quinta-feira, 19 de julho de 2018

Restaurando os Anos Perdidos




"Ele cumprirá o que está ordenado a meu respeito" (Jó 23:14). 

Essa promessa não diz que  Deus manifestará o que você gostaria que fosse feito: a promessa é que Deus realizará aquilo que Ele determinou para você. 

Como você não pode ler a Mente Divina, você deve internalizar esta afirmação: "faça-se a Tua Vontade, e não a minha; seja lá o que for que seja designado para eu fazer, tudo o que tens para mim, Tu operas em mim, dentro de mim, através de mim". 

E então mantenha-se na escuta por um momento, de modo que o Espírito possa estar sobre você, em você, e através de você possa realizar  Seu trabalho.

É bem verdade que, assim como você pode alcançar grandes objetivos do seu agrado com esforço físico, da mesma forma você pode empregar o esforço mental para conquistar o que deseja; mas se você deseja estar sob a Lei de Deus e a Graça de Deus, então é preciso que você aceite Deus como a Divina Inteligência do universo, e deixe de procurar informá-Lo, aconselhá-Lo ou falar de suas necessidades. 

Ao contrário, mantenha a calma e saiba que Eu Sou Deus no centro do seu Ser!

E então descanse e confie que Sua Vontade está se manifestando em você.

Pare! Não reze com palavras; não ore com pensamentos; fique quieto!

Deixe o Cristo entrar e purificar, redimir, limpar e restaurar "os anos devorados pelos gafanhotos".

Deixe que o Cristo faça isso: não tente ajudá-lo, informá-lo, instruí-lo. Pare e permaneça sereno!

"Estive à porta e bati, mas agora a porta está aberta, e Eu entrei. Estou "mais perto do que seu respirar, mais perto do que suas mãos e seus pés".

Esse Eu é a própria Presença e Poder de Deus, o próprio Espírito de Deus, e Ele, o Onisciente, está em seu interior.

Você sabe por que Ele está lá? Você sabe por que esse Cristo, o Espírito de Deus, veio a você? 

Jesus dá a razão: "Eu vim para que todos tenham Vida, que todos tenham Vida plenamente". 

Eu, a Presença de Deus, Eu que estou à porta a bater, Eu, a quem você admitiu em sua consciência, Eu vim dentro de você, para que você tenha Vida, que você tenha Vida plenamente". 

Sua função é descansar nesta Verdade: que a Presença de Deus, dentro de você, está aí para esse propósito.

Uma vez que você aceite o Cristo, não faz diferença como foi seu passado ou como tem sido o seu presente. Não fique preocupado nem agoniado com seus erros ou pecados, eles não são contabilizados contra você. Para toda pessoa, na medida em que o Cristo entra, o passado não mais existe, todos os pecados são perdoados e anulados juntamente com suas penas, e nasce um novo dia. 

"Ainda que seus pecados sejam encarnados, ficarão brancos como a neve" (Isaías 1:18), portanto, não se torture com complexos de culpa. Procure alguma forma de reparação ou restituição por faltas passadas, mas depois disso, livre-se delas. Livre-se delas!

Você não pode viver o dia de ontem novamente, não pode nem sequer reviver a hora passada, pois assim você consegue apenas flagelar-se, trazendo a culpa de ontem para o dia de hoje. 

Se você não traz isso para o presente, isso nunca pode retornar, porque o ontem já passou, e só pode ser revivido na memória. Ninguém pode entender isso a não ser você, ninguém pode livrar-se disso tudo a não ser você.

Quando você admite Cristo, o passado não existe mais, e a capacidade de pecar errar e cometer ofensas também se foi. A Sua Presença é plenitude. A sua Presença é Paz. A Sua Presença é harmonia. Não pode haver em você a Presença Divina e a capacidade de errar ao mesmo tempo.
Isso não é possível. Ou você exclui esse Eu, o Espírito de Deus, o Cristo de Deus, ou você O aceita: "eis que estou à porta, e bato".

"Escolhei hoje a quem servireis!" Abra sua consciência - "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve". 

Que isto seja repetido dez, vinte ou trinta vezes por dia, até que o Cristo tenha preenchido de tal forma todos os recantos da sua consciência que não haja nenhum espaço para qualquer lembrança de ontem. 

Então o Cristo que você admitiu restaura o que quer que seja que você perdeu, seja paz, harmonia, saúde, abundância, felicidade ou companheirismo. Tudo é restabelecido de uma forma mais gratificante que antes, porque até então você tinha essas coisas apenas materialmente.

Agora você as terá espiritualmente, e isso significa sem limites e sem prejuízo ou destruição.

Quando você é preenchido pela Presença e Poder de Deus, pela Graça de Deus, não é às expensas de outrem, nem às custas da sua perda ou destruição; em vez disso, o que lhe beneficia, beneficia a todos os que estão dentro do alcance de sua consciência. 

Nós não tomamos nada de outros; compartilhamos, e o que compartilhamos é aquela Presença do Cristo dentro de nós: "filho, tudo que é meu é teu".

E agora, diz o Cristo interior: "Eu vos dou a Minha Paz". Essa Voz interior fala a você e diz: "Minha Paz" - isto é, paz espiritual - "Eu vos dou" - não a paz que o mundo dá. 

Se você está procurando a paz do mundo, não vá ao Cristo, porque a paz que Eu, o Cristo, vos dou é uma paz que o mundo não pode dar. 

O mundo pode inundá-lo com dinheiro, honras ou fama; mas vai deixar você oco por dentro, insatisfeito, incompleto. Mas quando você sentir a Minha Paz, a sentirá abundantemente, permanentemente, alegremente, uma Paz que ultrapassa o entendimento humano.

Aí então você entende porque "Minha Graça vos basta". Nada falta onde está a Graça de Deus.

"A minha Paz eu vos dou" - isso é falado de dentro de você para você mesmo, desde o centro do seu ser para a circunferência: "Minha plenitude Eu vos dou; Minha imortalidade Eu vos dou; o meu infinito Eu vos dou. Jamais recuso: tudo isto é vosso". 

A totalidade é a medida dos dons que Deus nos concede ao eu ou você individual, quando nos abrimos para recebê-lo.




terça-feira, 17 de julho de 2018

SER É SER





O mundo foi enganado pela crença de que existe, em algum lugar, um Deus a quem se pode orar, um Deus a quem você pode pedir para fazer alguma coisa a você ou para você, ou um Deus que o recompensará. 

Este é um engano que todos nós sofremos ou estamos sofrendo. Verá como é difícil a transição, quando sentar-se para um momento de paz e compreender: “Eu tenho fé”, e depois, precisar deter-se exatamente ali. Fé? Fé em quê? Fé em quem? Por que razão? E você precisar recusar responder. 

Não pode haver fé em alguém ou alguma coisa, mas apenas fé que Ser é ser.

Você pode saber positivamente quando não está orando. 

Quando tem algum pensamento em sua mente deste mundo, você não está em oração. 

Mas quando é capaz de abandonar toda preocupação por este mundo e permanecer sem palavras ou pensamentos em sua consciência interior, você está em oração e está em comunhão com a Fonte de ser. Isto tira Deus de sua mente e obriga-o a abandonar ídolos que homens formaram para si próprios, e a que deram o nome de Deus.






segunda-feira, 16 de julho de 2018

O PODER DA RESSURREIÇÃO DO EU




Este Eu que está em mim é a Vida Eterna, é Ele que é Todo-Poderoso!

Quando Jesus fala do Pai interior ou quando Paulo fala no Cristo que habita nele, eles falam desse Eu Sou, esse verdadeiro EU que você é, esse Eu que eles anunciam estar dentro de você

O "eu" no Sentido Pessoal e o Eu Divino

O meio de evitar sofrer por egoísmo e diferenciar entre o eu egoísta - o eu que acredita ter poder suficiente e sabedoria para tocar o mundo ou a vida por conta própria - e esse Eu que está dentro de nós, que se expressa com gentileza, é lembrar-se que você não pode usar ou influenciar Deus. Ao contrário, rendendo-se a esse Eu divino, Deus é que pode usar você.

Deus pode influenciar, guiar, dirigir, alimentar, vestir e abrigar você. 

Seu Pai celestial, esse Eu que você é em seu interior, sabe de todas as suas necessidades, e é de Seu agrado dar-lhe todas essas coisas, dar-lhe o Seu Reino. 

Portanto, se o ego ataca, de modo que você acredite - mesmo que por um momento - que Deus está sujeito à sua vontade, lembre-se rapidamente que não é sua vontade que deve ser feita, mas a Vontade de Deus, e a Vontade de Deus só pode se manifestar na medida em que você se entrega a esse Eu que habita em seu interior.

O Poder de Ressurreição do Eu

Quando você mantém esse Eu em sua consciência, nenhum mal pode invadir sua habitação; e mesmo que você seja crucificado, você ressuscitará. 

Se o seu corpo for destruído, em três dias Eu o reconstruirei; não no sentido pessoal do "eu", mas "Eu" o reconstruirei. O seu pequeno "eu" pessoal precisa estar sereno, para que o Eu dentro de você possa realizar suas obras poderosas.

Se você perdeu o emprego, perdeu sua casa ou família, em três dias - provavelmente não literalmente, mas num curto período de tempo - esse Eu em seu interior o reerguerá, desde que seu "eu" permaneça passivo, sem resistir ao mal, sem lutar contra os perigos que lhe ameaçam. Deixe esse Eu assumir, esse Eu que está em você, esse Eu que é sua Verdadeira Identidade. Seja como for que o problema se mostre, como erro ou doença, perda ou escassez, depressão ou recessão nos negócios, nada disso tem poder, trata-se apenas de "um braço de carne" (referência bíblica ao poder temporal, que não é legítimo, mas ilusório: o "braço de carne" é humano, não é o poder de Deus).

Muitas vezes o mesmerismo, o hipnotismo do mundo é tão intenso que praticamente todas as pessoas acabam sob sua influência, mas se você mantém sua Unidade com a Fonte da Vida que é 
esse Eu Sou, ainda que esse seu "templo" seja destruído temporariamente, em três dias ele será  erguido novamente.







sexta-feira, 13 de julho de 2018

EIS QUE ESTOU À PORTA




"Eis que estou à porta, e bato;

se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta,

entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo".

Apocalipse 3:20





EIS QUE ESTOU À PORTA

"Eis que estou à porta, e bato..." 

Mas quem é esse Eu que está à porta? 

E em que porta esse Eu está a bater? 

Que outra porta senão a da sua consciência? 

"Eu" estou à porta da sua Consciência e bato, mas você precisa Me admitir, pois "Eu sou o Pão da Vida... Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida... A Ressurreição e a Vida... Eu vim para que todos tenham Vida, que todos tenham Vida plenamente".

Esse Eu que permanece à sua porta e bate querendo entrar é o Eu que veio para que você tenha Vida em abundância. 

Quando você admite esse Eu na sua consciência, você admite a vida eterna, o pão da vida, a água da vida, o vinho da vida. 

Você admitiu o poder da ressurreição em sua consciência: ressurreição do seu corpo, sua casa, seu casamento, sua sorte e seu trabalho. 

Somente quando você aceita esse Eu em sua consciência, você aceita em si mesmo o segredo da vida.

Quando você reconhece que esse Eu dentro de você é poderoso, você percebe que não está falando de um homem ou qualquer pessoa: você está falando do Eu! (esse "Eu" em itálico refere-se a Deus).

Feche os olhos por um momento e dentro de si mesmo, silenciosamente, secretamente, de modo sagrado e gentil, diga a palavra "Eu". 

Esse Eu em você é poderoso. 

Esse Eu em você é maior do que qualquer problema do mundo exterior. 

Esse Eu em você veio para que você tenha Vida, e a tenha mais plenamente. 

Esse Eu tem estado com você "desde muito antes de Abraão", esperando ser percebido e reconhecido.

"Não sabes então que és o templo de Deus?" 

E não sabes que o nome de Deus é "Eu" ou "Eu Sou", e que tu és o templo de Deus apenas na medida em que O reconheças e O mantenhas secretamente, pacificamente, de modo sagrado e gentil em tua consciência, de modo que, a qualquer momento, possa fechar os olhos e então lembrar-te desse Eu?









quarta-feira, 11 de julho de 2018

PAZ: SILÊNCIO E RECEPTIVIDADE






Paulo de Tarso experimentou a paz como a "descida do Espírito", isto é, como a descida do Espírito de Deus no homem. 


Essa expressão é usada para descrever que quando estamos em silêncio, Deus preenche nossa consciência muito mais do que quando nossa mente está em atividade.

É-nos difícil imaginar esse estado de ser, porque estamos habituados com a ideia de que precisamos estar sempre pensando, ou que necessitamos reter algum pensamento. Isto não é verdade. Se pudermos ficar em silêncio por meia hora, mas em verdadeiro silêncio, estaremos no céu.

Silêncio é Deus em ação. Portanto, quando se nos depare algum problema, nosso ou de outrem,deveremos ficar em silêncio, deixando que a solução apareça.

Suponhamos que hoje alguém nos venha com um problema qualquer, como de desemprego, algum vício, alguma doença. 

Ao invés de refutar a ideia da existência do problema, procuremos ver através dele, olhando para além de sua aparência, visto que ele existe somente como aparência.

Ora assim, em atitude de escuta interna: Pai, projeta luz sobre este problema, para que eu possa vê-lo como é. E observa o que este tratamento fará por ti.

Em outras palavras, quando vires os dois trilhos de uma estrada de ferro se juntarem num ponto, não te perguntarás o que devas fazer para separá-los, mas pedirás ao Pai que te mostre esses trilhos como eles estão. E não precisarás mais pensar nisso.

Não tentes melhorar ninguém, nem a sua saúde. Não aceites em tua consciência o pensamento de que possa existir alguém com saúde precária.

Senta-te e fica em estado de receptividade, relaxado, em silêncio, em paz; deixa que a paz penetre todo o teu ser e, em chegando a este ponto, continua ainda em atitude de escuta interna, observando como a luz dissipa as trevas, como a inteligência dissipa a ignorância. E então perceberás que, na verdade não és o curador, mas sim uma testemunha que observa como esse estado de paz efetua a cura.

Deves ser um observador da atividade de Cristo, ou seja, de Deus. Observa como Ele trabalha em nós, através de nós e como nós.

Se eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, uma não tivesse caridade, seria como bronze que soa, ou como o símbalo que retine.


O que importa é o amor, ou seja, a Percepção de que só existe Um Espírito sendo Tudo, e não as palavras, por mais eloquentes que pareçam, e não as afirmações acerca da verdade, por mais enfáticas e vibrantes que sejam.

Se os sermões e as afirmações acerca da verdade não forem repassados na percepção de Unidade com Deus - o Infinito Invisível, de nada servirão ao ministério de cura.

O importante não são as palavras em si, ou a letra da verdade.

O que importa é até que ponto o praticante de cura espiritual está cônscio de que Deus é amor e vida, até que ponto o curador se tornou incapaz de temer, detestar ou amar o erro, sob qualquer aspecto que este se apresente.

Lemos no Evangelho segundo João: Não que alguém tenha visto ao Pai; somente quem é de Deus viu ao Pai.Isto é o mais importante.

Nenhum mortal, nenhum ser humano pode ver ou conhecer a Deus. Somente o Filho de Deus, a Consciência Crística de cada um pode ver ou contemplar a presença de Deus.

Em outras palavras, não é a nossa mentalidade humana que conhecerá a Deus. 

Com a mente humana, jamais veremos, jamais conheceremos a Deus, a vida espiritual.

Mas o Filho de Deus, a Consciência Crística, nosso sentido espiritual, pode PERCEBER Deus.





domingo, 8 de julho de 2018

O PRIMEIRO CAPÍTULO DO GÊNESIS - A PRIMEIRA CRIAÇÃO - A CRIAÇÃO PERFEITA








O mundo nunca poderá ir além da ideia de usar um poder para superar outro e penetrar no reino do não-poder enquanto não for solucionado o mistério do Gênesis. 

Neste primeiro livro da Bíblia encontramos dois depoimentos sobre a Criação que são completamente conflitantes e contraditórios: o primeiro capítulo é obviamente o trabalho de um místico que atingiu a completa união com Deus e percebeu que o Universo inteiro é tão-somente pura consciência que se manifesta como forma, ao passo que o capitulo seguinte nos relata uma criação da mente. 

O Primeiro relato da Criação é a revelação da atividade da consciência em toda a sua pureza e eternidade. 

Mostra-nos o desenvolvimento de um Universo espiritual, onde há luz antes que existam Sol e Lua, onde as colheitas estão no solo antes de as sementes serem plantadas e onde está o homem antes da mulher.

O que é formado da consciência nunca nasceu: é apenas uma emanação da consciência, que nunca teve início e nunca terá fim, pois, enquanto houver Consciência, haverá causa para a forma. 

Quando a Consciência se mostra como forma, pode parecer como semente ou como árvores adulta, sem nunca ter passado pelo processo de crescimento. 

A Consciência, ou Alma a quem chamamos Deus, revela e expressa a si mesma como um Universo espiritual,sem concepção nem nascimento. 

Em outras palavras, a Criação é a Imaculada Concepção de Deus, revelando a si própria como identidade, expressa em forma humana, animal, vegetal ou mineral;assim, de fato Deus ou Consciência é a única essência e substância da Terra, mesmo do que se mostra como pedra ou areia, assim como é a substância da nossa verdadeira individualidade. 

No Gênesis aprendemos que Deus criou Adão e Eva e os colocou no Jardim do Éden, em meio a perfeição e harmonia, rodeados apenas de bondade, amor e beleza. 

Felicidade e harmonia reinaram até que sobreveio algo que as destruiu, e expulsou Adão do Jardim. Esse algo sempre ficou mais ou menos enigmático, para se desfazer o mistério por completo no segundo e terceiro capítulos do Gênesis. 

No Jardim do Éden, Adão e Eva estavam nus, mas não tinham ciência da nudez; tinham corpos, mas, por terem mente pura, não havia neles o pudor – os corpos eram apenas coisas normais e naturais, e por que pois ter vergonha deles? 

O que lemos a seguir é que Adão e Eva ficaram envergonhados por terem percebido sua nudez. 

De repente, a crença no mal invadiu suas mentes, e eles começaram a se cobrir e esconder. O que eles estavam encobrindo, e do que estavam se escondendo a não ser da crença no mal nas suas mentes? 

E Deus disse a Adão: “Quem te disse que estavas nu?”Nessa pergunta está resumida toda a essência da vida humana. 

Se nós acreditarmos que somos seres carnais estamos na mesma condição em que se encontrou Adão. 

Enquanto conservarmos a crença do bem e do mal,seremos o Adão a se esconder, o Adão que está fora do Éden, e por essa razão estaremos todos a encobrir nossa nudez. 

Todos nós nos escondemos, de alguém ou de nós mesmos, ou estamos escondendo algo de nós próprios, pelo medo que isso venha à luz. Por quê? 

Porque enquanto identificados como seres carnais habitamos o reino dualista do bem e do mal. 

Quem nos disse que isto é bom e aquilo é mau? 

Quem nos disse que é mais moral cobrir o corpo do que expô-lo? 

Quem disse que há pecado? 

Quem criou tal condição? 

Para todas essas perguntas, Deus, na essência, quer dizer que Ele não o fez. 

Ele nunca disse que houvesse algo de errado quanto a um corpo nu, ou que houvesse algo errado sobre a face da Terra. 

O pecado que se arrastou para dentro do Éden não foi uma maçã nem o sexo, embora as religiões tradicionais assim o identifiquem. 

O pecado foi a aceitação de dois poderes; e, quando o homem começou a comer da árvore do reconhecimento do bem e do mal, tomou sobre si o dualismo universal, e assim não pôde mais se dizer tão puro que não visse a iniquidade, pois agora já vira e conhecera o bem e o mal.















domingo, 1 de julho de 2018