sábado, 7 de abril de 2018

POR QUE ME CHAMAS DE BOM? TODA BONDADE É ATIVIDADE ORIUNDA DA ESSÊNCIA ÚNICA



Não há outra maneira de ser o Cristo, o Filho de Deus.

A mente Crística não tem em si nenhum julgamento, nenhuma condenação, nenhuma crítica, mas contempla o Cristo de Deus como a atividade do ser individual na sua Alma e na minha.

Os olhos não compreendem isso, porque, como seres humanos, somos bons e maus, mas espiritualmente somos os Filhos de Deus e, através dessa Consciência Espiritual, podemos enxergar o bem espiritual em cada um.

Não há espaço na vida espiritual para perseguição, julgamento ou condenação de qualquer pessoa ou grupo de pessoas.

Não é apenas inconsistente, mas hipócrita falar sobre o Cristo e nosso grande amor por Deus e depreciar o próximo por sua raça, credo, nacionalidade, filiação política ou posição política ou posição econômica.

Não se pode ser Filho de Deus de Deus, enquanto se persegue ou se odeia alguém ou alguma coisa, mas apenas quando a consciência está isenta de qualquer julgamento ou condenação.

A interpretação mais comum de não julgar é que não devemos ver o mal em ninguém, porém, temos que ir muito além disso, não havendo vendo, tão pouco, o bem em ninguém e nem os rotulando de bons ou maus. 

Jesus disse: "Por que me chamais de Bom? Ninguém é bom a não ser um, que é Deus".

É o cúmulo da presunção, dizer: "Eu sou bom, generoso, benevolente, tenho caráter e bom entendimento".

Se manifestamos alguma característica boa, não vamos nos considerar bons, mas reconhecer essa qualidade como atividade de Deus, "Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu e teu"

Todo bem do Pai é manifestado através de nós.

Um dos Princípios básicos do Caminho infinito é que ser uma pessoa boa não é suficiente para garantir a nossa entrada no Reino Espiritual, nem para nos trazer a Unidade com a Lei Cósmica.

Sem dúvida, é melhor ser bom do que mal, assim como é melhor ser saudável do que doente, mas adquirir saúde ou alcançar o bem, em si, não é vida Espiritual.

Nós a conhecemos somente quando nos elevamos sobre o bem e o mal humanos e percebemos que "não há seres humanos bons ou maus. Cristo é a Única Identidade".

Assim olhamos para o mundo e não vemos nem homens e mulheres maus, mas reconhecemos apenas o Cristo - ESSÊNCIA neles.

Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta. Mateus 5,23-24 

Enquanto chamarmos nosso irmão de bom ou mau, justo ou injusto, estaremos em conflito com ele e inaptos para a oração de comunhão com o Infinito Invisível.

Nós nos distinguimos dos escribas e fariseus somente quando paramos de ver o bem e o mal, de nos vangloriar da bondade, como se qualquer um de nós pudesse ser bom. 

A bondade é atributo e atividade somente de Deus, e por ser assim é Universal.











sexta-feira, 6 de abril de 2018

FOCO NA REALIDADE ESPIRITUAL




Quando nos pedem ajuda, nossa primeira reação é o desejo de mudar a aparência do mal em aparência do bem. 

Entretanto, se quisermos viver espiritualmente, precisamo-nos compenetrar de que o objetivo do ministério espiritual não é mudar doença em saúde. A saúde é temporária, e a que temos hoje poderá converter-se em doença amanhã, na próxima semana ou no próximo ano. 

A finalidade do ministério espiritual não é condenar publicamente o mal e tentar fazer o bem. Seu objetivo é, antes de nada, ensinar-nos a desprezar as aparências boas ou más e manter-nos atentos aoCaminho do Meio, compenetrados de que precisamente onde parece encontrar-se o bem ou o mal, o que existe é a realidade do Espírito. 

A má aparência de hoje poderá converter-se em boa aparência amanhã e, como bem sabemos, toda boa aparência pode logo tornar-se má. Um dia de paz na terra pode ser apenas a pausa momentânea que precede outra guerra; a saúde perfeita de hoje não passa de uma condição temporária que os micróbios ou o envelhecimento poderão mudar. 

Vistos humanamente, estamos como que num carrossel, sempre a rodar, rodar, rodar. Estamos sempre a oscilar como um pêndulo, entre a doença e a saúde, entre a pobreza e a riqueza, entre a guerra e a paz, para trás e para frente, sem chegarmos à parte alguma. 

Mas no Meu reino não há pares de opostos. Meu reino é um reino espiritual, onde nada é tocado por influências contraditórias. 

Meu reino é dirigido e protegido pelo divino Princípio, ou Deus, que a tudo mantém e sustenta.

No Meu reino não há trevas. Esta declaração parece dar a entender que as trevas sejam alguma coisa má. 

No entanto, quando alcançamos o Terceiro Grau, teremos chegado à estatura espiritual do Salmista, que disse: “as trevas e a luz são a mesma coisa para Ti”. 

Trevas e luz são uma coisa só. Aos olhos de Deus não há diferença entre elas. No reino espiritual não há luz nem trevas: há somente Espírito, uma Luz que não tem semelhança alguma com o que conhecemos como luz. Luz, em sentido espiritual, é consciência iluminada, não por uma luz, mas pela Sabedoria. 

A expressão “Eu era cego, e agora vejo” não se refere à cegueira ou falta de visão física. É um modo figurado de declarar que estávamos na ignorância, mas agora alcançamos a Sabedoria. Freqüentemente se representa a ignorância por trevas e a sabedoria por luz, mas, na realidade, não há trevas nem luz para aqueles que vivem acima dos opostos. 

Requerem-se meses, e às vezes anos de experiência espiritual para se compreender que no Meu reino trevas e luz são a mesma coisa, e que neste reino não procuramos mudar as trevas em luz. Ou livrar-nos das trevas para obtermos a luz. Trevas e luz são uma coisa só. 


Alcançar esta concepção representa grande salto para qualquer pesquisador, mas para o ignorante da sabedoria espiritual e não treinado em metafísica e misticismo, é salto, ainda maior, – um salto quase impossível – conceber ou aceitar a ideia que doença e saúde são a mesma coisa. Na realidade, não passam dos extremos opostos da mesma vara. 

Quando individualmente podemos afirmar com convicção que “pelo que me toca, trevas, ou luz, dá tudo no mesmo. Não estou tentando livrar-me de uma para obter a outra: estou procurando compreender somente a sabedoria espiritual, a verdade espiritual, a divina Presença” – então é que começamos a compreender a natureza espiritual deste Universo. 

É quando tentamos livrar-nos de algo ou procuramos conseguir algo,que abandonamos o mundo espiritual em troca do mundo das concepções humanas. 

Nem doença nem saúde exercem qualquer papel na vida espiritual: tudo o que existe na vida espiritual é Deus, o Espírito, infinita e eternamente manifesto como ser individual incorpóreo. 

O ser incorpóreo não pode ser conhecido por meio dos sentidos da vista, da audição, do gosto, do tato ou do olfato. Pode ser experimentado somente em nossa consciência interna, mas quando compreendemos e percebemos diretamente que trevas e luz são a mesma coisa. E o que é essa coisa? – Ilusão mortal, maya, aparência.Tudo o que percebemos através dos sentidos – doença e pobreza hoje, ou saúde e riqueza amanhã –, é ilusão. 

Não veremos a Realidade enquanto não contemplarmos o ser espiritual, incorpóreo, através de nosso sentido espiritual. 

A revelação e compreensão da unicidade do Poder ajudam-nos a alcançar aquele nível de consciência em que já não procuramos converter o estado negativo em positivo. 

Quando nos conscientizamos da existência de um só poder, cessamos não só de procurar poderes materiais para prover às nossas necessidades, mas também de andar em busca de poderes espirituais. 

Se existe um só poder, então nada há sobre o que, contra o que ou a favor do que, possamos usá-lo. 

Que quer isto dizer, em essência? Que significa alcançar um nível de consciência em que se abandona todo desejo de empregar Deus como uma força? Não será isto liberar a Deus de responsabilidades? Não será exatamente isto o que temos que aprender a fazer? 

Eis a vida mística: não nos rejubilamos com a boa aparência humana, mas olhamos para além do bem e do mal, para além das aparências humanas, e contemplamos a natureza do Cristo. Podemos fazer isto. Todos nós podemos fazê-lo. 

É verdade que isto requer alguma disciplina, algum treino, porque o que estamos procurando fazer é superar os efeitos de centenas de gerações daqueles que nos deixaram como herança a crença em dois poderes. Estamos pondo de lado tanto o bem com o mal, para contemplar o que é o Espírito; estamos pondo de lado a saúde e a doença, a fim de nos identificarmos com o Cristo – nossa individualidade permanente em Deus. 

Somente nossa individualidade espiritual de filhos de Deus nos permite comer do “manjar” que o mundo não conhece. Não é por sermos boas criaturas humanas que qualquer de nós pode proclamar-se “co-herdeiro com Cristo”, porque as boas qualidades humanas estão tão longe do céu quanto as más. 

Os escribas e fariseus eram o que havia de melhor entre os hebreus, eram os mais religiosos, os maiores adoradores do Deus único, os maiores protetores do templo. Ser bons, era a sua obsessão. 

Não obstante, o Mestre disse aos seus seguidores que a bondade deles precisava transcender a dos escribas e fariseus. Isso, humanamente, teria sido quase impossível, porque estes, praticamente, já haviam atingido a perfeição.

Verdadeira bondade depende de nossa capacidade de compreender que o Reino de Deus nos pertence em virtude de nossa identidade espiritual, e não de nossa bondade humana. 

Isso implica em sermos bastante corajosos para lançar fora os pensamentos relacionados com todas as nossas maldades do passado e do presente e, ao mesmo tempo, todos os pensamentos referentes à nossa bondade – e não em condenarmos o mal que tenhamos feito e tomarmos a nosso crédito o bem que tenhamos praticado –, e afirmarmos somente a nossa identidade espiritual em Deus. 

Nesta ligação com Deus, descobriremos que somos um com Ele, que somos co-herdeiros com Cristo de todas as riquezas celestes. 

Mas enquanto pensarmos que os nossos maus caminhos estejam nos mantendo afastados dessas riquezas, ou que o bem que pratiquemos esteja nos aproximando delas, estaremos em caminho errado. 

Tão longe da Luz está o que crê que algum pecado, alguma desgraça temporária ou algum erro por ação ou omissão o separa de Deus, quanto aquele que acredita que sua bondade humana lhe esteja granjeando a graça de Deus. 


Ninguém alcança a graça de Deus apenas por sua bondade humana: a graça de Deus se alcança pela realização da identidade espiritual. 


Em reconhecendo nossa identidade espiritual, seremos espiritualmente bons sob todos os aspectos. Não há meio de se saber como essa bondade corresponde à bondade humana, mas a integridade espiritual vem somente através de nossa conexão com Deus, não como conseqüência de nossas boas qualidades ou de nossos sacrifícios ou esforços pessoais.

Nossas experiências humanas do passado e do presente, tanto boas como más, constituem o sonho mortal, mas, em nossa Alma, somos o Ser-de-Deus, isto é, somos criaturas divinas; em nossa Luz interna, somos filhos de Deus; nas profundezas de nosso ser interno, somos um com Deus; e temos um “manjar” que, embora possamos não ter conquistado ou merecido, recebemos por herança divina.









quinta-feira, 5 de abril de 2018

RESSURREIÇÃO




Ressurreição, em seu sentido místico, significa ressuscitar o Filho de Deus do sepulcro dos sentidos físicos. 

É também ressurreição no sentido de se erguer do conceito físico de corpo para a realização da consciência espiritual como governante de todas as formas.

A revelação da vida vivida pela Graça, em vez de sob a lei, consiste na revelação da consciência do indivíduo como uma lei de ressurreição, cura e proteção quanto ao corpo, negócios, lar, e bem-estar em toda forma, e nós começamos a ver como a consciência — a consciência do indivíduo –, sem assumir pensamentos e sem os direcionar, se torna a lei de harmonia de nossa experiência.


















quarta-feira, 4 de abril de 2018

RESSURREIÇÃO: O Objetivo Do caminho espiritual






Assim é o caminho espiritual. Seu objetivo é a ressurreição e ascensão. Ressurreição de um túmulo para caminhar sobre a terra será pouco ou quase nada. 

Você, que colocou os pés no caminho espiritual, contemple a ressurreição: reconheça o Cristo alojado atrás dos olhos de cada indivíduo, vivendo no coração de cada indivíduo, constituindo a alma de cada indivíduo. 

Olhe através da aparência física de homem ou de mulher, diretamente ao “EU” que reside atrás dos olhos de cada um, olhando para você. 

Olhe além de suas alegações de pecado, solidão, falta, limitação, cor e religião, diretamente à PRESENÇA do ser divino, e, ao fazer isto, estará tendo a real experiência de testemunhar a ressurreição.

Ao praticar a contemplação através das aparências, dirigindo a visão à Presença divina invisível, você terá a mesma oportunidade apresentada por Jesus a seus seguidores há dois mil anos. 

Para aqueles de vocês que “têm olhos para ver e ouvidos para ouvir”, “destruireis este templo e em três dias eu o reerguerei”. 

Jesus deu a seus seguidores a oportunidade de vê-lo, e o Cristo, hoje, lhe dá a mesma oportunidade de testemunhar a ressurreição.





terça-feira, 3 de abril de 2018

SIGNIFICADO ESPIRITUAL DA PÁSCOA - 4 – FINAL.





A culminância da crucifixão chega à sua vida e à minha , a pouco e pouco, com a ajuda de estudo, meditação e prática da mensagem espiritual, até que, num glorioso dia, desponta em nossa consciência esta Verdade: “Não sabeis que sois filhos do Deus vivo?” Nesse momento, todo sentido pessoal, toda identificação humana, é crucificado e morta. 

O período para esta conquista é o dos simbólicos três dias, para nascermos outra vez, isto é, para sermos renascidos no Espírito. 

Então saímos do túmulo da personalidade humana e seus suportes materiais. 

Mas nos estágios iniciais deste renascimento interno, na consciência da filiação divina e sustidos pela divina substância, trazemos as marcas da crucifixão, como o Mestre o demonstrou. É a alegoria das lembranças das falhas, fracassos e dores que transcendemos, como a árvore que sobe e deixa as marcas dos galhos que soltou. São aparências externas que levamos por certo tempo ainda, se bem que tenhamos ressurgido internamente.

Agora andamos na Terra, com aparência de homens comuns, mas como filhos espirituais de Deus e ocasionalmente cometendo pequenos deslizes, pelo simbólico período de 40 dias. 

Mas somos uma evidência viva aos nossos discípulos, amigos e parentes, do fruto que amadurecemos. Eles percebem que já não dependemos dos valores humanos e nem tememos os Pilatos deste mundo, pois realizamos a graça da comunhão interna com o Pai, dizendo, em humilde confiança, por tudo que fazemos: “Eu, de mim mesmo, nada sou; o Pai, em mim, é Quem faz as obras”.

Dentro de nossa dimensão, todos podemos aprender a orar corretamente e sintonizar-nos com a Fonte divina interna, para receber a graça de levar a cura e solução de problemas aos demais. 

Mas isto depende muito de nossa compreensão da mensagem e missão de Jesus Cristo. 

Desse modo atingiremos níveis mais altos de consciência, pela crucifixão, em escalas diminutas, de nossos condicionamentos, das crenças materiais e dependência a poderes e sabedoria humanos. 

Ao mesmo tempo chegamos ao ponto de compreender e demonstrar o poder do Pai, em nós, pela conscientização de que não vivemos meramente do pão, mas “de toda palavra que procede da boca de Deus”.








                                  F I M
                               

segunda-feira, 2 de abril de 2018

SIGNIFICADO ESPIRITUAL DA PÁSCOA - 3




Crucificamos os medos humanos e dúvidas quando, em vez de correr loucamente, entre ansiedades e cuidados, realizamos tarefas diárias com esta compreensão: “Graças a Ele, tenho o pão, o vinho, e a água. Tudo o que o mundo anseia e busca com muito esforço, já é meu”. 

Relaxemo-nos à evidência desta promessa: “Filho, tu estás comigo sempre. Tudo o que é meu é teu”. 

Desse modo crucificamos as preocupações e insegurança.
Ponderando as reiteradas mensagens do Mestre acerca do perdão, conseguimos perdoar “70 vezes 7” aqueles que abusam de nós e chegaremos até a orar pelos que nos perseguem e nos tratam injustamente. 

Com esta demonstração crucificaremos nossos ressentimentos, intolerância, ódios, medos e outros obstáculos a um saudável relacionamento.
Meditando profundamente a mensagem do Mestre e Sua missão de curar os enfermos, ressuscitar os mortos, abrir os olhos aos cegos e os ouvidos aos surdos, concluímos que o que diz: “nunca vos deixarei nem vos abandonarei, mas estarei convosco sempre, até o fim do mundo”, é o Cristo, dentro de nós, buscando desempenhar Sua missão, agora como antigamente, de curar nossas mentes e corpos, de dar-nos um sentido mais alto de vida, de purificar nossas almas, de perdoar nossos pecados, de alimentar-nos com o pão da vida e sustentar-nos com a água da vida eterna. 

Com esta compreensão crucificamos muitos outros óbices à nossa realização e despertar.







Continua..>




domingo, 1 de abril de 2018

SIGNIFICADO ESPIRITUAL DA PÁSCOA - 2







Quando o estudante da Verdade lê, pondera e medita essa gloriosa experiência, vivida pelo Mestre por amor à humanidade, pode receber inspiração e força para dar o próximo passo, de descobrir o princípio subjacente à crucifixão, ressurreição e ascensão. 

Qual a lição que o Mestre desejou transmitir? Não sugeria, acaso, que nós também, a nosso modo, devêssemos experienciar esses três passos? Não nos convida ele a estudar, compreender e finalmente demonstrá-los? Não nos indica que todos devemos demonstrar o princípio da imortalidade? Senão, como nos afirmou que faríamos as obras que Ele fez e ainda maiores?

Todos nascemos para as demonstrações que o Mestre exemplificou, em benefício daqueles que ainda não as podem suportar. 

Ninguém pode chegar a ser um instrutor espiritual se não atingir, em alguma medida, a vivência dos passos de Jesus, porque eles são vividos no dia-a-dia, em pequenas demonstrações, até chegarmos às maiores expressões.

Nossa crucifixão começa pela compreensão desta Verdade cristã: “Eu, de mim mesmo, nada posso. O Pai, em mim, é quem faz as obras”. 

Exatamente nesse ponto começa a renúncia aos supostos méritos, aos apegos, à ambição desmedida, reconhecendo que o homem não vive apenas de pão (fama, poder, riquezas, sabedoria humana), senão que a Vida se expressa por toda palavra que procede da boca de Deus. 

Aqui aprendemos a primeira lição de cura espiritual: que a vida não depende da ação do coração e de outros órgãos e funções do corpo, mas, sim, da consciência que temos da Verdade espiritual (Deus como Vida onipresente).

O essencial é que não precipitemos esse desabrochar. 

Entendamos firmemente que nossa saúde, suprimento, harmonia de relacionamento, etc., não dependem apenas de esforços humanos e estudos ou poderes físicos, como acreditávamos antes, por causa de nossos condicionamentos sociais. 

É a palavra de Deus, mantida em nossa consciência, que eventualmente se exprime como harmonia e outras bênçãos em nossa vida cotidiana. 

Assim podemos compreender o real sentido das palavras de Jesus: “Tenho um alimento que não conheceis”.

Compreendendo a palavra de Deus, habitando nela e deixando que ela habite em nós, conseguimos a substância que é a Fonte interna de bens, o Sanador e Salvador interno – o alimento que o mundo não conhece.












Continua..>