sexta-feira, 7 de abril de 2017
QUÃO GRANDE É O CAMINHO INTERIOR?
Tudo depende do esforço interior. Não se trata de condenar ou acusar.
E há, então, os que esforçam mais e mais até atingir a meta da comunhão consciente e da união consciente com a Fonte.
E assim persiste o empenho para estar-se em comunhão com Deus, até que se atinja a perfeita e complexa experiência.
Temos raras e ricas companhias, mas estas geralmente só chegam depois de termos sacrificado as companhias e atividades humanas até atingirmos essa unicidade com a Fonte, descobrindo então nossa unicidade mútua.
Cada vez que atingimos, ainda que por um segundo, a comunhão com nossa Fonte, estamos produzindo alimento dessa Fonte, não simplesmente alimento que nos alimenta, mas que alimenta o mundo.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
VIVENDO ATRAVES DO ESPIRITO - JOEL GOLDSMITH
Através da pratica da meditação contemplativa, corporificamos a sabedoria das Escrituras.
Essa contemplação, ou o pensar sobre a verdade, porem, não é a verdadeira meditação, mas apenas um passo para a plena experiência da meditação.
A primeira parte da meditação contemplativa é a contemplação da verdade, e a segunda parte resume-se em prestar atenção à resposta do Pai que está dentro de nós.
O Espírito de Deus já está dentro de nós, e habita em nós, mas não faz qualquer sentido nem nos traz qualquer beneficio antes que nos tornemos conscientemente cientes de Sua presença.
É exatamente como se tivéssemos herdado um milhão de dólares, mas não tivéssemos conhecimento dessa herança: o dinheiro não teria qualquer utilidade para nós. Nós o temos, nós o possuímos, temos direito a ele, mas ele não nos é de nenhuma valia, porque não sabemos dele.
Uma vez que somos informados de que esse milhão de dólares é nosso, aceitamo-lo, fazendo com ele o que nos aprouver.
Assim também é com o Espírito de Deus. O Espírito de Deus habita em nós, mas antes que tenhamos conhecimento disto e antes que tenhamos consciência Dele, Ele não pode fazer frutífera a nossa experiência.
A partir do momento em que temos a primeira experiência consciente de perceber que existe uma Presença dentro de nós, Ela nos guiara à plena revelação da verdade.
Se continuarmos a nos voltar para o que está dentro, no silêncio, de uma forma ou de outra Ele começara a dar-se a conhecer; começará a identificar-se; e, uma vez tocados por Ele, se continuarmos a nos voltar fielmente para Ele, seremos conduzidos à Sua plenitude.
“Mas o Confortador, que é o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas”.
Depois que o Espírito de Deus é percebido sobre nós, a vida é bem diferente de viver-se na mortalidade, como um pedaço de barro. Nossa grande preocupação, agora, já não é conosco mesmos, mas sim com que esse Espírito de Deus em nós seja uma benção para o mundo e para todos os que vierem ao mundo.
Só quando o Espírito é percebido em nós é que vivemos verdadeiramente. A vida então é vivida “não por dever, não por poder, mas pelo meu espírito”.
Pai estou contemplando a Vossa graça e a Vossa vontade de forma que o Vosso Espírito possa visitar-me, e de forma que eu possa ser dotado, do Alto, pelo Vosso Espírito – não pela minha sabedoria, não pela minha perseverança, mas pelo Vosso Espírito.
“É o espírito que é vivificante; a carne não é de nenhum proveito. As declarações que vos tenho feito são espírito e são vida”.
Quando o espírito de Deus habita em nós, é a palavra de Deus que está vivendo em nosso corpo, porque então não se trata do seu corpo ou do meu corpo: é o corpo de Deus. Entregue a si mesmo, esse corpo nada pode fazer e não pode ir a parte alguma. É a Consciência que governa toda a atividade e o funcionamento do corpo.
Do ponto de vista humano, podemos usar o corpo para bons ou maus propósitos, mas, quando o Espírito habita em nós, já não podemos mais usar o corpo para qualquer propósito. Já não é o nosso corpo: é agora o corpo de Deus que determina o que fará o corpo, aonde deverá ir, e de que maneira devera manter-se.
Por outras palavras, a carne que “nada aproveita” está “morta”: são “as palavras que eu falo” – Deus fala – “elas são espírito, e elas são vida”, elas são a verdade e são poder.
Agora, transferimos o controle para o espírito:
Pai, este corpo é Vosso, assim como eu sou Vosso. Sou o Vosso templo sagrado, porque Vós habitais em mim. Meu corpo é o Vosso templo porque entreguei ao Vosso uso. Mandai-o aonde desejardes que ele vá; instruí-o para que faça aquilo que Vós desejeis que ele faça.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
RETORNANDO A CASA DO PAI: À CONSCIÊNCIA QUE O ESPÍRITO DE DEUS É O NOSSO ESPÍRITO!
A meta de nossa jornada na senda espiritual é realizar a transição do homem terreno - que não se encontra sob a lei de Deus, para A PERCEPÇÃO DE QUE O HOMEM É O CRISTO ETERNO, deixando para trás esse egocentrismo, DEIXANDO PARA TRÁS ESTA HUMANIDADE que é às vezes boa, às vezes ruim, às vezes doentia e às vezes sadia, às vezes rica e às vezes pobre e mergulhar em nossa condição divina como filhos de Deus.
De acordo com Jesus, ou nos percebemos ramos que estão em Unidade com a árvore da VIDA - o Pai - a Totalidade, ou nos veremos como ramos cortados da árvore.
Se nos reconhecermos como meros carnais estaremos entre os ramos a serem cortados, secaremos e morreremos; mas, se estivermos ligados ao tronco, então somos UM com a árvore toda e tudo o que a constitui, descendo até as raízes e subindo raízes acima. Estamos em uníssono com tudo o que esta no solo, com a luz do sol e com a chuva.
Tudo o que se infiltra no solo sobe através das raízes, alimenta toda a árvore e então produz frutos.
Todos os problemas com os quais nos defrontamos decorrem da crença de separação de nossa Fonte, e, enquanto não PERCEBERMOS A NOSSA UNIÃO INDISSOLÚVEL E ETERNA COM O PAI - A ORIGEM - A DIMENSÃO ESPIRITUAL ÚNICA, os problemas vão continuar a ressurgir.
Tanto a mente quanto o corpo têm de ser alimentados. Durante séculos, considerou-se suficiente que o corpo fosse alimentado e mantido com comida, remédios e ar puro; mas, nos últimos cem anos, descobriu-se que temos necessidade de algo mais do que isso.
Mas, se não nos dispusermos a nos alimentar por meio do Espírito, PELA PERCEPÇÃO DE QUE O ESPÍRITO DE DEUS É O NOSSO - UNIÃO CONSCIENTE COM DEUS, todo o alimento material que pudermos injetar em nossos sistemas não nos alimentará adequadamente, e tampouco todo alimento mental com o qual enchermos a mente nos fornecerá nutrição adequada.
Na qualidade de seres humanos, não temos contato com nossa Alma, ou Fonte, e é só quando começamos a prática da meditação que descobrimos nosso caminho de volta à casa do Pai.
A história do Filho Pródigo, não sendo corretamente entendida, poderia indicar que o caminho de volta à casa do Pai fosse meramente um ato físico, e isso não é verdade.
O banquete com os porcos nada mais é do que a vida que vivemos, dia a dia, ACREDITANDO QUE ESTAMOS SEPARADOS E APARTADOS DE DE DEUS, e o retorno à casa do Pai é uma jornada que tem de ser empreendida, não indo-se fisicamente a qualquer lugar, mas por um ato DE PURA PERCEPÇÃO.
Essa PERCEPÇÃO nunca pode ter lugar antes que haja o reconhecimento de que estivemos errando num país distante, numa terra onde imperam o físico e o mental, e de que é necessário empreendermos a jornada de volta à casa do Pai, uma jornada que se cumpre dentro de nós como uma atividade de Consciência, ou seja, como atividade DO PAI - DA TOTALIDADE EM NÓS.
Essa atividade da Consciência é a Meditação.
A meta de nossa jornada na senda espiritual é realizar a transição do homem terreno - que não se encontra sob a lei de Deus, para A PERCEPÇÃO DE QUE O HOMEM É O CRISTO ETERNO, deixando para trás esse egocentrismo, DEIXANDO PARA TRÁS ESTA HUMANIDADE que é às vezes boa, às vezes ruim, às vezes doentia e às vezes sadia, às vezes rica e às vezes pobre e mergulhar em nossa condição divina como filhos de Deus.
De acordo com Jesus, ou nos percebemos ramos que estão em Unidade com a árvore da VIDA - o Pai - a Totalidade, ou nos veremos como ramos cortados da árvore.
Se nos reconhecermos como meros carnais estaremos entre os ramos a serem cortados, secaremos e morreremos; mas, se estivermos ligados ao tronco, então somos UM com a árvore toda e tudo o que a constitui, descendo até as raízes e subindo raízes acima. Estamos em uníssono com tudo o que esta no solo, com a luz do sol e com a chuva.
Tudo o que se infiltra no solo sobe através das raízes, alimenta toda a árvore e então produz frutos.
Todos os problemas com os quais nos defrontamos decorrem da crença de separação de nossa Fonte, e, enquanto não PERCEBERMOS A NOSSA UNIÃO INDISSOLÚVEL E ETERNA COM O PAI - A ORIGEM - A DIMENSÃO ESPIRITUAL ÚNICA, os problemas vão continuar a ressurgir.
Tanto a mente quanto o corpo têm de ser alimentados. Durante séculos, considerou-se suficiente que o corpo fosse alimentado e mantido com comida, remédios e ar puro; mas, nos últimos cem anos, descobriu-se que temos necessidade de algo mais do que isso.
Mas, se não nos dispusermos a nos alimentar por meio do Espírito, PELA PERCEPÇÃO DE QUE O ESPÍRITO DE DEUS É O NOSSO - UNIÃO CONSCIENTE COM DEUS, todo o alimento material que pudermos injetar em nossos sistemas não nos alimentará adequadamente, e tampouco todo alimento mental com o qual enchermos a mente nos fornecerá nutrição adequada.
Na qualidade de seres humanos, não temos contato com nossa Alma, ou Fonte, e é só quando começamos a prática da meditação que descobrimos nosso caminho de volta à casa do Pai.
A história do Filho Pródigo, não sendo corretamente entendida, poderia indicar que o caminho de volta à casa do Pai fosse meramente um ato físico, e isso não é verdade.
O banquete com os porcos nada mais é do que a vida que vivemos, dia a dia, ACREDITANDO QUE ESTAMOS SEPARADOS E APARTADOS DE DE DEUS, e o retorno à casa do Pai é uma jornada que tem de ser empreendida, não indo-se fisicamente a qualquer lugar, mas por um ato DE PURA PERCEPÇÃO.
Essa PERCEPÇÃO nunca pode ter lugar antes que haja o reconhecimento de que estivemos errando num país distante, numa terra onde imperam o físico e o mental, e de que é necessário empreendermos a jornada de volta à casa do Pai, uma jornada que se cumpre dentro de nós como uma atividade de Consciência, ou seja, como atividade DO PAI - DA TOTALIDADE EM NÓS.
Essa atividade da Consciência é a Meditação.
terça-feira, 4 de abril de 2017
VÁ A DEUS POR DEUS MESMO ...JOEL GOLDSMITH
Não há espaço, em sua consciência, para Deus e você.
Deus vive como Você; Deus é a sua vida, a sua mente e seu Ser.
Até mesmo seu corpo é templo do Deus vivo.
Com esta compreensão você entenderá a unicidade, a imortalidade, a eternidade, a infinitude e a convicção de que você só se limita na medida em que se põe como uma entidade separada de Deus.
Jamais alguém duvidará da imortalidade, quando compreender profundamente que Deus constitui o seu Ser.
Não preciso de poderes, porque o Eu,
que Eu Sou, constitui o Tudo e único poder – um poder espiritual – e não
há poderes além dEle.
Deus constitui o meu Ser e a minha vida. Descanse nesta Palavra de Verdade. Disse o Mestre: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”.
Enquanto demonstramos a palavra de Deus, temos um suprimento infinito que nos permite viver. Mas
estejamos seguros de estar demonstrando apenas a palavra de Deus – não
suas formas – mas deixando-O aparecer na forma que se fizer necessária.
No último negócio (atividade) que eu
tinha, vi que as coisas iam cada vez piores. Pedi a uma praticista para
ajudar-me, mas a situação não melhorou. Fui procurar outro praticista.
Mas tudo piorava. Quando liquidei o negócio, havia já passado por cinco
praticistas. Onde estava a dificuldade?
É que, quando eu procurava os
praticistas, não ia em busca de Deus e, sim, de mais negócios, dê mais
pedidos. Isto era uma linguagem estranha para Deus. Ele não a podia
compreender. Deixei então o mundo dos negócios e tornei-me um
praticista. Aí o problema da carência desapareceu. Vi,
então, que o trabalho dos praticistas tinha dado frutos. Levaram-me à
justa vocação. Agora o suprimento me vem, de acordo com a vontade de
Deus, não a minha; e no tempo de Deus, e não no meu.
Mas não veio enquanto eu me separava de Deus e procurava dizer-lhe o que deveria fazer para mim.
Você já parou para pensar como é ridículo querer dar ordens a Deus? O homem, “cujo fôlego está em suas narinas”, procurando Deus para determinar-Lhe o que deve fazer!
Nessa experiência aprendi que não devemos ir a Deus para negócios e outras coisas materiais, nem mesmo por saúde. Vamos a Deus por Ele mesmo, porque tendo Deus, temos tudo.
Mas nada conseguiremos enquanto nos mantivermos num “eu” mundano, humano, separado de Deus.
Não há espaço para Mim e para “você”, diz Deus, pois Eu encho todo o espaço: Eu Sou um Deus ciumento. Não há espaço para Algo “fora de Mim”. Há somente EU! EU SOU TUDO!
segunda-feira, 3 de abril de 2017
PERDENDO O SENTIDO MATERIAL DO CORPO - JOEL GOLDSMITH
Também no campo da saúde, a harmonia depende de nossa demonstração de Deus.
Existem pessoas que padecem enfermidades, e, por trás desse sofrimento, está a crença de que a harmonia depende de alguma função ou algum órgão do corpo.
Toda a vida humana é constituída sobre essa premissa.
Se algo acontece ao coração, morremos; se algo ocorre à digestão ou à eliminação, ficamos doentes. Temos de inverter isso.
Vida é Deus, e então a vida não depende do coração, do fígado ou dos pulmões.
Coração, fígado e pulmões é que dependem da vida. É a vida que faz bater o coração.
É a vida que ativa o fígado, a digestão, a eliminação e os músculos.
Não é o corpo que impulsiona a vida: é a vida que move o corpo, e nós somos vida.
Enquanto perdermos dizer “eu sou”, existimos, temos vida, e essa vida governa o corpo.
À medida em que afirmamos isto, perdemos a consciência materialista do corpo como governante da vida, e atingimos então a consciência espiritual de que a vida governa o corpo.
“O homem não deve viver só de pão.”
O homem não deve viver pela forma ou efeito, seja ela o pão do padeiro ou a carne do açougueiro, ou a forma à qual chamamos coração, fígado ou pulmões.
O homem não deve viver do efeito, mas “de toda palavra que procede da boca de Deus”.
Quando percebemos que a palavra de Deus é nossa vida, a vida de nosso ser e de nosso corpo, toda a nossa consciência começa a mudar, e paramos de temer os órgãos e funções do corpo.
Mediante esta prática, está-se desenvolvendo uma nova consciência.
domingo, 2 de abril de 2017
SÓ DEUS É PODER - Joel S. Goldsmith
Como pode haver um Deus infinito, bom, e uma doença?
Tudo é feito “à imagem e semelhança de Deus”; assim, mesmo quando você olha para o que o mundo chama doença, não a está olhando mais do que estaria olhando para a água no deserto: você está vendo uma imagem, uma miragem, uma ilusão, uma aparência que não tem poder.
É nessa percepção que a cura se realiza — não a negando, desviando-se dela ou tentando se elevar acima dela, mas olhando-a bem e dizendo:
sábado, 1 de abril de 2017
A CURA METAFÍSICA - JOEL GOLDSMITH
As curas sempre ocorrem na medida de nossa compreensão da verdade sobre Deus, sobre o homem, a ideia e o corpo. A cura nada tem a ver com alguém “externo” chamado de paciente.
Quando alguém pede uma ajuda ou cura espiritual, termina aí o papel que desempenhava, até que nos alerte de sua chamada “cura”.
Nós não nos preocupamos com o assim chamado “paciente”, com sua solicitação, com a causa da doença ou com sua natureza, nem com seus pecados ou medos. Estamos apenas interessados na verdade do ser — a verdade de Deus, do homem, da idéia e do corpo. A atividade desta verdade em nossa consciência é o Cristo, o Salvador, ou a influência curadora.
O fracasso na cura resulta de grande falta de compreensão da verdade sobre Deus, o homem, a idéia e o corpo, e estas noções erradas têm sua origem principalmente nas crenças religiosas ortodoxas, ainda arraigadas em nosso pensamento. Só poucos se apercebem de quanto foram cegos pela ortodoxia supersticiosa.
Só há uma resposta à pergunta crucial “Que é Deus?”, e a resposta é: “EU SOU”. Deus é a mente e a vida do indivíduo. Qualquer defesa mental ou reserva íntima do indivíduo resultará certamente em fracasso. Existe apenas um EU universal, quer seja dito por Jesus Cristo ou por um João qualquer.
Quando Jesus disse “Aquele que vê a mim, vê Aquele que me enviou”, revelou uma verdade ou princípio universal. E isto é insofismável. Ou entendemos esta verdade ou não a entendemos — e se você não a entendeu, não precisa nem procurar outras razões para o fracasso na cura.
A revelação de Jesus Cristo é clara. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Se você não puder aceitar isso como um princípio e, por isso, como a verdade sobre você mesmo e sobre os demais indivíduos, não terá o alicerce sobre o qual se apoiar. A verdade é que Deus é a mente e a vida do indivíduo. Deus é o único EU.
A seguir surge a questão, “Que é o homem?”, e a resposta é que o homem é ideia, corpo, manifestação. Meu corpo é ideia, ou manifestação. E assim também meu negócio, meu lar e minhas posses, existem como ideia, como manifestação ou expressão.
Por essa, e não por outra razão, meu corpo é a exata imagem e semelhança de minha consciência e reflete, ou exprime, as qualidades, o caráter e a natureza de minha própria consciência de ser.
Chegados pois a este ponto, entendemos que Eu sou Deus, que Deus é a mente e a vida do indivíduo, que o corpo existe como idéia de Deus. Deus, ou o EU SOU, é universal, infinito, onipotente e onipresente; por isso, a idéia de corpo é igualmente indestrutível, imperecível e eterna. Nunca nasceu e nunca morrerá. Nunca serei privado da percepção consciente de meu corpo e, por isso, nunca estarei sem meu corpo.
Quando olhamos para o mundo com nossos olhos, não vemos nosso corpo, não vemos esta ideia divina e infinita chamada corpo: o que vemos é um conceito, mais ou menos universal, desta ideia. Quando vemos um corpo saudável, uma bela flor ou árvore, estamos vendo um conceito bom da ideia de corpo, árvore ou flor.
Quando vemos um corpo envelhecido e adoentado, uma flor murcha ou uma árvore seca, estamos vendo um conceito errôneo da ideia divina. Quando melhoramos nosso conceito de ideia, de corpo ou manifestação, chamamos esta concepção melhorada de cura. Na realidade, nada aconteceu ao tal paciente, ou ao seu corpo — a mudança ocorreu apenas na consciência do indivíduo, e se tornou visível como crença melhorada, ou cura. Por esta razão, apenas o curador deve aceitar sozinho a responsabilidade da cura e nunca tentar repassar a culpa do fracasso para a pessoa que lhe pediu ajuda. Pois todo indivíduo é EU SOU, Vida, Verdade e Amor, e seu corpo existe como idéia eterna, espiritual e harmoniosa, sujeita apenas às leis do Princípio, da Alma, do Espírito, e é nosso privilégio, dever e responsabilidade conhecer esta verdade, e a verdade libertará todos aqueles que se voltam para nós.
Como consciência individual, espiritual e infinita, eu corporifico meu universo, corporifico ou incluo a ideia de corpo, de casa, de atividade, de rendimento, saúde, riqueza e amizade, e estas estão sujeitas apenas às leis espirituais e à vida. O corpo não age sozinho: ele é governado harmoniosamente pelo poder espiritual.
Quando o corpo parecer discordante, inativo, superativo, instável ou aflito por dores, sempre há a ideia subjacente a isso de que ele possa agir sozinho, que tenha o poder, por si, de se mover ou não, de sofrer, de doer, de adoecer ou de morrer. E isto não é verdade. Ele não dispõe de atividade ou inteligência próprias. Toda ação é espiritual, portanto, ação boa e onipotente. Quando reconhecemos esta verdade, o corpo responde ao conhecimento ou compreensão da verdade. Nenhuma mudança ocorre no corpo, pois o erro nunca esteve nele. O que muda completamente é o conceito de verdade que é, que foi e que sempre será. Lembremos aqui de que não há nenhum “paciente externo”, nenhum corpo fora daqui a ser curado, melhorado ou corrigido. Trata-se sempre de uma falsa ide
ia ou crença no pensamento do indivíduo que deve ser corrigida.
Quando começamos a compreender que o corpo não age sozinho, que ele apenas responde aos estímulos da mente, podemos desconsiderar as chamadas condições físicas desarmônicas e nos fixar apenas na verdade de que a Vida sempre se expressa harmoniosamente, perfeitamente e eternamente como a divina idéia de corpo.
A compreensão de que EU SOU consciência espiritual, individual e infinita, que corporifica toda idéia correta e a governa com harmonia, nos trará saúde, harmonia, lar, emprego, reconhecimento, paz, alegria e domínio. Compreender que isto é verdade para todos os indivíduos, desfaz a ilusão de ódio, inimizade e hostilidade. E isto também faz de você um praticante, um curador ou um mestre, mesmo que não faça desse trabalho uma profissão.
Passemos agora a encarar nossas superstições ortodoxas, para delas nos livrarmos. Jesus foi enviado ao mundo para livrá-lo do pecado, da doença ou da escravidão? Não, Deus, o Princípio infinito, a Vida, a Verdade e o Amor não conhece o erro, o mal, o pecado nem o pecador. Jesus viu tão claramente esta verdade que tal visão fez d’Ele o Salvador, o curador, o mestre; e o mesmo poderá ocorrer conosco. A ação da Verdade na consciência individual é o único Cristo. O Cristo nunca é uma pessoa. A ação da Verdade na consciência individual constitui o único Cristo, sempre presente, aquele que era “antes de Abraão”. Esta atividade da Verdade dentro de você é o seu Cristo. A ação da Verdade na consciência de Buda revelou a natureza do pecado, da doença e da morte como sendo ilusões ou miragem. Esta mesma ação de verdade na consciência de Jesus Cristo revelou a nulidade da matéria; desdobrou-se como consciência curadora, diante da qual desapareciam o pecado e a doença, e a própria morte era vencida. Todo conceito errôneo, quer do corpo, do negócio, da saúde ou da igreja, deve desaparecer na medida em que a idéia correta sobre isso se instala na consciência individual e coletiva.
E que dizer da imaculada concepção, ou nascimento espiritual? A imaculada concepção ou nascimento espiritual é o alvorecer da ação da Verdade na consciência individual, ou a Cristo-Ideia. Apareceu em Jesus como a revelação de que “Eu sou o caminho, a verdade e a vida… eu sou a ressurreição e a vida… Aquele que me vê, vê Aquele que me enviou”.
A ação da Verdade na minha consciência, o Cristo de meu ser, está revelando que eu sou consciência espiritual individual, infinita, que corporifica meu universo, incluindo meu corpo, minha saúde, prosperidade, meu lar, minhas amizades, a eternidade e a imortalidade.
Deixemos que a ação da Verdade em nossa consciência seja o primeiro e único objetivo, e nosso Cristo se nos revelará, em seu modo individualizado.
Não existe o mal. Por isso, paremos de resistir a uma discórdia específica, ou a uma desarmonia da existência humana que se nos depara agora. Tal aparente discórdia desaparecerá assim que formos capazes de abandonar a resistência contra ela. E nossa capacidade de fazer isso está na proporção de nossa percepção da natureza espiritual do Universo. E uma vez que isso é verdade, é evidente que nem o céu nem a terra podem conter o erro de qualquer natureza; assim, o pensamento humano não iluminado vê o erro bem ali onde Deus brilha, a discórdia ali onde há harmonia, o ódio onde transborda amor e o medo onde de fato está a confiança.
O trabalho em que nos envolvemos é a conscientização de que somos consciência espiritual, infinita e individual, que incorpora dentro de nós mesmos todo o bem. Este é o cântico que cantamos, o sermão que pregamos, a lição que ensinamos e, até que nos venha a realização, será nosso tema, nosso leitmotiv. É o fio prateado da verdade que une todas as mensagens.
Nada pode vir de fora de nós; nada pode nos ser acrescentado. Já somos o vertedouro da consciência de onde jorra o Infinito. Aquilo que recebe o nome de humano em nós deve ser aquietado, para se tornar uma clara transparência através da qual nosso infinito Ser individual possa aparecer, se expressar ou revelar.
Quando olhamos as cataratas do Niágara, podemos até imaginar que, com tanta água a correr continuamente, venha a secar; mas, se olharmos para além do quadro próximo, veremos o Lago Erie e perceberemos que se trata de fato não de cataratas de Niágara, mas que este é o nome dado ao Lago Erie no lugar onde se derrama no precipício formando a cascata. A inesgotabilidade da cascata de Niágara é garantida pelo fato de que sua origem, aquilo que constitui o Niágara, é na realidade o Lago Erie.
E assim é conosco. Nós somos o ponto onde Deus se torna visível. Nós somos Deus-sendo o Verbo feito carne. Nossa fonte, aquilo que nos constitui, é Deus — o Ser divino e infinito. Nós somos Deus-sendo, Deus-aparecendo, Deus-se manifestando.
Conta a história que Marconi, quando ainda bem jovem, estava seguro que seria aquele que daria ao mundo a comunicação sem fio, e não os muitos cientistas mais velhos que o vinham tentando havia anos. Após cumprir sua promessa, foi-lhe perguntado porque tinha tanta certeza de que seria bem-sucedido. Ele respondeu que os demais cientistas estavam buscando primeiramente um meio de vencer a resistência do ar às mensagens enviadas através dele, enquanto ele já havia descoberto que não havia resistência alguma.
O mundo combate uma força do mal, porém nós descobrimos que não há tal força. Enquanto a matéria medica busca vencer ou curar as doenças e a teologia luta para superar o pecado, nós aprendemos que não há realidade na doença e no pecado, e as nossas assim chamadas curas se efetuam por causa desta compreensão.
Sabemos que existem estas aparências humanas chamadas pecado e doença, mas também sabemos que por causa da natureza espiritual infinita do nosso ser, pecado e doença não são realidades; não são o poder do mal; elas não têm um princípio de sustentação; por isso, elas existem apenas como irrealidades aceitas por reais, ilusões aceitas como fatos, a interpretação errônea daquilo que de fato é.
Nós nos amarramos com a crença de que haja um poder fora de nós mesmos — o poder do bem e do mal. Todo o poder foi dado a nós. E este poder é sempre bom, por causa da Fonte infinita de onde emana. O reconhecimento deste grande fato nos traz uma paz e uma alegria indizíveis, mas sentidas por todos aqueles que entram na esfera de nosso pensamento. Isto nos torna amados. Traz o reconhecimento e a recompensa. Garante-nos um lugar no coração dos homens e se torna a base de infindável boa vontade.
Sempre que se defrontar com um problema, independentemente de sua natureza, busque a solução dentro de sua própria consciência. Em vez de correr de um lado para outro, de buscar uma resposta com esta ou aquela pessoa, em vez de buscar a solução fora de si mesmo, volte-se para dentro. Na quietude e no silêncio de sua própria mente, deixe que a resposta para o problema brote por si mesma. Se fracassar uma, duas ou três vezes, tendo se voltado para a paz de seu reino interior, em perceber a resposta como um todo, tente de novo. Nunca será tarde demais, nem a solução aparecerá tarde demais. Quando aprendemos a nos tornar dependentes deste meio para lidar com nossos problemas e nossas experiências, nos tornamos cada vez mais hábeis em reconhecer rapidamente a revelação da harmonia por parte de nossa mente.
Por tempo demais buscamos nossa saúde, nossa paz e prosperidade fora de nós mesmos. Voltemo-nos agora para dentro e aprendamos que aqui, no reino de nossa consciência, nunca há fracasso ou desapontamento; nem tampouco nos depararemos com delongas ou traições, sempre que encontrarmos a calma de nossa própria Alma e a presença do Princípio que guia, que protege e governa, e ampara cada passo de nossa jornada.
Não nos surpreendamos, pois, quando se nos revelar a grande verdade de que nossa consciência é todo-poderosa e é o único poder que atua nos nossos negócios, que controla e mantém nossa saúde, que nos dá a percepção e a orientação necessárias ao nosso sucesso em todos os caminhos da vida. Isso o espanta? Não é de admirar! Até agora acreditávamos que houvesse, algures, um Poder deífico, uma Presença suprema que, se pudesse ser encontrada, nos ajudaria, e até curaria nossos corpos de seus males.
Torna-se agora claro para nós que a Deus-consciência é a própria consciência do indivíduo; é a onipotência e onipresença que nunca nos deixará e nunca nos abandonará, mais próxima que nosso próprio alento. Não precisamos dirigir-lhe preces, fazer-lhe pedidos ou buscar de algum modo o seu favor: basta-nos este reconhecimento, que leva à completa percepção desta verdade. A partir de agora, podemos relaxar e sentir a segurança desta presença constante e o poder desta consciência iluminada. Agora podemos dizer: “Não temerei aquilo que um homem possa me fazer”. Não mais recearemos condições ou circunstâncias aparentemente externas ou fora do nosso controle. Sabemos agora que tudo o que possa se tornar conhecido em nossa vida, ocorre de fato dentro de nossa consciência e, por isso, sujeito a sua direção e controle.
Tampouco esqueceremos a profundidade do sentimento que acompanha esta revelação dentro de nós, assim como o sentido de confiança e coragem que imediatamente lhe vem a seguir. A vida já não é uma seqüência de eventos problemáticos, mas uma jubilosa sucessão de fatos agradáveis. O fracasso é visto como o resultado da crença universal em um poder externo a nós mesmos; enquanto o sucesso seria a conseqüência natural de nossa percepção do infinito poder interior.
O alívio do medo, das preocupações, da dúvida, deixa-nos livres para atuarmos normalmente, de modo saudável e confiante. O corpo reage imediatamente ao estímulo vindo do interior. Uma nova vitalidade, resistência e harmonia física se seguem tão naturalmente como o repouso segue ao sono. Bem pouco sabemos da vastidão de nossa riqueza interior até conhecermos o reino de nossa própria consciência, o reino da Alma.
Quando, em silêncio, nos adentramos ao templo de nosso ser para obter resposta a alguma pergunta importante ou a solução de um problema vital, será melhor não formularmos nenhuma idéia por nós mesmos, não traçarmos nenhum projeto nem permitir que nossa vontade sobre o assunto gere nossos pensamentos. No lugar disso, aquietemos o mais possível nossa mente “tagarela” e adotemos uma atitude de escuta. Não será nossa mente pessoal ou mente consciente que nos dará uma resposta, nem a mente educada e formada pelo nosso meio ambiente e nossa vivência, e sim a Mente de Deus, a nossa Realidade, a Consciência criativa. E esta é melhor ouvida quando os sentidos e a mente intelectual estão calados.
Esta divina Consciência não só nos mostra a solução de todo e qualquer problema e a direção correta a seguir em qualquer situação mas, sendo infinita, é a consciência de todo indivíduo e faz convergir todas as pessoas e circunstâncias para o bem de todos.
Obviamente não podemos esperar que esta consciência universal atue em nosso favor e provoque perdas ou destruição para outros. O que é conseguido dentro e através do reino de nossa mente é sempre construtivo, quer individual, como coletivamente. Por isso nunca pode ser um meio de prejuízo, perda ou injúria para os outros. E nós nem dirigimos nosso pensamento para os outros, ou projetamo-lo para fora de nós em qualquer direção. O que nossa mente estiver desdobrando para nós, estará, ao mesmo tempo, operando como consciência de todos os envolvidos na ocasião. Nós nunca precisamos nos preocupar em “encontrar” alguma outra mente ou influenciar alguma pessoa. Lembremos de que a atividade da Consciência da qual somos uma manifestação exerce sua influência sobre todos aqueles que podem estar afetados ou envolvidos na situação ou no problema.
Não há problemas sem solução na Consciência, e esta mesma Consciência, que é nossa consciência individual, é o único poder necessário para estabelecer e manter a harmonia de tudo o que nos diz respeito. É o nosso voltar para dentro que traz à luz as respostas que já existem. Nossa atitude de escuta nos torna receptivos à presença e ao poder dentro de nós. Nossos períodos de silente contemplação revelam a força infinita e a energia construtiva, a direção inteligente que sempre habita em nós. Descobrimos, pois, em nosso reino mental, nossa Lâmpada de Aladim. Em vez de esfregá-la e exprimir um desejo, nos voltamos para nosso interior em silêncio e ouvimos — e tudo o que for necessário para o sucesso e a harmonia da vida, flui em abundância; nós aprendemos a viver com alegria, saúde e sucesso —, não em função de qualquer pessoa ou circunstância externa, mas por causa da influência e da graça internas de nosso ser.
Já não há necessidade de tentar dominar nossos sócios ou membros de nossa família. A lei interior mantém nossos direitos e privilégios. Todo desejo bom de nosso coração é agora satisfeito sem conflitos, sem medos ou dúvida. Quanto mais aprendermos a relaxar e observar ligeiramente nossos desejos, mais rapidamente e facilmente serão satisfeitos. Não nos é solicitado que andemos sofrendo pela vida ou que lutemos sem descanso por algum bem desejado — embora tenhamos falhado em perceber a presença de uma lei interior capaz de determinar e manter nosso bem-estar material.
De início, pode nos parecer estranho perceber que leis interiores governem eventos materiais — e pode parecer difícil, de início, alcançar o estado de consciência em que tais leis do nosso ser profundo se tornam expressões tangíveis. Nós o alcançamos, contudo, na medida de nossa habilidade para relaxar mentalmente, para atingir uma paz e uma calma interiores, e a partir disso contemplar silenciosamente as revelações que nos vêm do nosso íntimo. A quietude e a confiança logo nos trazem à presença da realidade e das verdadeiras leis que nos governam.
Para que não surja em seu coração a pergunta de como uma lei atuante em sua consciência, sem esforço volitivo ou direção, possa afetar pessoas e circunstâncias externas, peço-lhe que observe o resultado do reconhecimento das leis interiores e que verifique isto pela observação.
Ainda teremos clara a percepção do fato de que abarcamos nosso mundo dentro de nós mesmos; que tudo o que existe, pessoas, lugares e coisas, vive apenas dentro de nossa própria consciência. Nunca poderíamos ter consciência de algo fora do reino de nossa própria mente. E tudo o que está dentro do nosso reino mental é alegre e harmoniosamente regido e mantido pelas leis interiores. Nós não dirigimos ou forçamos estas leis: elas operam eternamente dentro de nós e governam o mundo exterior.
A paz interior se torna harmonia exterior. Assim que nosso pensamento assumir a natureza da liberdade interior, perderá o sentimento de medo, de dúvida e de desencorajamento. Quando a percepção de nosso domínio se fixa no pensamento, tornam-se evidentes uma certeza maior, uma grande confiança e firmeza. Tornamo-nos um novo ser, e o mundo reflete para nós este novo e mais alto conceito que temos dele. Aos poucos, desenvolve-se dentro de nós uma nova compreensão de nossos companheiros de jornada e de seus problemas, e brota de nós mais amor, mais tolerância, mais cooperação, mais ajuda e compaixão. Notamos que o mundo responde a este novo conceito que temos dele, e então todo o Universo vem a nós e deposita seus tesouros em nossas mãos.
Muitos tratados e convênios alentadores têm sido firmados entre homens e nações, e quase todos falharam, pois que nenhum documento pode ser mais valioso que o caráter de quem o assina. Quando estivermos envoltos pelo fogo de nosso ser interior, não precisaremos mais de contratos e acordos escritos, pois fará parte de nossa natureza básica o ser honesto, justo, inteligente e gentil — e estas qualidades são encontradas em todos que vêm compartilhar nossa experiência no lar, no escritório, nas lojas e em todos os caminhos da vida. O bem manifesto em nossa consciência volta a nós numa “medida sacudida, cheia e transbordante”.
Nesse novo estado de consciência, somos menos aborrecidos com as ações dos outros, menos impacientes com suas insuficiências, menos incomodados com seus erros. Do mesmo modo, em vez de sermos impedidos e limitados por condições externas, nós não as defrontamos, mas passamos por elas com quase nenhuma preocupação. Percebemos que algo dentro de nós rege nosso universo; uma Presença interior mantém a harmonia exterior. A paz e a quietude de nossa Alma são a lei da harmonia e do sucesso do nosso dia-a-dia.
Tudo o que nos ocorreu antes disso será uma nulidade, se não percebermos que, acima de todo conhecimento da verdade, devemos estar à sombra do Cristo.
Quando o Cristo penetra na consciência do indivíduo, o sentido pessoal de “eu” perde vigor. O Cristo se torna nosso ser verdadeiro. Não temos desejos, vontades ou poderes por nós mesmos. O Cristo estende sua sombra sobre nossa individualidade. Por vezes, ainda percebemos em nossa bagagem este sentido de finitude que tenta se reafirmar e mesmo dominar uma situação. “Pois o bem que quero, não faço; e o mal que não quero, este eu faço”, disse Paulo.
Deixemos, pois, claro que o “eu” pessoal não pode curar, ensinar ou dirigir com harmonia. Ele deve ser mantido sob controle para que o Cristo possa ter o completo domínio sobre nossa consciência.
O trabalho que é feito com a “letra da verdade”, com declarações e os chamados tratamentos, é insignificante se comparado com aquele conseguido quando rendemos nossa vontade e nosso agir ao Cristo.
O Cristo se torna mais claro à nossa consciência naqueles momentos em que nos deparamos com problemas para os quais não temos resposta, e não temos poder para superá-los; percebemos aí que “eu, por mim mesmo, nada posso fazer”. Nesses momentos de auto-anulação, o Cristo docemente estende sua sombra sobre nós, permeia nossa consciência e traz a “paz, sê quieto”, ó mente atribulada.
No Cristo encontramos o repouso, a paz, o conforto e a cura. O poder natural do sentido espiritual nos invade, e a discórdia e a desarmonia se esvaem, como a escuridão desaparece com a chegada da luz. De fato, isto só é comparável com o alvorecer; o influxo gradual de Luz divina clareia e dá cor à cena em nossa mente, e desfaz uma a uma as ilusões dos sentidos, os recantos mais escuros do pensamento humano.
A faina do dia-a-dia quer nos subtrair este grande Espírito, até que tenhamos o cuidado de nos recolher com freqüência ao santuário do nosso ser interior, e ali deixar que o Cristo seja nosso hóspede de honra.
Nunca permita que conceitos vãos ou crença em poder pessoal o afaste desta experiência sagrada. Esteja pronto. Fique receptivo. Aquiete-se.
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