 de julho de 2018

O HIPNOTISMO É A SUBSTÂNCIA DE TODA DESARMONIA






Diferença alguma há entre o inferno da pobreza e o da guerra, doença ou pecado. Nenhum é pior do que os outros. São formas diferentes de uma coisa única, e esta coisa única é o hipnotismo. 

Num homem, o hipnotismo aparece na forma de pensamentos, coisas ou imagens pecaminosas; em outro, aparece como pobreza. A forma específica não importa: tudo é hipnotismo. 

Afastado o hipnotismo, nada daquilo permanecerá. 

Há somente uma ilusão, que é o hipnotismo.

Se formos induzidos a dar “tratamento” a pessoas – tratá-las dos nervos, de alguma causa mental de doença física, de ressentimento, ódio, ciúme ou raiva, ou se formos tratá-las de câncer ou tuberculose – não estaremos sendo praticistas de cura espiritual: estaremos praticando medicina, por tratarmos de efeitos, sejam eles pecado, doença ou pobreza; e, mesmo que eliminemos um deles, dois outros efeitos surgirão em seu lugar. 

Enquanto não dermos com o machado à raiz da árvore, que é o hipnotismo, não seremos libertos da consciência material ou mortal. 

Ao nos capacitarmos a ver através do hipnotismo, alheios a nomes de pecados, doenças ou carências, nosso paciente ou estudante irá experienciar harmonia, saúde, integridade e suficiência. 

Se o problema dele for com os nervos, ele se verá livre; se for de desemprego, ele se verá empregado; se for de doença, ele se sentirá saudável. Por quê? Pela habilidade do praticista em “ver através do hipnotismo” e perceber a Deus sendo o Princípio de tudo aquilo que é. 

Muitas vezes, porém, mesmo tendo compreendido o hipnotismo atuando como sugestão ou aparência, o estudante ainda crê na existência de uma condição real a ser destruída. 

Nessas situações, ouvimos frases como: “Veja o que o hipnotismo está fazendo comigo!” 

Entretanto, o hipnotismo não é uma condição real. 

O hipnotismo não pode produzir água no deserto, nem cobras num vaso de flores. 

O hipnotismo é, em si, sem substância: sem forma, sem causa e sem efeito. 

Reconhecer alguma forma ou aparência de ilusão como hipnotismo, soltando-a sem lhe dar maior importância, eis a maneira correta de lidarmos com toda ilusão. 

Reflita sobre esta ideia de o hipnotismo ser a substância de cada forma do universo material e mortal que lhe está aparecendo. 

Ao ver pecado, doença, falta e limitação, lembre-se: aquilo é hipnotismo sendo-lhe apresentado sob aquele formato de mal. 

Mas, também ao ver as maravilhas ao seu redor, montanhas, oceanos, o sol radiante, lembre-se: estas, igualmente, são formas de hipnotismo, mas aparecendo, dessa vez, no formato de bem. 

Isto não significa que deixaremos de desfrutar os bens da vida humana; antes, nós os desfrutaremos pelo que eles são – não como algo real em si ou de si mesmos, isto é, por detrás de todo bem está o Algo espiritual que deve, portanto, ser espiritualmente discernido. 

Nós desfrutamos as formas do bem reconhecendo-as como temporárias, não como algo a ser estocado, algo a ser enterrado em cofres, mas como algo a ser usufruído; e então, dia a dia iremos prosseguindo, deixando que o “maná” nos caia novamente. 

Frente aos aspectos negativos do hipnotismo, isto é, as formas de pecado, doença, falta e limitação, o ponto mais importante a ser lembrado é o seguinte: não devemos ser iludidos no sentido de tentar reformar o mal ou as pessoas pecaminosas. Pelo contrário, devemos reconhecer imediatamente: “Oh, não! Isto é o hipnotismo, aparecendo em mais uma forma, hipnotismo que, em si e de si mesmo, não possui substância, lei, causa ou efeito de qualquer forma de realidade”. Esta prática é que o torna um praticista de cura espiritual. 












quarta-feira, 25 de julho de 2018

DO NADA À TOTALIDADE - PARTE III – FINAL






Como saber que nos despojamos completamente do senso de humanidade? Há um método infalível. Importa-nos viver ou morrer? Se nos importa, existe ainda um traço de humanidade. 

Quando a humanidade se foi, pouco ligamos para estar aqui na Terra ou no além, para viver neste plano ou no próximo. Por quê? 

Porque quando eliminamos todos os traços de humanidade, não existe mais “eu”. 

Somente o “eu” humano deseja viver ou, às vezes, morrer. 

Somente o “eu” humano pode ser próspero ou carente. 

Se não houvesse um “eu”, não haveria prosperidade nem carência, nem vida nem morte, nem doença nem saúde. 

Haveria unicamente o estado do Cristo. 

Enquanto há traços do “eu”, há humanidade.

O fardo da existência humana nunca mais será tão pesado para vocês, que até agora tiveram o senso do “eu”. 

“Como chegarei a isso? Como devo chegar a isso? Por que devo chegar a isso?” 

Doravante, recordarão: “Eu estou com vocês para enfrentar o problema. Jamais o deixarei ou abandonarei.” 

Hoje, algo aconteceu: a percepção do Cristo. Ele fará o que for preciso, sustentará o que for preciso: em outras palavras, haverá um senso maior da Presença e do Poder invisível que realizarão aquilo que nos foi dado realizar, razão pela qual o fardo parecerá mais leve. 

O fardo só parece pesado quando nós mesmos temos de carregá-lo, mas bem mais leve quando sabemos que outros ombros arcarão com ele. 

Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei…Encontrareis descanso para as vossas almas…Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” 

Sim, poderão pousar o seu fardo nos Meus ombros. Nos ombros do Cristo, ele não pesará um grama sequer! 

Quando ele Se evidenciar em nossa vida, haverá menos um “eu” (nós) suportando o fardo de resolver problemas do que um “Eu, Minha Presença” (o Cristo) fazendo isso por nós. 

O que estudamos, lemos e pedimos deve agora transformar-se em experiência!














terça-feira, 24 de julho de 2018

DO NADA À TOTALIDADE - PARTE II


Quando isso acontece, não se tornem um excêntrico aos olhos do mundo. 

Não saiam por aí dizendo que a sua vida está sendo vivida por uma presença e por um poder invisíveis. 

Não contem ao mundo que já não se preocupam com a existência, pois o mundo ficará com medo de vocês e fugirá! 

Entretanto, sempre que houver um pensamento receptivo, sempre que alguém se aproximar de vocês depois de reconhecer o que possuem, estarão livres para compartilhar. 

De certa forma, sejam normais, falem a língua do mundo, vivam como os demais por fora – mas por dentro obedeçam a seus padrões espirituais.


“O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

A experiência do Cristo sobrevém apenas depois da morte de uma parte da nossa natureza humana, da eliminação do eu humano (egoísmo), dos desejos, dos anseios e das necessidades humanas. 

Eliminada a natureza humana, ascendemos para a natureza do Cristo. 

Entretanto, ninguém sobe tão alto a ponto de permanecer até o momento da ascensão, pois a transição não ocorre enquanto sobejar o menor traço de humanidade. 

Às vezes, a Presença parece estar sentada no alto ou atrás do nosso coração, ou no nosso ombro. 

Hoje pode ser um lugar, amanhã outro. Não faz diferença. 

Se vocês perceberem a Presença aqui ou ali, rejubilem-se! 

Mas não esperem que lá esteja o tempo todo, porque se desapontarão. 

Não tentem localizá-La ou capturá-La. Se parecer ausente por um longo tempo, talvez fiquem deprimidos, mas nem isso deve preocupá-los. 

A vida é feita de colinas e vales. Às vezes, rolamos de uma colina para um vale; outras, achamo-nos num cume mais alto que o Everest. 

Eu mesmo já me senti nas alturas para, no dia seguinte, sentir-me mais no fundo do que no inferno. Não se preocupem com isso porque nada tem a ver com vocês. 

Trata-se apenas dos graus desdobrados da consciência e da resposta humana a eles. 

Assim, se se encontrarem num período depressivo, rejubilem-se, porque é a preparação para a experiência das alturas. 

Não se pode subir sem antes descer. 

Em outras palavras, não se pode achar a vida antes de perdê-la.
















Continua..>

segunda-feira, 23 de julho de 2018

DO NADA À TOTALIDADE - PARTE I



O propósito de nos afastarmos de pessoas materiais, de ajuda material e de caminhos materiais, a fim de nos voltarmos ao espiritual, é chegar àquele lugar na consciência em que o Cristo assume as rédeas. 

No momento em que nos afastamos do humano e nos voltamos para o espiritual, torna-se inevitável que o Espírito se imponha, tão inevitável quanto o crescimento da relva após a semeadura, a irrigação e a adubação. 

Todavia, assim como ocorre entre o plantio e a colheita, há um intervalo entre os primeiros passos dados na senda espiritual e a experiência da atividade do Cristo em nossa vida diária. 

Esse lapso representa o lixo de humanidade que deve ser varrido do templo de nossa consciência porque este ficou conspurcado pela experiência humana. 

Parece que o próprio Cristo precisa de algum tempo para nos purificar – para deixar esse templo de nossa consciência pronto para a concepção e para o nascimento da Criança.

Independentemente de há quanto tempo nos afastamos do humano em favor do espiritual, e do número de passos que demos (alguns certos, outros errados), é inevitável que por fim alcancemos aquele lugar na consciência onde o Cristo assume as rédeas. 

Primeiro, contudo, deve sobrevir o senso de nulidade, a constatação de que “nada do que eu faça ou pense pode ajudar; nada que eu tente fazer, acontece”. Senso de nulidade: a nulidade do pensamento humano, a nulidade do eu humano, do ser humano, da ação humana, da sabedoria humana, do planejamento humano, da economia humana – de tudo o que é humano. 

Quando o senso de nulidade é completo, e percebemos a inteira futilidade do empenho humano, voltando-nos para o Espírito, sobrevém a Totalidade, o silêncio profundo da “Minha Paz”. É a paz espiritual.

“A Minha Presença nunca vos deixará ou abandonará”. Trata-se do Eu transcendental na natureza, que não sou eu nem vocês. 

É a “vozinha suave” que dá testemunho da Presença, a qual jamais veremos face a face enquanto vivermos como humanos. Mas, se vivermos como entes espirituais, Ela penetrará na nossa experiência, conforme foi prometido.




domingo, 22 de julho de 2018

AMOR E CARIDADE









Você não é obrigado a amar o próximo nem a fazer caridade em benefício dos pobres. Não. 

Você ama o seu próximo e pratica a caridade, mas para o cumprimento de sua própria natureza. 

É tolice acreditar que esteja fazendo algo pelos outros. 

Tudo o que você faz, o estará fazendo para si mesmo. 

Caso você aceite a crença de que faz algo para os outros, será pago na mesma moeda. 

Reconheça que, ao fazer algo, você o estará fazendo para a sua própria realização.












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sexta-feira, 20 de julho de 2018

VEJA O DESVELAR-SE DO CRISTO EM SUA CONSCIÊNCIA



O fracasso ocorre frequentemente por causa da descrença de que nós somos a expressão de Deus, ou da Vida, ou da Inteligência ou das qualidades divinas. Isso nunca é verdade. 

Deus, ou a Consciência, expressa eternamente a Si mesmo e Suas qualidades. 

A consciência, a vida, o Espírito, nunca pode falhar. 

Nossa tarefa é aprender a relaxar e deixar que nossa Alma se manifeste. 

O egoísmo é a tentativa de ser ou de fazer algo pelo esforço pessoal físico ou mental. 

O não nos preocupar é nos privar do pensamento consciente e deixar que as ideias divinas preencham nossa consciência. 

Uma vez que somos Consciência espiritual individual, podemos sempre confiar que a Consciência realize a Si mesma e à Sua missão. 

Somos expectadores e testemunhas dessa divina atividade da Vida que realiza e manifesta a Si mesma.

Cada vez mais devemos nos tornar expectadores ou testemunhas. Temos de ser observadores da Vida e Sua harmonia. 

A cada manhã temos de acordar ansiosos para ver um novo dia que revele e desdobre, a cada hora, novas alegrias e vitórias. 

Diversas vezes por dia temos de perceber conscientemente que estamos testemunhando a revelação da Vida eterna, o desdobramento da Consciência e de Suas infinitas manifestações, da atividade do Espírito e de Suas grandiosas formas. 

Em cada situação do nosso dia-a-dia, aprendamos a ficar por trás de nós mesmos e ver Deus ao trabalho, testemunhar a ação do Amor nas nossas vicissitudes e esperar que Deus Se revele em tudo que nos rodeia.

Temos de perceber, toda noite, que o nosso descanso não nos leva a uma interrupção da atividade de Deus sobre nossa vida, mas que o Amor é a influência protetora e a substância do próprio descanso, que a Consciência nos transmite suas ideias mesmo durante o sono, que o Princípio é a lei que nos guia durante a noite toda. 

Nada de externo pode penetrar em nossa consciência para nos perturbar, e esta verdade fica de sentinela ao portal de nossa mente, para permitir o acesso só à realidade e suas harmonias. 

Sejamos observadores, testemunhas; vejamos o desvelar-se do Cristo na nossa consciência.