sábado, 6 de janeiro de 2018

CONSCIENTIZANDO A PRESENÇA DE DEUS - 1





DESPERTA!




Geralmente as pessoas procuram um caminho ou estudo espiritual porque sentem a necessidade de melhorar ou ajustar alguma condição em sua vida. Sentem que não encontraram a plenitude de viver; que não estão felizes. Reconhecem que sua saúde ou algum outro aspecto de sua vida não é satisfatório. 

Em suma, estão buscando o "elo faltante". Não estão procurando Deus por Ele mesmo, mas sim o aprimoramento de sua vida na terra e o ajustamento de suas atividades terrenas.

É verdade que as verdades espirituais sempre trazem benefícios práticos à nossa vida, mas posso assegurar-lhe que você não terá tudo o que espera humanamente, no estudo da Verdade, porque não está na natureza do ensinamento espiritual dar-lhe todas as boas coisas que você gostaria de ter. Sua saúde poderá melhorar; você poderá alcançar maior prosperidade ou outra forma de felicidade humana, mas não a totalidade do que espera.
Com o tempo verá o porque disto. Perceberá que é orar em vão, quando tenta realização humana através das verdades espirituais.

Percebemos claramente através da mensagem de cada místico que o objetivo da senda espiritual é "morrer para a experiência humana" e "renascer do Espírito". Por eles aprendemos que o reino verdadeiro, o reino espiritual ou místico "não é deste mundo", ainda que considerássemos este mundo como sadio, sábio e próspero.

A Senda Mística lhe ensina que o objetivo da vida não é uma meta metafísica para uma saúde melhor, para um lar mais confortável, ou um carro mais caro, ou uma esposa ou esposo satisfatório. 

A meta é libertar a alma do túmulo da existência humana, especialmente do túmulo da mente humana. 

Se você dispõe de tempo para períodos de introspecção ou contemplação, procure sentar-se, acalmar-se e ver até que ponto você está aprisionado em seu corpo e em sua mente. Note o quão pouco você conhece, a não ser aquilo que você encontra lá. 

Então constatará que toda a experiência humana é uma vida em prisão.

Efetivamente, cada ser humano vive preso à sua mente e ao seu corpo e, via de regra, durante sua vida inteira jamais se liberta dela.

A maioria das pessoas - até mesmo as de elevada educação -acham que o que não está na mente e no corpo não tem realidade ou existência. O que se nota é que quanto mais culta a pessoa é, maior é a sua prisão dos conceitos mentais.

Devidamente compreendida, a vida é uma aventura. Tal como o bebê, quando começa a engatinhar, se deslumbra com o mundo fora de seu berço, de seu quadradinho ou cadeirinha alta, embora bata sua cabeça ou queime os dedos no fogo, explorando cada canto da casa, assim deverá ser a nossa vida.

Infelizmente, com o tempo, a criança alcança a adolescência e perde todo interesse pela busca ou desejo de aventura. Pode haver um intervalo de curiosidade quanto ao sexo, mas quando ela é satisfeita nada mais resta no anseio da pessoa. A vida passa a ser vivida pelo que é gravado no corpo e na mente.

Felizmente, há alguns exploradores - artistas, aventureiros da alma para os quais a vida não perde o seu fascínio. Eles tentam alargar os seus horizontes nas esferas mental, física, artística. Muito poucos são os que buscam no campo da alma.

Pense um pouco na palavra "alma". Constate como você sabe pouco a respeito dela. E um grande número de pessoas conhece ainda menos que você. 

Você teve oportunidade de ler muitos escritos e tem estudado algo sobre o assunto. Sabe que a compreensão verdadeira deste tema é a maior experiência a que um individuo pode chegar.

A alma está aprisionada no túmulo que chamamos "experiência humana": o túmulo da mente e do corpo.
Se desejamos alcançar experiências da alma, temos de romper as barreiras do corpo e da mente. 

A isto, Jesus, nosso Mestre, chamou "de não nos preocupar com nossas vidas, mas de buscar o Reino de Deus - a esfera de Deus: a Alma."

Mas violamos este ensinamento ao supor que a vivência de Deus ou da Alma consiste em melhorar as condições materiais de nossa vida.
Mas as instruções divinas são claras: de não nos preocuparmos com esta vida, seja qual for o seu aspecto, corporal ou mental - e alcançar a consciência de um rumo mais elevado, de um objetivo ou significado mais alto em nossa vida.

A razão deste tema da Alma ser tão minimamente conhecido é porque se fala de Deus, sem compreender que Ele é a própria Alma do homem.

Você nunca poderá contatar e sintonizar o Reino de Deus em você, enquanto não tomar consciência de sua própria Alma.

Esta busca e este encontro é uma real aventura, porque você tem que deixar de lado os apegos ao corpo e aos conceitos mentais, partindo rumo ao que lhe é humanamente desconhecido.

O almirante Bird, quando se aventurou às regiões dos Pólos Norte e Sul, não sabia o que o esperava e nem tinha certeza de que encontraria um caminho de retorno. Deixou as águas familiares e seguras e foi para lá, embora sabendo que muitos exploradores tinham ido aos pólos e nunca mais tinham voltado. Todavia, Bird estava disposto a ir além do sentido de preservação de sua vida, em busca do desconhecido.

De modo parecido, na busca da Alma, você não tem absolutamente meios de saber o que irá encontrar e nem a garantia de que poderá retornar. Aqueles que foram antes de você não deixaram mapas. Não disseram como ir e como voltar. Sabemos que o roteiro é o caminho da meditação e um bom Mestre pode servir-nos de Guia. Contudo, até mesmo esse Instrutor só pode guiá-lo na prática da meditação. Depois você será entregue a você mesmo.

Alguns ficam tão assustados à primeira visão do campo da Alma que, ao voltar, nunca mais se aventuram de novo para aquele lado. Deus é Luz. Entrar, face a face, com essa Luz tão ofuscante e cegante em sua intensidade, é mais difícil do que encarar diretamente o sol físico, em sua maior luminosidade, do meio dia. Portanto, se isto parece assustador, você deve mesmo munir-se de um espírito aventureiro para realizar mais do que espera.

Não que Deus seja assustador: os sentidos humanos é que se assustam ante o desconhecido. Na realidade, nada existe a temer nessa busca.

De modo geral, o progresso no caminho espiritual é muito gradual, de modo que o trajeto inteiro se transforma em alegria. 

Aqui e acolá haverá experiências momentaneamente assustadoras, ou melhor, surpreendentes, porque diferem do que você esperava. 

Por exemplo: você pode ter esperado que cada dia lhe traria experiências alegres. Mas tais momentos são poucos. Os períodos de escassez e vazio e o sentimento de parecer isolado ou separado de Deus são muito mais frequentes. 

No entanto, estes são mais necessários para o seu desenvolvimento espiritual do que sentir-se numa nuvem cor-de-rosa. Não é bom que você se sinta satisfeito, porque não deixará nenhum espaço, nenhum vazio, para algo novo e melhor entrar. Você precisa perder seus equivocados conceitos acerca de Deus; você deve deixar de lado tudo o que esperava de Deus.

Eu gostaria de escrever um livro com a título: "DEUS PAPAI NOEL", porque é esta a idéia de muita gente a respeito de Deus. Esteja seguro de que ninguém pode entrar no Reino da Alma com tais idéias. 

Você deve abandonar tudo o que até hoje esperava no sentido humano de companheirismo. Você gostaria de contar a seus chegados tudo o que você pensa e faz; você gostaria de partilhar com eles todas as suas alegrias e êxitos. 

Mas no caminho espiritual você não pode fazer isto porque aqueles que não trilham este caminho não estão em condições de avaliar e de partilhar de tais experiências. 

Só mesmo em raras oportunidades você poderá encontrar alguém com quem partilhar estas coisas. Porém, mesmo em tal hipótese, você descobrirá que algumas coisas devem permanecer ocultas com você para sempre.  Isto explica a solidão do Mestre em Seu ministério de três anos. Quando Ele quis revelar alguns segredos da vida quadridimensional, só pôde levar com Ele três de seus mais íntimos discípulos. Os demais discípulos não tinham condições de assistir à transfiguração e defrontar Moíses e Elias, que tinham vivido muitos séculos antes. Não poderiam compreender como eles viviam ainda e permaneciam exatamente lá onde eles estavam, comunicando-lhes Sua sabedoria. O Mestre não falou desta experiência aos demais nove discípulos. E mesmo aos três escolhidos, estou certo de que havia segredo que ele não podia comunicar. 

Esta é a "solidão" ou "silêncio" que guardamos ao compreender que não podemos falar das experiências espirituais senão com raríssimas pessoas.

No momento em que você toma contato com a Consciência mais elevada, sua visão se expande, abrangendo fatos do presente, do passado e do futuro. 

É como você ficasse de pé no terraço de um alto arranha-céu, de onde você pode descortinar, num ângulo de 360 graus, milhares de quilômetro em todas as direções, enquanto que, no mesmo instante, um homem na rua lá embaixo só pode tomar consciência do que lhe esta próximo.

Nos planos mais elevados de consciência, o passado, o presente e o futuro ganham imensas amplitudes (não relacionem com quiromancia ou cartomancia). Então podemos compreender como os profetas da Bíblia previam o que ia acontecer e podiam prevenir em tempo os males que se anunciavam se continuassem agindo de modo errado. Mas eles foram muitas vezes castigados pelos teimosos reis.

Da mesma forma, se você começasse a falar de certas experiências, além de você profanar e arriscar-se a perder essa percepção, encontrará descrença e escárnio, porque não podem compreender o que não vivenciaram por eles mesmos. Eles não podem compreender. E você perderá muitos companheiros na senda espiritual.

Há uma razão prática para empreender a aventura espiritual: com aquilo que conhecemos até agora, é possível trabalhar, por trás dos bastidores, para mudar o curso de eventos futuros. Isto é conhecido dos místicos que se acham no outro lado do véu. 

Na medida em que eles acham homens e mulheres receptivos às necessidades espirituais, são capazes de lhes comunicar sua sabedoria. Assim, aqueles que estão agora na terra, podem exercer uma influência auxiliadora no ajustamento das condições humanas.

Porém, mesmo sem isto, a aventura valeria a pena, porque ela liberta nossa alma das limitações. Liberta-o da repetição monótona cristalizante de levantar-se, trabalhar, comer três vezes ao dia e depois ir para a cama à noite, para repetir tudo no dia-seguinte. Uma prisão!

O ser humano não foi criado para ser um escravo - física, mental e economicamente. 

O propósito essencial do homem é manifestar a sua natureza divina. Ele foi criado para ser um instrumento consciente de Deus na Terra - como rezou São Francisco. Tal é o sentido da encarnação: Deus feito homem individual.

O filho pródigo simboliza "o caminho perdido" e mostra que o ser humano pode e deve encontrar a via de regresso ou retorno à "Casa do Pai" - ao estado de consciência divina, lá vivendo como herdeiro de Deus, revestido do manto de uma mais alta consciência, do anel de herança e união, no usufruto da glória de Deus.

O homem não nasceu para chorar. Todos as suas lágrimas são derramadas tão somente porque ele sente a sua limitação. 

Cada lágrima que você derrama é sinal de alguma restrição que você está experimentando em sua vida. 

O homem não nasceu para chorar! 

Quanto mais você procurar, dentro e em torno de seu corpo e de sua mente, tanto mais limitado e preso ficará.

Não tenha a ilusão de que você é livre de seu corpo e de sua mente. Quanto mais você estudar a Verdade e observar os movimentos internos e seus impulsos, mais verá a necessidade de libertar a sua alma dos grilhões dos hábitos e crenças deste mundo. 

E quanto mais você o conseguir, elevando-se ao reino de Alma, até a aproximação dela, seu corpo e sua mente se tornarão mais receptivos ao governo divino interno e sua vida requererá menos atenção humana.

Eventualmente você também poderá sair destas limitações por um ato da Graça. Alguma coisa lhe acontecerá - não por você sentar-se e simplesmente esperar por ela. Acontecer-lhe-á se você mantiver seus pensamentos focados em direção do Alto, como foi dito por Isaías (26:3): "Tu, Senhor conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está firmada em Ti""Reconhece-O em todos os teus caminhos e Ele te orientará" (Prov.3:6). "Na quietude e na confiança está a tua força" (Isaías 30:15). Neste sincero esforço, de sintonia é que você pode receber a Graça, que eventualmente o libertará.

Agora você pode compreender porque os anjos são imaginados e representados com asas: porque os pensamentos voam, pairam. Estas experiências sublimes se dão no topo da montanha: nas sublimes alturas da consciência. 

Quando a Alma é liberada, ela voa para a alto, não no tempo e no espaço, mas em consciência. Não fica mais ancorada no chão. Não permanece mais enterrada no corpo e na mente carnal. Torna-se uma consciência ascendente, uma faculdade das alturas.

Quando uma pessoa passa pela experiência da morte física, supomos erroneamente que sua alma deixa o corpo e voa para o alto. Não é pela morte do corpo que isto acontece: é quando aprendemos a morrer diariamente para corpo e a mente.Então, sim, a Alma é liberada gradualmente para um estado mais elevado de consciência. Isto devemos alcançar enquanto estamos bem vivos, por causa da morte para o sentido humano do ser. Este é o dia em que você se liberta do túmulo do corpo e da mente e libera a sua Alma. Embora isto seja ensinado simbolicamente - como em todos os ensinamentos místicos -, há quem o interprete literalmente, assim como fazem na história de Jonas na barriga da baleia, que simboliza o aprisionamento do homem nas crenças humanas.

Você sabe que tem um corpo e que tem uma mente, mas ainda não chegou a conhecer o verdadeiro Ser que você é e que tem esse corpo e essa mente. 

Conhecer essa real identidade é a aventura de sua vida: o seu despertar para o real Ser que você é: essa Alma que vive

Você precisa primeiramente conhecer esse "você" que é essa Alma. Em seguida poderá começar a exploração, a busca, até encontrar-se! Esta é a razão de sua vida na terra. 

Esse Ser espiritual que jamais nasceu e jamais morre e que momentaneamente está sepultado em um "parêntesis", buscando saída, para dar um pleno propósito ao seu viver! 

Se você procurar em seu corpo, dos dedos do pés ao topo da cabeça, tentando localizar onde está esse Eu espiritual,descobrirá que Ele não se encontra em nenhuma parte de seu corpo. 

Então lhe virá a primeira sugestão: "Se não estou neste corpo, onde estou? O que eu Sou?". Aí começa a busca do homem criado por Deus. E a grande aventura se inicia!

É melhor que você guarde todas estas descobertas para você mesmo. Jamais acredite que poderá encontrar alguém que tenha exatamente as suas experiências. 

Então, um dia, quando você se encontrar conscientemente fora de seu corpo e compreender que EU SOU EU, será capaz de ver que Deus implantou a plenitude dEle em você, de modo que nada lhe pode ser acrescentado e nada lhe pode ser tirado. Verá que você se encontra na plenitude do Ser, em Deus. 

A partir desta experiência, você não procurará nada mais lá fora, mas estará livre para partilhar doze cestas cheias a cada hora do dia, sem qualquer pensamento de que esteja esgotando seu interno suprimento. Você passará a desfrutar a vida com alegria; a viver o céu na terra. Mas isto, só depois de você ver o EU SOU que você é, não limitado no corpo e em crenças materiais - mas um Ser incorpóreo, espiritual, onipresente, livre!

A partir deste instante você compreenderá o que foi dito: "As armas não atingem a vida; as chamas não a queimam; as águas não a podem afogar, pois você é o Eu conscientemente realizado à semelhança de Deus, indestrutível, indivisível, inseparável de Deus. Nem a vida e nem a morte poderá separá-lo da Vida-Deus-Amor-Plenitude!"
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

TRANSCENDENDO CONDICIONAMENTOS, JULGAMENTOS E CRENÇAS ...



O Princípio básico, o Criador, a Substância da Vida, é Deus, Alma ou Consciência, enquanto a mente é o instrumento pelo qual a ação de Deus se manifesta; a mente, pois, corretamente compreendida e utilizada, é um instrumento de Deus.

Quando a mente está aberta para receber o impulso divino, por ela fluem formas harmoniosas e perfeitas. 

A partir de Adão, ou seja, ao se reconhecer como humano, houve a aceitação  da crença do bem e do mal, e a partir desse momento, em vez de ser um puro instrumento da Alma, a mente começou a se materializar em formas concretas, ora boas, ora más, exatamente como se fosse um molde de onde, independentemente do perfil da forma, se reproduzem as peças. 

Se houver o mal na mente, aparecerão formas más e, ao contrario, se houver o bem, aparecerão formas boas. A mente produz a sua própria imagem e semelhança, e, se nós que nos colocamos por trás da mente permitirmos que seja preenchida com superstições, ignorância ou medo, tudo quanto se origina na crença em dois poderes, será pois isso tudo que a mente produzirá em nossa vida.

A mente ou pensamento humano é a substância de toda forma de pecado, de doença, da morte, de falsos apetites, de carências, limitações, da guerra e seus corolários e de todas as outras coisas listadas sob o nome de mal. 

A mente preenchida com pensamentos errôneos, medo, ódio, injustiça, luxuria ou malícia se mostrará externamente como desarmonia e discórdia.

Por outro lado, uma mente imbuída de bons pensamentos – caridade, pureza, benevolência, cooperação, etc.- aparecerá externamente como vida boa.

É a lei cármica consignada na Escritura: “O que quer que o homem semeie, isto também colherá”.

A mente, no estado de não-iluminação, cheia de crenças materialísticas, teorias, opiniões, doutrinas e credos, só pode manifestar seu estado de caos; porém, se estiver livre de tais crenças, torna-se um instrumento com o qual o Princípio criador da Vida pode fluir em formas eternas e harmoniosas.

A aparência externa é sempre formada pela mente. O que semearmos mentalmente, colheremos materialmente.

A matéria é matéria somente quando a consciência está num estado de materialidade, mas, uma vez que nos elevemos para o estado mental, a matéria já não é matéria, e sim mente.

A mente é a substância e a essência de que é feita a matéria, que nos mostra como forma ou como efeito. O Pensamento é o princípio, a vida e a lei de toda forma material ou mental.

Esse não é um conceito fácil de compreender, mas, se tornarmos um exemplo e traçarmos uma analogia entre tudo isso e uma substância com que estamos familiarizados, poderemos clarear as idéias.

A cominação de duas partes de hidrogênios com uma de oxigênio é chamada água; ela pode ter a forma física de vapor ou de gelo e, embora as três formas físicas sejam diferentes, a essência permanece a mesma, ou seja, dois hidrogênio e um oxigênio.

Da mesma maneira, a mente é a substância básica, mas matéria é o nome dado à mente quando toma forma. 

A mente/pensamento aparece de várias formas: a carne é uma delas, o sangue, o osso, o cabelo, etc., são outras; mas todas são mente tornada visível, aparecendo daquele modo específico. Numa forma é carne, noutra é osso, cartilagem, sangue, cabelo ou pele; mas a substância ou essência é sempre a mente.

A mente atua como pensamento; a mente aparece como coisas; e nesse sentido ela á a essência da criação, como descrito no segundo e terceiro capítulos do Gênesis - citado nas postagens anteriores.

Assim, se a matéria é mente, um processo mental pode mudar o produto, a matéria.

A mente, a sua ou a minha mente, se imbuída de verdade espiritual, torna-se um instrumento por meio do qual Deus aparece e se manifesta, e aparecendo Ele se torna o corpo do nosso mundo exterior. 

Por isso, nunca vivemos num mundo material, rodeados por matéria, porque Deus, Ele mesmo, a Verdade na sua e na minha consciência, é a única substância, e essência do nosso mundo.

Quando Deus ou Alma se torna nossa atividade mental e aparece como forma, toda forma é espiritual, e pode ser multiplicada. 

Quando nos elevamos além do nível da mente pensante, até o Silêncio onde está o Eu, Deus se torna a atividade e a substância, aparecendo então como matéria ou forma.

Por exemplo, em cada milagre relatado nos quatro Evangelhos, foi a consciência de Jesus, o Cristo, que apareceu externamente como saúde e harmonia, e como uma infinidade de pães e peixes. 

Pães e peixes não são matéria; saúde e riqueza não são matéria: foram formados da consciência. Uma vez que a mente esteja permeada de Verdade, a verdade é a substância e a essência das formas manifestadas, e então as formas podem ser multiplicadas, mas o podem apenas por não serem materiais.

Houve um tempo em que havia só um bilhão de pessoas no mundo. Hoje somos quatro bilhões, mas não há mais Deus na terra. Aqui está o mesmo Deus, a mesma vida, mas o que aconteceu foi que a mente multiplicou as formas, não as dividiu. 

Trata-se do mesmo princípio que atuou quando Jesus fez o milagre dos pães e dos peixes.O que Ele fez foi multiplicar as formas visíveis para satisfazer o sendo de necessidade daquele momento particular. 

Só há Espírito, e suas formações espirituais; a mente, como instrumento do Espírito, forma e governa a si mesma como forma esboçada, e isso é chamado matéria ou forma física. É de fato mente, pois a matéria pode ser reduzida ao mental, e eventualmente, de volta até o espiritual; mas é mente que se nos apresenta como forma finita, e é ela mesma que gera essa forma. A mente até mesmo transformará esse corpo e o suprirá. A mente formará para nós tudo o que nos pareça necessário e, todavia, nada de novo será acrescentado à criação.

Quando a mente trabalha em seu próprio nível, aparece como bem ou mal, ou ambos; ao passo que a mente,dirigida pela Alma ou Deus, aparece só como um Universo harmonioso. Isso não significa que se pensarmos só bons pensamentos aparecerá nosso universo perfeito, espiritual; significa que quando nos elevamos acima da mente e do pensamento, para dentro do reino do Silêncio, da Alma ou de Deus, então ela se manifesta como nossa identidade espiritual, nosso ser, corpo e universo.

Quando você e eu permitimos que nossas mentes sejam preenchidas com ignorância, superstição e egoísmo, tais mentes produzirão sua própria imagem e semelhança, que será refletida para fora como os pecados e as doenças do mundo; mas quando a mente é purificada, de modo que se torne um instrumento da pura Alma, então a mente produz a imagem e semelhança da Alma, que é perfeição espiritual, “conforme as regras mostradas para ti no Sermão da Montanha”.

As criações de Deus são incorpóreas, espirituais e infinitas, não físicas, materiais ou finitas. Deus é Espírito, e por isso o Universo de Deus, o Corpo de Deus, são espirituais.

Contudo, como as criações de Deus se apresentam aos nossos sentidos humanos, elas parecem ser físicas, materiais e limitadas. 

A razão dessa anomalia é que nossa mente, no seu estado não iluminado, interpreta apenas aquilo de que podemos tomar ciência por meios dos nossos sentidos.Nós não podemos contemplar aquilo que É,contemplamos a interpretação da nossa mente.

Por exemplo, se houver um jarro de rosas amarelas na sala, você e quase todos os que estiverem na sala poderão vê-las como amarelas, mas por daltônico elas poderão ser vistas de qualquer outra cor; ou, enquanto tais rosas poderão parecer para você maravilhosas, poderão desencadear um ataque em outra pessoa.

Está claro que não é aquilo de que tomamos ciência que é importante, mas como a mente interpreta o que passou pelos sentidos. Existem artistas cuja interpretação das rosas pode nos deslumbrar por serem capazes de perceber um substrato de verdade espiritual nelas, enquanto nós vemos apenas suas formas e cores finitas.

Alguns de nós poderão visitar uma galeria de arte, olhar para os quadros e chamá-los de borrões de tinta, enquanto outros poderão olhar as mesmas telas e viver um êxtase, porque sua compreensão desenvolvida da arte, seu conhecimento de linhas e cores, poderão apreciar e ver o que o artista viu quando colocou sua interpretação na tela.

Se tivermos cultivado qualquer apreciação no campo das artes, poderemos ficar diante das telas do artista totalmente cientes daquilo que ele colocou ali; mas, se nossa mente não tiver conhecimento da arte, nós não veremos nada, a não ser manchas de tinta.

Quando nossa mente está livre de julgamentos,podemos olhar para este mundo e nos regozijar com o céu, o ar, a terra, o mar, o sol, a lua e as estrelas; mas,se a mente estiver cheia de conceitos materiais, nos perguntarmos, como um amigo meu anos atrás: “Eu não vejo por que as pessoas viajam. Há apenas dos tipos de terra: ela sobe, e a chamam montanha; ela desce, e a chamam vale. Ou, se for úmida, a chamam água. O que pode alguém ver numa viagem? Qual o diferença entre um lugar e outro?”

Raramente vemos o que está diante de nós, tudo o que observamos no mundo, nós o vemos através dos olhos da nossa experiência – a atitude de nossos pais diante da vida, nossas raízes raciais e religiosas, nossa herança nacional, nosso meio próximo, nossa educação e as experiências acumuladas depois da vida escolar.

Tais conceitos são formados por influências pré-natais, pelo meio próximo, a educação e as experiências pessoas, que fazem de você e de mim os seres humanos que somos.

E assim, se o nosso mundo é um mundo de pessoas amargas, desagradáveis e ríspidas, é por causa daqueles quatro fatores que nos condicionaram nossa interpretação daquilo que encontramos pela vida.

Por outro lado, se encontrarmos um mundo de pessoas cooperadoras, compreensivas e amáveis, será provavelmente devido ao nosso padrão particular de referências.

É certo que onde nós estamos está de fato o reino de Deus. Tudo que está no Céu está na terra. Mas, se nós achamos um inferno ou um paraíso, depende de estarmos vendo a terra através de uma visão espiritual ou material. A interpretação mental da experiência determina se é paraíso ou inferno.

Olhamos para as criações de Deus por meio do instrumento da mente, e as formas que vemos assumem a cor e a natureza com que a mente as interpreta.

Quando uma pessoa nos diz: “tenho um corpo doente” ou “tenho uma mente pecadora”, ou “tenho a carteira vazia”, ela está contemplando a criação por um sentido limitado, material, finito. 

Se pudermos ignorar o que a pessoa está vendo, sentindo e experimentando, e descobrir que nossa mente é apenas o intérprete, se pudermos ficar suficientemente silenciosos de modo a podermos registrar o quadro verdadeiro, então, no Silêncio, poderemos ouvir: “Tu és meu filho, meu filho bem amado no qual me aprazo”, ou: “Este é de fato o reino de Deus”, ou: “Tudo o que tenho é teu”.

Em outras palavras, nos virá a certeza de que tal cena como foi interpretada pelo sentido mortal, está incorreta; e, no Silêncio, aquilo que é Real nos é revelado.

Uma pessoa se debatendo com um problema está julgando pelas aparências, e sua mente está interpretando seu mundo à luz dos condicionamentos pré-natais, do meio, da educação e das experiências pessoais. 

Ao contrário, se a mente interpreta a cena por intermédio da pura atividade da Alma, todo julgamento é posto de lado, enquanto do Silêncio nos vem: “Pai, não tenho julgamento. Espero o Teu juízo”E, em tal humildade, a visão espiritual é que ilumina a cena.

No plano humano, a mente é criativa. Ela pode criar o bem e o mal – e os cria. No plano espiritual, contudo, a mente não é uma faculdade criativa, mas uma larga via de percepção da Perfeição Absoluta. 


Se, por exemplo, tivermos uma tela em branco diante de nós, e, em vez de torturar nossos cérebros buscando algo para preenchê-la, aprendermos a ficar quietos e esperar, tomando a atitude interior: “Aí está a tela, Pai, pinte o quadro”, nós encontraremos ideias a fluir livremente, e dentro de nossa consciência surgirão as diretrizes do que a nossa mente e nossas mãos irão executar. Em tal estado de receptividade, as invenções, as descobertas e os projetos na prancheta, ou qualquer ideia que seja necessária, serão desenvolvidos, assim como receberemos habilidade  par executar tais ideias.





quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

O PENSAMENTO É O MEIO PELO QUAL O CORPO É SUBMETIDO ÀS CRENÇAS DO MUNDO



A pergunta pode surgir em sua mente: “Como posso parar de pensar e acreditar no bem e no mal?”


Permita-me dar-lhe um exemplo que poderá ajudá-lo a esclarecer esse ponto. 


Olhe para a sua mão e pergunte a você mesmo: “Isto é uma mão boa ou uma mão ruim?” 



E, se você se relembrar das vivências adquiridas de há muito, terá de admitir que sua mão não é nem boa nem má: é apenas uma mão, um pedaço de carne com estrutura de osso. Não tem o poder de agir por si só; não pode afagar e não pode esmurrar, não pode dar e não pode segurar. Mas VOCÊ pode movê-la; pode usá-la como instrumento para dar ou segurar. Você pode fazer tais coisas, mas a mão não pode. 

A mão é só um instrumento para o seu uso. Pode ser usada para vários propósitos: pode dar com benevolência ou generosidade ou roubar desavergonhadamente, mas não pode fazer por si mesma coisa alguma. 

Há alguma coisa que move a mão. Uma vez que é você -  que governa a sua mão, pode fazê-lo para o bem ou para o mal; e não apenas a mão, mas o corpo todo, ora para o bem ora para o mal.

Contudo, quando tiver transcendido a mente/ pensamentos, então a mente e o corpo serão controlados pelo Eu que é Deus, e isso produzirá uma mente, um corpo e uma vivência diária que não é nem boa nem má, mas espiritual. 

Novamente, o segredo está em Perceber que temos a Mente do Cristo não condicionada, pela qual a Alma funcione como vida e experiência. 

No exato momento em que aceita que essa mão por si só não pode fazer nada, que é governada pelo Eu, desse momento em diante ela se torna um instrumento de Deus, trazendo consigo apenas o poder de bênção; você e eu não mais governamos a mão pelo nosso humano ser: agora Eu Sou, e Eu é Deus. 

Volte agora a considerar a mão e tome o seu corpo todo dentro de sua mente, e perceba esta mesma verdade:você não tem um corpo bom ou ruim, jovem ou velho. 

O seu corpo é apenas carne e osso. De si mesmo não tem inteligência; nada sobe sobre saúde ou doença; nada sabe sobre o tempo e o calendário. Infelizmente o eu humano sabe, e por causa disso o corpo muda. 

O corpo nada sabe sobre as estações do ano, se é inverno ou verão, tempo bom ou ruim, mas de novo infelizmente nós sabemos, e por causa disso o corpo reflete qualquer coisa que aceitamos em nossas mentes.

É a mente carnal/PENSAMENTO que se torna o caminho pelo qual o corpo aceita as crenças do mundo. 

É pois a mente/pensamento que determina se o corpo é bom ou mau, jovem ou velho, sadio ou doente; mas quando já não temos corpo bom ou mau, jovem ou velho, a partir desse momento, o Eu, que é a presença e o poder de Deus, se superpõe e começa a manifestar as suas condições no corpo. 

Quando começamos a descobrir que o nosso corpo é o templo de Deus e o colocamos à disposição de Deus para que o use como quiser, então o corpo se torna um instrumento de Deus, para o Eu REAL do nosso ser.










quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

EM ESTADO DE PURA RECEPTIVIDADE ..




No plano humano, a mente é criativa. Ela pode criar o bem e o mal – e os cria. 



No plano espiritual, contudo, a mente não é uma faculdade criativa, mas uma larga via de percepção da Perfeição Absoluta. 


Se, por exemplo, tivermos uma tela em branco diante de nós, e, em vez de torturar nossos cérebros buscando algo para preenchê-la, aprendermos a ficar quietos e esperar, tomando a atitude interior: “Aí está a tela, Pai, pinte o quadro”, nós encontraremos ideias a fluir livremente, e dentro de nossa consciência surgirão as diretrizes do que a nossa mente e nossas mãos irão executar. 

Em tal estado de receptividade, as invenções, as descobertas e os projetos na prancheta, ou qualquer ideia que seja necessária, serão desenvolvidos, assim como receberemos habilidade para executar tais ideias. 


Assim ocorre porque a sede real da inteligência é a Alma ou Espírito e a Inteligência divina atuando por meio do seu instrumento, que é a mente.


Todo o segredo está em fazer a transição entre uma mente que pensa, projeta e planeja e uma mente que repouse num estado de lucidez do qual possam fluir as ideias divinas.


Contudo, desde a experiência ilusória conhecida como “queda do homem”, ou seja, desde que o homem se reconheceu como carnal - separado do Espírito Único - Deus, a mente tem sido usado como uma faculdade criativa, e é o que está na raiz dos nossos problemas e sofrimentos de hoje.

Assim, quando somos chamados a ajudar nossos familiares, amigos ou os demais, ou mesmo a ajudar a nós mesmos, em vez de tentar mudar as pessoas ou as condições, ou em vez de condenar a nós mesmos ou aos outros, podemos perceber que isso é só mais uma maneira de a mente se nos apresentar. 

A ação de curar reside na nossa descoberta de que “a mente não é um poder: a mente é uma larga via de percepção”.

Poderemos observar o quão milagrosamente isso trabalha, sempre que formos induzidos a cometer qualquer tipo de erro, se não o combatermos mas silenciosamente percebermos: “Deus é o grande e único princípio criativo da vida, a fonte de todo Ser. Apenas Deus. Tu não terás outro Deus fora de Mim – nenhum outro poder, nenhum outro criador, mas só Um; só Deus É, e o que me aborrece não pode vir de Deus, e sim da mente. É a mente me apresentando um quadro de algum tipo de carência”.

Aqueles que vivem no Espírito têm vislumbres do Real ou da Criação Espiritual, e são capazes de discernir o homem real, feito à imagem e semelhança de Deus, e de ver que nada jamais interfere na harmonia do desenvolvimento e revelação do homem espiritual.


Contudo, no nível humano, nossa mente governa nosso corpo e todos os aspectos da criação, e os governa para o bem e para o mal. 

Num dia nos traz saúde e noutro, a doença; um dia traz a riqueza e outro dia, a carência,pois a mente sendo da Terra é constituída das duas qualidades – bem e mal - , e por isso se manifesta e se exprime por esses extremos.


Até que nos elevemos acima da "mente - pensamento",não poderemos estar acima dos pares de opostos.

Quando transcendemos a mente pensante e tocamos o reino do Espírito, vivemos num estado de consciência diferente. Não mais lançamos mão de afirmações ou negações, remédios físicos ou mentais: agora fazemos contato com o centro espiritual, onde encontraremos a paz, e então achamos ter transcendido a atividade mental do bem e do mal.

Vivemos na aparência uma vida que o mundo chama “normal”, mas que é na verdade um vida espiritual que, em grande medida, é intocada pela atividade da mente sem iluminação.


Corretamente entendida, a mente é um instrumento de Deus, criada por Deus. Portanto, a mente em si mesma, assim como seus produtos, é só um efeito. Não é causa, mas efeito. Apenas Deus, Alma ou Espírito, é Causa, e o corpo e a mente, efeitos.

Se permanecermos com a verdade espiritual em nossa consciência, nenhum dos males deste mundo se aproximará de nossa moradia, porque a verdade mantida na consciência passa a viver nossa vida. 

Vivendo numa atmosfera de discernimento espiritual e preenchendo a consciência com a Verdade, momento virá em que a Verdade assuma a direção da nossa mente e não nos será mais necessário preencher a mente com a Verdade.

A partir daí, será o contrário. Não mais seremos nós a pensar na verdade lembrando, afirmando ou meditando sobre ela: será a própria Verdade a usar nossa mente para se expressar, sempre nos usando, sempre fluindo através de nós.














terça-feira, 2 de janeiro de 2018

UM ODRE NOVO -JOEL GOLDSMITH



“E ninguém deita vinho novo em odres velhos... o vinho novo deve ser deitado em odres novos.”
(Marcos 2: 22) 





Precisamos desenvolver um “novo odre” completo, um novo estado de consciência, e para isso principiamos por eliminar todo o conceito material. Isto não pode ser feito num único salto; é um trabalho para todo o tempo de vida - sem cessar, pois envolve uma mudança completa de consciência.

Não tente colocar vinho novo em odres velhos. Não tente semear as sementes dessa inspiração em solo pedregoso ou espinhoso. Se fizer isto, elas se perderão. 

O solo deve ser preparado; uma consciência espiritual precisa ser desenvolvida. 

A preparação exige muita paciência e o anseio de sentar-se a sós para ponderar esta ideia da consciência individual como a causa, a lei e o poder de cada ser. 

Você consegue perceber que a totalidade de Deus está aparecendo como você e que a totalidade de Deus está aparecendo como o seu próximo? 

O grau de aceitação desta verdade corresponderá ao desenvolvimento do Cristo de sua própria consciência, ao desenvolvimento de seu conhecimento de que a plenitude do Cristo constitui o seu ser. 

O desenvolvimento do Cristo leva à conscientização da Presença, à consciência de haver uma orientação que vem de dentro, da existência de um infinito Ser interior que segue sempre à frente e que está consciente até mesmo quando você dorme. 

Esta conscientização lhe trará a certeza de que superior a qualquer condição ou circunstância humana é esta PERCEPÇAO da natureza infinita de sua própria consciência, que permanece sempre no centro de seu ser apenas aguardando o seu reconhecimento.

Para este trabalho, cada palavra dita por Jesus deve ser aprendida e aceita como lei. Uma só passagem poderia mudar a sua experiência, mas para uma nova consciência integral ser conseguida, devemos tomar cada uma das passagens dadas por Jesus e utilizá-las conscientemente, pois  ele deu ao mundo ocidental o segredo da vida espiritual. 

Para exemplificar, leia o ensinamento de Jesus sobre a futilidade de se manter com ansiedades (Lucas 12: 22-32):

“Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis.

Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que o vestido.

Considerai os corvos: eles não semeiam nem colhem; eles não têm dispensa nem celeiro; e Deus os alimenta: quanto mais valeis vós que as aves?

E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura? Se, pois, não sois capazes de fazer estas pequenas coisas, por que vos preocupais com as outras?

Considerai os lírios, como eles crescem: eles não trabalham, nem tecem; e na verdade vos digo que nem Salomão, em toda sua glória, jamais se vestiu como um deles. E se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada ao forno, quanto mais vestirá a vós, ó homens de pouca fé? 

Não pergunteis, pois, o que haveis de comer, ou o que haveis de beber, nem andeis inquietos. Pois todas as gentes do mundo buscam essas coisas; mas vosso Pai sabe que delas haveis mister. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo.

Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino.”

Adquira a consciência de que “vosso Pai sabe que haveis delas mister”, e assim sempre que você for tentado a ficar apreensivo, pensando no trabalho do próximo ano, na casa ou nos alimentos, virá à sua lembrança que “a vosso Pai agradou dar-vos o reino”. 

Faça a si mesmo a pergunta seguinte: “Estou vivendo nesta consciência de ‘não estar apreensivo’?” 

Lembre-se da questão apresentada pelo Mestre: “E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua altura?... Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos.” (Isaías 55: 8). 

Os pensamentos de Deus não são os seus pensamentos, assim por que ficar apreensivo? 

Em vez disso, olhemos para este universo passando a compreender que todo ele é sustido e mantido pelo Poder divino que o criou. Mas é isso que temos feito? 

Não; nós construímos uma entidade separada, um eu apartado de Deus, que precisa de provisões e cuidados, e devotamos a vida toda para sustenta-la.

Jesus disse: “O Meu reino não é deste mundo... A minha paz vos dou.” (João 18:36; 14:27). 

Em momento algum Jesus estava buscando a sua própria demonstração: ele vivia num senso de doação, de ser uma transparência de bem para o mundo. O Cristo não pode entrar numa consciência que está em busca de algo para si mesma. 

Deus não pode ser utilizado com o propósito de se conseguir um progresso puramente humano. 


A nossa missão no mundo está em sermos uma transparência para o bem. 

O “eu” que procura algo para si não é o Filho de Deus., pois o Filho é herdeiro de Deus e co-herdeiro com o Cristo, e o Filho está sempre cônscio de que tudo que é do Pai também pertence a Ele. Sendo assim, como poderia existir algo que o Filho desejasse buscar para si?







segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

NOSSA CONSCIÊNCIA DO HOJE MOLDA NOSSO AMANHÃ - JOEL GOLDSMITH


Cada novo minuto é uma continuação deste minuto presente, e o que colocamos nesse minuto é o que vai ser uma experiência contínua para nós por toda a eternidade. 




Tudo o que está agora compreendido em nossa consciência continuará a desdobrar-se na eternidade,porque não há tempo futuro. 


Agora, no presente, está a substância daquilo que se desdobra para nós como tempo, e inclui o que nele estamos colocando neste momento. 


Aquilo que corporificamos agora em nossa consciência desdobra-se como o minuto seguinte, a próxima hora, o dia seguinte, o ano que vem. 


A verdade que corporificamos neste momento em nossa consciência será a verdade contínua que se desdobra durante todo o tempo. 


Aquilo que não corporificamos nem abrangemos em nossa consciência, agora, não pode aparecer amanhã.


“Pois ao que tem, mais lhe será dado; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” 


Portanto, devemos assegurar-nos de que agora, neste instante, reivindiquemos para nós tudo o que o Pai tem, e não pela força, não pelo poder, mas pela graça de Deus, como herdeiros, como herdeiros em conjunto de tudo o que Deus possui. 


Mas, se não o reivindicarmos conscientemente agora, não o teremos amanhã. Teremos, amanhã, apenas aquilo que reconhecermos hoje, agora, neste momento.


Temos a vida de Deus? Então temos a vida imortal, eterna. Temos o Espírito de Deus? Então temos o espírito da liberdade, pois “onde estiver o Espírito do Senhor, aí estará a liberdade”. 

Somente sob a graça de Deus e Sua lei pode o homem ser livre. 


O que temos neste momento em nossa consciência da Compreensão de Deus continuará a fluir dia a dia, e sempre com maior intensidade à medida que nos renovarmos muitas vezes por dia, voltando-nos para dentro, para a Fonte de nosso bem, e assim libertando o reino de Deus que está dentro de nós.