terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O HOMEM NÃO NASCEU PARA CHORAR







Geralmente as pessoas procuram um caminho ou estudo espiritual, por que sentem a necessidade de melhorar ou ajustar alguma condição em sua vida. Sentem que não encontraram a plenitude de viver; que não estão felizes. Reconhecem que sua saúde ou algum outro aspecto de sua vida não é satisfatório. 


Em suma, estão buscando o “elo faltante”. Não estão procurando Deus por Ele mesmo, mas, sim, o aprimoramento de sua vida na terra o ajustamento de suas atividades terrenas.


É verdade que as verdades espirituais sempre trazem benefícios práticos à nossa vida, mas posso assegurar-lhe que você terá tudo o que espera humanamente, no estudo da Verdade, porque não está na natureza do ensinamento espiritual dar-lhe todas as boas coisas que você gostaria de ter. Sua saúde poderá melhorar; você poderá alcançar maior prosperidade ou outra forma de felicidade humana, mas não a totalidade do que espera.


Com o tempo verá o porque disto. Perceberá que é orar em vão, quando tenta realização humana através das verdades espirituais.


Percebemos claramente, através da mensagem de cada místico, que o objetivo da senda espiritual é “morrer para a experiência humana” e “renascer do Espírito”.Por eles aprendemos que o reino verdadeiro, o reino espiritual ou místico “não é deste mundo”, ainda que considerássemos este mundo como sadio, sábio e próspero.


A senda mística lhe ensina que a meta da vida não é uma meta metafísica para uma saúde melhor, para um lar mais confortável, ou um carro mais caro, ou uma esposa ou esposo satisfatório. A meta é libertar a alma do túmulo da existência humana, especialmente do túmulo da mente humana.


Se você dispõe de tempo para períodos de introspecção ou contemplação, procure sentar-se, acalmar-se e ver até que ponto você está aprisionado em seu corpo e em sua mente. Note o quão pouco você conhece, a não ser aquilo que você encontra lá. Então, constatará que toda a experiência humana é uma vida em prisão.


Efetivamente, cada ser humano vive preso à sua mente e ao seu corpo e, via de regra, durante sua vida inteira jamais se liberta dela. 

A maioria das pessoas – até mesmo as de elevada educação – acha que, o que não está na mente e no corpo, não tem realidade ou existência. O que se nota é que, quanto mais culta a pessoa é, maior é a sua prisão dos conceitos mentais.


Devidamente compreendida, a vida é uma aventura. Tal como o bebê, quando começa a engatinhar, se deslumbra com o mundo fora de seu berço, de seu quadradinho ou cadeirinha alta, embora bata sua cabeça ou queime os dedos no fogo, explorando cada canto da casa, assim deverá ser a nossa vida.


Infelizmente, com o tempo, a criança alcança a adolescência e perde todo interesse pela busca ou desejo de aventura. Pode haver um intervalo de curiosidade quanto ao sexo, mas quando ela é satisfeita nada mais resta no anseio da pessoa. A vida passa a ser vivida pelo que é gravado no corpo e na mente.


Felizmente, há alguns exploradores – artistas, aventureiros da alma para os quais a vida não perde o seu fascínio. Eles tentam alargar os seus horizontes nas esferas mental, física, artística. Muito poucos são os que buscam no campo da alma.


Pense um pouco na palavra “alma”. Constate como você sabe pouco a respeito dela. E um grande número de pessoas conhece ainda menos que você. Você teve oportunidade de ler muitos escritos e tem estudado algo sobre o assunto. Sabe que a maior compreensão deste tema é a maior experiência a que um indivíduo pode chegar.


A alma está aprisionada no túmulo que chamamos “experiência humana”: o túmulo da mente e do corpo. 

Se desejamos alcançar experiências da alma, temos de romper as barreiras do corpo e da mente. A isto, Jesus, nosso Mestre, chamou “de não nos preocupar com nossas vidas, mas de buscar o Reino de Deus – a esfera de Deus: a Alma. 

Mas violamos este ensinamento ao supor que a vivência de Deus ou da Alma consiste em melhorar as condições materiais de nossa vida. 

Mas as instruções divinas são claras: de não nos preocuparmos com esta vida, seja qual for o seu aspecto, corporal ou mental – e alcançar a consciência de um rumo mais elevado, de um objetivo ou significado mais alto em nossa vida.


A razão deste tema da Alma ser tão minimamente conhecido é porque se fala de Deus, sem compreender que Ele é a própria Alma do homem. 

Você nunca poderá contatar e sintonizar o Reino de Deus em você, enquanto não tomar consciência de sua própria Alma. Esta busca e este encontro é uma real aventura, porque você tem que deixar de lado os apegos ao corpo e aos conceitos mentais, partindo rumo ao que lhe é humanamente desconhecido.


O almirante Bird, quando se aventurou às regiões dos Pólos Norte e Sul, não sabia o que o esperava e nem tinha certeza de que encontraria um caminho de retorno. Deixou as águas familiares e seguras e foi para lá, embora sabendo que muitos exploradores tinha ido aos pólos e nunca mais tinham voltado. Todavia, Bird estava disposta a ir além do sentido de preservação de sua vida, em busca do desconhecido.


De modo parecido, na busca da Alma, você não tem absolutamente meios de saber o que irá encontrar e nem a garantia de que poderá retornar. Aqueles que foram antes de você não deixaram mapas. Não disseram como ir e como voltar. Sabemos que o roteiro é o caminho da meditação e um bom instrutor pode servir-nos de guia. Contudo, até mesmo esse Instrutor só pode guiá-lo na prática da meditação. Depois você será entregue a você mesmo.


Alguns ficam assustados à primeira visão do campo da Alma que, nunca mais se aventuram de novo para aquele lado. Deus é Luz. Entrar, face a face, com essa Luz tão ofuscante e cegante em sua intensidade, é mais difícil do que encarar diretamente o sol físico, em sua maior luminosidade, do meio dia. 

Portanto, se isto parece assustador, você deve mesmo munir-se de um espírito aventureiro, para realizar mais do que espera. Não que Deus seja assustador: os sentidos humanos é que se assustam ante o desconhecido. Na realidade, nada existe a temer nessa busca.


De modo geral, o progresso no caminho espiritual é muito gradual, de modo que o trajeto inteiro se transforma em alegria. Aqui e acolá haverá experiências surpreendentes, por que diferem do que você esperava. 

Você precisa perder seus equivocados conceitos acerca de Deus; você deve deixar de lado tudo o que esperava de Deus.


Eu gostaria de escrever um livro com a título: “DEUS PAPAI NOEL”, porque é esta a ideia de muita gente a respeito de Deus. Esteja seguro de que ninguém pode entrar no Reino da Alma com tais ideias. 

Você deve abandonar tudo o que até hoje esperava no sentido humano de companheirismo. Você gostaria de contar a seus chegados tudo o que você pensa e faz; você gostaria de partilhar com eles todas às suas alegrias e êxitos. Mas no caminho espiritual você não pode fazer isto porque, aqueles que não trilham este caminho não estão em condições de avaliar e de partilhar de tais experiências. Só mesmo em raras oportunidades você poderá encontrar alguém com quem partilhar estas coisas. Porém, mesmo em tal hipótese, você descobrirá que algumas coisas devem permanecer ocultas com você para sempre.

Isto explica a solidão de Jesus em Seu ministério de três anos. Quando Ele quis revelar alguns segredos da vida Espiritual, só pôde levar com Ele três de seus mais íntimos discípulos. Os demais discípulos não tinham condições de assistir à transfiguração e defrontar Moíses e Elias, que tinham vivido muitos séculos antes. Não poderiam compreender como eles viviam ainda e permaneciam exatamente lá onde eles estavam, comunicando-lhes Sua sabedoria. 

O Mestre não falou desta experiência aos demais nove discípulos. E mesmo aos três escolhidos, estou certo de que havia segredo que ele não podia comunicar. Esta é a “solidão” ou “silêncio” que guardamos, ao compreender que não podemos falar das experiências espirituais, senão com raríssimas pessoas.


No momento em que você toma contato com a Consciência mais elevada, sua visão se expande, abrangendo fatos presentes, do passado e do futuro. É como você ficar de pé, no terraço de um alto arranha-céu, de onde você pode descortinar, num ângulo de 360 graus, milhares de quilômetro em todas as direções enquanto que, no mesmo instante, um homem, na rua lá embaixo, só pode tomar consciência do que lhe esta próximo. 

Nos planos mais elevados de consciência, o passado, o presente e o futuro ganham imensas amplitudes (não relacionem com quiromancia ou cartomancia). Então podemos compreender como os profetas da Bíblia previam o que ia acontecer e podiam prevenir em tempo, os males que se anunciavam se continuassem agindo de modo errado. Mas eles foram muitas vezes castigados pelos teimosos reis. Da mesma forma, se você começasse a falar de certas experiências, além de você profanar e arriscar-se a perder essa percepção encontrará descrença e escárnio, porque não podem compreender o que não vivenciaram por eles mesmos. Eles não podem compreender. E você perderá muitos companheiros na senda espiritual.


Há uma razão prática para empreender a aventura espiritual: com aquilo que conhecemos até agora, é possível trabalhar, por trás dos bastidores, para mudar o curso de eventos futuros. Isto é conhecido dos místicos que se acham no outro lado do véu. Na medida em que eles acham homens e mulheres receptivos às necessidades espirituais, são capazes de lhes comunicar sua sabedoria. Assim, aqueles que estão agora na terra, podem exercer uma influência auxiliadora no ajustamento das condições humanas.


Porém, mesmo sem isto, a aventura valeria a pena, porque ela liberta nossa alma das limitações. Liberta-o da repetição monótona cristalizante de levantar-se, trabalhar, comer três vezes ao dia e depois ir para a cama à noite, para repetir tudo no dia-seguinte. Uma prisão!


O ser humano não foi criado para ser um escravo – física, mental e economicamente. 

O propósito essencial do homem é manifestar a sua natureza divina. Ele foi criado para ser um instrumento consciente de Deus na Terra – como rezou São Francisco. Tal é o sentido da suposta encarnação: Deus feito homem individual. 

O Filho pródigo simboliza “o caminho perdido” e mostra que o ser humano pode e deve encontrar a via de regresso ou retorno à “Casa do Pai” – ao estado de consciência divina, lá vivendo como herdeiro de Deus, revestido do manto de uma mais alta consciência, do anel de herança e união, no usufruto da glória de Deus.


O homem não nasceu para chorar. Todos as suas lágrimas são derramadas tão somente porque ele sente a sua limitação. Cada lágrima que você derrama é sinal de alguma restrição que você está experimentando em sua vida. 

O homem não nasceu para chorar! Quanto mais você procurar, dentro e em torno de seu corpo e de sua mente, tanto mais limitado e preso ficará. Não tenha a ilusão de que você é livre de seu corpo e de sua mente. Quanto mais você estudar a Verdade e observar os movimentos internos e seus impulsos, mais verá a necessidade de libertar a sua alma dos grilhões dos hábitos e crenças deste mundo. E quanto mais você o conseguir, elevando-se ao reino de Alma, até a aproximação dela, seu corpo e sua mente se tornarão mais receptivos ao governo divino interno e sua vida requererá menos atenção humana.


Eventualmente você também poderá ser livre destas limitações por um ato da Graça. Alguma coisa lhe acontecera – não por você sentar-se e simplesmente esperar por ela. 

Acontecer-lhe-á se você mantiver seus pensamentos focados em direção do Alto, como foi dito por Isaías (26:3): “Tu, Senhor conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está firmada em Ti”. “Reconhece-O em todos os teus caminhos e Ele te orientará” (Prov.3:6). “Na quietude e na confiança está a tua força” (Isaías 30:15). 

Neste sincero esforço, de sintonia é que você pode receber a Graça, que eventualmente o libertará. Agora você pode compreender porque os anjos são imaginados e representados com asas: porque os pensamentos voam, pairam. Estas experiências sublimes se dão no topo da montanha: nas sublimes alturas da consciência. 

Quando a Alma é liberada, ela voa para a alto, não no tempo e no espaço, mas em consciência. Não fica mais ancorada no chão. Não permanece mais enterrada no corpo e na mente carnal. Torna-se uma consciência ascendente, uma faculdade das alturas.


Quando uma pessoa passa pela experiência da morte física, supomos erroneamente que sua alma deixa o corpo e voa para o alto. Não é pela morte do corpo que isto acontece: é quando aprendemos a morrer diariamente para corpo e a mente. 

Então sim a Alma é liberada gradualmente para um estado mais elevado de consciência. Isto devemos alcançar enquanto estamos bem vivos, “por causa da morte para o sentido humano do ser”. Este é o dia em que você se liberta do túmulo do corpo e da mente e libera a sua Alma. Embora isto seja ensinado simbolicamente – como em todos os ensinamentos místicos, há quem o interprete literalmente, assim como fazem na história de Jonas na barriga da baleia, que simboliza o aprisionamento do homem nas crenças humanas.


Você sabe que tem um corpo e que tem uma mente, mas ainda não chegou a conhecer o verdadeiro Ser que você é e que tem esse corpo e essa mente. 

Conhecer essa real identidade é a aventura de sua vida: o seu despertar pare o real Ser que você é: essa Alma que vive. 

Você precisa primeiramente conhecer esse você que é essa Alma. Em seguida poderá começar a exploração, a busca, até encontrar-se! Esta é a razão de sua vida na terra. Esse Ser espiritual que jamais nasceu e jamais morre e que momentaneamente está sepultado num “parêntesis”, buscando saída, para dar um pleno propósito ao seu viver! 

Se você procurar em seu corpo, dos dedos do pés ao topo da cabeça, tentando localizar onde está esse Eu espiritual, descobrirá que Ele não se encontra em nenhuma parte de seu corpo. 

Então lhe virá a primeira sugestão: “Se não estou neste corpo, onde estou? O que eu Sou?” Aí começa a busca do homem criado por Deus. E a grande aventura se inicia!


É melhor que você guarde todas estas descobertas para você mesmo. Jamais acredite que poderá encontrar alguém que tenha exatamente as suas experiências. Então, um dia, quando você se encontrar conscientemente fora de seu corpo e compreender que EU SOU EU – será capaz de ver que Deus implantou a plenitude dEle em você, de modo que nada lhe pode ser acrescentado e nada lhe pode ser tirado. Verá que você se encontra na plenitude do Ser, em Deus. 

A partir desta experiência, você não procurará nada mais lá fora, mas estará livre para partilhar doze cestas cheias a cada hora do dia, sem qualquer pensamento de que esteja esgotando seu interno suprimento. Você passará a desfrutar a vida com alegria; a viver o céu na terra. Mas isto, só depois de você ver o EU SOU que você é, não limitado no corpo e em crenças materiais – senão um Ser incorpóreo, espiritual, onipresente, livre!

A partir deste instante você compreenderá o que foi dito: “As armas não atingem a vida; as chamas não a queimam; as águas não a podem afogar – pois você é o Eu, conscientemente realizado à semelhança de Deus, indestrutível, indivisível, inseparável de Deus. Nem a vida e nem a morte poderá separá-lo da Vida-Deus-Amor-Plenitude!”









A FINALIDADE DA VIDA






Eis diante de nós um dos assuntos mais importantes no mundo. Para que nascemos?

Não é possível que tenhamos vindo a este mundo simplesmente para ganhar a vida, fazer serviços domésticos, escrituração mercantil ao seja lá o que for que o destino nos reserve, apenas pelo privilégio de, no final das contas, nos deitarmos para morrer.

Se vivemos a fazer somente essa coisas, é porque ainda não descobrimos nossa verdadeira vocação.

Contudo, no momento que identificares a Deus, a Consciência infinita, como sua consciência individual,transporás os limites do teu ambiente, por mais fechado que pareça.

Sentirás o impulso insopitável de conhecer a finalidade da tua vida, porque todos nós temos uma alta missão a cumprir neste mundo.

Não está escrito na vossa lei... Vós sois deuses?

João:10:34 



Sempre o Mestre Jesus tentou alçar a consciência pessoal do homem ao nível que permitisse a este o reconhecimento da própria e verdadeira identidade, Deus – que és, que somos.

Jesus simplesmente aconselhou seu povo a ser o que ele era.

... É esta a vontade de quem me enviou: que todo homem que vir o Filho e crer nele tenha a vida eterna...(Jô 6:40).

Se puderes sentir ou perceber que Deus trabalha através de alguma pessoa, terás então que reconhecer que Ele trabalha igualmente através de ti, porque a experiência dessa pessoa era como a tua, antes que o Espírito a tocasse.



O objetivo do ensino da verdade espiritual é elevar o nível de nosso entendimento a ponto de nos podermos aperceber de nossa verdadeira identidade.

Se puderes crer que notaste um sinal de Consciência Espiritual, ou Consciência-Deus, emanar de algum instrutor espiritual, estarás crendo que o Filho está nele e, nesse momento, estarás salvo.

Serás de tal modo levantado que saberás que o que é verdade a respeito dele o é também com relação à tua própria identidade.

Se assim não o for, será porque o que notaste nesse instrutor não é real. Deus não olha a pessoas.

Atenta na história da vida de todos os líderes espirituais e descobrirás que, antes de se tornarem líderes, aconteceu-lhes algo que despertou suas mentes do mesmerismo dos serviços domésticos ou das atividades de empregado ou do comércio, permitindo-lhes perceber o fato de que Cristo era o próprio ser deles, o fato de que o próprio ser deles era o Filho.

É esta a vontade de quem me enviou: que todo o homem que vir o Filho e crer nele tenha a vida eterna, e eu o ressuscite no último dia. (Jô 6:40).


Ao te aperceberes de que o Filho está dentro de ti, o teu próprio ser será levantado a uma PERCEPÇÃO que te permitirá entender que tudo o que tenha sido verdade em relação aos líderes espirituais do passado, é verdade também em relação a ti, porque o que aparece como tu e como eu é intrinsecamente o mesmo EU.

Murmuraram dele os judeus por ter dito: Eu sou o pão que desceu do céu. (Jô 6:41)

Como os seres humanos detestam ouvir isso! Como os irrita ouvir alguém dizer: Tenho algo de Deus dentro em mim. Sou a própria presença de Deus. Ofendem-se com isto porque acham que alguém se colocando acima deles, julgando-se maior que eles e pretendendo separar-se dos demais. 


Não compreendem que isso é apenas a expressão de um princípio que todos devem e podem adotar.

Diziam: Não é este, porventura, Jesus, filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como diz, pois: Eu desci do céu?

Tornou-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se não o atrair o Pai que me enviou; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: Serão todos ensinados por Deus. (Jô 6:42-45).

Compreendes a mensagem? Jesus coloca-se acima de si mesmo e glorifica o CRISTO - DIMENSÃO ESPIRITUAL INFINITA, internamente. Depois volta e diz: Serão todos ensinados por Deus. Ei-lo, pois, a extinguir a personalidade humana.

Nosso estudo é para que Deus possa se revelar como nossa consciência individual: Eu sou o Verbo que se fez carne.

O início da sabedoria é quando desviamos nossa atenção do mundo externo, do mundo dos efeitos ou aparências e começamos a perceber que o poder não se encontra nele, mas em nós, como indivíduos. 


É-nos dado individualmente todo o poder. Como indivíduos, nós temos do domínio sobre todas as coisas que aparecem no mundo dos efeitos.

Ao invés de darmos tratamentos, vejamos se podemos sorrir, pelo menos internamente – não abertamente, para não ofender a ninguém ou não parecer que estejamos fazendo pouco de seus aparentes sofrimentos -; vejamos se podemos sorrir na atitude de quem dissesse mentalmente: Sim, mas eu sei que não há poder em aparências. O poder está em mim, em ti, em cada um, não importa quem seja ele.

Deus, a consciência de qualquer indivíduo, é o poder. Já não mais odeio, não amo nem temo aparências externas, ou o que o homem mortal ou efeitos materiais me possam fazer.

Não atribuas poderes a números, a pães e peixes, porque eles não têm nenhum poder. 

Eu sou o poder. Deus, a Divina Consciência, tem que aparecer como o meu infinito suprimento espiritual, como o meu corpo espiritual, ilimitado.

E VOLTANDO A PERGUNTA INICIAL - PARA QUE NASCEMOS?

Para saber que o Eu que Somos é Espírito e nunca nasceu e jamais morrerá ..

Para manifestar a Glória de Deus – ou seja, a PERFEIÇÃO ESPIRITUAL que é a nossa Eterna Identidade feita à imagem e semelhança de Deus - ESPÍRITO.









segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A PERCEPÇÃO DO CURADOR DE SER CONSCIÊNCIA DIVINA É QUE PROMOVE A CURA








Quando recorres a um curador espiritual, que é o que pensas que te vai ajudar? 


Tens alguma ideia sobre qual seja a razão, o modo ou processo por que se dará a cura que esperas? Se era por fé cega, confiança em Deus? Ou reconheces que se opera pela Consciência do curador? 

Quando pedes auxílio a um curador, esse auxílio vem porque ele alcançou uma PERCEPÇÃO em que o mal, a doença ou erro, seja qual for seu nome ou sua natureza, perdeu seu poder aparente.

Se pedires a ajuda de alguém que crê que a dor seja alguma coisa que se deva recear, ou que o erro, o mal ou a doença seja algo odioso ou temível, não serás curado. 


Mas quando pedires a ajuda de um curador que não teme germes, infecções ou contágio; alguém que sabe que micróbios, infecções e contágio não existem como poder, senão simplesmente como efeitos – serás curado mui rapidamente. O que cura é a PERCEPÇÃO do curador espiritual.

Poder-se-á perguntar: Onde está Deus em tudo isso? 

Na consciência que sabe que não existe nada que lhe seja oposto. Deus é a Percepção do curador que não teme, não odeia nem ama o erro, mal, doença sob forma alguma. Então, e só então, é que o curador realmente capaz de curar.

Aquele que teme a doença ou sente repugnância por esta ou aquela forma de pecado, ou que critica ou condena o alcoólatra ou o libertino, revela não possuir PERCEPÇÃO CONSCIENCIAL capaz de curar realmente. 


A Percepção Espiritual do curador é agente curativo somente na medida em que esteja isento de medo, aversão ou amor ao erro - mal ou doença, seja qual for o nome ou a natureza deste. 

Se tememos certa doença e acreditamos que tenha o poder de matar, então não podemos curá-la. 


Além disso, precisamos compreender que não há um Deus sentado perto de nós aguardando oportunidade para intervir no trabalho a nosso favor.

Deus é Consciência espiritual infinita, em que não há pecado, doença nem morte. Na medida em que o curador reconhecer esta verdade, tal será sua Percepção. 


Ninguém superou totalmente a crença de que existe poder e presença na matéria. Mas Jesus conseguiu superá-la mais do que todos os outros.

Há nisto um outro ponto a considerar. 


Talvez queiras saber por que será que um dia vais a um curador e és curado instantaneamente e, depois, em outra época, tens de voltar a ele quatro ou cinco vezes antes que se dê a cura. 





No primeiro caso, a cura foi instantânea porque quando pediste o auxílio do curador, este se achava em uma PERCEPÇÃO, na qual estava isento de ódio, mágoa, medo e amor às aparências. 

No segundo, a cura foi retardada por conta do contato do curador com sugestões hipnóticas do mundo, chegadas através de rádio e televisão ou de manchetes de jornais, ou devido a problemas de família. 

O curador faria melhor trabalho se pudesse ausentar-se frequentemente por períodos e dois ou três dias de cada vez.

Não há mistério nem milagre em relação à cura. Esta resulta diretamente da PERCEPÇÃO CONSCIENCIAL daquele a quem se recorre. 


Ao pedires o auxílio do curador, entras em contacto com a consciência dele. Se ele sempre estivesse na Percepção da sua Consciência divina, infinita, toda vez que lhe pedisse ajuda, serias curado imediatamente. 

Fará curas à medida que te aperceberes desta verdade: Deus é que é a tua Consciência divina, e não a tua mente pensante.

Quando alguém te pedir ajuda, volta-te, imediatamente e sem hesitar, ao teu mais alto entendimento, sabendo que o auxílio está chegando na medida de tua percepção de Deus como consciência individual, consciência que nada sabe acerca do erro, doença ou mal e nem toma conhecimento de forma alguma de erro- doença ou mal e que, por isso mesmo, não o odeia, não o teme, nem o ama.

Na proporção em que estudares, na medida em que meditares, Deus, ou a Verdade, Se manifestará e Se revelará como tua consciência individual.












domingo, 4 de dezembro de 2016

QUEM É O MIM?









A carne e o sangue não podem herdar/perceber o reino do Deus. 

Se não entrastes/percebestes o reino do céu é porque durante toda a tua vida tens estado a lidar com a carne e o sangue.

Agora precisas abandonar todo o teu interesse pela carne e o sangue, ou seja, pelas aparências materiais e começar a compreender aquele que ele enviou. 

A Consciência infinita, chamada Deus, foi enviada ao mundo como tua Consciência.

Quando começares a crer real e verdadeiramente que Deus é a tua consciência, que tudo o que necessitas provém da tua consciência divina, e não de fora, não do mundo dos efeitos, então estarás na primeira etapa da expansão espiritual.

Replicam-lhe eles: Que sinal nos dás para que o vejamos e te demos fé? qual a tua obra? Nossos pais comeram o maná, no deserto, conforme está escrito: Do céu lhes deu pão a comer.

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; meu Pai é que vos dará o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá a vida ao mundo. (Jô 6:30-33).

O que é esse ele? É um homem, ou é tua consciência? 

É a consciência divina aparecendo como tua consciência individual a dar vida a teu corpo, a sustentar tua posição social, teu lar.

O Pão de Deus é a Consciência Divina, infinita, que aparece como tua consciência individual: é Deus a desdobrar-se, revelar-se, manifestar-se como teu ser individual. 


Quando souberes isto, poderás realmente crer n’ele e esperar tudo o que te for necessário na vida: todo suprimento, toda paz, todo domínio.

Disseram-lhe eles: Senhor, dá-nos sempre esse pão.

Tornou-lhes Jesus: Eu sou o pão da vida. Quem vem a Mim jamais terá fome; e quem crê em MIM jamais terá sede.

O mundo pensa que esse Mim representa um homem chamado Jesus Cristo, que viveu há dois mil anos.

Mas esse Mim, esse Eu é Deus, o EU ABSOLUTO e INFINITO, que aparece como EU individual. 

O MIM É O PAI, OU SEJA, O INFINITO INVISÍVEL - ESPÍRITO INFINITO - SENDO JESUS E SENDO VOCÊ TAMBÉM.

Esse Mim é o endosso da Unidade com o Pai - a origem Espiritual de Jesus e de todos nós, quando ele revelou: 
"Eu e o Pai Somos UM"

Eu sou o pão da vida, e o lugar onde estou é terra santa porque Eu estou nele. Não é isto algo tremendo?

A Consciência Espiritual individualiza-se como sendo tu!

O mundo tem estado a dizer que Jesus Cristo é ou foi essa Consciência, esse Eu, mas como nos poderá tal coisa ajudar, se somente Jesus é essa Consciência, esse Eu, e eu não O sou?

...Bem vos dizia eu que não credes, ainda que me tenhais visto. Tudo quanto o Pai me dá vem a mim; e eu não repelirei a quem vier ter comigo; porque desci do céu, não para cumprir a minha vontade, mas, sim, a vontade daquele que me enviou. (Jô 6:36-38).

Perceber que isto se aplica a nós? que o nosso único propósito é fazer a vontade daquele que me enviou?

Ninguém poderia ser atraído a uma pessoa agora, ou há dois mil anos atrás, só por possuir alguma espécie de mensagem pessoal.

A menos que percebas, não apenas que eu, o autor destas palavras, vim a este mundo para fazer a vontade daquele que me enviou, mas que esta é também a tua missão na vida, não terás alcançado o ponto mais importante de toda esta obra.






sábado, 3 de dezembro de 2016

RECONCILIAR-SE DEPRESSA COM O ADVERSÁRIO: É RECONHECER QUE NÃO EXISTE PODER OU PRESENÇA NAQUILO QUE SE MANIFESTA COMO ADVERSÁRIO




Vamos supor que alguém te telefone e diga: Estou doente. Ajude-me. Pois bem: até agora, quando te dizia: Não me sinto bem, provavelmente negarias isso, mas daqui por diante vamos aprender a não mais negá-lo. 


Não vamos levantar uma parede diante da doença. Ao invés disto, responderemos: De que se trata? De algum poder? De alguma realidade? Ou todo o poder está na consciência do individuo, que é a lei da saúde? E esse tumor, essa dor, ou essa carência, constituem alguma lei? Não. Naturalmente que não.


Desde o momento em que comecem a pedir-nos ajuda, esta deve ser a nossa atitude, a nossa compreensão. Poderemos encontrar-nos dizendo a nós mesmos: E daí? Ou alguma coisa semelhante que nos ajude a concordar com o adversário. 

O princípio de cura é o seguinte: Entra em acordo sem demora com o teu adversário. Não poderás combater coisa alguma com que estiveres de acordo. 

No momento em que te empunhes em luta ou combatas qualquer afirmação errônea que se te apresente, estarás acirrando o ânimo do teu adversário, ao invés de te reconciliares com o que se te afigura um erro mas, na realidade, não passa de uma ilusão – se é que pode haver realidade numa ilusão. 

No instante em que combates ou atacas qualquer erro como algo que precise ser removido, tu o estás ajudando a firmar-se, e então ninguém sabe quanto tempo a cura levará. 

As curas instantâneas se realizam quando o curador está cônscio ou convicto de que não existe poder ou presença na suposta manifestação do erro. 

Haverá tal coisa como possibilidade de cura enquanto estivermos pensando em cura ou tentando curar doenças ou seja o que for? 


A cura resulta do reconhecimento de que a Consciência individual é Deus, ou que Deus é a Consciência do indivíduo. 

A Consciência do indivíduo é a Lei que determina o estado em que ele se encontra externamente. 

Em linguagem bíblica: "Maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo". 

A Consciência de Deus – a Consciência do indivíduo -, é sempre a lei, é sempre a presença, é sempre a realidade. 

Tudo o que aparece exteriormente não passa de efeito e, como tal, não pode ser a lei. Como efeito, não pode ser causa. Como efeito, não pode ser poder. Nenhum efeito pode ter poder sobre outro efeito. É lei espiritual. 

A Consciência é todo o poder. Todo poder vem do Alto. Deus deu domínio ao homem. 


Em outras palavras: Deus, a Consciência universal, deu ao homem, isto é, à consciência espiritual individualizada, todo o poder sobre todas as coisas que existem no reino dos efeitos quer seja uma pequenina flor ou em planeta, no céu.






sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A CONSCIÊNCIA INFINITA É A SUBSTÂNCIA, FORMA , PRINCÍPIO E LEI PARA TODO SUPRIMENTO







Este texto trata da expansão das atividades da Consciência Espiritual, ou seja autorrevelação ou automanifestação de Deus, a Consciência infinita, indivisível, que se revela, desenvolve e manifesta como consciência individual. 


Este trabalho é, portanto, de natureza individual e deve ser realizado pelo esforço próprio de cada um – pelo teu esforço. E teu êxito se revelará quando alcançares certo grau de Consciência Espiritual.

Consciência Espiritual é esse estado de consciência do qual desapareceram as crenças mundanas. 


Consciência Espiritual, ou Consciência Crística, é esse estado de consciência que não mais reages às coisas do mundo externo. 

Tu és consciência infinita, Espiritual. És a lei para a tua vida. Nada do que está fora de ti, nada do que existe como efeito, pode ter influência ou autoridade sobre ti. És a lei para todo efeito. 

Quando amas, odeias ou temes alguma coisa do mundo externo, é porque estás hipnotizado, num estado de consciência mortal/humana.

O que os seres humanos mais procuram neste mundo é ganhar dinheiro – primeiro o dinheiro, depois o sexo. Estas são as coisas que a humanidade busca com mais empenho. 


A consciência mortal/humana valoriza o dinheiro e diz: Isto me ajudará muito! Mas a Consciência Espiritual não confia nele. 


A Consciência Espiritual conhece a verdadeira natureza do suprimento aparentemente material: O suprimento é a minha Consciência individual, é a Consciência-Deus individualizada como sendo eu. 


Seja lá o que for que pareça necessário à minha vida, terá que vir como revelação da infinitude da minha Consciência Espiritual. Por isso não me preocupo com a aquisição de um dólar ou de um iate.

Esta é a atitude que precisas aprender a tomar, que precisas praticar até que se torne uma realidade em tua vida. Humanamente, esta atitude não é natural para os adultos, mas o é inteiramente para as crianças. 

A criança, que ainda não aprendeu a valorizar o dinheiro, é capaz de lançar fora uma moeda de ouro de vinte dólares. Seu senso de valor é o afeto, o amor que sente aos pais e o que estes têm por ela. Este amor é o seu suprimento, e ela o sabe. Enquanto existir esse afeto entre a criança e seus pais, o alimento diário, a roupa e o lar se lhe apresentarão naturalmente. 

O amor é o senso de suprimento da criança. Somente quando perde este senso de amor é que o seu senso de suprimento muda e passa a representar-lhe cinqüenta centavos ou um milhão de dólares.

Precisamos voltar a ter essa mesma confiança que tínhamos nos dias de nossa infância. 

Jesus nos disse que temos de nos tornar como uma criança. 


Procuremos pois, voltar a esse estado em que não se toma dinheiro por suprimento. 

Comecemos a compreender que o nosso suprimento é o Amor, a Consciência, ou a Espiritualidade, e que enquanto tivermos a presença do Amor, ou seja, a Consciência de que Deus - Espírito é o nosso SER, tudo o que precisarmos chegará até nós por desdobramento natural de Sua Presença. Isso representa uma etapa no desdobramento natural e Revelação de Deus, a Divina Consciência, que aparece como Amor, suprindo as nossas necessidades humanas. 


É fácil compreender que por algum tempo precisas-te lembrar, toda vez que lidares com dinheiro, de que este não é suprimento, mas sim, o efeito do Amor, o resultado da Presença de Deus, que aparece como tua Consciência. Deste modo desenvolverás, pouco a pouco, dentro de ti mesmo, uma atitude na qual não reconhecerás o dinheiro como teu verdadeiro suprimento.


Como exemplo disto, cito o caso do casal de hindus que se iniciou na vida espiritual e se pôs a caminho com suas tigelas de pedintes: 


Certo dia, quando andavam por uma estrada, o marido à frente, e bem perto da mulher, inclinou-se e apanhou algo do chão, esfregou-o no manto e meteu no bolso. A mulher perguntou-lhe o que havia encontrado. Quando ele mostrou um diamante, ela de imediato o repreendeu com severidade: Estamos vivendo uma vida espiritual. Como poderá esse diamante ter mais valor que o lodo que tirastes? O valor não está no diamante. O valor está em nossa Consciência. O valor é a nossa Consciência, que é a Substância, a Forma, o Princípio e a Lei para o diamante. 


Enquanto Eu existir – e o Eu é Deus – serei a Lei que produzirá aquilo que eu precisar, sob a forma necessária, seja ela qual for. 








quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A CONSCIÊNCIA DA VERDADE DE QUE DEUS É TUDO FAZ DESAPARECER TODAS AS ILUSÕES: PECADO, DOENÇA E CARÊNCIA





O curador espiritual poderá dizer ao paciente: Não existe senão uma vida, e essa vida é Deus. Isto que estás vendo é sugestão, não é real, não faz parte do teu ser.


Quando o curador tem convicção e consciência desta verdade, muitas vezes o erro – a doença, o pecado, ou a carência – desaparece sem que ele precise fazer afirmações.


Entretanto, se o curador estiver simplesmente a repetir o que viu, o que leu, ou alguma coisa de que se recorde, apenas desejando e esperando que isto seja verdade, então suas afirmações não terão poder algum. 
 

As coisas de Deus são tolices, para os homens, e assim também os assuntos dos homens são tolices, para Deus. Procura lembrar-te disto quando fores tentado a levar qualquer dos teus problemas a Deus.

Pensar que Deus cure um corpo enfermo, ou que solucione determinado problema de desemprego, ou que faça com que seja eleito o teu candidato favorito, é tolice.


Os assuntos humanos, os relativos e este sonho de Adão – este sonho de existência material de toda a humanidade – são desconhecidos de Deus. Isto é o que torna possível a cura.


A doença não tem existência real: é desconhecida de Deus. É por isto que a doença e a aflição, ao se chocarem com a consciência que conhece esta verdade,inevitavelmente se rendem pela impotência própria da sua nulidade.


Lembra-te sempre de que, no mundo espiritual, ensinar e aprender são atividades espirituais.



Entra na tua consciência e ora a Deus. Roga a Deus que te seja revelado o teu mestre que é a Tua Consciência Divina, ou seja, o Espírito Santo que tu és e o conhecimento que ele deve impartir. 
 
Ora assim: Pai, conduze-me a ele; conduze-me ao mestre; conduze-me ao Espiríto Santo que Sou.

O objetivo e conseqüência da prática dos ensinamentos de "O Caminho Infinito" é a expansão das atividades da tua Alma, o desenvolvimento das faculdades da Alma do teu próprio ser.


Para aqueles que transmitem conhecimentos espirituais, o ensino é um ministério sagrado.

Um instrutor deve viver de tal maneira na consciência de Deus, que possa tornar-se capaz de impartir realidades divinas. Isso só poderá ser fruto de um estado de consciência de quem pratica e vive esta verdade. Nada é mais sagrado que o ensino espiritual. Nada existe que mais contribua para elevar-te acima do senso de vida mortal, material, que o ensino espiritual correto.


Sê, pois, guiado pelo Espírito! Faze desta busca de teu mestre interior um rito sagrado!




Quando receberes alguma instrução, ou a encontrares em algum livro, senta-te silencioso e medita durante algum tempo: dá-lhe oportunidade de trabalhar dentro de ti , através de teu mestre interior.