terça-feira, 14 de novembro de 2017

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO -1







Mesmo com dedicada prática, talvez não tenhamos atingido a união consciente com a Fonte de nosso ser. 

Um motivo deve haver, e este é o seguinte: estamos diante de Deus e do problema. Estamos, no fundo, tentando ver se Deus já atuou no caso. Apesar de muitos se acharem avançados demais para cair numa armadilha como esta, o fato é que acabam esperando que alguma situação desagradável comece a melhorar.

Isto nos leva ao mais importante dos princípios de cura. 

Devido à infinidade e bondade de Deus, a natureza do problema deve ser uma “aparência”, uma errônea compreensão a respeito da bondade eterna de Deus. 

Há vários tipos de aparências. Uma delas é a que nos faz pensar que estamos parados, embora a Terra esteja girando velozmente em torno de seu eixo. Uma aparência não traduz o que verdadeiramente É. 

Na cura espiritual, o problema deve ser entendido como uma aparência ou sugestão,e uma sugestão jamais faz a coisa ser real. 

Qualquer palavra que nos dê ideia de que o problema é inexistência passa a ser valiosa. 

A palavra “tentação” pode servir para descrever a crença universal de que possamos estar separados de Deus, com vida própria, e que possa existir algo que nos cause dor e sofrimento. 

Na verdade, há somente uma Substância, uma Vida, um Ser. 

A tentação que nos chega, é no sentido de nos fazer crer na existência de algo além de Deus no centro de nosso ser, o próprio EU que nós somos.

Jesus assim reagia às sugestões que lhe vinham: “Afasta-te, Satanás!”, ou seja, “afaste-se, tentação,nada me levará a crer na existência de algum poder ou vida ao lado do Uno”!












segunda-feira, 13 de novembro de 2017

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - Lorraine Sinkler




                            INTRODUÇÃO 


Será postada a partir de amanhã esta série, “Compreendendo a Natureza do Problema…”, de autoria de Lorraine Sinkler, propositadamente em trechos curtos, para que possam ser bem lidos e postos em prática. 

Para quem não sabe, Lorraine foi aluna e depois biógrafa de Joel S. Goldsmith, e também quem compilou suas palestras para editá-las em formato de livros.

Este texto explica passo a passo os princípios da cura espiritual, revela como lidarmos com “este mundo” e também como nos firmarmos na perfeição imutável do Ser que somos e do Universo verdadeiro em que estamos. 

O principal é cada um encontrar tempo o bastante para realmente se dedicar a estes princípios, uma vez que mera leitura dos mesmos pouco ou nada lhe adiantará.

Na primeira parte ela nos alerta quanto ao erro comum de alguém estudar a Verdade retendo na mente a crença de que “algo deve melhorar pela atividade de Deus”. 

A pessoa não percebe que, com esta intenção, retém a “mente carnal”, deixando de realmente reconhecer a Mente divina como ÚNICA! 

Ao dar o exemplo da “aparência”, ela explica que estamos nos movendo juntamente com a Terra, enquanto a “aparência” é a de que estamos parados. 

No nosso caso, esta “aparência” é a de estarmos vivendo na matéria, com corpos mutáveis, enquanto O FATO É OUTRO: somos o Templo de Deus e vivemos na Realidade espiritual perfeita e onipresente! 

Se não transpusermos estas noções em nossas vidas, ou seja, se não pararmos para discernir: “De fato, agora eu percebo que mesmo aparentando estar parado, já estou em movimento em unidade com a Terra”, para, em seguida, aplicarmos o princípio ao estudo, discernindo: “Realmente, agora eu percebo que, mesmo aparentando existir corpo físico, saudável ou doentio, O FATO É OUTRO: aqui e agora é o Reino absoluto de Deus e meu Eu é Deus mesmo em unidade com o Infinito, e meu corpo, o Templo de Deus”, os textos de nada nos valerão. 

Os textos  funcionam no desmantelamento do que é ILUSÃO unicamente quando nos ocupamos em descartar a aparência, trocando-a pelo FATO PERFEITO PERMANENTE. Sem haver esta dedicação em percepção, a pessoa apenas ficará acumulando informações no suposto intelecto, dizendo “ter entendido tudo”.

A autora usa também a palavra “hipnotismo”, para uma vez mais explicar que “este mundo” é puro “nada”. 

Imagine-se em sua casa e sendo hipnotizado para se achar num deserto: algo teria realmente mudado? Não! 

Você estaria em sua casa da mesma forma, apenas ILUDIDO por simples imagem mental da “sugestão”. 
Adiantaria ler sem discernir espiritualmente o que foi lido? Não. 

Você está sendo informado de que DEUS É SEU EU e que SEU REINO É AQUI E AGORA, E COM VOCÊ JÁ NELE VIVENDO! E o “mundo de três dimensões”? Mera “imagem mental”, sem realidade e sem substância real, tal qual uma imagem gerada por um hipnotizador! 

Vivemos em INFINITAS dimensões! Se quiser tirar proveito destes ensinamentos, terá, realmente, que se dedicar a “desmantelar a ilusão” pelo conhecimento da Verdade que eles expõem! 

Talvez você até possa ter lido e “entendido” o que leu; mas, terá praticado este entendimento no desmantelamento das crenças falsas? É este o ponto!

Sugiro, agora, que releia as duas partes já postadas deste artigo, fazendo uso delas como se fossem “manual de instrução”. 

O estudo da Verdade é científico! Requer o conhecimento e a prática dos princípios revelados. 

Releia! Anote à parte o que deverá mentalmente reconhecer! 

O que vale, nisso tudo, é unicamente a prática!















COMENTÁRIOS INICIAIS DE DÁRCIO DEZOLT

domingo, 12 de novembro de 2017

DO NADA À TOTALIDADE - Joel S. Goldsmith - PARTE II




Quando isso acontece, não se tornem um excêntrico aos olhos do mundo. Não saiam por aí dizendo que a sua vida está sendo vivida por uma presença e por um poder invisíveis. 

Não contem ao mundo que já não se preocupam com a existência, pois o mundo ficará com medo de vocês e fugirá! 

Entretanto, sempre que houver um pensamento receptivo, sempre que alguém se aproximar de vocês depois de reconhecer o que possuem, estarão livres para compartilhar. 

De certa forma, sejam normais, falem a língua do mundo, vivam como os demais por fora – mas por dentro obedeçam a seus padrões espirituais.

“O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

A experiência do Cristo sobrevém apenas depois da morte de uma parte da nossa natureza humana, da eliminação do eu humano (egoísmo), dos desejos, dos anseios e das necessidades humanas. Eliminada a natureza humana, ascendemos para a natureza do Cristo. 

Entretanto, ninguém sobe tão alto a ponto de permanecer até o momento da ascensão, pois a transição não ocorre enquanto sobejar o menor traço de humanidade. 

Às vezes, a Presença parece estar sentada no alto ou atrás do nosso coração, ou no nosso ombro. Hoje pode ser um lugar, amanhã outro. Não faz diferença. 

Se vocês perceberem a Presença aqui ou ali, rejubilem-se! 

Mas não esperem que lá esteja o tempo todo, porque se desapontarão. Não tentem localizá-La ou capturá-La. 

Se parecer ausente por um longo tempo, talvez fiquem deprimidos, mas nem isso deve preocupá-los. 

A vida é feita de colinas e vales. Às vezes, rolamos de uma colina para um vale; outras, achamo-nos num cume mais alto que o Everest. 



Eu mesmo já me senti nas alturas para, no dia seguinte, sentir-me mais no fundo do que no inferno. Não se preocupem com isso porque nada tem a ver com vocês. Trata-se apenas dos graus desdobrados da consciência e da resposta humana a eles. 

Assim, se se encontrarem num período depressivo, rejubilem-se, porque é a preparação para a experiência das alturas. Não se pode subir sem antes descer. Em outras palavras, não se pode achar a vida antes de perdê-la. 










sábado, 11 de novembro de 2017

DO NADA À TOTALIDADE - Joel S. Goldsmith . PARTE I .




O propósito de nos afastarmos de pessoas materiais, de ajuda material e de caminhos materiais, a fim de nos voltarmos ao espiritual, é chegar àquele lugar na consciência em que o Cristo assume as rédeas. 

No momento em que nos afastamos do humano e nos voltamos para o espiritual, torna-se inevitável que o Espírito se imponha, tão inevitável quanto o crescimento da relva após a semeadura, a irrigação e a adubação. 

Todavia, assim como ocorre entre o plantio e a colheita, há um intervalo entre os primeiros passos dados na senda espiritual e a experiência da atividade do Cristo em nossa vida diária. 

Esse lapso representa o lixo de humanidade que deve ser varrido do templo de nossa consciência porque este ficou conspurcado pela experiência humana. 

Parece que o próprio Cristo precisa de algum tempo para nos purificar – para deixar esse templo de nossa consciência pronto para a concepção e para o nascimento da Criança.

Independentemente de há quanto tempo nos afastamos do humano em favor do espiritual, e do número de passos que demos (alguns certos, outros errados), é inevitável que por fim alcancemos aquele lugar na consciência onde o Cristo assume as rédeas. 

Primeiro, contudo, deve sobrevir o senso de nulidade, a constatação de que “nada do que eu faça ou pense pode ajudar; nada que eu tente fazer, acontece”. Senso de nulidade: a nulidade do pensamento humano, a nulidade do eu humano, do ser humano, da ação humana, da sabedoria humana, do planejamento humano, da economia humana – de tudo o que é humano. 

Quando o senso de nulidade é completo, e percebemos a inteira futilidade do empenho humano, voltando-nos para o Espírito, sobrevém a Totalidade, o silêncio profundo da “Minha Paz”. É a paz espiritual.

“A Minha Presença nunca vos deixará ou abandonará”. 

Trata-se do Eu transcendental na natureza, que não sou eu nem vocês. 

É a “vozinha suave” que dá testemunho da Presença, a qual jamais veremos face a face enquanto vivermos como humanos. Mas, se vivermos como entes espirituais, Ela penetrará na nossa experiência, conforme foi prometido. 





Continua..>





sexta-feira, 10 de novembro de 2017

´DEUS É A ÚNICA CONSCIÊNCIA ...



Deus é a única consciência e Ele é infinito. Proveniente desta infinidade aparece como forma e variedade infinitas deste universo, mas Deus é a consciência individual, o que significa que Deus é a sua consciência.


Portanto, sua consciência individual é infinita. Proveniente dessa consciência deve aparecer sua experiência diária e essa experiência deve ser infinitamente boa, infinitamente harmoniosa, feliz, bem-sucedida e próspera. 

A menos que você possa perceber, possa reconhecer e reivindicar Deus como a sua consciência, você não pode exigir uma infinidade de coisas boas em sua experiência. 

A menos que você seja capaz de entender que Deus aparece como a sua consciência individual, você nunca pode causar a plenitude da eternidade e da imortalidade ou a infinidade do Ser divino. 

Proveniente de sua consciência origina-se o seu universo. E já que Deus é a sua consciência, o seu universo é infinito e é infinitamente bom. 

Torna-se um dever e um privilégio lembrar-se desta verdade a cada dia. 

É necessário que você reconheça a cada dia que, por causa da natureza infinita da sua consciência, não há nenhuma lei fora dela. Não existe nenhuma crença fora da sua consciência que possa entrar para corromper ou fazer uma lei.








quinta-feira, 9 de novembro de 2017

GRATIDÃO - 3 - FINAL -JOEL GOLDSMITH


Não há limite para a gratidão que podemos exprimir, já que sabemos que tudo vem de Deus.

Não há limite para o amor que podemos exprimir, já que o amor é Deus e d’Ele provém.

Não há limite para o suprimento que podemos experienciar e partilhar – mesmo em dinheiro – sabendo que Deus é o único Provedor.

O ponto mais importante, e que não devemos esquecer, é que Deus é seu Eu real e você possui, latente, toda a infinidade dos divinos dons e da divina capacidade. 

Não há limites para sua expressão. Você pode exprimir a infinidade que está em germe em você. Não basta teorizar esta Verdade. 

É preciso tomar consciência dela. É importante começar a conscientizar, a observar e dissolver, paciente e firmemente, as emoções negativas, as crenças equivocadas, as fantasias e demais bloqueios formados em nossa parte humana, a fim de que nos abramos e nos elevemos a este maravilhoso cosmo divino, que está sempre nos mandando mensagens de verdade e de amor e não podemos escutar. 

E se escutássemos, não poderíamos compreender. É indispensável este trabalho sobre nós mesmos, esta transmutação, que irá rompendo o véu da ilusória separatividade, até que possamos dizer como o Cristo: “Eu e o Pai somos um”.

Recordemos a promessa do Mestre: “As obras que eu faço, vós as fareis, e maiores obras ainda fareis, se me fordes fiéis”. Ele se referia à fidelidade com nosso próprio Cristo interno, em Quem reside toda a infinita possibilidade do Ser, quando Lhe fazemos a vontade.

F I M




quarta-feira, 8 de novembro de 2017

GRATIDÃO - 2 - JOEL GOLDSMITH



Deus é o amor e o suprimento de todo o bem. Ele é infinito Se o homem exprime apenas um dedal ou um copo de graças, a culpa não é de Deus, mas do homem que se limita com suas crenças falsas e negatividades. 

Na medida em que você se abre ao Divino e Lhe permite maior expressão, seguramente canalizará mais de sua infinidade. Não é que as pessoas retenham o divino amor. 

O homem não tem poder sobre o amor. O amor continua, incólume, inteiro, livre e puro, ainda que o homem não o exprima. 

E quando o homem exprime amor, em verdade, é Deus Se exprimindo por ele ou como se fosse ele.

Deus não Se exprime de modo limitado e finito. Se ele não encontra meios suficientemente amplos para exprimir o Seu amor, valer-se-á de outros canais mais generosos. 

O erro não é de quem parece negar ou limitar o divino amor ou até odiar. 

O equívoco está em quem espera receber amor de uma pessoa determinada e fica a exigir-lhe, insatisfeita e a condená-la, julgando que ela está retendo o amor a que tem direito. 

Ninguém pode reter e bem dar o que não é dele. E o amor é de Deus. 

De uma vez por todas, ponhamos de lado a ideia de que uma pessoa possa ter amor. Não teimemos em apontar a pessoa que nos deve amor. 

Ergamo-nos a Deus, que é amor e suprimento. Ele sabe como, por quem e quando nos fazer chegar esse amor e suprimento. Ainda que você não esteja recebendo de quem acha ter o direito de esperar, você não pode mudar ninguém. Mas você pode mudar a demonstração. 

Não fique a olhar para as pessoas. Olhe para Deus e só d’Ele espere. Então o amor lhe virá de algum modo, mesmo que seja por um canal que não esperava.

Guardemos bem isto: não determinemos a direção de onde nós há de vir o amor e suprimento. Ele sempre vem de Deus. Quando compreendemos claramente isto e nos abrimos a Ele, tudo muda!

GRATIDÃO E SUPRIMENTO

Há estreita relação entre a graça e o suprimento. É frequente ouvir pessoas que, ao exprimir sua gratidão com algum bem material, comenta: “Se eu pudesse, daria mil vezes mais que isto, para pôr-me à altura de tudo que recebi”. 

É pena que a maioria das pessoas não entenda ainda o sentido mais profundo do amor, do suprimento e da gratidão. 

Se é verdade que Deus, muitas vezes exprime Seu amor com provisão material, isso não quer dizer que a gratidão possa ser compensada com bens materiais. 

Infelizmente, a maioria pensa dar e amar pelo humano e, por isso, espera recompensa pelo humano. Acham que, tendo materialmente mais, podem exprimir mais sua gratidão. Grande engano!

Todavia, como devemos compreender e aceitar os demais conforme seu grau de compreensão, não nos esqueçamos de “dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, isto é, sejamos gratos aos canais da provisão e do amor de Deus, alegrando-nos de que possam exprimir os divinos dons e desejando que eles os exprimam cada vez em maior abundância, por sua elevação da consciência. 

Ao mesmo tempo, nunca olvidemos que Deus é a única Fonte de suprimento e que tudo provém d’Ele. A Ele, sempre, é que devemos endereçar a ação de graças.







Continua..>