terça-feira, 12 de julho de 2016

O NOVO HORIZONTE





O sentido que apresenta quadros de discórdia e desarmonia, doença e morte, é o mesmerismo universal que cria todo o sonho da existência humana. 
 
É preciso entender que, tanto uma harmoniosa existência humana como a mais discordante das condições do mundo, ambas são igualmente irrealidades. Deve ser percebido que todo o cenário humano é uma sugestão mesmérica, e que devemos nos elevar acima do desejo de vivenciar inclusive as boas condições humanas.


Compreendamos, integralmente, que uma sugestão, crença ou hipnotismo é a substância ou alicerce de todo o universo mortal, e que as condições humanas, boas ou más, são quadros semelhantes aos de um sonho, sem qualquer realidade ou permanência. Fiquemos desejosos de que desapareçam, de nossa experiência, tanto as condições harmônicas como as desarmônicas, a fim de que a Realidade possa ser conhecida, desfrutada e vivenciada.


Acima deste conceito de vida, existe um Universo do Espírito, governado pelo Amor, povoado pelos filhos de Deus que vivem no templo da Verdade. Este mundo é real e permanente: Sua substância é Consciência eterna. Nele não há percepção alguma de discórdia e nem mesmo de bem material ou temporário.


O primeiro lampejo da Realidade – do Reino da Alma – surge com o reconhecimento e conscientização do fato de que todas as condições e experiências temporais são frutos de auto-hipnose. Pela conscientização de que o cenário humano todo, com seu bem e seu mal, é ilusão, surge o primeiro clarão e experiência do Mundo da criação de Deus e dos filhos de Deus que habitam o reino espiritual.



Agora, neste momento de elevada consciência, somos capazes, embora vagamente, de contemplar a nós mesmos como livres de leis humanas, mortais, materiais e legais. Vemo-nos separados e apartados da limitação dos sentidos, e, em certa medida, captamos as ilimitadas fronteiras da Vida eterna e da Consciência infinita. Os grilhões da consciência finita começam a cair; os rótulos começam a desaparecer.


Passamos a não mais ficar com o pensamento preso à felicidade ou prosperidade humanas; tampouco ficamos preocupados com saúde ou lar. A liberdade do ser divino se torna aparente.



A experiência, a princípio, assemelha-se a olharmos o mundo desaparecer no horizonte e desabar à nossa frente. Não há apego a este mundo, nem desejo de nele nos agarrarmos, provavelmente porque, em grande extensão, a experiência não ocorre antes que dominemos grande parte dos desejos pelas coisas “deste mundo”. 
 
De início não podemos falar dela. Há uma sensação de “não me toques, porque ainda não subi para meu Pai” – ainda estou entre dois mundos; não me toque nem me faça falar sobre ele, pois poderei ser puxado de volta. Deixe-me ficar livre para a ascensão, e então, quando estiver completamente livre do mesmerismo e seus quadros, direi a você sobre muitas coisas que olhos não viram e ouvidos não ouviram.



Uma ilusão universal nos prende à terra , às condições temporais. Conscientize isto, compreenda isto, pois somente através dessa compreensão poderemos começar a soltar suas amarras sobre nós.


Quanto mais fascinados estivermos pelas condições humanas boas, e quanto mais desejos demonstrarmos pelas boas coisas da matéria, mais intensa será a ilusão. À medida que nosso pensamento habitar em Deus, nas coisas do Espírito, maior liberdade de limitação estaremos conquistando. Paremos de pensar tanto nas discórdias ou nas harmonias deste mundo. Paremos de temer o mal e de amar o bem da existência humana. Na proporção com que assim fizermos, estará a influência mesmérica deixando a nossa experiência. As amarras terrenas começarão a desaparecer; as algemas da limitação começarão a ruir; as condições errôneas darão lugar à harmonia espiritual; a morte abrirá caminho para a vida eterna.


Nosso primeiro lampejo, de que o paraíso está aqui e agora, marca o início de nossa ascensão. Esta ascensão é, então, entendida como uma escalada acima das condições e experiências “deste mundo”, e ficamos aptos a observar as “várias moradas” preparadas para nós na Consciência espiritual – na percepção da Realidade.


Não ficamos restritos à evidência dos sentidos físicos; não ficamos limitados ao suprimento visível; não ficamos circunscritos às fronteiras visíveis; não ficamos presos aos conceitos visíveis de tempo e espaço. 
 
Nosso bem estará fluindo do Reino invisível e infinito da Alma, do Espírito, para nossa imediata apreensão. Deixemos de julgar o nosso bem em função de quaisquer das chamadas evidências sensíveis. 
 
Dos mananciais tremendos de nossa Alma surge a percepção instantânea de tudo que podemos utilizar para termos uma vida com abundância. 
 
Nada de bom nos é retido, quando olhamos acima da evidência física diretamente para o grandioso Invisível. Erga os olhos! Erga os olhos! O Reino dos céus está próximo!


Eu estou rompendo o senso de limitação para você, como uma evidência de Minha presença e de Minha influência em sua experiência. Eu, o seu Eu, estou em seu âmago, revelando a harmonia e a infinidade da Existência espiritual.
 
Eu, o seu Eu, e nunca um conceito pessoal de “eu”; nunca uma personalidade -, mas o Eu de seu próprio ser, estou sempre com você. Erga os olhos! 
 
 
 
 
 
 



segunda-feira, 11 de julho de 2016

Nunca tente Mudar Pessoa ou Condição ...










 
 
Tão logo você avance na prática e, através da meditação, possa alcançar o ponto em que estará acima "deste mundo", irá me conhecer como eu sou e irei conhecê-lo como você é. 
 
É assim que ocorrem as curas, e isso explica porque previno aos estudantes que não digam às pessoas que devam se corrigir, e que não recusem pacientes que não pareçam estar agindo conforme eles julguem ser o certo. O estudante não tem nada com isso. Cabe-lhe se voltar ao próprio interior e ver a pessoa necessitada de ajuda como sendo Deus; e então, rapidamente o paciente se amoldará ao "modelo que te foi mostrado sobre o monte" (Hebreus 8:5).

O mundo está hipnotizado a tal ponto por pessoa, local e coisa, que dispondo de boa pessoa, bom lugar e boa coisa, todos julgam isso tão agradável e confortável que, desejando desfrutar desses efeitos, não buscam nem desejam algo mais elevado do que eles. 
 
Estes prazeres e usufrutos materiais, contudo, não podem ser uma graça permanente, pois, por mais bem que a pessoa possua, ela ainda continuará flutuando entre os pares de opostos (bem e mal).

Assim, digo-lhe mais uma vez: se for levado a tratar uma pessoa na intenção de mudá-la ou aumentar-lhe os bens "deste mundo", ou se você temer a guerra, a depressão, a bomba atômica, você estará hipnotizado. 
 
A questão, nesse caso, se reduzirá a ficar sabendo em que data será posto num túmulo.
 
Entretanto, se você captar esta visão espiritual, no momento em que for deixar este mundo, passará por uma experiência de transição que será melhor e mais elevada do que esta.

Você não pode tratar uma pessoa; não pode tratar uma condição. Seria o mesmo que tentar tratar "cobras vistas no vaso", dizendo: "Preciso escapar de minhas três cobras" (No caso de um vaso em que flores sejam vistas como cobras, por sugestão de um hipnotizador). Assim que me livrar delas, terei condições de estudar melhor." Pode ver que grande tolice? Não há cobra alguma presente; portanto, jamais irá conseguir escapar delas. Tudo o que tem a fazer é escapar do hipnotismo!

Quando de fato você souber disso e acreditar - não apenas aceitar as palavras -, não terá mais que estudar a Verdade, pois o único objetivo deste estudo é aprender que o hipnotismo é a única ilusão; tendo isso sabido, não haverá mais o que estudar. Todo o restante ficará para ser vivenciado dentro de nosso próprio ser.

No instante em que tentar mudar ou melhorar um estado de doença ou condição, você próprio estará hipnotizado, uma vez que inexistem doenças ou condições apartadas do mesmerismo ou hipnotismo. Portanto, ser levado a trabalhar uma condição apenas irá torná-la inteiramente pior.

Aqueles que estão lendo ou estudando a Verdade, ou que estão empregando a Verdade para obter uma cura, suprimento ou outra coisa qualquer, logo perceberão que quanto mais fixarem suas mentes no anseio de escapar da condição ou obter uma cura, mais estarão se envolvendo com a miragem da ilusão.  
 
É preciso notar que não há nenhuma demonstração humana a ser feita. Há somente uma demonstração, e esta é obter a conscientização de Deus.

Quando você puder conscientizar Deus, conseguirá tudo: terá vida imortal; eternidade e infinitude. 
 
Você não poderá demonstrar um lar, uma companhia, um divórcio ou um trabalho: poderá apenas demonstrar a Presença de Deus, e esta inclui toda natureza da demonstração externa que deva ser feita.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 9 de julho de 2016

CRISTICIDADE - 2











AS ASAS DO ALTÍSSIMO COBRI-LO-ÃO

O místico, no pináculo de sua iluminação espiritual, transpõe o visível e contempla a Presença ou o Poder oculto em ação. Com essa compreensão mais profunda de cada pessoa e objeto visível, ele pode testemunhar a Atividade do Espírito aparecendo como forma. 
Toda pessoa que alcança a comunhão consciente com Deus é agraciada com vislumbres do Infinito Invisível, que está continuamente produzindo e renovando o universo externo.

Algo parecido ocorre na experiência de um praticista de cura espiritual: num certo ponto do tratamento ou meditação, a atividade mental cessa e ele alcança um lampejo do homem real, aquela invisível parte de si mesmo, chamada Filho de Deus, que é o Cristo do ser individual. 
Cada um de nós tem uma invisível Seidade da qual da qual nosso aspecto visível é uma simples forma externa. Isto você pode provar por si mesmo, fechando os olhos e realizando que o Ser real, o você verdadeiro, está por trás de seus olhos, mas não é visível à consciência humana, quando você se olha no espelho. 
Aquilo que você vê não é você mesmo, senão a forma externa do Eu real, que é invisível, eterno e imortal, porque é a Presença de Deus em você. 
Quando tem este vislumbre, como Moisés no monte, você está pisando um solo santo, onde quer que você esteja, e terá outra visão, porque a real Presença de Deus estará olhando o mundo através de seus olhos.

Com meu intelecto não posso ver você e nem posso conhecê-lo pelo processo mental. Nem mesmo sua mãe, marido, esposa ou irmão pode conhecê-lo(a) realmente, porque seu Eu real é desconhecido a qualquer um deste mundo, exceto a você mesmo, quando iluminado; exceto pelas almas iluminadas pela consciente união com Deus, ou ainda daqueles praticistas espiritualmente esclarecidos que atingiram nível suficiente de iluminação para perceber sua essência espiritual.

Esta é a visão que resulta em cura ou solução de qualquer problema. Quando o curador vislumbra, ainda que momentaneamente, o Cristo em você, Aquele que lhe transcende o sentido físico e mental do ser, naquele instante ocorre a Imaculada Concepção. Então o praticista concebe sua identidade espiritual. E esta verdadeira identidade faz depois sua demonstração espiritual, manifestando-se visivelmente.

“E o anjo, respondendo-lhe, disse: “O Espírito Santo te cobrirá com Suas asas, pois aquele santo Algo que nascerá de ti, será chamado Filho de Deus”.

Esta experiência ocorre a todo praticista espiritual dedicado. Quando ele está meditando, o Espírito Santo desce sobre ele; o poder do Altíssimo o cobre com Suas asas e então, naquela fração de segundo de concepção, o Cristo lhe é revelado: o Filho de Deus nasce nele.

Esta experiência não remove os efeitos da doença ou privação, para devolver-lhe a saúde e a abundância. Ela sana sua condição humana e restaura sua identidade espiritual. O praticista mental meramente transforma uma crença em doença numa crença em saúde, mas o praticista espiritual, que experiencia a unidade com Deus, vive somente para um propósito: para que o Espírito Santo desça e permaneça com ele, cobrindo-o com Suas asas.

Sempre que ele alcança esse estado, acontece a Imaculada Concepção: o Cristo é nele concebido – sendo depois formado, com a continuação do esforço, até que nasça nele. Mas só pode nascer quando morre a ilusão do erro de sua parte humana e a sua Seidade espiritual faça Sua demonstração tangível em sua experiência.


A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

A descida do Espírito Santo, com essa experiência (de o Poder do Altíssimo cobri-lo com Suas Asas), ocorre somente quando você conquista alguma medida da realização de Deus como um único poder; quando tenha renunciado a todas as tentativas de lutar contra o erro, ou de usar a Verdade para vencer o mal; quando você cessar de resistir e de lutar, sabendo que “a batalha não é sua, mas de Deus” (“não por força nem por poder, mas pelo Espírito”). 
Quando você descansa nesta certeza e sabe que não é preciso combater nenhuma condição ou pessoa; que não adianta força física nem poder mental, porque tudo vem do Espírito (o Pai em você), então você repousa armas contra as chamadas forças e poderes deste mundo. Aí é que você chega à consciência da verdade de que só há um Poder: Deus. Então você sente a descida do Espírito Santo e o Poder do Altíssimo a cobri-lo com Suas asas. Só nessa condição é que sua consciência pode emanar, de você e através de você, a todos aqueles com quem você entra em contato, a força que lhe vem do Alto e de dentro.

No momento da concepção e do nascimento do Cristo em seu íntimo, você deixa de viver na parte humana para viver na Alma. 
A mente retoma sua própria função como instrumento dócil e fiel e seu corpo será utilizado como veículo de expressão e atividade do Cristo. 
Quando você realizar essa transição conscientemente, não perderá nunca mais seu corpo: mesmo que deixe esse plano, levará seu corpo com você. Entretanto ele continuamente surgirá para aperfeiçoar-se, de acordo com o seu conceito gradualmente mais perfeito do corpo. Você nunca mais deixará de ter um corpo e nem será privado da mente, senão que, agora, ambos, corpo e mente, tornar-se-ão veículos de expressão da Alma, pois esta se comunicará à parte humana através da mente, para que o corpo execute as funções do Ser. Cada fase de sua vida será, então, vivida diretamente pelo Espírito, que emanará do fundo de você.


Esta é a significação da Imaculada Concepção – a concepção do Cristo em sua consciência.  Mas, repito, esse nascimento só ocorre numa vida transformada. Ele nasce em sua experiência pessoal quando você transcende o viver mental para um viver através da Alma. Então, você não é mais um ser humano. Você é um Cristo de Deus!





sexta-feira, 8 de julho de 2016

CRISTICIDADE - 1








Examinando a história do povo hebreu, desde seus inícios, tal como é reatada na Bíblia, destacamos um tema central: a revelação do Cristo.

Todos os profetas hebreus, maiores e menores, conforme sua medida, demonstraram a onipresença do bem em meio à escuridão, desespero, carência, limitação, miséria e perigo, protegeram seu povo contra poderes físicos que lhe eram superiores; venceram dificuldades, a fim de que o povo pudesse receber, dentro de seu entendimento, educação e independência política.


Ainda que nenhum ponto da literatura hebraica (com a qual estou familiarizado), pareça reconhecer que na atuação de cada um desses profetas se revelava a atividade e presença do Cristo, isto é claríssimo. Todas as grandes demonstrações de suprimento, de proteção, de harmonia, que vemos nos livros do Antigo Testamento, não foram passes de mágica que fazem surgir algo do nada. Não! Eram reais demonstrações da presença do Cristo, sempre que a circunstância ou uma condição adversa o exigiam.




O PODER DE DEUS INDIVIDUALIZADO



Ressaltemos bem, não se trata do poder de um Deus manifestado de fora, mas de um divino poder que um indivíduo pode demonstrar. ,

A demonstração individual do poder divino é uma evidência tangível da atividade do Cristo na consciência humana.

Deus é UM, e Deus é Poder. A demonstração individual desse poder é o Cristo manifestado, o Verbo feito carne. Com esta compreensão, ao ler os registros dos vários profetas hebreus, notamos que eles estavam conscientes da onipresença do poder de Deus neles mesmos. Sabiam que estavam demonstrando individualmente, dentro de sua medida, esse poder.


O Novo Testamento é a continuação da história do povo hebreu, porém agora dirigido a um povo de mais alta dimensão de vida. Através um de seus rabinos – Jesus, o Cristo – foi ensinada uma nova forma de vida que não havia sido revelada nas Escrituras hebraicas. Por isso, fez-se necessária uma nova escritura, um Novo Testamento, para legar às gerações futuras uma mais alta revelação do poder de Deus individualizado na consciência humana.


Deste modo, surgiu uma segunda revelação.

Deus não é um poder acima dos outros poderes. Algo muito grande a pairar sobre alguém.

Deus não guerreia as nações vizinhas.

Agora começamos a compreender que esses poderes que o grande Deus Jeová combatia não eram poderes reais, senão algo que o povo aceitava como poder.

Deus não é algo que vai destruir poderes inimigos ou proteger-nos de forças adversárias. O Novo Testamento revela que eles não são poderes inimigos.


Em o Novo testamento fala-se pouco do poder de um Deus fora de nós. A ênfase, agora, é posta sobre o poder de Deus demonstrado pelo homem Jesus ou através de João, o discípulo bem-amado e, posteriormente, por meio de Paulo. Ali aprendemos que Deus é uno mas também nos é ensinado que este Deus uno está dentro de nós: Seu reino e reinado estão igualmente em nosso íntimo.


Antes de Jesus, de vez em quando se fala de um Deus poderoso no homem, mas o ensinamento mosaico não considerou Deus como poder individualizado, tal como o Cristo ensina em o Novo testamento, onde é claramente revelado que “o Reino de Deus está dentro de nós”.

No Novo Testamento Deus desce à filiação individual, à Cristicidade: a totalidade do Pai manifestando-Se como o Filho, na consciência individual. É o mesmo poder, mas agora dentro de cada um de nós.


Isso nos traz ao tema central da Cristicidade, que significa Deus manifestado no indivíduo.

Toda demonstração do Deus-poder é uma revelação do Cristo, porque é Consciência individualizada, manifestando a Presença, o Poder e Ação de Deus. Se isso não fosse verdade, restar-nos-ia um Deus meramente transcendente, sentado lá em cima, enquanto nós ficaríamos cá em baixo, sentados, esperando que Seu Poder se exercesse sobre nós.


A atividade de Deus é exercida dentro da consciência individual. Homens tais como Abraão, Jacó, Moisés, Josué, Elias, Eliseu, Isaías, Jesus, João e Paulo (para não alongar a citação), manifestaram esse Poder para que o mundo visse como Deus-Poder é individualmente expresso. Isto esclarece o depoimento bíblico de que o Pai e o Filho são Um. Deus é o infinito Ser universal e a Cristicidade é a demonstração da Deidade.

Sem a demonstração de Deus na experiência individual, atuando em tudo que nos concerne, não haveria a imanência tantas vezes testemunhada pelos iluminados.



A ATIVIDADE DA VERDADE NA CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL REVELA O CRISTO

A atividade do Cristo é possível a você e a mim, na medida em que podemos captá-la e vivenciá-la, mas só é proveitosa àquele que, no mundo, está decidido a devotar tempo, esforço, pensamento e dinheiro a esta Meta. São necessários todos estes requisitos.
Exige-se a consagração, porque a Consciência Crística não é apenas uma conquista de conhecimento, senão o desabrochar de um estado de consciência.



A compreensão da Verdade é a única base para o desenvolvimento dessa consciência. Embora fosse possível reduzir esse ensinamento a mais ou menos doze princípios, o mero conhecimento deles nada resolveria, porque também conhecemos outras setenta e cinco coisas que absorvemos da vida e às quais damos crédito, concedendo-lhes poder de influenciar-nos.

Por isso é necessário um período de autodisciplina e treinamento, para chegar ao ponto em que não apenas conheçamos tais princípios reais, senão que também rejeitemos os falsos.

Temos de alijar de nossa consciência todas as crenças e superstições relacionadas com poderes físicos e mentais. É preciso superá-los para chegar-se a este alto nível de consciência. Ainda que seja verdade que o poder de Deus seja manifestado como consciência individual – como o Filho – também é certo que, para manifestar-se, é preciso que Ele seja primeiramente concebido em nossa consciência.


Esta revelação do Cristo, o Filho e o Pai feitos UM, foi dada a todos os povos, através do mundo inteiro.

Com a propagação da doutrina cristã a todas as terras e raças, o mundo deverá chegar a um ponto em que a revelação do Cristo não mais se confinará a nenhuma denominação ou seita. Ela não mais será rotulada e nem apresentará qualquer sentido sectário, admitindo, pois, todas as pessoas que aceitem a ideia da integralidade, ou seja, Deus expresso individualmente em cada indivíduo.


O que conta é a aceitação do poder espiritual na consciência individual. E essa consciência é o Cristo. E o que é esse poder espiritual?

Será um poder acima de outros poderes? Não: é o reconhecimento de um só poder!

A menos que reconheçamos Deus como Poder único, estaremos continuamente combatendo germes, aqui, carência e resfriados, ali.

O ser impregnado da Cristo-Consciência não se debate nas lutas com o mundo. Simplesmente deixa que a Luz nele brilhe, de tal modo que, aquele que a perceber e se aproximar e pedir um pouco dela, irá recebê-la.


A Bíblia é uma revelação do Cristo; uma revelação da natureza infinita de Deus. Individualmente demonstrada.

Essa demonstração individual depende apenas de ativar-se a verdade na consciência individual, para que ela, latente que era, se torne dinâmica e possa expressar-se em nossa experiência. Então compreendemos que Deus não está sentado lá em cima, no céu, e o homem aqui em baixo, esperando que mande paz à Terra. A paz na Terra advirá como consequência da atividade da verdade e do amor na consciência. Começa na consciência de um indivíduo que a espalha num grupo de pessoas. Esse grupo a espalha a uma comunidade e esta, por sua vez, a espalha ao mundo.


Quando as pessoas superam as desinteligências nas relações humanas (não só porque acham os outros bons ou incapazes de prejudicar os demais, mas porque compreendem e aceitam-lhes a parte humana, realizando também que o Cristo é o verdadeiro ser individual), a paz é estabelecida. Sim, só quando os indivíduos, em escala mais ampla, começam a reconhecer Deus como a Fonte de todos os seres, é que podem estabelecer a paz em sua consciência. Então poderão exteriorizá-la, tornando-a realidade numa sala cheia de pessoas. Deste modo, em progressão geométrica, esta paz se espalhará, para que o mundo inteiro a expresse.





A DEMONSTRAÇÃO DA CRISTICIDADE


Quando a totalidade de Deus se faz evidente, tangível e visível como Ser individual, o Pai continua sendo Ele mesmo, pois pode ser imanente e transcendente ao mesmo tempo.

“Eu e o Pai somos um”, “Aquele que vê a Mim, vê ao Pai que me enviou… mas o Pai é maior que eu”. A plenitude do Pai revela-se como a consciência do Filho. Assim, a consciência do Filho é tão eterna e imortal quanto a do Pai.

Em nenhuma outra fonte encontramos essa revelação, exceto na doutrina da Cristicidade: a plenitude do Pai, tornada manifesta como Filho. Todo o Poder do Pai, manifestado como Deus dando ao Filho o Seu domínio. Não que Deus legue ao Filho o Seu Poder, senão que Ele é domínio expresso como Filho, pois o Pai e o Filho são Um.

Assim nós, como seres individuais, achamos nossa plenitude em Deus. Somente quando encontramos a harmonia do ser, a cura, a prosperidade, EM DEUS, reconhecendo-as como a harmonia, a saúde, a abundância de Deus expressas em nós, é que encontramos realmente nossa própria harmonia, saúde, prosperidade como dons imortais, eternos e infinitos.


A demonstração de cura ou de suprimento não é propriamente o vigor físico ou capacidade humana de ganhar dinheiro.

A real demonstração, em qualquer área, é de Cristicidade: a atividade do Cristo, por nós testemunhada.

Quando Moisés suscitou uma coluna de fumo durante o dia, e uma coluna de fogo durante a noite, para guiar seu povo; quando fez brotar água da rocha; quando abriu o Mar Vermelho; ou quando fez cair maná do céu – não se limitou a suprimento e proteção, senão que demonstrou Cristicidade, que atende perfeitamente a tudo.



Hoje, a todo momento abrir-nos à cura de um resfriado, de uma dor de cabeça, indigestão, consunção ou câncer, mas, por favor, não nos esqueçamos de que estes vislumbres serão demonstrações da Cristicidade. Isto ocorre cada vez que identificamos o Cristo em nossos pacientes e estudantes. Se eles são responsivos, demonstram o poder e a presença de Deus como consciência individual – o Reino de Deus na Terra.


Toda demonstração do poder sanador e redentor de Deus é evidência de que o Pai é o Filho: a glória do Pai manifestada como imortalidade, saúde, harmonia, plenitude e integralidade do Filho. Tal é a demonstração da Cristicidade.






quarta-feira, 6 de julho de 2016

O CRISTO - A SUA ESSENCIA - JOEL GOLDSMITH








 
Do Gênesis ao Apocalipse,


temos Deus e a presença de Deus,


a força de Deus, o poder de Deus;


porém, quando vamos


do fim da Bíblia ao Novo Testamento,


de Mateus em diante, passamos


a aprender uma nova palavra.


Esta palavra é "Cristo".





"Todas as coisas me são


possíveis através do Cristo",


"Vivo não mais eu,


mas Cristo vive em mim".


Uma palavra que desafia definição,


análise ou mesmo interpretação.


É uma palavra que você


terá que assumir, um


termo que terá que adotar


sem quaisquer explicações

sem fazer qualquer apelo para que


a mente intelectual possa entendê-lo.


Pois, quanto mais quiser


analisá-lo ou


compreendê-lo, menos o terá.


Quanto mais você tentar


provar, menos desfrutará.





Quanto mais você puder


aceitar o Cristo


sem questionamentos, sem desejo


de analisá-Lo ou entendê-Lo,


mais dEle você terá.


Quanto mais tentar se esforçar


mentalmente para prová-Lo,


menos


O experienciará
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

“Eu Tenho Alimento Que O Mundo Desconhece!”


TA2


Na vivência de O Caminho Infinito, há um princípio que nos foi dado pelo Mestre: “Eu tenho alimento que o mundo desconhece”. 

Este Princípio atua realmente como uma condensação de tudo o que acaba por gerar nossa demonstração. 

Eu cito esta passagem como sendo uma das maiores passagens bíblicas jamais citadas pelo Mestre, para que tenhamos uma forma espiritual de vida, e que também se traduza em termos humanos de sucesso, harmonia e paz.

“Eu tenho alimento que o mundo não conhece”.

Vejamos como trazer isto às nossas vidas. 

Diariamente, notamos que algo se mostra como sendo necessário em nossa experiência. 

Nesse instante, devemos nos volver de todo medo ou dúvida, e recordar: instantaneamente: “Eu tenho alimento que o mundo não conhece”. Que alimento é este? 

O Mestre disse: “Eu sou o Pão da Vida”. 

Assim, ele quis dizer: “Eu tenho o Cristo” – a substância espiritual do pão, do vinho, da água. 

A substância espiritual da vida eterna. 

A substância espiritual do suprimento. 

Sim, “eu tenho”, por ter o Cristo, o Filho de Deus em mim.

“Eu tenho alimento que o mundo não conhece”.

Eu tenho, dentro de mim, o Espírito de Deus que constitui todo alimento, vinho e água de que sempre necessitarei, porque tudo me surgirá externamente como aquilo que satisfará a necessidade de cada momento, como o maná, que era substância espiritual na consciência de Moisés, e pôde surgir externamente alimentando seus seguidores; como este alimento, que o mundo desconhece, este Cristo, na consciência de Jesus, e que fora a substância dos pães e peixes que alimentaram a multidão e ainda fazendo restar doze cestos.

Caso você esteja fisicamente, mentalmente, moralmente, ou financeiramente mal, aceite este presente de Deus – o alimento, o maná oculto; e, de modo sagrado e secreto, reconheça:
“Obrigado, Pai, eu tenho alimento que o mundo não conhece. Eu tenho uma companhia oculta. Eu tenho uma fonte de suprimento oculta. Eu tenho uma fonte oculta de sabedoria, de avaliação. Eu tenho uma fonte oculta de ideias”. 

Independente de qual venha a ser a necessidade do mundo externo, eu tenho, oculta dentro de mim, a substância de sua forma – lar, família, suprimento, companhia, alegria, paz, saúde, liberdade, e segurança – eu tenho a substância disso tudo, a essência do que tudo é formado, em meu entendimento de que:
“Eu tenho alimento que o mundo não conhece”.




sábado, 2 de julho de 2016

A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL APARECE COMO PÃES E PEIXES -JOEL GOLDSMITH











Depois disto, passou Jesus para a outra margem do lago da Galiléia, chamado lago de Tiberíades. 

Seguiu-o grande multidão de povo, porque viam os sinais que fazia aos doentes. 


Subiu então Jesus ao monte, onde se sentou em companhia dos seus discípulos. Estava próxima a festa pascal dos judeus. 

Erguendo os olhos e vendo que numerosa multidão vinha procurá-lo, disse Jesus a Filipe: 

Onde compraremos pão, para que a gente tenha o que comer? Mas isto dizia apenas no intuito de pô-lo à prova; porque bem sabia o que havia de fazer. 

Respondeu-lhe Filipe: Duzentos denários de pão não chegariam para que cada um deles recebesse um bocadinho. 

Ao que lhe observou um dos discípulos, Andre, irmão de Simão Pedro: 

Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes; mas que é isto para tanta gente? 

Disse Jesus: Mandai esta gente sentar-se. (Jô 6:-10).






Parecia haver carência e limitações materiais. E a primeira reação da maioria de nós, em tal situação, seria: Tenho somente cinquenta centavos, quando necessito de cinco dólares 
É neste ponto que as preocupações materiais começam a provocar o que o mundo chama de ansiedade.

Em nosso ensino, fazemos como fez o Jesus:imediatamente damos as costas ao quadro. 

Acaso cinqüenta centavos ou cinco dólares suprem realmente as nossas necessidades? Será isso o que precisamos para atender às nossas necessidades? Ou será a presença de Consciência Divina, que aparece como consciência individual? Não será essa Presença, e nada mais, o que atenderá às nossas necessidades?

Se te lembrares desta lição, nunca mais procurarás pães e peixes ou moedas e cédulas, nem julgarás a profundidade e a vastidão do universo de Deus pela tua visão limitada das coisas. Não descobrimos como multiplicar pães e peixes, mas descobriremos a Lei do amor.

No afã de prover às necessidades de sua vida, o sentido finito começará, digamos com cem dólares e pensará:Quando eu tiver um milhão... Mas não importa quanto aumentes a quantidade de pães e peixes – ou dólares -, porque isto nunca te satisfará. Estarás satisfeito somente quando puderes olhar para o que tens no mundo externo e dizer: Isto não é o que eu necessito. 

O que eu necessito é reconhecer que dentro de mim está o reino de Deus; que dentro de minha Consciência está o Universo Espiritual, e que das profundezas de minha consciência flui a riqueza de meu ser. E isto nada tem a ver com pães e peixes. 

Para chegares a esse estado de consciência, ou seja, para TERES ESSA PERCEPÇÃO NO AQUI E AGORA é indispensável praticar MEDITAÇÃO, porque frequentemente serás tentado a olhar para os pães e peixes e dizer: Eu tenho... ou tu tens... ou eu não tenho.. eu preciso. 

E então, para não caíres nesta tentação, precisarás lembrar-te de desprezar os números, quantidades e qualidades dessas coisa externas e te compenetrares de que Nada preciso do mundo exterior; nenhuma quantidade de coisas poderá atender às minhas necessidades. Estas só poderão ser supridas pela minha compreensão da riqueza de minha própria consciência. 

Assim é como cada um de nós poderá morrer diariamente para o sentido mortal, material e renascer para o Espírito. 

Em outras palavras: o Espírito tornar-se-á, para nós, a substância tangível de nosso universo; a Consciência se tornará, para nós, substância tangível, isto é, a forma e quantidade de todas as coisas no reino externo. E porque a Consciência é infinita, Sua aparência estará infinitamente manifestada. 

A Consciência infinita não pode aparecer como apenas uma, duas ou mil ideias. Ela tem que se manifestar como todas as ideias de que precisares por toda a eternidade. 

Não estamos usando a verdade espiritual para multiplicar alguns pedaços disto ou daquilo. 


Estamos desprezando a crença de que exista presença e poder no mundo externo e voltando à nossa compreensão de que a Consciência infinita está aparecendo como nossa consciência individual. 

A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL QUE SOMOS SEMPRE APARECE COMO PÃES E PEIXES, OU SEJA, SEMPRE APARECE COMO O SUPRIMENTO NECESSÁRIO NO AQUI E NO AGORA.