domingo, 8 de outubro de 2017

"ESTAR NO MUNDO E NÃO SER DO MUNDO" É ESTAR NO MUNDO SEM PERTENCER-LHE





Quando nos defrontarmos com um problema humano, em vez de nos esforçarmos para melhorar as humanas condições, afastemos essa imagem e concentremo-nos na presença do Espírito divino em nós. 

Esse Espírito dissolve as aparências humanas e revela a harmonia espiritual, ainda que essa harmonia se nos apresente como uma melhora de saúde ou de riqueza.

Quando Jesus alimentou as multidões, o que apareceu como pão e peixe foi a sua consciência espiritual de abundância. 

Quando curou os doente, foi o seu sentimento da Presença Divina que se manifestou como saúde, força e harmonia.


Vivemos em um universo espiritual, mas a finitude de nossos sentidos desenhou para nós uma imagem de limitações. 

Enquanto tivermos nossos pensamentos voltados para o cenário à nossa frente - "este mundo" -, estaremos nos esforçando para melhorá-lo ou mudá-lo. 

Mas, assim que elevarmos nosso olhar e não mais nos preocuparmos com o que comer, beber ou vestir, começaremos a perceber a realidade espiritual; e embora nos pareça apenas uma crença mais perfeita, é de fato a manifestação mais intensa da realidade. 

Esta manifestação traz consigo uma alegria inimaginável, aqui e agora, uma satisfação com a qual nem sonhamos e o amor de todos com quem fazemos contato, mesmo daqueles que desconhecem a fonte da nova vida que descobrimos.

A verdade não é um processo de raciocínio, e por isso só pode ser entendida espiritualmente. ... Jesus caminhou sobre as águas, alimentou multidões com poucos pães e peixes, curou os doente e ressuscitou os mortos - parece aceitável para o seu intelecto? 

Se o princípio subjacente a essas experiências pudesse ser entendido com a inteligência, todas as igrejas o ensinariam como um meio viável e recomendariam seu uso. 

Este princípio, porém, só é apanhado pelo sentido espiritual, e esta consciência espiritual elevada pode fazer as coisas que o Cristo fez. 

Aquilo que foi possível à Cristo-consciência no tempo de Jesus, é possível à mesma Consciência agora.

Compreendemos que nem a visão, nem o ouvido, o tato, o olfato ou o paladar podem nos revelar a verdade espiritual ou sua harmonia; por isso tal revelação só pode nos acontecer através de outra faculdade, a intuição, que atua pelo sentimento.

Até o momento, ao orar ou meditar, vinha-nos de imediato uma enxurrada de palavras e pensamentos. 

Talvez estivéssemos começando a reafirmar a verdade e a rejeitar o erro. É, porém, evidente que isso ocorria completamente no domínio da mente humana.

Ao cultivarmos o sentido espiritual tornamo-nos receptivos aos pensamentos que emanam das profundezas do nosso ser. Mais do que falar a Palavra, tornamo-nos seus ouvintes. 

Nesse estado, a sintonia com o Espírito é tal que sentimos a harmonia do Ser; sentimos a presença real de Deus. 

Transcendidos os cinco sentidos materiais, nossa faculdade intuitiva fica desperta, receptiva e sensível às coisas do Espírito; e após este renascimento espiritual, começamos uma nova existência. 

... Nessa consciência não há julgamentos ou crítica, ódio ou medo, e sim um sentimento contínuo de amor e de perdão. 

O egoísmo e o amor-próprio se vão de nós quando temos a percepção da divindade do nosso ser. 

Esta percepção nos ensina a ser pacientes e indulgentes com aqueles que ainda lutam com a consciência material, mortal. E isto é estar no mundo, e não ser do mundo.





sábado, 7 de outubro de 2017

AS CRENÇAS HUMANAS AGEM DE MODO HIPNÓTICO TRAZENDO AS LIMITAÇÕES.




Num certo instante dizemos que não devemos nos preocupar quanto ao nosso suprimento ou a nossa saúde e, no momento seguinte, dizemos que precisamos "orar sem cessar" e "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". 

Embora isso pareça contraditório, ambas as afirmações estão corretas, mas elas têm de ser compreendidas.

Há sempre uma crença de "bem humano" em operação - uma lei de estatísticas, e dela nós extraímos nosso benefício material. 

Nas vendas de porta em porta, há geralmente uma média de uma venda a cada vinte visitas; nas propagandas de mala-direta, há um retorno médio de dois por cento; no dirigir veículos, é dito que a regra estipula uma certa porcentagem de acidentes; as companhias de seguro de vida possuem uma tabela de expectativa de vida, e, baseando-se nessas médias, elas podem lhe informar a cada instante quantos anos de vida ainda lhe restam.

Viver humanamente, isto é, seguir ao longo do dia-a-dia permitindo que estas médias nos afetem, permitindo que crenças humanas operem sobre nós, não é um modo de vida científico. Isso tudo faz parte da crença em existência humana, e, a menos que façamos algo especificamente a esse respeito, ficaremos expostos a estas chamadas leis de saúde ou econômicas.

Estas sugestões, que realmente não passam de crenças, são tão universais que agem de modo hipnótico, e tendem a produzir efeito sobre os menos avisados, trazendo-lhes limitações.

O que nós podemos fazer para nos manter livres de tais sugestões e vivermos acima delas?

-Em primeiro lugar temos de viver em um plano de consciência mais elevado. 

-Tanto quanto possível, temos de nos exercitar no conhecimento de que qualquer coisa que exista no campo do efeito, não é uma causa, não é criativo, não tem poder sobre nós. 

E isso nos leva ao importante ponto da sabedoria espiritual: eu sou a lei, eu sou a verdade, eu sou a vida eterna. Ora, uma vez que eu sou consciência infinita e a lei, nada do mundo exterior pode agir sobre mim e se tornar uma lei para mim. Não há nada que nos possa infligir sofrimento, a não ser a aceitação da ilusão como realidade. As coisas chamadas pecado e doença não são coisas pelas quais temos de sofrer: são formas assumidas pelo erro. 

Independentemente do nome que lhe dermos, elas são só hipnotismo, sugestões se apresentando como pessoas, lugares ou coisas -- se mostrando como pecado, doença, necessidade ou limitação.

Não devemos viver como se fôssemos "efeito", com alguma coisa operando sobre nós. 

Lembremos de viver como a Lei, como o Princípio do nosso ser. 

Podemos assumir os nossos negócios só na medida de nossa percepção consciente de que estes são efeitos de nossa própria consciência, a imagem e semelhança de nosso próprio ser, a manifestação ou expressão do nosso Eu divino -- e só então seremos a lei que nos governa.

Temos de começar nosso dia com uma reflexão sobre nossa verdadeira identidade. 

Temos de nos identificar como Espírito, como Princípio, como a Lei que atua em nossas coisas.  
É coisa muito necessária relembrar que não temos necessidades: somos consciência espiritual, individual, mas infinita, corporificando dentro de nós mesmos a infinitude do bem; por isso, somos o centro, o ponto da Consciência divina que pode alimentar cinco mil pessoas a cada dia, não usando nossa conta bancária, e sim a infinitude do bem que jorra através de nós, assim como fazia através de Jesus.

Não vamos de encontro às pessoas pensando no que podemos delas obter ou no que elas possam fazer por nós - apenas vamos para a vida como para a presença de Deus.

Ao longo do dia, quer estejamos fazendo trabalho doméstico, dirigindo o carro, comprando ou vendendo, temos sempre de nos conscientizar que somos a lei do nosso universo, o que significa sermos a lei do amor para com todos que fazem contato conosco. 

Devemos lembrar conscientemente de que todos os que entram na esfera de nosso pensamento e atividade devem ser abençoados por este contato, pois nós somos a lei do amor; somos a luz do mundo. 

Lembremos de que não precisamos de coisa nenhuma, pois que somos a lei do suprimento em ação - podemos alimentar "cinco mil" daqueles que ainda não sabem de sua verdadeira identidade.

















sexta-feira, 6 de outubro de 2017

ALMA OU REALIDADE DO SER -JOEL GOLDSMITH



A Alma é a parte do homem pouco conhecida e só raramente percebida. 

Muitas vezes, aqueles que estão imersos em profunda aflição rompem a névoa do sentido material até o recesso do seu ser interior, onde descobrem a Alma, ou a Realidade do ser. Tornam-se conscientes da Alma, encontram novos valores, novos recursos, uma força nova e diferente e uma maneira de ser de natureza totalmente diferente.

Exercer as faculdades da Alma resulta da quebra da ilusão dos sentidos. 

Toda discórdia humana é o produto do sentido material e é vivenciada através dos cinco sentidos físicos - isto é, todas as desarmonias mortais são vistas, ouvidas, sentidas, saboreadas ou cheiradas. Por existirem apenas neste estado material de consciência, as discórdias e as doenças têm o seu ser em falsas idéias, em ilusões, embora naturalmente pareçam muito reais aos nossos sentidos.

Há muitos meios que nos proporcionam alívio temporário para as condições falazes de suprimento, de saúde ou outras desarmonias que se apresentam na vida diária. 

A destruição completa e definitiva do erro, porém, só é obtida ao se encontrar e exercitar as faculdades da Alma. 

A Alma é a parte do homem que jaz enterrada mais profundamente dentro dele, e por isso é raramente percebida. 

Nós usamos nossas faculdades matemáticas ou musicais porque jazem mais próximas à superfície do nosso ser, e, muito mais do que estas, nossas faculdades habituais de comércio, ou o nosso sentido de orientação ou mesmo o nosso senso artístico; mas os artistas, os autores e os músicos de talento vão mais fundo dentro do seu ser, e de lá trazem à luz as grandes harmonias da boa música, a boa literatura, pintura, escultura ou arquitetura.

Escondida ainda mais profundamente, embora ao alcance de nossa consciência, jaz a Alma com suas faculdades. 

Quando tocamos tais poderes da Alma, estes emanam do nosso interior e atingem todos os caminhos da nossa vida quotidiana, trazendo inspiração, beleza, paz, alegria e harmonia para cada instante da nossa existência, e revestem todos os acontecimentos da vida com amor, compreensão e sucesso.

Aqueles, contudo, que estiverem demais envolvidos com as dores e os prazeres dos sentidos não chegarão, com certeza, até o reino da Alma. 

Ao longo da história, este convite para se dessedentar na fonte de águas vivas foi estendido a toda a humanidade, e todas as gerações têm produzido muitos homens e mulheres que encontraram a eterna paz e juventude dentro de si mesmos. 

E assim sempre surge aquele que bebeu mais profundamente na fonte da Alma, e todos estes videntes sempre deram notícias do reino interior e da vida que pode ser vivida pela Graça, uma vez atingida esta consciência. 

Por outro lado, muitos respondem que têm grandes encargos humanos que lhes ocupam todo o tempo; outros despendem tempo demais no prazer dos sentidos, passatempos e recreações; outros ainda estão ocupados em realizar e adquirir.

Cada vez mais, as pessoas começam a perceber que a libertação do medo, da insegurança, da necessidade, e da pouca saúde não se encontra no reino da matéria. 

As guerras não acabam com a guerra; as aplicações não garantem segurança contra a falta. A medicina alivia as dores, mas não traz uma saúde verdadeira. 

Devemos extrair um poder maior daquele que é encontrado no corpo ou nos pensamentos humanos, que nos dê a felicidade, a harmonia e a paz que são direitos nossos de nascença. 

Tal poder está disponível para todos, pois ele já faz parte do nosso ser -- na verdade, é a parte maior do nosso ser. Como um iceberg, que mostra apenas uma parte de si fora da água, assim os poderes humanos do corpo e da mente não representam senão uma parcela de nossos poderes e faculdades.

As forças da Alma são mais reais e tangíveis do que qualquer poder material da natureza ou da capacidade inventiva. Elas trabalham num nível mais elevado de consciência, mas se tornam visíveis nas coisas chamadas de humanas.


As forças da Alma agem sobre o corpo humano para produzir e manter a saúde e a harmonia. Permeiam todos os caminhos da vida quotidiana com influências protetoras e são a fonte de suprimento infinito.

As pessoas deste mundo que são conscientes de sua Alma vivem uma vida interior de paz, de contentamento e domínio, e uma vida exterior em completa harmonia consigo mesmas e com o resto do mundo dos homens, dos animais e das coisas. Estão sintonizadas com seus poderes da Alma, e isto constitui sua unificação com toda a criação.

Todos podemos ter acesso à Alma. Ela jaz nas profundezas íntimas do nosso próprio ser. 

O desejo de realizações mais elevadas da vida é o primeiro requisito, e, a partir daí, deve-se manter uma constante orientação para o próprio interior até que a meta tenha sido alcançada.

Um bom começo pode ser a percepção da verdade que há muito mais na existência humana do que saúde física e suprimento material. 

Quando temos o vislumbre do fato de que mais dinheiro, mais casas ou automóveis não constituem o suprimento, que mais viagens não são recreação, que a ausência de doença não significa necessariamente saúde -- em outra palavras, que "meu reino não é deste mundo" --, estamos na direção correta para descobrir o reino da Alma.

Todos sabemos como empregar a força física, como quando usamos o esforço muscular para erguer algum peso, ou fazemos força com os braços ou as pernas; e sabemos também com exercer pressão mental, como em profunda meditação ou pela vontade pessoal.


Sabemos que há um poder da Alma, mas saber que este poder pode fazer muito mais por nós do que os poderes materiais e mentais juntos, isto poucos sabem. 

Talvez uma razão pela falta de interesse por parte do mundo neste tema tão vasto seja o fato de que este imenso reservatório de poder que está em nós não possa ser utilizado para fins egoístas. 

Pensemos na grandeza disso - um grande e maravilhoso poder à mão, mas que jamais pode ser usado para satisfazer a fins egoístas. Nisto está o segredo do porquê tão poucos atingirem a consciência da Alma. Só podemos perceber a presença da Alma após nos termos libertado dos desejos egoístas, e termos individualizado este poder infinito dentro de nós mesmos na medida de nosso desejo de servir aos interesses da humanidade.

É justo, natural e normal que vivamos uma vida plena, próspera e feliz, mas nós podemos viver isto sem nos preocuparmos conosco, com nosso suprimento e mesmo com nossa saúde. 

Todo o bem necessário ao nosso bem-estar nos será fornecido em grande abundância quando pudermos aceitar que temos de abandonar nossos esforços e desejos de ter, de conseguir ou realizar, e nos aprofundarmos no desejo de cumprirmos apenas nosso destino sobre a terra. 

Estamos aqui como parte de um plano divino. Somos Consciência, que realiza e expressa a si mesma de forma individual; e se aprendermos a desprender o nosso pensamento de nós mesmos, ou da preocupação com nosso lugar, nosso suprimento ou saúde, e a deixar que Deus cumpra seus desígnios através de nós ou como cada um de nós, acharemos de fato que todas as coisas nos serão acrescentadas.











quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A LEMBRANÇA ININTERRUPTA DE QUE ESTAMOS EM DEUS: INFINITO INVISÍVEL - AGORA - 2





É importante nos lembrarmos conscientemente a qualquer hora do dia, de que o objetivo da vida é atingir a mente que existia também em Cristo Jesus.

O objetivo da vida espiritual é atingir a consciência permanente de Deus, nos movendo e mantendo nosso ser na Eterna Consciência da Presença de Deus.

É necessário entender claramente que toda sabedoria espiritual é composta de duas partes:
primeira, conhecer a verdade; e segunda, ter dentro de si a mesma mente que existia também em Cristo Jesus.

Conheça os Princípios Específicos da Verdade, presentes nestes textos, e viva de acordo com eles. Escolha algum e carregue com você por uma semana ou um mês, depois escolha outro e viva com ele, usando como parâmetro para entender cada experiência sua.

É possível mudarmos o rumo de nossa vida,  não por ouvir ou ler a Verdade, mas torna-la parte ativa da consciência na experiência diária, assim, ela se torna um hábito a cada momento do dia e não apenas um pensamento casual.

Deixemos esses princípios agirem na consciência pela manhã, ao meio dia e à noite, até que, gradualmente, a real consciência nos transforme de ouvintes da Palavra em praticantes da Palavra. Assim, habitaremos na Palavra e daremos frutos abundantes.

















quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A LEMBRANÇA ININTERRUPTA DE QUE ESTAMOS EM DEUS: INFINITO INVISÍVEL - AGORA - 1





Construímos nossa fundação sobre Princípios específicos, alguns encontrados nas Escrituras Cristãs, hebraicas ou orientais; outros não são encontrados em forma escrita, no entanto, são conhecidos por todos os místicos do mundo.

Quanto mais avançamos nesse trabalho, mais necessário se torna que saibamos cada um desses Princípios, que formam a base de nosso entendimento. Eles devem se tornar tanto parte de nós que, quando nos deparamos com um problema, não precisamos pensar nele conscientemente. 


Por exemplo, depois de passar muitos anos estudando e praticando, os matemáticos podem resolver problemas sem precisar sequer de papel e lápis para os cálculos. Arquitetos podem esboçar uma bela casa em pouco tempo. Advogados experientes tornam-se tão familiarizados com os estatutos e decisões judiciais que passam a conhecer a lei que se aplica a cada caso ou sabem onde encontra-la quase imediatamente, mas, se algum deles fosse questionado quanto ao seu conhecimento, provavelmente diria: "Faz vinte anos que estudo tudo isso"


Assim é conosco. Cada vez que somos chamados para ajudar, Deus coloca as palavras necessárias em nossa boca. Às vezes não há nenhuma palavra apenas um sorriso.
Para uma pessoa com dificuldades financeiras pode significar:
"Filho , tu sempre estás comigo e tudo o que Eu tenho é teu",

Para alguém se sentindo só:
"Eu nunca te deixarei, nem te desampararei",

Para quem luta contra problemas físicos:
"Tu és Tudo",

Para alguém que se sente culpado:
"Nem eu te condeno. Vai e não peques mais."
Se procurarmos entender a Verdade por trás destas questões, com o passar do tempo teremos todas as repostas disponíveis para uso imediato.

Depois de anos contemplando Deus e Suas coisas, meditando e comungando com Ele - INFINITO INVISÍVEL- NO AGORA , não precisamos mais nos preocupar com as coisas deste mundo.

Quando surge uma questão, a resposta é imediatamente revelada, pois a atitude de escuta e espera, desenvolvida através da meditação, cria um vácuo onde Deus rapidamente traz tudo que seja necessário:sabedoria, poder ou graça.
É necessária a compreensão dos Princípios da Vida Espiritual, isto é, o conhecimento da letra correta da Verdade. 

E
sse é o alicerce fundamental para que possamos compreender por que e para onde estamos indo e qual e o nosso relacionamento com Deus e com o próximo.

É necessário saber essas coisas para não nos apoiarmos numa fé cega, que, em um momento ou outro, poderá nos abandonar, e também para não entrarmos num estado de caos mental, confiando em uma coisa hoje e em outra amanhã, nunca chegando à compreensão do que realmente é.


A Vida Espiritual não pode ser construída sem a compreensão de Deus - INFINITO INVISÍVEL - NO AGORA ETERNO, e de sua natureza.

Leia e aplique à sua vida passagens bíblicas que incorporem  Princípios Espirituais. Levante-os como uma bandeira na presença de toda e qualquer forma de discórdia, até que esses princípios se tornem automáticos. Isto é habitar no lugar secreto do Altíssimo, vivendo, nos movendo e tendo o nosso ser continuamente na consciência de Deus - AGORA ETERNO SUBJACENTE  À TODAS AS APARÊNCIAS TRANSITÓRIAS ,não apenas por alguns minutos ou durante a leitura de um livro ou durante uma palestra.

Apesar dos apelos deste mundo, devemos parar em intervalos frequentes durante o dia e durante a noite para a prática da Presença. Isso não precisa interferir em nossas atividades diárias, nem significa que devemos parar o que estamos fazendo.

Cozinhando ou cortando grama podemos manter nossa consciência aberta a Deus o tempo todo, lembrando que"Minha Graça te Basta", ou outro Princípio, na rua, nas lojas ou no nosso carro lembremos sempre:
O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, e esse Espírito é paz e alegria para mim e para todos aqueles que vêm à minha consciência.











segunda-feira, 2 de outubro de 2017

RENASCIMENTO - O NOVO PACTO - PARTE 2




O novo “contrato”, da nova criatura, começa a valer quando descobrimos que “Eu e o Pai somos um” e “Tudo o que o Pai tem, é nosso. 

Eu olho para uma única direção, a do Infinito Invisível. 

Então, o que vem de dentro eu reparto gloriosamente, com liberdade e júbilo”.



A transição para a filiação divina implica mudar a fé no que é visível para a fé no Infinito Invisível, no que jamais poderá ser visto, ouvido, saboreado, tocado, cheirado, ou mesmo pensado e argumentado. 



Tem de ser uma fé em si mesma, que não pede razões. Deve ser uma convicção avassaladora, condizente com essa fé, mesmo antes de se saber o que é – ou seja, um instinto profundo, uma intuição, uma graça interior.

“Não haverá sinais a seguir”: os sinais seguem aquele que crê. 

Quando a fé se instala, os sinais vêm. 

Se nos dedicarmos a qualquer sinal, qualquer coisa ou pensamento em que podemos nos apegar, então tal coisa ou pensamento é algo sobre o qual repousa a nossa fé, em vez de estar no Invisível, que é Deus. 

É possível pensar e repensar na verdade – e até certo ponto isso é natural e certo -, porém virá o momento em que o pensamento pára, se faz um branco, quase um vazio, e então nesse vazio jorra a própria Presença e Força de Deus.

Podemos atingir essa Presença apenas estando despidos, num momento de completo silêncio, quando todo processo de pensamento estiver parado, quando nada tivermos para nos apoiar, nada em que fixarmos nossa felicidade, e tivermos nos tornado estéreis e vazios.

Esse é o momento em que percebemos que, mesmo sem poder conhecê-Lo, senti-Lo, ou pensá-Lo, aí está uma Presença invisível, um Algo inatingível que todavia é atuante, e que de dentro da própria invisibilidade manifestará tudo o que for necessário ao nosso desenvolvimento.

Se acharmos que somos alguma coisa, erraremos gravemente. Apenas quando atingirmos a renúncia a nós mesmos é que a divina Seidade de nosso próprio Ser revelar-se-á. E o caminho é o Silêncio. 

O silêncio não é ausência de som, mas um estado de consciência que nos torna capazes de refrear qualquer reação da mente ao que é visto ou ouvido. 

Por exemplo, podemos ver e reconhecer uma sombra na parede, uma figura assustadora, e não ter uma reação de medo, sabendo que é uma sombra. 

Quando a consciência tiver atingido o conhecimento de uma força, de uma lei, uma substância, uma causa – a unidade – não mais responderemos com medo, dúvida ou horror a qualquer coisa vista ou ouvida; e então a consciência terá ido além da força e atingido o Silêncio – a cura da consciência.













domingo, 1 de outubro de 2017

OS DOIS PACTOS - RENASCIMENTO - PARTE 1



Em nossa humanidade somos filhos da escrava, subjugados pela carne e suas imposições, presos às coisas, aos pensamentos e às atividades da carne, quer se trate da carne do corpo, quer seja a carne chamada dinheiro ou outras formas do humano viver.


Vivendo na e pela carne, como descendentes da escrava, estamos sob as leis da matéria, as leis da economia, da raça, da religião e da nacionalidade – sob o contrato “que foi gerado pela escravidão”. 

O outro pacto, que é o de nossa adoção espiritual, que acontece pela atividade consciente dentro de nosso próprio ser e no momento em que estivermos prontos para a transição, já que a transição de humanidade para a filiação espiritual se dá exclusivamente pela Graça.

Quando alguém diz que gostaria de ser um filho de Deus e de ser livre das mazelas da carne, geralmente não quer dizer exatamente isso. Quer dizer que gostaria de ser livre das mazelas da carne, mas sem abrir mão de seus proveitos e prazeres. É por essa razão que, como seres humanos, não podemos escolher ser filhos de Deus.

Mas virá um dia, na consciência de cada um de nós – para alguns agora mesmo e para outros daqui a diversas existências -, quando pela Graça interior seremos capazes e desejosos não só de nos livrar dos desgostos da carne, mas também de seus proveitos e prazeres; desejaremos nos familiarizar com nossa identidade espiritual, ou seidade, com essa nova criatura, outra que não a antiga, saudável e honrada, uma criatura nova nascida do Espírito. Essa é a experiência de transição.

Ser nascido pelo Espírito significa renascer por uma transformação da consciência, e esse renascimento pode ocorrer enquanto APARENTEMENTE estamos neste plano de existência terrena, assim como pode ter lugar após termos deixado esta esfera.

É bom lembrar que se não conseguirmos fazer a transição aqui, sempre haverá para nós uma oportunidade em outro momento, pois no reino de Deus não existe tempo. Ali é sempre o agora, e o agora sempre se nos apresenta com novas oportunidades. Esse momento é agora. Esse momento, esse agora, nos dá a oportunidade de abdicar de nossa humanidade para aceitar a divindade do nosso ser. 

Se porém isso estiver além de nossa capacidade imediata de fazê-lo neste momento, mais tarde descobriremos que também é agora, e nesse novo agora estaremos de novo diante da oportunidade de aceitar ou não a divindade do nosso ser.

Se não estivermos preparados para um tal recebimento, haverá amanhã, o ano que vem ou o seguinte; e a cada vez que se apresentar a oportunidade de descobrir nossa filiação divina, será o agora. Daqui a cem anos, será agora para nós.

Agora é sempre o momento de aceitar nossa divindade, embora para alguns possa ter ocorrido anos atrás e para outros possa acontecer daqui a anos. Quer ocorra neste exato momento ou a qualquer outra hora, quando acontecer será agora.

Cada um de nós terá de o defrontar, a qualquer momento de qualquer dia da eternidade, e aqueles de nós que, por uma razão ou outra forem incapazes de aceitar o “convite” de nossa liberdade nesse momento particular – liberdade com que estaremos revestidos quando da aceitação do Cristo – tranquilamente terão uma nova oportunidade ao longo do tempo. 

Para aqueles que se foram antes de nós – alguns dos quais em profunda escuridão espiritual, outros em estado de pecado mortal e de degradação – também existe o agora e eles também têm a mesma oportunidade agora que tiveram e rejeitaram aqui na terra; e agora podem ter desenvolvido uma maior capacidade de aceitação.

O que significa aceitar a revelação espiritual em nossa experiência? Sem a compreensão do que seja a revelação espiritual não podemos estar preparados para aceitá-la. Apesar de a maioria das pessoas afirmar acreditar em Deus, na verdade muitas delas não acreditam. 

De fato, podem acreditar que há um Deus ou ter uma crença acerca de Deus, mas não têm fé, nem percepção e nem convicção; isso porque a natureza do escravo é estar ligado aos efeitos – ao amor, à adoração, e ao temor de qualquer coisa que tenha forma, que tenha efeitos visíveis. Podem ser fisicamente saudáveis, de coração, fígado ou pulmões; podem ter montanhas de dinheiro, investimentos ou imóveis, porém o amor, a devoção ou o medo de muitos seres humanos está sempre voltado para algo ou para alguém do reino do visual. 

O filho da escrava -mente carnal - está ligado a algum pensamento, coisa ou pessoa, e é o que constitui a humanidade em sua quase totalidade.