sexta-feira, 5 de agosto de 2016

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - 5






Nunca tratamos de uma condição: tratamos de um hipnotismo.

O hipnotismo é a “substância” do problema. Conscientes disso, ficamos repousados na percepção de que jamais o hipnotismo cria coisa alguma.

Nosso trabalho é reconhecer que, como Deus, o Ser infinito, está aparecendo como Ser individual, não existe pessoa passível de ser hipnotizada, e esta Verdade inclui o nosso Ser.

Assim, eu não posso ser hipnotizado; não existe mente que acredite em dois poderes: a mente única que existe, é instrumento puro de Deus. 

Um motivo pelo qual muitos fracassam na cura é que tentam mudar uma condição, como se ela fosse real, em vez de discernirem que ela é um falso conceito mental da Realidade ali presente.

O hipnotismo é a “substância” de todos os males que afligem o mundo. 

É vitalmente importante lembrarmos que o hipnotismo não cria uma coisa, mas cria somente a tentação de nos fazer crer na existência de uma condição ou um poder além de Deus.

O mundo da Realidade divina está aqui e agora.
A pessoa da Realidade divina está aqui e agora.

O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. 
Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus. 

Se um quadro for visto através de vidro fosco, mostrar-se-á distorcido; porém, quando o vidro for transparente, a Harmonia divina sempre-existente conseguirá ser observada através dele. 

Para atingirmos a consciência deste princípio, precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. 

Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado.

Uma pessoa não hipnotizada, firmada no princípio de que DEUS É TUDO, E NADA MAIS EXISTE, pode retirar um grupo de pessoas do hipnotismo.











                           Lorraine Sinkler








quinta-feira, 4 de agosto de 2016

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - 4










Somente quando elevamos nossa consciência ao ponto em que a mente se torna um espelho perfeito é que veremos a Realidade que não necessita de cura.


O que vemos com a mente não iluminada é uma percepção equivocada da Realidade divina, a que podemos chamar de “mente carnal”, aparência, sugestão, tentação ou hipnotismo. 

Há uma grande diferença entre acreditar que algo seja real e aquilo ser real de fato.

O hipnotismo jamais cria alguma coisa ou condição. 

Eis por que se torna importante que rapidamente, diante de um problema, seja reconhecido que sua única “substância” é hipnotismo ou aparência.

Devido ao hipnotismo universal, acabamos aceitando a crença em doença.

Não sejamos, contudo, tolos a ponto de acreditar que o hipnotismo cria mesmo uma doença! Não cria! 

Repito: o hipnotismo jamais cria alguma coisa; ele somente gera uma crença” de que aquilo existe.

Jamais o hipnotismo modifica o Universo espiritual e a criação espiritual (Realidade). Nunca ele modifica a Unidade; nunca ele cria uma dualidade.

Alcançaremos um estágio em que deixaremos de pensar em tratar uma condição ou o corpo de alguém. Instantaneamente reconheceremos ser aquilo a “mente carnal”, aparência ou hipnotismo. 

Quando cessa o hipnotismo, cessa também todo o conceito material de mundo – este conceito de mundo material ou de corpo físico é dissipado.











                          Lorraine Sinkler


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO -3






O corpo que vemos é uma formação mental; não é corpo sólido de carne e osso, mas uma formação mental de conceitos. 

Exatamente onde aparenta estar um corpo físico, existe o Corpo espiritual.

O conceito material de corpo é um quadro na mente, o que explica porque nunca estamos lidando com condições físicas.

O que aparece como condição física é, de fato, formação mental: um quadro que se apaga pela transformação de nossa mente. 

Frente a uma suposta doença mortal, não é fácil serenarmos a mente para atingirmos a paz na meditação. 

Porém, assim que for reconhecido que aquilo é uma imagem mental, formada mentalmente, tendo em vista que “matéria é formação da mente”, tornamo-nos aptos a permanecer sentados para discernir a presença real do Universo e do Corpo espirituais, exatamente aqui e agora. 

Podemos desenvolver um estado de consciência em que ficamos imunes a todos os males do mundo. 

Contudo, isto só nos será possível da seguinte forma: vendo os problemas pelo que realmente são. Que são eles? São a “mente carnal”, imagens mentais que desfilam diante de nós.

Há somente uma “mente carnal”, razão pela qual todos vemos coletivamente o mesmo quadro.

A Unidade é um princípio que jamais pode ser esquecido. 
Existe uma só Consciência; e, na realidade, existe apenas uma mente, que atua como instrumento da Consciência única.

Na crença, contudo, há a aceitação de dois poderes, e esta crença no bem e no mal é o que constitui a chamada “mente carnal”

Sempre é importante lembrar que estamos diante de simples quadros mentais.

A mente gera quadros que aparentam ser matéria sólida; entretanto, jamais estes quadros chegam a alterar a Realidade ali presente. 

Se as montanhas estiverem encobertas por nuvens, poderiam estas nuvens modificá-las?
Jamais! Nuvens, miragens, hipnotismo, ou “mente carnal” – com suas crenças no bem e no mal – nunca chegam a modificar o mínimo que seja da Realidade, por mais que, para nós, estas nuvens, a miragem, ou o hipnotismo, aparentem fortemente ser reais. 

E continuarão aparentando ser reais enquanto permanecermos no patamar da mente ou da matéria.











                          Lorraine Sinkler



terça-feira, 2 de agosto de 2016

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - 2











“Hipnotismo” é outra palavra útil. O hipnotismo jamais cria algo real.

Suponha que eu fosse hipnotizado para acreditar que um tigre estivesse entrando na sala. Que faria? 
Provavelmente sairia correndo o mais rápido possível! E aqueles não hipnotizados iriam dizer: “Que deu nele?” O fato de estar hipnotizado para ver um tigre não criaria um deles no local. O hipnotismo apenas criaria uma impressão, uma sugestão de algo que não existe realmente. 
Como seres humanos, estamos hipnotizados pela crença no bem e no mal, atuando sob a hipnose do mundo das aparências. 
Entretanto, tudo o que vemos tem por substância o hipnotismo, mero conceito ou imagem mental, que apenas tem “substância” na mente. 
A mente que aceita dois poderes é chamada de mente carnal, ou mente humana universal. 
Já a mente preenchida pela Verdade é clara transparência para o Universo espiritual, revelando o Corpo espiritual na plenitude de sua perfeição e o Universo em sua essência espiritual.

A mente carnal constantemente julga e avalia em termos de quadros ou imagens mentais e nunca em termos de Realidade. Ela reconhece somente um conceito do Universo e do Corpo espiritual perfeitos, que jamais necessitam de melhorias ou de curas. 
Já somos o SER PERFEITO que não necessita de cura. Basta afastarmos o que esconde esta perfeição, para que a chamada “cura” apareça. 
Mas ela não se dará enquanto estivermos acreditando que teremos de modificar alguma coisa. 
Cabe a nós perceber aquilo como “aparência”, que dispensa qualquer modificação, bastando-nos olhar além dela. Para isso, devemos eliminar as crenças que nublam a mente, nutrindo-a com a Verdade, com a sabedoria e leituras espirituais.

Os conceitos passam a ruir, a mente se torna bem transparente e o Verbo flui do interior para “se tornar carne” em nossa vida. 







                         Lorraine Sinkler

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - 1








Mesmo com dedicada prática, talvez não tenhamos atingido a união consciente com a Fonte de nosso ser.

Um motivo deve haver, e este é o seguinte: estamos diante de Deus e do problema.

Estamos, no fundo, tentando ver se Deus já atuou no caso. 
 
Apesar de muitos se acharem avançados demais para cair numa armadilha como esta, o fato é que acabam esperando que alguma situação desagradável comece a melhorar.

Isto nos leva ao mais importante dos princípios de cura. 
 
Devido à infinidade e bondade de Deus, a natureza do problema deve ser uma “aparência”, uma errônea compreensão a respeito da bondade eterna de Deus.

Há vários tipos de aparências. Uma delas é a que nos faz pensar que estamos parados, embora a Terra esteja girando velozmente em torno de seu eixo.

Uma aparência não traduz o que verdadeiramente É.

Na cura espiritual, o problema deve ser entendido como uma aparência ou sugestão, e uma sugestão jamais faz a coisa ser real.

Qualquer palavra que nos dê ideia de que o problema é inexistência passa a ser valiosa.

A palavra “tentação” pode servir para descrever a crença universal de que possamos estar separados de Deus, com vida própria, e que possa existir algo que nos cause dor e sofrimento.

Na verdade, há somente uma Substância, uma Vida, um Ser. 
 
A tentação que nos chega, é no sentido de nos fazer crer na existência de algo além de Deus no centro de nosso ser, o próprio EU que nós somos.

Jesus assim reagia às sugestões que lhe vinham: “Afasta-te, Satanás!”, ou seja, “afaste-se, tentação, nada me levará a crer na existência de algum poder ou vida ao lado do Uno”! 
 
 

 

                          Lorraine Sinkler



domingo, 31 de julho de 2016

JESUS NÃO FUNDOU NENHUMA IGREJA - JOEL GOLDSMITH






Jesus não fundou igreja alguma. Pregava nas sinagogas dos hebreus e pelos caminhos em que passava. 

Ensinava com base no Antigo Testamento, corrigindo, contudo, muitas crenças religiosas errôneas da época, procurando tornar aquelas sinagogas menos mercenárias. 

Não estava de acordo com o costume hebreu de criar doutrina, credo e cerimonial de importância. 

Não acreditava em suas preces de longa duração, em sacrifício de animais, etc., mas acreditava em adorar um único Deus, sem quaisquer ídolos, lembrando que “eu, de mim mesmo, nada faço” …”mas o Pai, que em mim está, faz as obras”. 

Não acreditava no antigo Deus Jeová que, sentado numa nuvem, tinha enorme barba e vestimenta branca. 

Jesus ensinava que “o reino de Deus está dentro de vós”.

Não fundou uma nova igreja, mas adicionou compreensão e amor à religião que já conhecia, e isto foi a fundação da Igreja Cristã.

Enquanto no Antigo Testamento era ensinado “olho por olho”, a nova igreja dizia: 
“ame seus inimigos”, “perdoe a todos até setenta vezes sete vezes”. 

Os hebreus acreditavam num Deus que recompensava o bem e punia o mal; a nova colocação dizia: 
“Nem eu, também, te condeno: vá e não peques mais”. 

Para expressar este pensamento com mais inteireza, foi dito: 
“A lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”.

Torna-se importante “concordarmos em discordar” das igrejas de até agora, sejam quais forem.

Nós temos deixado o Deus pessoal de todas as igrejas para aceitarmos como nosso Deus a Verdade, o Princípio, a Mente impessoais. 

Temos deixado o antigo conceito de prece (que ora a Deus por saúde, riqueza, etc) para adotarmos o conceito mais elevado: 
"A verdadeira oração não é pedir amor a Deus; é aprender a amar e a incluir o gênero humano numa só afeição".

Oração é a utilização do amor com o qual Ele nos ama. Faz descobertas novas e científicas de Deus, de sua bondade e poder. Ela nos mostra mais claramente do que antes víamos, o que já temos e o que somos; e, mais do que tudo, nos mostra o que Deus é.

Progredindo nessa luz, nós a refletimos; e esta luz revela as puras imagens da Mente em oração silenciosa, assim como a fotografia revela a luz solar para retratar a face de um pensamento agradável”.

Nós também abandonamos o antigo conceito do homem como mortal, às vezes bom e às vezes mau, ocasionalmente saudável e na maior parte das vezes enfermo. 

Nós reconhecemos somente o homem espiritual, a manifestação do ser divino; a eterna expressão da Vida, livre e incorpórea.











sábado, 30 de julho de 2016

EU VIM - JOEL GOLDSMITH










Se disser que Deus é onisciência, onipotência e onipresença, ou que Jesus é onisciência, onipotência e onipresença, não fará nenhuma diferença, pois estará considerando Deus e Jesus separadamente do “Eu” que você é.



Quando considerar que “Eu o Pai somos um”, sabendo que este “Eu” é onisciência, onipotência, onipresença, você, nesta UNIDADE, será infinito. 

Nesta UNIDADE, o “Eu” de seu Ser será imortalidade. E poderá verificar a diferença que se fará notar em sua vida diária.

A cada reconhecimento do “Eu”, você estará demonstrando a presença de Deus. 

Feche os olhos; volte-se internamente em atitude de “escuta”: 
Deus Se revelará. Deus revelará Sua Presença em seu âmago; mas será você quem Lhe deverá abrir caminho; terá de esvaziar recipientes já cheios; terá de entrar no silêncio sem quaisquer conceitos.

Pensar que Jesus, ou algum místico, “falava de si mesmo”, ao revelar o “Eu”, é enorme erro. 

Quando o Mestre disse “Eu”, referia-se àquele “Eu” que está em seu Centro, o que dava sentido a uma das maiores passagens das Escrituras: “Eu vim para que tenham vida, e que a tenham com abundância”. 

Se você lembrar que esta passagem está se referindo ao “Eu” que está em seu Centro, nunca mais temerá por sua vida, por seu suprimento, por sua felicidade ou por sua segurança. 

Para este “Eu”, em seu interior, é que você deverá olhar, e para nenhum outro. 

Deixe o divino “Eu” viver sua vida, vivendo conscientemente no “Eu” de seu próprio íntimo, no “Eu” que você declara ter vindo para que você tenha vida infinita, abundante e eternamente. 








                       Joel S. Goldsmith