domingo, 15 de outubro de 2017

*O Poder de Ressurreição do Eu* - JOEL GOLDSMITH





Quando você mantém esse Eu em sua consciência, nenhum mal pode invadir sua habitação; e mesmo que você seja crucificado, você ressuscitará. 

Se o seu corpo for destruído, em três dias Eu o reconstruirei; não no sentido pessoal do "eu", mas "Eu" o reconstruirei. 

O seu pequeno "eu" pessoal -pensamentos - precisa estar sereno, para que o Eu dentro de você possa realizar suas obras poderosas.

Se você perdeu o emprego, perdeu sua casa ou família, em três dias - provavelmente não literalmente, mas num curto período de tempo - esse Eu em seu interior o reerguerá, desde que seu "eu" permaneça passivo, sem resistir ao mal, sem lutar contra os perigos que lhe ameaçam. 

Deixe esse Eu assumir, esse Eu que está em você, esse Eu que é sua Verdadeira Identidade. 

Seja como for que o problema se mostre, como erro ou doença, perda ou escassez, depressão ou recessão nos negócios, nada disso tem poder, trata-se apenas de "um braço de carne."

Muitas vezes o mesmerismo, o hipnotismo do mundo é tão intenso que praticamente todas as pessoas acabam sob sua influência, mas se você mantém sua Unidade com a Fonte da Vida que é esse Eu Sou, ainda que esse seu "templo" seja destruído temporariamente, em três dias ele será erguido novamente.











sábado, 14 de outubro de 2017

Liberando a Glória Espiritual - JOEL GOLDSMITH






Nossa mensagem é totalmente dedicada a admitir a Presença do Cristo na consciência, deixando que Ele nos transforme do sentido humano da vida para o sentido espiritual, e não apenas mudando de um mau sentido humano da vida para um bom senso humano de vida. 

Nosso interesse não é nessa direção. 

Nosso interesse é entregar o sentido material como um todo, mesmo sendo ele bom, e recebendo nossa filiação divina em troca.


O nosso objetivo é tornarmo-nos Filhos de Deus, não apenas como seres humanos saudáveis, como bons seres humanos, ou então como seres humanos afortunados, mas sim mostrar em nossa experiência diária a nossa Natureza Espiritual, a qual realmente nos foi dada no princípio: "a Glória que Eu tinha com você antes que o mundo existisse", a Glória espiritual. É para isso que estamos orando.

"Eu estou à porta e bato" significa que a presença e o poder de Deus, o Cristo, está à porta da sua consciência, buscando admissão. E sua função é responder "diz, Senhor, fala, Senhor, porque o Teu servo escuta". 

Estou abrindo a porta da minha consciência para que o Cristo, o Filho de Deus, possa entrar, para que o Espírito esteja sobre mim, para que eu possa ser redimido. 

Tua Graça me é suficiente; portanto, não estou aqui buscando saúde, riqueza, harmonia ou paz. É somente Tua Graça e Tua Vontade que eu procuro. 

Que Teu Espírito esteja sobre mim, dentro de mim, brilhando através de mim, e então que Ele tome qualquer forma que desejar.

A Presença de Deus em sua experiência humana pode parecer não ter feito nada por você, mas agora abra sua consciência, de modo que o Espírito de Deus possa efetivamente entrar e executar Sua Vontade dentro de você. 

Essa abertura da consciência é a oração contemplativa ou a meditação. 

Você está contemplando a Verdade, reconhecendo a Presença e o Poder de Deus, reconhecendo que o Senhor está à porta, esperando seu convite para entrar e transformar sua vida, mas não como você a transformaria, e sim como ela será de fato transformada, quando o Espírito de Deus lhe fizer de fato segundo à Sua Imagem e Semelhança.





sexta-feira, 13 de outubro de 2017

DEUS E O SUPRIMENTO




É normal pensar que nosso suprimento, material, de segurança, emocional, vem de fonte externa a nós. Quem de nós já percebeu a relação direta entre Deus e o suprimento?

Nos meus primeiros anos de trabalho, o sucesso me veio rapidamente e com ele a prosperidade. 

Então, mudei-me para outra cidade e arquei com maiores despesas. 

Aparentemente, eu cometera um erro, pois embora continuasse a ser bem-sucedido no trabalho de cura, fracassava em demonstrar o suprimento. 

Passei a enfrentar grandes dificuldades para sustentar a família com uma renda insuficiente. 

Fazia um bom trabalho de cura, empenhando-me nisso dia e noite, e no entanto o retorno não bastava para sustentar a família e a mim mesmo. Isso era intrigante porque eu já trabalhava havia dois anos e tinha provado, sem sombra de dúvida, que não apenas ocorriam curas, mas também que outras pessoas descobriam o suprimento. E, apesar de tudo, persistia o meu problema pessoal ... que um belo dia se agravou.

Talvez eu não precisasse comer, beber e vestir-me; mas era necessário , pelo bem dos que acreditavam no meu conhecimento, que eu soubesse como aplicá-lo, por que aplicá-lo, quando aplicá-lo. Só descansei ao obter as respostas.

Um dia, enquanto caminhava, ocorreu-me que, se realmente conhecesse Deus, eu não enfrentaria um problema tão grande. 

Eu acreditava piamente no versículo bíblico que diz: "Nunca vi um homem honesto mendigando pão." O erro não podia ser de Deus ou da Verdade; logo, tinha de ser meu. Evidentemente, eu não era honesto naquele sentido; evidentemente, eu não tinha a idéia correta do suprimento. Então, algo estava errado.

O corolário era óbvio: minha falta de compreensão de Deus provocara a situação. 

À primeira vista, parece impossível que uma pessoa ativamente empenhada no trabalho espiritual, capaz de promover curas verdadeiras, possa não conhecer Deus ainda, nem compreendê-lo corretamente. 

Mas pensei: "Deve ser isso mesmo. As Escrituras estão certas. A falta é inteiramente minha. Sem dúvida, não conheço Deus." Queria pôr isso à prova, ver se conhecia Deus ou não.

Perguntei a mim mesmo: "O que é Deus?" Comecei a dar todas as respostas que provavelmente ocorrerão ao leitor. 

Entretanto, percebi logo que as respostas não poderiam ser a Verdade porque não eram do meu próprio conhecimento. Eu estava apenas citando: "Deus é amor" (João disse isso; eu não conhecia isso); "Deus é a lei" (suponho que Moisés disse isso, mas eu não conhecia isso). 

A senhora Eddy afirmou: "Deus é princípio"- porém eu não conhecia isso. Concluí que as coisas que eu sabia a respeito de Deus não correspondiam a um conhecimento real de Deus, eram meras citações sobre Ele, algo que os outros, e não eu, sabiam a propósito de Deus. Eu só conhecia citações, não conhecia Deus.

Ora, conhecer frases verdadeiras sobre Deus e conhecer o próprio Deus são coisas muito diferentes. Refleti então no que é Deus e no que eu sabia a Seu respeito. Nenhuma resposta. Comecei, pois, a pensar em humanidade, no que é humanidade, no que eu sou. 

Constatei que Deus é o Eu do meu ser, o Eu sou - não a minha humanidade, não a minha mente, poder ou compreensão pessoal, mas o Eu sou de mim, o meu próprio Eu ou identidade espiritual.

Deus constitui o Eu que eu sou. Deus é o Eu que eu sou. Deus é a vida mesma, a verdadeira alma, a mente, a consciência das pessoas. A ser assim, então tudo o que Deus possui é parte de cada ser humano. Tudo o que o Pai tem é meu. A mente de Deus é a mente humana. A alma de Deus é a alma humana. O espírito de Deus é o espírito humano. 

O suprimento de Deus é o suprimento humano. O amor de Deus é o amor humano. Por quê? Porque eu o Pai somos um só e tudo o que o Pai possui é meu. Essa unicidade constitui a infinidade do nosso ser. Em nós e por nós próprios nada seríamos. Mas como Deus constitui o nosso verdadeiro ser, como Deus é o Pai do nosso verdadeiro ser, Ele estabeleceu em nós a plenitude da Sua sabedoria, a plenitude do seu amor, a plenitude da Sua vida e a plenitude do Seu suprimento. "Do Senhor é a terra e a sua plenitude" (Salmo 24:1), e "Filho, todas as minhas coisas são tuas" (Lucas, 15:31).

Sobreveio a constatação de que, se a Totalidade constitui o ser individual, o bem não nos chega de fora, mas deve ser buscado dentro de nós. Isso mudou imediatamente a minha compreensão e a minha vida.

Como se sabe, Deus tem como atender às nossas necessidades em todas as circunstâncias. Logo depois eu dava com os olhos num poema de Robert Browning, no qual ele afirma que não devemos tentar abrir uma entrada para que o bem de fora nos alcance, mas antes rasgar uma saída para que o esplendor encerrado dentro de nós possa jorrar.

Em outras palavras, todo o bem, toda a eternidade e imortalidade, toda a divindade, toda a Cristandade, toda a espiritualidade estão corporificados em nós - mas temos de abrir uma brecha para que o esplendor encerrado em nós possa jorrar.

O milagre ocorre quando percebemos que esse esplendor de Deus, esse amor infinito, essa vida sem fim, essa sabedoria divina, essa graça espiritual e o Consolador já se encontram dentro de nós. 

Dentro de nós já se encontra esse fulgor de Deus que multiplica pães e peixes, que cura os enfermos e prega o Evangelho aos pobres, que abre os olhos aos cegos. Não mais lançamos o olhar para as pessoas lá fora.

A esposa perde imediatamente o sentimento de dependência com relação ao amado; o empresário perde imediatamente o sentimento de dependência com relação ao cargo, aos investimentos ou aos negócios. 

Logramos compreender que, embora o suprimento possa vir por esses canais, a fonte dele está dentro de nós. Graças a essa compreensão, novas e melhores sendas se abrem. Se uma delas se fecha, temos a certeza de que outras se abrirão de acordo com a necessidade.

Suprimento é espírito - e está dentro de nós. Não é visível e nunca será. Escapa ao olhar humano; não o sentimos com nossos dedos humanos; jamais o ouvimos ou degustamos. O que vislumbramos no mundo exterior são as formas que o suprimento assume. 

Externamente, o suprimento assume a forma de dinheiro, de alimento, de vestuário, de moradia, de transporte, de capital empresarial, etc. 

Nosso discernimento espiritual nos confirmará essa verdade. Mais tarde, teremos a prova disso - não porque conseguiremos ver o suprimento, mas porque seremos capazes de reconhecer as formas que ele assume. 

O suprimento é infinito e onipresente, onde quer que estejamos. Como Moisés, podemos compreender que não precisamos viver do maná de ontem, nem estocar o de hoje para amanhã: o suprimento é inesgotável.











quinta-feira, 12 de outubro de 2017

O DOMÍNIO DA MENTE E DO CORPO - JOEL GOLDSMITH






Do livro "O Caminho Infinito" de Joel S. Goldsmith

Aqui temos a questão da identificação com a personalidade como impedimento ao domínio da mente e do corpo. 

Nós nos identificamos como "eu". 

Há um "eu", Joel; há um "eu", Maria; e um "eu", João - sempre um "eu", qualquer que seja o nome. 

Mas esse "eu" não é o nosso corpo nem a nossa mente REAL. 

O nosso corpo e a nossa mente não são o "Eu" do nosso ser: são apenas os instrumentos por meio dos quais desempenhamos as funções que nos cabem na Terra.

A mente é o instrumento por meio do qual o "eu" do nosso ser pensa, raciocina, conhece, decide e julga. É usada para todos os propósitos de percepção. O corpo, por seu turno, é o instrumento físico que recebe ordens do "eu" por intermédio da mente.


Por exemplo, quando desejo levantar a mão, "Eu", Joel, por intermédio da minha mente, dou essa ordem à mão e ela obedece. 

"Eu" governo a minha mente e a minha mente instrui o meu corpo. 

Por isso, "EU" domino tanto o meu corpo quanto a minha mente. 

Suponhamos, porém, que eu não exerça esse domínio que me foi dado por Deus desde o começo. 

Se "eu" não exercesse controle sobre a minha mente, permitindo que ela fizesse os seus próprios julgamentos, ou se deixasse o meu corpo comportar-se a seu gosto, meter-me-ia em toda espécie de confusão, como fazem todos aqueles que não aprenderam a aceitar e a exercer o domínio.

A mente e o corpo, bem como o domínio sobre eles, nos foram dados, e precisamos aprender a exercer esse domínio. 

Quando vocês meditam, as suas mentes não querem se aquietar e se submeter -- não por terem vontade própria, mas por estarem habituadas a fazer o que bem entendem quando não submetidas a controle. 

A mente é como alguns cavalos que tenho montado, avessos ao mínimo controle da minha parte! Levam-me aonde querem porque não sei dominá-los.

Assim também a mente se rebela quando não sabemos dominá-la. Sob certos aspectos, o corpo obedece mais do que a mente. Pelo menos as mãos não roubam, salvo se receberem essa ordem, e podem dividir e ofertar caso sejam instruídas nesse sentido. 

Entretanto, em matéria de saúde, o corpo se revela tão ingovernável quanto a mente. Ele tenta determinar por nós se estamos saudáveis ou doentes. Mas temos tanto domínio sobre a saúde quanto sobre a mente e sobre a conduta. Se às vezes parece que não temos esse domínio, é porque não o assumimos.

A meditação é uma forma de assumir o domínio.

Uma vez que o Caminho Infinito nos ensina a embainhar a espada, não recorremos à força para assumir o controle da mente ou do corpo. 

Ao contrário, apelamos para a disciplina amável e gentil com que um pai sábio e maduro educa seu filho. É a disciplina do amor, da delicadeza, da paz, da paciência. Com gentileza e serenidade, assim dirigimos a nossa mente ("eu" dirijo a minha mente):

Estejam em paz e tranqüilos. Nada temam! Deus é poderoso entre vocês. Não tenham receio dos exércitos do mundo porque Deus é poderoso entre vocês. Eu lhes dou a paz de Deus. 

A Graça de Deus eu lhes dou. Paz! 

Meditem na quietude e em confiança. Na serenidade e na alegria receberão a Graça de Deus. A paz esteja com vocês! Paz! A "minha paz" eu lhes dou.

Não precisam de lutas. Não precisam pensar no que comer, no que beber, no que vestir. A Graça de Deus os vestirá. 

A Graça de Deus os alimentará. 

Estejam tranqüilos ! 

Estejam tranqüilos e recebem a comunhão de Deus. Estejam tranqüilos e ouçam a vozinha suave!

Não precisam pensar. Estejam em paz! Tranqüilos! 

Nada deve penetrar a mente para conspurcá-la ou engendrar mentiras. Nenhuma arma forjada contra vocês vencerá, pois onde está o Espírito do Senhor há liberdade, harmonia, paz, quietude, calma, segurança, confiança. 

Na Presença de Deus há plenitude de alegria, plenitude de vida, abundância de bem.

Onde estou, Deus está. Não preciso temer o que os mortais intentam contra mim. Eles dispõem apenas do braço da carne. Eu tenho o Senhor, Deus Todo-Poderoso. 

Por meio desse tipo de meditação assumimos o controle da mente e do corpo, compreendendo que a nossa identidade (o nosso "Eu") é independente deles e tem sobre eles autoridade. 

Ao mesmo tempo, reconhecemos que tudo isso acontece não em virtude de algumas qualidades pessoais, mas devido à Presença e à Graça de Deus.





quarta-feira, 11 de outubro de 2017

REFLEXOS - JOEL GOLDSMITH

 

É normal pensarmos que as circunstâncias de nossa vida são obras do acaso, ou do destino, ou culpa de outros. 

Neste trecho, Goldsmith diz de forma clara, que as circunstâncias de nossa vida, na realidade, são produzidas por nós mesmos.

O nosso mundo, teu e meu, é a imagem da nossa consciência. 

Se esta nossa consciência estiver repleta de verdade, então se manifestam em nosso mundo ordem, harmonia, prosperidade, paz, alegria, poder e domínio. 

Mas, se em nossa consciência não estiver presente a verdade e sim conceitos de valores materiais e ideologias mundanas, então o nosso mundo assumirá o colorido do acaso, da instabilidade e do caos, que caracterizam os conceitos dos mundanos.

O teu mundo está contido em tua consciência; é o reflexo da tua conscientização, porque a tua consciência é que governa o teu mundo. 

O conhecimento que tens da verdade se torna lei para o teu mundo: mas, por outro lado, também o teu desconhecimento da verdade se torna lei para o teu mundo. 

Assim, por exemplo, não existe nenhuma lei das trevas, porquanto, como sabemos, a luz dissipa as trevas; a presença da luz é a ausência das trevas. Mas, na ausência da luz, as trevas firmariam a sua (suposta) presença.

Da mesma forma, na ausência da verdade em tua consciência, estariam presentes em ti a ignorância, mentiras, ilusões, confusão e desarmonia. 

Por isso, em face da deficiente atividade da verdade em tua consciência, o teu mundo será o reflexo de casualidades, de sorte fortuita, de opiniões humanas, conceitos sobre medicina, convicções astrológicas. 

Mas a verdade, quando atua em tua consciência, se torna lei de harmonia para a totalidade do teu mundo, e tudo que te concerne espelha essa harmonia da tua consciência.






terça-feira, 10 de outubro de 2017

O QUE SIGNIFICA ORAR - JOEL GOLDSMITH





"Vós pedis, e nada recebeis, pois pedis mal", disse o Apóstolo Jaime. Já se deram conta de que, por algum tempo, oraram e não obtiveram respostas às suas orações? "Pedis errado". Esta é a razão.


A oração, baseada na crença de que há uma necessidade ou um desejo insatisfeitos, nunca será consoante com a verdadeira oração científica. 


Uma oração para que Deus faça alguma coisa, mande ou forneça algo, ou cure alguém, não tem nenhum poder. 


Cremos, por vezes, que Deus precise de um canal através do qual venha a satisfazer nossos pedidos, e isso nos leva a procurar as respostas fora de nós mesmos. 


Podemos pensar que o suprimento possa vir até nós e, por isso, ficarmos aguardando por uma pessoa ou por uma condição através da qual isso aconteça; ou podemos depender de um curador, ou de um mestre, como canal de cura. "Pedis mal".


Qualquer idéia de que aquilo que buscamos esteja em algum lugar que não dentro de nós, dentro de nossa própria consciência, é a barreira que nos separa de nossa harmonia.

A oração verdadeira nunca é dirigida a um Ser fora de nós mesmos, e tampouco espera por algo vindo de fora do nosso ser. "O reino de Deus está dentro de vós", e todo o bem deve ser procurado ali. 

Se reconhecemos que Deus é a realidade do nosso ser, entendemos que todo o bem é inerente a esse Ser, o seu e o meu ser. Deus é a substância do nosso ser e, por isso, nós somos eternos e harmoniosos. Deus é a Vida, e esta Vida é auto-sustentada. Ele é nossa Alma, e nós somos puros e imortais. Deus é a consciência do indivíduo, e isto constitui a inteligência do nosso ser.

Para sermos precisos, não há Deus e você, embora Deus sempre se manifeste como você, e esta é a unidade que nos assegura o bem infinito. Deus é a vida, a mente, o corpo e a substância do ser individual; por isso, nada pode ser acrescentado ao indivíduo, e a oração verdadeira é o reconhecimento constante desta verdade.

A conscientização do nosso verdadeiro ser – da natureza e caráter infinitos do nosso próprio ser – também é oração. Nesse estado de consciência, em vez de buscar, pedir e esperar algo da prece, voltamos nosso pensamento para dentro e ouvimos a "pequena voz silenciosa" que nos assevera de que, mesmo antes que pedíssemos, nosso Pai conhecia e preenchia nossa necessidade. 

E aí está o grande segredo da oração: Deus é a Totalidade e é sempre manifesto. Não há pois um bem ou Deus imanifestos. O que cogitamos estar buscando, está sempre presente dentro de nós, já manifesto, e nós temos de ter em mente esta verdade. Todo o bem já é, e é para sempre manifestoO reconhecimento desta verdade é a oração atendida.

Nossa saúde, prosperidade, emprego, lar e harmonia não são pois dependentes de algum Deus longínquo; nunca dependem de um canal, pessoa ou lugar, mas estão continuamente à mão, onipresentes, dentro de nossa própria consciência; e o reconhecimento deste fato é a oração atendida. "Eu e o Pai somos um", e isto é causa de perfeição do ser individual.

Para sermos precisos, não há Deus e tu. É impossível orar corretamente sem ter compreendido esta verdade; e sem conhecermos nossa relação com a divindade, nossa oração seria apenas uma fé cega ou crença, e não compreensão. É a nossa conscientização da unidade do Ser – a unidade da Vida, da Verdade e do Amor – que redunda em oração atendida. 

É o reconhecimento constante de nossa vida, nossa mente, nossa substância e ação como manifestações do Ser divino que constitui a verdadeira oração. Identificando este Ser divino como única realidade de nosso ser individual, podemos compreender a nós mesmos como uma realização de Deus, como arremate e perfeição do ser que tudo abrange, divino e imortal. 


O reconhecimento da divindade de nosso ser individual é a verdadeira prece, que é sempre ouvida. A retificação (correção) da falsa crença que sejamos separados e distantes do nosso bem é a essência da prece verdadeira. Aquilo que eu busco, eu sou. Qualquer bem que eu possa ter acreditado ser separado de mim, é de fato uma parte constituinte do meu ser.

Eu incluo, personifico e envolvo dentro da minha própria consciência profunda a realidade de Deus, que constitui a infinitude da saúde, da prosperidade e da harmonia do meu ser. 

A conscientização desta verdade é a verdadeira prece.










segunda-feira, 9 de outubro de 2017

HÁ UM DEUS?






Em geral, logo bem pequenos somos ensinados que Deus existe, e com o tempo acabamos (ou não) por aceitar isto.  Agora, já adultos, dizemos que há um Deus?


Para a maior parte dos homens, continua Deus a ser o grande "Desconhecido", cultuado pelos ignorantes.  Poucos são os que tenham feito a tentativa de saber o que é Deus;  poucos são os que tomem a sério a pergunta: Há um Deus?  De onde sei eu que Deus existe?  Foi-me dito que há um Deus;  leio livros sobre Deus;  mas, poderia eu afirmar sob juramento que Deus existe, se fosse convidado a isto?  Que prova tenho eu da existência de Deus?  Será que o vi face a face?  Será que o senti em mim? ... "

Como responderias tu a estas perguntas? Poderias dizer: "Sim, eu sei que Deus existe;  Ele é assim, assim?"

Como o descreverias?  Será que Deus pode ser descrito?

Deus não é aquilo e não é assim como o grosso da humanidade o imagina.  Ele não é nada daquilo que se possa pensar ou imaginar, porque todo pensamento que o homem possa ter de Deus é necessariamente limitado - porquanto esse pensamento foi criado por nós ou foi recebido de outros homens.

Espera um momento e reflete, onde os teus pensamentos sobre Deus têm a sua origem. Donde os recebeste?  Não é que tu mesmo fabricaste essas tuas idéias sobre Deus, depois de teres lido ou ouvido algo?  Não é que encampaste as crenças dos outros que, desde a infância, te foram impingidas?  Ou poderás afirmar que o teu conceito de Deus é resultado da tua própria experiência interior?

Para Jesus, que havia realizado a sua perfeita unidade com Deus, era Deus o "Pai" - o "Pai em mim".  

Para nós, porém, a ideia de Deus como Pai reveste a forma de um determinado pai.   Cada um de nós tem do pai uma ideia determinada, que é o resultado das suas próprias experiências humanas.  

Hoje em dia, os filhos consideram, muitas vezes, seus pais como seus servos, cuja função é fazer todas as vontades deles.  E muitos adultos transferiram para o Deus Pai, simplesmente, o conceito que eles têm do pai humano;  Deus é para eles, feito à imagem e semelhança do pai que eles conheceram desde pequenos.  Imaginam Deus como um ser sobre-humano sempre à espera de fazer favores aos homens; e esses favores divinos podem ser assegurados pelo homem, deste ou daquele modo;  acham que, por meio da combinação de certas fórmulas verbais, o homem possa levar Deus a lhe conceder sua graça, ao ponto de realizar para eles a cura de qualquer doença.

Mas esse Deus não existe.  Não necessitamos do favor de Deus, assim como não necessitamos do favor dos homens.  Toda a benevolência de Deus de que necessitamos - já a temos agora mesmo.


Que queria Jesus dizer quando chamava Deus nosso Pai?  Não o sabes?


Tampouco o sabia eu, outrora, quando me perguntava: "Que é Deus como Pai?"

E veio-me a resposta: "Pai é o princípio criador".  Deus é a força criadora do Universo, e a sua natureza é amor infinito, universal.

A natureza de Deus é, pois, esta:  O que Deus não está fazendo agora mesmo, não o poderá fazer nunca, e ninguém o pode levar a fazê-lo.


É importante que compreendamos claramente esta verdade.  Seria pura perda de tempo pedir a Deus e esperar que ele faça algo que não esteja fazendo agora mesmo.  Deus é imutável, e ninguém o pode tornar mutável.  

Ninguém pede a Deus para que, de manhã, faça nascer o Sol, e, à noite, o faça pôr-se;  ninguém pede a Deus para que haja maré vazante nos mares;  ninguém pede a Deus para que brotem flores na roseira, que nasçam abacaxis no pé de abacaxi, que o leite produza manteiga; ninguém pede a Deus que mude as leis da gravitação para os automóveis ou para os aviões.  

Em resumo, parece que os homens reconhecem a Deus o direito de governar o seu mundo assim como o está governando - enquanto isto não atinja o seu pequeno ego.  Mas, quando entra em questão o ego, o homem se dirige a Deus e diz: "ó Deus, faze o favor de fazer isto ou aquilo por amor de mim!  Protege-me, protege os meus!  Providencia para que eu e os meus tenhamos de comer e de vestir! ...


É evidente que Deus não reage a semelhante oração.  Deus providenciou para que, na terra e no fundo dos mares, haja mais alimentos do que todos os povos do globo possam consumir.  É inútil pedir a Deus por mais.  

A obra de Deus estava concluída desde o início - e ele viu que tudo era bom.  É inútil querer pedir a Deus que modifique o seu Universo por causa de ti ou de mim, em prol da tua ou da minha família, em prol do teu ou do meu povo.  Se quisermos receber a graça de Deus, é necessário que assumamos para com Deus uma atitude tal que a sua graça possa fluir para dentro de nós, assim como sempre fluiu e sempre fluirá.  Em Deus nada pode mudar - no homem muito pode mudar.

O que importa é conhecer verdadeiramente a Deus, e isto se faz pela meditação da verdade. 

Quando, na meditação, focalizamos a natureza de Deus, logo percebemos que Deus é sabedoria e amor.  Esse Deus sábio e amoroso nos dá plena certeza de que as nossas mudinhas de roseira vão dar rosas quando as fincamos no chão, e não alguma outra coisa indesejável.

No meio de uma tal meditação, certamente, sentirás em ti a certeza: "Que teria eu que temer?  Há um Deus, e esse Deus é amor.  E isto põe termo a todos os meus problemas.  Se Deus não fosse amor, existiria um problema real para mim.  Mas, no momento em que eu sei que Deus é infinita sabedoria e que lhe apraz dar-me o reino, que é que me poderia inquietar?  Posso esquecer tudo o que me poderia inquietar, e posso desde já começar a ajudar os homens que ainda não sabem que Deus é amor;  ajudar àqueles que já ouviram estas palavras, mas não têm experiências delas;  e enquanto eu os ajudo, surge em mim a consciência deste conhecimento.

No decurso da tua meditação sobre Deus descobrirás que nunca houve um tempo em que Deus não existisse e, mesmo da limitada perspectiva do olhar humano isto significa que também nunca haverá um tempo em que Deus deixe de existir.  E com esta convicção nasce a consciência de que Deus é eterno.