quinta-feira, 13 de julho de 2017
quarta-feira, 12 de julho de 2017
A ARTE DA MEDITAÇÃO - CAPÍTULO 9
Capítulo IX
A PRATA É MINHA
“Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos”.
“A glória desta última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos”. Ageu 2:8, 9
“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. Salmos, 127:1.
“A menos que o Senhor construa a casa”, a menos que Deus seja considerado a Fonte que nos abastece, não haverá abastecimento permanente. Essa é nossa consciência individual que permanece infecunda enquanto subsistir como consciência humana, obscurecida. Falta-lhe, então, a substância espiritual, da qual o abastecimento flui. “Muito semeastes, porém, pouco colhestes; comeis, mas, não vos saciais; bebeis, mas, continuais a ter sede; vós vos vestistes e não vos aquecestes, e o que ganha o salário ganha-o para pô-lo em uma bolsa furada. “Isso tudo é verdadeiro para vós, de consciência sem luz”.
Como seres humanos, todos nós semeamos muito e colhemos pouco; trabalhamos arduamente e nada cumprimos, ganhamos muito e, comumente pouco guardamos, porque tudo proveio de uma consciência empobrecida, estéril, infecunda.
Ao que parece depende da consciência humana apenas, tudo que for construído, os resultados não serão duradouros. Comemos e de novo temos fome, bebemos e outra vez temos sede; imiscuímo-nos em todas as atividades da vida humana, porém nada perdura.
Em vão, levantamo-nos cedo, deitamo-nos tarde, para amontoar provisões... Assim disse o Senhor dos Exércitos: “Contemplai vossos caminhos”, a água da vida, o pão da vida, substância e sustento material, estamos construindo para cada um uma ciência espiritual, uma consciência da verdade.
Reconheçamos agora que a prata, o ouro, a terra e toda a sua abundância são do Senhor, o EU dentro de nós se abastece dos recursos invisíveis do Espírito, não tirando algo de outrem, não repartindo o que já existe no mundo, nem drenando recursos visíveis da terra.
Agora o fornecimento é extraído de dentro de nós, do depósito invisível em nosso ser. Nossa consciência individual é a mina do desdobramento espiritual infinito; no momento em que começamos a drenar esse depósito inexaurível, que jamais considera o que ocorreu no mundo visível, cessamos de nos preocupar com o muito ou com o pouco que temos ou se é de prosperidade ou depressão a corrente econômica do mundo. Concedemos Deus infinita liberdade, ilimitada em sua manifestação, quando nos compenetramos de que a terra, a prata, o ouro são do Senhor.
É somente, quando procuramos participar dos bens do mundo acreditando que a terra, a prata, o ouro são posses pessoais, pertencentes aos seres humanos, que nós nos limitamos. Insinua-se um senso de finitude e, não obstante, o número, a quantidade de bens adquiridos, comumente, deles nada sobra. Compreendendo que “a prata e o ouro não são nossos”, abastecemo-nos em uma Fonte Inesgotável em que tanto mais sobra quanto mais nela nos absorvemos, estando em Deus estaremos com infinitude do abastecimento.
Sentimos carência ou somos supridos, segundo o estado de nossa consciência, o que quer que surja em nossa vida, deve surgir “em conseqüência da força da Verdade em nossa consciência”.
Se mantivermos “amanhã” o mesmo estado de consciência que “hoje” temos, não podemos aguardar resultados diferentes.
Para gozar “amanhã” uma experiência mais satisfatória, é mister que a Verdade expanda “hoje” sua atividade em nossa consciência.
Começando a compreender que Deus é nossa consciência individual e que Deus é Infinito, percebemos a verdadeira natureza do suprimento como algo invisível; já não julgamos pelas aparências, segundo a quantidade do que possuímos nem jamais estaremos em situação de falta do necessário.
Durante guerras ou depressões súbitas, ou durante um período de esforço ou tensão, poderá haver ausência temporária das formas de abastecimento, como aconteceu aos hebreus durante sua jornada do Egito à Terra da Promissão.
Mas, com a noção de que o suprimento vem do Infinito Invisível aparecendo como forma “os anos de escassez”, pronto se restaurarão e Ele aparecerá, onipresente, abundante.
Podemos drenar tudo de nossa cristificação, de acordo com o grau de compreensão dessa Verdade. Pode uma multidão clamar por alimentos e não haver armazém ou depósito que os forneça uns poucos pães e uns poucos peixes. Como poderão ser supridos? Como seres humanos a alternativa é a inanição; como seres em Cristo, dirigimo-nos ao Pai em nós e extraímos das profundezas da infinitude de nosso próprio Ser o suprimento que seja necessário.
De nosso messianismo, a natureza infinita de nosso ser, podem brotar milhões de palavras, milhões de idéias e por que não, milhões de dólares? Qual a diferença? A Fonte é a mesma, a Essência é a mesma; no princípio era Deus e Deus era o Espírito, tudo o que surge provém do Pai, do Espírito.
A plenitude infinita plenifica o espaço. Tudo o que é necessário a meu aperfeiçoamento é exatamente que o significado desse conhecimento se fixe em minha consciência.
Não mais dependerei de quem quer que seja; não mais estarei à mercê de minha própria capacidade ou de meus próprios recursos.
Existe ALGO além da minha sabedoria, de meu poder; é um Sustentáculo sobre o qual posso descansar, inteiramente confiante, Dele recebendo todo o necessário à minha realização.
A presença desse Espírito em mim se manifesta como água quando dela necessito, ou como pão; esse Espírito é a essência, a substância de tudo o que precisa manifestar-se; é uma lei, não escrita, operando fatalmente como lei de atração.
Em repouso, confiante, seguro, em um pilar do Cristo. A prata é minha, meu é o ouro (do Deus em mim); Deus é o depósito eterno de todos os bens; eu me dirijo internamente àquele Depósito Infinito e observo os bens de Deus que fluem e se manifestam.
Não se preocupa a forma que eles fluem, nem me cabe dirigir-lhe o fluxo, pois meu Pai Celestial sabe das coisas que eu necessito, antes que lhe peça eu extraio meu fornecimento do depósito invisível, dentro de meu próprio ser; Eu, dentro de mim, exteriorizo os invisíveis recursos do Espírito.
Deus é o Ser Infinito, a Fonte Inesgotável, expressando-se, fluindo através de mim, através dos canais finitos. O Bem está aqui e agora, onde eu estou; eu não vivo do maná que cai ontem, a falta ou abundância do maná de ontem, não determina a quantidade de meu abastecimento hoje.
Também, não devo viver preocupado com o maná de amanhã.
Na consciência da Onipresença de Deus não há amanhã, não há espaço, não há tempo. Há apenas o eterno agora e o solo sagrado da Infinitude de Deus; neste momento e neste lugar, o maná cai, abundantemente.
Todo bem flui do centro do meu ser, satisfazendo todas as minhas necessidades, purificando-me com “água viva”, o pão da vida e o alimento que não se deteriora. É necessário comer e beber dessa verdade, digeri-la, assimilá-la, torná-la parte de vosso ser, até que um dia, uma semana, um mês, um ano, possais apreciar sua frutificação, no desvanecimento da dúvida, na firmeza interior.
A vida se torna inteiramente diversa, uma vez aprendida a visão da grande verdade que “a Palavra que procede da Boca de Deus é a essência de nossa vida, nossa água, nosso vinho, nosso pão, nosso alimento” - então passamos a compreender que o aparente, o tangível, nada mais é que efeito do que é invisível.
Jamais volveremos a avaliar nossa provisão pelos dólares que possuímos, mas “por quanto de Deus realizamos”. “A prata é minha e meu é o ouro...” Em Tua Presença, há plenitude de vida, por isso volvemos para dentro de nós, atentos à consciência daquela Presença...
terça-feira, 11 de julho de 2017
A ARTE DA MEDITAÇÃO - CAPÍTULO 8
Capítulo VIII
VÓS SOIS O TEMPLO
“Não sabeis que sois o templo de Deus... que vosso corpo é o templo... do Deus Vivo?”
1 Coríntios, 6:19
O corpo é o templo do Deus vivo, não feito com mãos, não mortalmente concebido, mas eterno nos céus; eterno em tempo e espaço, em vida e em espírito, em alma, em substância.
Deus fez tudo o que foi feito e tudo o que Deus fez participa de Sua natureza que é eternidade, imortalidade, perfeição. Deus fez o corpo a Sua própria imagem e semelhança. Deus é Vida. Sua atividade operando em uma semente produz criança com todas as potencialidades do adulto contidas em uma delicada formazinha, não mero segmento da matéria, mas, uma inteligência e uma alma acompanhando aquele corpo.
O Espírito de Deus executa; o homem, porém em sua vaidade, arrogou-se o papel de creador. Homens e mulheres assumiram a atitude de que são eles que o produzem. Pelo fato de serem pais e mães; em vez de reconhecerem que nada mais são do que instrumentos através dos quais Deus age para se expressar, não para perpetuar a ti ou a mim, a teus filhos ou a meus filhos. Deus opera com o amor em nossa consciência para produzir Sua própria imagem e semelhança.
O Espírito de Deus executa; o homem, porém em sua vaidade, arrogou-se o papel de creador. Homens e mulheres assumiram a atitude de que são eles que o produzem. Pelo fato de serem pais e mães; em vez de reconhecerem que nada mais são do que instrumentos através dos quais Deus age para se expressar, não para perpetuar a ti ou a mim, a teus filhos ou a meus filhos. Deus opera com o amor em nossa consciência para produzir Sua própria imagem e semelhança.
Essa expressão de Deus nós chamamos “meu filho”, “teu filho”, esquecidos de que é filho de Deus, não nossa creação ou posse pessoal. Rogamos a Deus para que mantenha e dê suprimento a nossos filhos, eles, porém não são nossos filhos, são filhos de Deus; não é necessário pedir-lhe que os mantenha. É prerrogativa divina crear, manter e suprir a Sua própria imagem e semelhança. Creador de tudo o que existe, Deus é creador do corpo humano, “não sabes que teu corpo é o templo de Deus vivo?” Nós o chamamos “meu corpo”, mas ele não é nosso, é corpo de Deus. Formado por Ele para Seu prazer, feito à Sua imagem e semelhança, governado por Sua Lei, creado para atestar Sua Glória.
Em nossas árvores de Natal existem lâmpadas multicoloridas, vermelhas, azuis e púrpuras.
A eletricidade transmite sua luz através dessas lâmpadas de todas as formas e tamanhos; as lâmpadas não são a fonte da luz, são apenas o instrumento através do qual a luz brilha.
Assim acontece quando observamos a vida humana, animal ou vegetal, erradamente consideramos a forma visível como a Vida, mas, na realidade, é aquilo que anima, é a substância da forma. Deus é a Vida e a Essência de todas as formas. É a Sabedoria, a Integridade, a Pureza da alma do homem. Deus é a fortaleza do homem. Não nos deixemos iludir nem mesmo pela boa aparência. Não chamemos uma pessoa “forte”, e outra “fraca” ou “bela”; por trás da aparência devemos considerar a Vida Invisível que possibilita a beleza dessa forma. Podemos então, deleitar-nos com todos os aspectos da creação, seja corpo humano, espécie animal ou planta. São formas de Vida, mas se não atentarmos para a Vida que os anima, poderão parecer-nos boas ou más, jovens ou velhas, doentes ou sadias, ricas ou pobres.
O conceito humano de vida é limitado e se radica em valores mutáveis que aparecem em forma de Vida, ao contrário, deleita-se com a forma, reconhecendo, contudo, o Infinito Invisível como sua essência.
Se desviarmos o olhar da forma o suficiente para contemplar além dela o Invisível, descobriremos Deus como o Princípio de toda a vida e passaremos a compreender a diferença do viver espiritual.
A Verdade conscientizada é a Lei da Vida, da harmonia, da ressurreição. “Deus fez esta forma, minha forma divina, infinita, para ressaltar minha verdadeira identidade.
Meu corpo é a manifestação, a imagem do Eu que EU SOU”. É uma expressão da vida realçando tudo que eu sou, pois meu corpo é o EU de que sou formado, espiritual, imortal, eterno. Eu sou a perfeita identidade e meu corpo é o templo, instrumento de minha atividade de meu viver. Existe um reverso dessa forma espiritual que é aquela que eu olho no espelho: existem As expressões da natureza: árvores, flores, vegetais, frutos, conceitos humanamente concebidos da forma, do corpo.
Se me vejo no espelho, posso notar que estou moço ou velho, doente ou sadio, gordo ou magro; mas, Eu não estou me vendo integralmente; estou vendo meu corpo. Eu sou invisível, mesmo esse corpo que eu vejo com meus olhos é um conceito do corpo finito, limitado.
Na realidade o corpo não muda, muda o conceito que eu tenho sobre suas alterações. Que sou eu? Onde estou? Consideremos nossos pés, “esses são eu ou meus? Estou eu nos pés ou possuo esses pés? Essas pernas, estou nelas ou são minhas? Se elas se traumatizam, não existe um Eu, uma entidade que não é as pernas? Subamos à cintura, ao peito, à cabeça. Eu estou em alguma dessas partes Ou são elas partes do meu corpo? Não há um eu que possui um corpo? O corpo é um instrumento para minha locomoção, Como acontece com meu automóvel. Estou nesse corpo, sou Esse corpo ou esse corpo é meu? Não é um templo, um instrumento A mim concedido para meu uso? Minhas mãos - podem elas, por elas mesmas dar ou retirar? Ou devo eu dar ou retirar usando-as como instrumento? Podem minhas mãos ser generosas ou mesquinhas? Gozam elas do poder de dar ou tirar? Ou esse poder reside em mim? É o coração que me permite viver? Ou é a vida que anima o coração? Se minhas mãos não podem dar ou tirar, como pode o coração, fígado, pulmões, rins, agirem por si mesmos se as mãos não podem? Como órgãos materiais podem meus olhos ver e meus ouvidos podem ouvir? Podem os órgãos do corpo agir a seu talante? Não existe algo chamado EU que funciona através das pernas ou por meio delas? Um Eu que age através dos instrumentos desse corpo? Eu sou o ser: meu ser não depende de meu corpo, meu corpo é que depende de meu ser. O Eu que Eu sou governa meu corpo; De si mesmo meu corpo não tem vontade, inteligência, ação. Ele me atende, é governado por mim. Meu corpo é minha imagem É semelhança, é minha manifestação, expressão do Eu que eu sou. Há um espírito em mim: o Sopro do Todo Poderoso me transmite Vida.
Em mim a atividade de Deus governa as funções corporais, órgãos e músculos. Um espírito invisível age sobre cada órgão e cada função de meu corpo para mantê-lo e sustentá-lo eternamente. De fora, nada que o corrompa pode penetrar esse templo de Deus vivo; Tudo o que é de Deus, Deus mantém e sustenta.
Todo poder reside em Deus agir como a Lei do meu corpo; é Deus A única Lei e o único Legislador. A Lei espiritual não despreza nem anula a Lei material; a Lei espiritual revela que é o substrato da lei material.
“Tranqüiliza-te e contempla a salvação do Senhor... Não pela força, nem pelo poder, mas por meu espírito”. Eu não preciso lutar, não preciso procurar a cura. O combate Não é meu. É de Deus: aliás, não é um combate, mas uma revelação de que este corpo é templo de Deus vivo, governado por Lei Espiritual.
O conceito material, mortal, que outrora entretive sobre o corpo se diluiu no reconhecimento de que meu corpo é templo de Deus vivo. Forte, perene, infinito, imortal. Deus é o tema central, a substância, a força do meu corpo. “Tudo eu posso fazer através do Cristo que me fortalece”. O Senhor é minha força e minha canção e meu poder; É a força de minha vida que aplaina meu caminho. Que devo fazer? Se eu busco força em meu corpo, encontro doença, fraqueza, morte.
Mas, se reconheço que Cristo é minha força, que minha filiação Divina é minha força, que a Palavra de Deus dentro de mim é meu poder, minha mocidade, minha vitalidade, é tudo em mim, então eu encontro Vida eterna. (Eu vivo de toda energia que sai da Fonte do Infinito). “Eu SOU o pão da vida: aquele que me seguir jamais terá fome; e jamais terá sede o que crê em MIM. Se ME pedires, EU te darei a água que jorra para a vida eterna”. Eu não vivo somente de pão. Toda palavra de Deus que atinge minha consciência é pão, vinho, água, alimento para minha alma, meu espírito, meu ser e meu corpo.
Toda palavra da Verdade que eu pronuncio e plenifica minha consciência é o alimento que o mundo não conhece; é um manancial de água, jorrando para a vida imortal. Sem a Palavra de Deus, sinto-me vazio de apoio; o mais apetecível alimento assemelha-se à serragem – mero volume em meu organismo a menos que a Palavra de Deus o acompanhe para agir pela lei da digestão, da assimilação e da eliminação. Eu sou o vinho, a inspiração, a sabedoria espiritual; é Deus que ilumina, enaltece, inspira, tudo que eu posso saber, através do Cristo – Filho de Deus em mim – que é minha sabedoria.
A Palavra de Deus em mim é pão, vinho, água. O mundo não sabe disso, que eu conservo oculto dentro de mim essa Palavra poderosa, revelando o perfeito templo de Deus, meu corpo; não o corpo feito com as mãos, mas o eterno, feito nos céus”.
Nesse tipo de meditação, desprendemo-nos de toda a forma e vislumbramos o Invisível que mantém o visível.
Devemos viver, mover-nos e ter o nosso ser na consciência divina, viver e habitar o lugar secreto do mais alto.
Então, veremos como realmente ele é, “contempla o Tabernáculo de Deus em cada ser humano; aí Ele habita... e nele nada deverá entrar que o profane”.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
A ARTE DA MEDITAÇÃO - CAPÍTULO 7
Capítulo VII
ASSIM AMOU DEUS O MUNDO
O segredo da beleza e a glória da sacralidade são a manifestação de Deus pela Encarnação. Tanto amou o mundo que a ele Se deu, surgindo visível como Filho de Deus, o que, segundo Sua promessa Eu sou e Tu és.
Deus é meu ser e teu ser, é essa nossa verdadeira identidade. Compreendida espiritualmente, a terra e o Céu; Céu e Terra são um, pois Deus As manifestou na terra. É emanação Sua este universo feito de estrelas, de sol, lua e planetas, esse escabelo a que chamamos Terra. Tudo isso emanou Dele e para a Sua Glória, e em Sua Glória máxima manifestou-se como Ser individual. Não somos separados, apartados de Deus, somos Sua própria essência desdobrada, revelada como ser individual.
Todas as coisas da Terra e o do Céu nos foram dadas devido a essa divina filiação; tudo o que existe, existe para nossos propósitos. Co-herdeiros, com Cristo, nossa é a Terra.
Deus promulgou a Lei que governa Sua união com Seu amado filho, provendo-o de tudo que pertence ao Pai, transmitindo-lhe tudo o que foi estabelecido desde o princípio do mundo: “Eu vim para que eles tivessem vida e tivessem mais abundantemente. Eu vim para que tivessem Vida, minha vida, tua vida individual que não conhece idade, não deteriora, não muda de seu estado divino. Tu deves viver e mover-te com a consciência de nossa unidade.
Nunca te deixarei, nunca te abandonarei; habita em Minha Palavra e deixa que Minha Palavra habite em ti. Tu deves confiar em Mim e salvar-te”. Há uma glória do Pai preparada para o Filho. Há uma paz, Minha Paz que ultrapassa a compreensão. Essa paz está contida na alma do homem independente de qualquer condição externa, bem viva como dom de Deus no centro do nosso ser.
A nossa ilusão tem sido buscar a paz fora de nós, acreditando que outros têm o poder de transmiti-la ou tomá-la, de pensar que necessitamos de intermediários de fora para a obtenção da nossa harmonia. A procura de pessoas ou circunstâncias externas para obtenção da paz tem sido a causa do nosso fracasso e do fracasso do mundo. Somente em Deus a paz pode ser encontrada e ele doou a cada um de nós a Sua Paz Infinita e o seu amor compassivo. Não nos deu Ele o espírito do medo, mas o do Poder, do amor, de uma mente sã, pois Deus é a própria mente do nosso ser.
Nossa ignorância, temor, insanidade surgem como conseqüência da ilusão de possuirmos uma mente separada de Deus, capaz de pecar. (Pecado é a ilusão de uma mente separada de Deus, disse Ramana Maharishi). “Eu e o Pai somos UM... Aquele que me vê, vê aquele que me enviou... eu estou no Pai e o Pai está em mim...”
O discernimento espiritual revela Deus como Pai e Deus como Filho; o Ser Divino é o ser individual que, visto sob a luz espiritual apresenta exclusivamente as qualidades e a natureza de Deus.
Na compreensão dessa unidade reside nossa inteireza; não pode haver paz, segurança, alegria à parte de Deus. Inerentes em Deus tornam-se naturais em nós, através da realização de Deus como nosso próprio ser.
O grande mistério da Escritura é: No princípio era Deus, agora e sempre tudo o que é, é Deus surgindo como Infinitude, Glória, Força de Seu próprio Ser. Ele não é teu ser nem meu ser, mas é o Seu Infinito SER que se expressa como o teu e o meu ser. Eu Nele e Ele em mim, o ser Espiritual, Infinito, Harmonioso, Total, Completo. Reconhecemos Sua Alegria, Sua Saúde, Sua Paz, Sua Harmonia, Sua Pureza e Sua Inteligência.
Renunciemos ao “meu isto e meu aquilo”, ou “teu isto e teu aquilo”; Seu Ser a expressar-se em Graça e em plenitude em todas as coisas. Sua Graça, Sua Presença, Sua Alegria, Seu Amor, Sua Totalidade é nossa suficiência. Seu amor flui como nosso amor, não consideremos “meu ou teu amor”, Ele flui como o sol brilha livremente sobre tudo.
O sol brilha sem favoritismo, jamais indagando se são meritórios ou dignos os receptores de sua luz e de seu calor. O sol brilha, Deus ama. O amor de Deus brilha livremente para os justos e injustos, para aquele que merece e para aquele que não merece, para o santo e para o pecador.
O amor de Deus se espalha no Universo dando vida à semente, força às plantas em crescimento, proteção à vida animal, vegetal e mineral. É o sustentáculo, a influência que anima toda a creação, pois toda a creação é Amor a fluir incessantemente. Tudo o que existe, sem exceção, está em Deus e é de Deus. Acima de tudo, não devemos julgar segundo o testemunho dos olhos ou dos ouvidos.
Deus é infinitamente puro para ver as iniqüidades e ao reconhecermos nossa verdadeira identidade como expressão divina, nos veremos como Deus vê. Contemplando-nos espiritualmente, tornamo-nos espectadores, percebendo Deus em tudo e através de tudo.
Porém só poderemos agir desse modo quando abandonarmos os velhos conceitos, captados pelos sentidos da visão e da audição.
Se Deus é a natureza infinita do nosso ser, por que ser invejoso, ciumento, ambicioso, quando sabemos que Deus é a Fonte de nossa satisfação interior, por que almejar algo externo, fora do nosso próprio ser? Na consciência de Sua Presença as bênçãos de Deus fluem como nossa experiência. Nosso Pai divertiu-se conosco.
Compreendendo nossa verdadeira identidade participamos integralmente do corpo de Deus. “Eu tenho manjar que vós não conheceis. Eu posso dar-vos vida, águas que jorram para a vida eterna, as águas invisíveis, o vinho invisível, o manjar invisível”. Isso é compartilhar do Deus Vivo, do Verbo Vivo, do Deus que fez carne e habita em nós.
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