quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Em que você acredita ? -2




Reconheçamos que toda aparência de mal é uma percepção falseada da harmonia, e por isso não é para ser temida ou odiada; e, como resultado, a ilusão desaparecerá e a realidade se tornará clara. 

Apenas a consciência iluminada pode olhar para as aparências de mal e perceber a realidade divina. 

Somente o Cristo em nossa consciência pode separar o erro da sua aparente realidade e retirar-lhe os espinhos.

O enfoque usual da vida se deve a uma interpretação errônea, devida à falsa percepção das coisas; por isso devemos abandonar qualquer intenção de curar, corrigir ou mudar o cenário material para que possamos ver a Verdade oculta.

Aquilo que recai sob os cinco sentidos não é a realidade das coisas; assim não podemos julgá-las neste nível. 

Deixando de lado as aparências, damos as costas ao quadro que se apresenta aos nossos sentidos e começamos a ter consciência da Realidade – daquilo que é eterno.












terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Em que você acredita ? -1



Toda aparência de mal é uma percepção falseada da harmonia

A palavra “fé” é pervertida quando se torna fé em alguma coisa ou alguém, mesmo em Deus. Não pode haver fé em pessoa alguma ou coisa alguma, em conceito algum ou ideia alguma. 

A única fé verdadeira que existe é a fé que confia em Deus para dirigir Seu universo sem qualquer ajuda do homem. 

Eu Sou não precisa de fé porque Eu Sou matem a si próprio e, portanto, não precisa de ajuda.

Depositar fé em qualquer coisa externa – uma pessoa ou coisa, uma ideia ou conceito – é o mesmo que ter medo de bombas, de germes ou do tempo. 

Não deve haver fé em coisa alguma ou pessoa alguma, assim como não deve haver medo de coisa alguma ou de pessoa alguma. 

Então você pode descansar na segurança do É.


No momento em que tem fé em uma coisa ou um pensamento, em uma ideia ou um conceito, você constrói um ídolo e depois precisa curvar-se e adora-lo. 

Quando você fala em fé, não deve ser fé "em". 

A princípio este tipo de fé exige um grau de coragem, porque significa que, enquanto houver quaisquer aparências negativas ou más, você precisará aprender a não temê-las e não pedir ajuda contra elas.

Quando você pede ajuda, a ajuda que está pedindo deve ser ajuda para ter a coragem de ignorar as aparências, embora você reconheça que existem aparências. 

Se pedir ajuda para livrar-se das aparências, você está no sonho humano. 

A capacidade de afastar-se do medo está em proporção direta com sua fé, uma fé sem a palavra “em”. 

Esta é uma ideia difícil de dar ou receber e você não pode recebê-la enquanto estiver tentando compreendê-la, porque a mente não pode apreender o intangível.








segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O VERBO SE REVELA ATRAVÉS DA MEDITAÇÃO



O Verbo se fez carne, o Verbo – não as palavras de um livro, não as palavras de uma afirmação, mas o Verbo interno. 

O Verbo, que é Deus, interno, que o faz carne, torna-se visível, audível, conscientemente tangível em nossa experiência.

É para isto que aos estudantes que iniciam seu estudo do O Caminho do Infinito se recomenda que meditem durante não menos de três períodos todos os dias. Tais períodos podem ser de um a três ou quatro minutos. 

Nos primeiros dias convém não ultrapassar esse limite, para evitar que depois de alguns minutos a meditação se converta num exercício mental, e perca o seu valor.

Com a continuação do estudo, este número de períodos irá aumentando para seis, oito, dez ou doze por dia, com a duração de um a três, ou a quatro, ou a cinco minutos cada período. 

Daí por diante, a duração dos períodos de meditação tendem a aumentar, podendo o estudante meditar em qualquer lugar, de dois a três, a vinte, ou trinta minutos.Mas quando a meditação se converte em um exercício mental, já não é mais meditação. 

Quando chegar o momento em que a pessoa sinta um relaxamento interno, deve interromper a meditação, e se não conseguir esse estado de relaxamento interno, deverá voltar a meditar uma ou duas horas depois.

Não deverá sentar-se para meditar enquanto sua mente não houver cessado de trabalhar para produzir efeitos ou demonstrar poderes mentais. 

Não quero dizer que devas abandonar a prática de refletir, analisar, pensar ou meditar sobre a verdade. Isto é coisa muito diferente da chamada prática mental. 

No começo da meditação, todo estudante – exceto aqueles muito avançados -, verificará que a mente está agitada, barulhenta, caótica e não há meios de sossegá-la a ponto de poder ouvir aquela voz silenciosa e suave. 

Neste caso, é aconselhável refletir sobre uma passagem das Escrituras ou alguma afirmação da sabedoria espiritual, mas não deverá ficar a repeti-la, como se esperasse obter algum benefício pela vã repetição ou por muitas repetições; más, sim, ponderar seu significado oculto.

Ao leres esta palavra da verdade, estás lançando uma semente dentro de ti, a qual se desenvolverá aparecendo primeiro como um estado de consciência que, depois, se manifestará exteriormente, como a saúde do teu corpo, como a suficiência de tua carteira, como um novo livro, ou como maior suprimento. 

Assim é como se deve compreender a carne em que o Verbo se converte. Essa carne, assim que ela se manifesta neste plano terreno, se tornou supérflua para nós. Seca como a erva. Não confies nela, porque isto seria como confiar em príncipes.

Afastai-vos do homem cujo fôlego está no seu nariz; pois em que é ele estimado? (Isaías 2:22).

Se eu não for, o Consolador não virá para vós outros. (João 16:7).


Quando aprenderes a voltar-te para dentro de ti mesmo, e a deixar que a palavra da Verdade se expresse em teu íntimo, constatarás que a Consciência invisível ou Conscientização da Verdade em teu íntimo torna-se exteriorizada como forma. 












domingo, 4 de fevereiro de 2018

VENDO O MUNDO COMO ELE É !!



À medida que refinamos nossas qualidades mentais e manifestamos mais paciência, mais gentileza, caridade e perdão, estas qualidades se refletirão sobre nossa experiência humana. Mas não paremos por aqui.

Mais alto que o plano do corpo e da mente está o domínio da Alma, o reino de Deus. 

Aqui encontramos a realidade do nosso ser, nossa natureza divina – não que o corpo e a mente estejam separados ou afastados da Alma; apenas que a Alma é o recôndito mais profundo do nosso ser.

Nos domínio da Alma encontramos completa tranqüilidade, paz absoluta, harmonia e domínio. 

Aqui não encontramos nem bem nem mal, nem dor nem prazer, apenas a alegria de ser. 

Estamos no mundo, mas não pertencemos a ele, pois não mais vemos o mundo dos sentidos como aparenta ser, mas, tendo despertado nosso sentido espiritual, nós o “vemos como ele é” – vemos a Realidade através das aparências.






Joel S. Goldsmith – “O Caminho Infinito” – Ed. Martin Claret

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Instrumento da Vida - Joel S. Goldsmith



A mente pode ser usada para nos ajudar, e a outros, construtivamente, como também pode ser empregada para destruir todo o mundo, destruindo-se a si mesma junto com ele.

A força da mente humana pertence ao nível tridimensional. 

Se restringires a alimentar persistentemente pensamentos de natureza correta, amável e caritativa, farás certo progresso no sentido de melhorar teu caráter. 

Por outro lado, se ocupares a mente só com pensamentos obscenos, destrutivos e carnais, sem dúvida dentro de poucos meses tenderás a te converter em algo dessa natureza, que começará a transparecer em tua fisionomia.

Na vida tridimensional, que é mente e matéria, a mente é um instrumento que pode ser usado tanto para o bem como para o mal, por meio de bons ou maus pensamentos, construtivos ou destrutivos.

Uma vez tocado o centro de nosso ser, o Espírito é liberado, e então, em Sua presença, mente e corpo já não podem mais funcionar de maneira prejudicial à vida de ninguém. Matéria e mente tornam-se servos ou instrumentos sempre construtivos. 

O corpo passa a ser governado pelo Espírito. E a mente, cuja função natural é o pensar, passa a ser empregada pelo Espírito, o pensador cujos pensamentos são espirituais e eternos.

Precisas aceitar Deus em tua mente e em teu corpo. Se quiser que Ele te governe o corpo, lembra-te de que terá de ser através da mente. Quando entrares em meditação, deverás estar disposto a receber Deus em tua mente. E não creias que Ele atuará sobre o teu corpo por outro meio que não seja a tua mente. A não ser através desta, isso não acontecerá.

Terás que te entregar a Deus em tudo o que fizeres, pondo tuas aptidões a serviço d’Ele. Não poderás ter o Seu governo sobre uma parte de tua vida com exclusão do resto.








Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Resistência da mente




Muitos dos discípulos de Jesus que o tinham ouvido disseram: “Dura é esta linguagem; quem a pode ouvir?” (João 6:60 e 66).

A mente humana sempre se ofende com a verdade, porque esta é contrária a tudo o que ela conhece. 

Imagina que insulto, para ela, dizermos que quando está quieta ou inativa podem realizar-se curas maravilhosas! 

Imagina que afronta para o homem que se orgulha de seus conhecimentos intelectuais, dizermos que todo o seu dinamismo mental não fará tanto por ele quanto o fará um só momento de silêncio!

A mente humana se ofende quando tentamos dispensar seu auxílio.

“O espírito é que vivifica; a carne nada vale. As palavras que acabo de dizer-vos são espírito e são vida. Mas há entre vós alguns que não crêem” (João 6:63, 64).

Em que não acreditavam alguns deles? Que o Espírito vivificasse, e não a carne, isto é, que o silêncio, a paz fizeram realmente o trabalho, e não a ginástica mental, não o que se aprende em livros ou por meio do intelecto. 

Nós, hoje, como outrora os discípulos de Jesus, também não estamos conseguindo muito, não estamos fazendo grande progresso. 

Como no tempo de Jesus, a mente humana se ofende, fica irritada com a ideia de que possa existir um Espírito que trabalha sem palavras ou pensamentos, ou com a ideia de que existe no homem um Espírito que pode levantá-lo, orientá-lo e acalmar-lhe as tempestades da vida, sem que para isto necessite pensar, falar ou recorrer a tratamento.

“O mundo não pode odiar a vós. A mim, porém odeia, porque eu dou testemunho de que as suas obras são más” (João 7:7).

O mundo jamais odiará quem usar as armas ou utilize os métodos de trabalho que ele considera válidos. 

O mundo odeia somente aqueles que dizem que tudo o que ele tanto preza é desnecessário, visto existir um poder mais alto, o poder do Espírito. Daí a perseguição, embora não seja inevitável. 

Atualmente estamos aprendendo a deixar que o Cristo impessoal absorva toda a perseguição que nos movam, ao invés de nos permitirmos tomá-la sobre nós. 

Aceitamos a perseguição, ou tomamo-la sobre nós, quando cremos que a mensagem que apresentamos seja de nossa propriedade particular. 

Cada um de nós deveria, em vez de aceitar essa perseguição, conscientizar-se do seguinte: “Esta verdade não é minha, mas de Cristo. Se alguém odiar-me por isto, que seu ódio recaia sobre ela, e não sobre mim, porque eu estou apenas mostrando o que o Mestre ensinou sobre a presença de Cristo e o poder d’Aquilo que constitui nosso verdadeiro ser, o Consolador no íntimo de cada um. Se o mundo quiser odiar esta verdade, que a odeie”. 

Este é o segredo do Mestre, o segredo da “paz que excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7), o segredo da paz que é poder.


Joel S. Goldsmith – “Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

*O QUE QUEREMOS DIZER COM "O MAL NÃO EXISTE?"*



Quando falamos de pecado e doença como sendo irreais, não queremos negar a sua existência objetiva.
Desde a nossa infância, nos foi impingido que o mundo material é real e que nosso corpo material é real, para nós também existem as doenças. 
Quando afirmamos que doença, pecado e morte são irreais não queremos com isto afirmar que estas coisas não existem; negamos apenas a sua existência como parte integrante de Deus e como pertencentes à Realidade divina.


No âmbito do real, no reino de Deus, as desarmonias que os sentidos percebem não têm existência, realidade. 
Mas isto não elimina o fato de que o homem que acredita ser carnal possa sofrer sob o impacto dessas desarmonias;  em virtude da de sua percepção sensorial,  poderá sofrer com esses fenômenos.


No princípio de toda a sabedoria está o conhecimento de que estas coisas não necessitam de existir. 
A libertação destas desarmonias não é alcançada pelo fato de recorrermos a Deus por socorro, mas sim pelo fato de descobrirmos o *Deus verdadeiro,* de subirmos até aquelas alturas da vida onde há somente Deus: Não há tal coisa como libertação de desarmonias, libertação de pecados, libertação de desejos impuros; não há libertação de pobreza – há somente liberdade, a liberdade em Deus, a liberdade no Espírito, o Deus-Liberdade.