quinta-feira, 16 de junho de 2016

O SEGREDO DO PRINCÍPIO DE CURAR - JOEL GOLDSMITH





A cura espiritual está baseada na compreensão do principio espiritual da vida. Este princípio afirma que Deus mantém e sustém o Universo, incluindo cada indivíduo que nele vive, em absoluta integridade.



Contrário a este ensinamento, está o mundo das aparências, o mundo dos sonhos, um mundo mesmérico que não tem lei para sustentá-lo, nenhuma substância que o suporte, nem continuidade, exceto a que nós, em nossa ignorância, lhe damos.



Uma vez que esta verdade é percebida, você terá um princípio que prevalecerá, não importando a natureza dos problemas que lhe sejam apresentados. 



Isto não significa que você curará qualquer pessoa ou qualquer condição, não porque o princípio seja inadequado para qualquer situação, mas porque nem todas as pessoas envolvidas com ele, estão preparadas para viver este princípio, ou viver por este princípio; elas não estão prontas para abandonar aquelas coisas que interferem com a demonstração deste princípio. 



Em outras palavras: Jesus, ele próprio, não tentou levar o moço rico para o céu. Não por causa da riqueza do homem por si só, mas porque a fé, a confiança e a esperança deste homem, estavam na sua riqueza; todas as suas expectativas e esperanças de vida estavam baseadas no montante de suas posses, e tal homem não poderia ser elevado à consciência espiritual.

Assim, existem pessoas que procuram a cura, mas apenas para curar suas dores e discórdias mundanas, não buscando uma cura espiritual verdadeira que transformaria suas vidas. 

Entretanto, este princípio é tão absoluto que, dada uma boa oportunidade a alguém que seja bastante receptivo ao modo de vida espiritual, a harmonia se manifestará na experiência desta pessoa e ela se iluminará espiritualmente.


A Estrutura deste Mundo

O princípio que é o segredo de todas as curas é a compreensão da natureza do erro. 

O erro nunca é uma pessoa, uma condição ou uma coisa. Portanto, nunca leve até o seu pensamento - e nem queira tratar em pensamento - uma pessoa, condição ou coisa. 

Na verdade, o erro sempre aparece como uma pessoa ou condição e é isso que confunde os trabalhadores espirituais do mundo. 

Com cada aparência de erro, se instala no indivíduo uma rebelião, uma resistência ou uma batalha contra alguma pessoa, lugar, circunstância ou condição, e assim a luta está perdida. 

Ninguém na terra, nem grupo algum de pessoas é seu inimigo; nenhum pecado ou doença é seu opositor ou antagonista. Quanto mais você lutar contra uma pessoa, uma doença, um pecado ou uma condição, tanto mais você estará enredado naquilo que chamamos de "este mundo".

Talvez você acredite que haja alguma pessoa ou algum grupo de pessoas que se interpõe entre você e sua harmonia. 

Para trazer a cura, você os trata ou trata por eles, ou trata aquele "algo a fazer" a respeito deles. 

Em outras palavras, você está em antagonismo, em resistência ou em rebelião contra eles. Seus esforços se dirigem a eles para removê-los ou para trazê-los à harmonia; e ao agir assim, você perde a sua demonstração. Pode ser que não seja uma pessoa, mas uma doença que se interponha entre você e sua harmonia, e novamente você se encontrará engajado numa batalha contra ela e assim "cavando a sua própria cova".

Pessoas, coisas ou condições nunca são a fonte de nossas discórdias. Sejamos muito claros neste importante ponto. 

Há uma força universal, uma crença universal e um hipnotismo universal, que é a fonte de todas as discórdias que se manifestam em nossas experiências. 

Toda limitação, todo pecado, toda tentação e toda doença que chegam até nós, são nada mais que o efeito de uma força ou magnetismo universal, o qual, lembre-se que, por si só não tem poder; somente tem poder pela aceitação da mente humana a ele. 

Se o erro fosse poder, não poderíamos dissipá-lo. No entanto, ele não é poder, exceto, para o sentido do mundo. 

A crença universal é o único poder que temos que considerar ao depararmos com o pecado, a doença, a morte, a carência ou a limitação, mas esta não é poder.

Para ilustrar, tomemos o caso de uma pessoa que está morrendo. Agora, entenda isto: ninguém morre. 

Se você for chamado alguma vez para auxiliar alguma pessoa que parece estar se aproximando da morte, trate da velha crença universal de uma vida separada de Deus, uma vida que teve um começo e consequentemente deve ter um fim. 

Não tente salvar esta vida, porque não conseguirá; mas trate do mesmerismo universal da morte, o hipnotismo universal que diz que todo aquele que nasceu, tem que morrer. É este mesmo hipnotismo que diz que nascemos, que fomos criados da matéria, que nascemos de um homem e uma mulher. 

A crença que você é um pai ou uma mãe, ou que nasceu de um pai e uma mãe, não é uma crença sustentada só por você individualmente. Não é uma crença pessoal - é uma crença universal que existe desde o princípio dos tempos. 

É a crença universal no nascimento que resulta na crença universal na morte. Mas não estamos tratando com o nascimento ou com a morte, senão com a crença universal, o hipnotismo universal que faz com que as pessoas pareçam morrer, ou que tenham que morrer só porque nasceram algum tempo atrás.

Suponhamos que agora mesmo você esteja sonhando que está nadando em direção ao horizonte. Ao olhar em volta, você percebe que foi muito longe e que não tem condições de voltar atrás. Aí é que começa a luta. Você se deixa tomar pelo pânico ao se ver sozinho a lutar longe na água; mas, é real esta luta? Existe água? Existe um "você"? Qual é o tecido ou a substância da pessoa que você está vendo na água? Qual é o tecido ou a substância da luta? 
Tudo é o seu sonho e apenas o seu sonho. O sonho é a substância, o tecido; e você, a água e a luta são os objetos formados pelo seu sonho.

Se você tomasse um pedaço de couro e num canto formasse um homem, à esquerda um piano e em cima o céu, ainda assim você não teria nem um homem, nem um piano, nem o céu - o que você teria mesmo seria couro. Mas se você destruísse este couro, destruiria o homem, o piano e o céu. Com a destruição do couro, o homem, o piano e o céu desapareceriam também. 

Da mesma forma, com a destruição do seu sonho, com a destruição da falsa crença de você na água, a água e a luta desapareceriam. Agora, se no seu sonho de luta de vida e morte na água, se, ao invés de gritar pedindo para ser salvo, alguém o acordasse do sonho, automaticamente seguiria-se a dissolução de "você" na água, da água e da luta.

A matéria prima de todas as discórdias de nossa experiência humana é um hipnotismo universal, uma crença universal. 

É a matéria prima ou substância de todo sentido de limitação que possa vir a sua experiência; seja limitação nas finanças, na saúde, na família, nos negócios, nas relações sociais ou qualquer outra aparência de discórdia. 

A causa de toda desarmonia, portanto, é um hipnotismo universal, a crença universal num universo separado de Deus.

Quando Jesus disse: "Eu venci o mundo", ele não queria dizer que tinha vencido todas as pessoas do mundo ou todos os males das pessoas do mundo. Seu ministério não durou tanto para que pudesse conseguir tal feito. Mas sim que ele superou o mundo, e de uma vez só: Pela compreensão e realização de que o único mundo que necessitava ser superado era composto por esta ilusão mesmérica. Então, todas as pessoas, todas as circunstâncias e todas as condições de limitação lhe desapareceram.

A Ignorância Universal Mantém o Mundo na Escravidão

Lembremo-nos primeiramente que a ignorância que separa as pessoas de uma realização da verdade não é pessoal, nem para você nem para mim, nem para ninguém; é uma ignorância universal, um sentido universal de hipnotismo que não tem - jamais tem! -- presença, nem poder. 

Há uma ignorância universal, que domina a mente de praticamente todos os indivíduos na terra, fazendo-os antagônicos à verdade. Por que? 
Porque a verdade recebida conscientemente varre da mente tudo o que a humanidade aprendeu a amar... a pompa e a glória do egoísmo pessoal, o poder pessoal, a força pessoal, a sabedoria pessoal, a glória pessoal, a realização pessoal. 

A mente humana está numa rebelião contra tudo que possa destruir isto. Ela se ressente ao ouvir: "Por que me chamas de bom? Há apenas um bom... O Pai no céu". 

A mente humana se dedica à auto-glorificação: "Veja a minha força; veja a minha sabedoria; veja a minha beleza; veja o meu poder; veja a minha saúde; veja a minha riqueza; elas são minhas; eu fiz tudo isto".

A ignorância universal que separa as pessoas da apreensão, da compreensão e da demonstração da mensagem do Caminho Infinito, não é uma limitação pessoal; não tem nada a ver com a educação ou com a falta de educação de uma pessoa, nem com seu aprendizado religioso ou com a sua falta de aprendizado religioso: tem a ver apenas com a ignorância universal, com o mesmerismo universal o qual é para sempre, sem presença e sem poder. Você o segue? 
Você está sempre tratando com este mesmerismo ou hipnotismo universal, que é a matéria da qual é formado este mundo? 

Lembre-se: você não está tratando das figuras que esta matéria lhe apresenta, senão com a própria matéria ou hipnotismo em si mesmo. A realização deste fato é a sua graça salvadora.

Em outras palavras, nunca temos um moribundo a salvar ou um enfermo para curar. Nós temos um estado universal de hipnotismo aparecendo como doença, pecado, alguém moribundo ou morto. Nunca temos uma pessoa má. No momento que realizamos isto, a pessoa má desaparece e podemos contemplá-la como ela realmente é.

Ressentir-se contra uma pessoa ou uma condição é enredar-se com elas, é deixar-se prender numa armadilha. 

Só há uma maneira de escaparmos da ilusão dos sentidos; só há uma maneira de escapar de qualquer forma maligna do mundo -- de pessoas malignas, pensamentos malignos, planos malignos - e esta é parando de lutar contra eles e realizando que atrás deles está o tecido de sonhos do qual são constituídas, e que este tecido de sonhos é ilusório e sem princípio creativo algum, já que Deus não o creou. 

Portanto, não há existência ou lei que o sustente; nenhuma substância, nenhuma continuidade. Esta compreensão o destrói. Não há uma ilustração mais clara para isto que a de uma pessoa que morre, porque é extrema. 

Não temos nenhum moribundo a ser salvo; temos somente um sentido ilusório de morte. Quando tratamos a morte a partir deste ponto de vista, o moribundo se levanta e diz: "Aqui estou, totalmente novo, forte e bom". 

Você, assim, nada fez à pessoa que morria; porque, para começar, o moribundo não existia. O que você fez foi destruir a estrutura de aparências, o tecido do qual estavam aparecendo. Não há outra maneira de superar "este mundo".

Esta visão, este desdobramento, veio-me quando estava lendo a vida de Buda Gautama, que se tornou mais tarde o Buda. Certo dia, viu ele um homem doente, um cadáver e um mendigo e horrorizou-se de que tais coisas pudessem existir. Na vida que seu pai lhe proporcionava, tais coisas nunca eram-lhe mostradas e, portanto, ele nunca tinha testemunhado nenhuma destas tragédias da existência humana. Ele perguntou ao seu conselheiro: São estes os únicos casos no mundo? Quando ele soube que eventualmente todos nos encaminhamos ao mesmo fim - a morte - ficou chocado. Era impensável para ele que, no belo universo que conhecia, pudesse a doença, a morte e a pobreza manchar sua harmonia. 

E foi esta pergunta, que ele fez a sua própria mente, que lhe deu a pista sobre todo o problema: "Devo encontrar um modo de remover o pecado, a doença e a morte do mundo". E isso foi tudo. Ele nunca pensou em sair e curar, reformar ou enriquecer as pessoas. O seu único pensamento foi "como erradicar o pecado, as doenças e a morte do mundo."

A mensagem do Caminho Infinito é uma revelação de como erradicar o pecado, a doença e a morte do mundo, de como erradicar a ignorância que separa a humanidade da verdade. 

No Caminho Infinito, as pessoas são apenas incidentais ao nosso ministério. O verdadeiro ministério em si, é a remoção do pecado, medo, morte e limitação do mundo; e isto é para ser cumprido - não conseguindo o dinheiro para fazer a todos milionários, não tendo um maior número de guerras no mundo para matar uma suficiente quantidade de pessoas, de modo que haja menos para alimentar, senão removendo completamente o hipnotismo da limitação, ignorância, pecado, medo, doença e morte.

Você já me ouviu declarar que quando sou solicitado para uma cura, nunca tomo em consideração, em minha consciência, a pessoa ou a sua condição. E a razão é esta: a pessoa ou a sua condição é um engodo, o laço da armadilha para prender o praticante. 

Se você quer ajudar a alguém, pare de pensar na pessoa ou em sua condição e entenda que elas são apenas um retrato, uma imagem ou uma aparência do tecido da crença universal, deste sonho universal chamado sonho mortal, chamado de ilusão universal, chamado por muitos outros nomes. 

Não faz diferença o nome pelo qual você o chame, desde que você compreenda que este é um sentido universal que, em si e por si, não tem nenhuma lei que o sustente, nenhuma causa, nenhum efeito e nenhuma pessoa através da qual operar.


Este Mundo

Nunca solucionaremos os nossos problemas individuais, nem os nacionais ou internacionais, tentando mudar as pessoas, curá-las, reformá-las, ou enriquecê-las. Só conseguiremos trazer harmonia ao nosso mundo individual se pudermos ver cada coisa, pessoa ou situação discordante, como um filme produzido por esta substância ilusória chamada de sonho da existência humana, ilusão universal, hipnotismo universal, crença universal, ou se você preferir, o nada universal, que aparece como pessoas e condições. Nunca tente salvar um moribundo. Nunca tente enriquecer um pobre, nunca tente curar um doente. 

Lembre-se que está lidando, não com uma pessoa, não com uma condição, não com uma coisa, mas com uma sugestão hipnótica, com uma influência hipnótica, com um quadro hipnótico, que não tem existência fora da mente humana, da crença humana, da aparência humana. Nesta realização, você destrói todo o tecido do qual o erro é constituído.

Cada condição limitante - seja nas finanças, saúde, moral, ou condições de vida - não é outra coisa senão a expressão de um hipnotismo universal, de uma ilusão universal, de uma crença numa existência separada de Deus, ou seja, da crença de uma causa separada de Deus, de uma substância separada de Deus, de uma sabedoria separada de Deus.

Toda esta série de crenças constitui uma influência mesmérica que nos faz ver pessoas, lugares, coisas e condições limitadas. 

Você pode quebrar este sonho Adâmico nas partes que o compõem e encontrará que este sonho Adâmico é feito da crença do bem o do mal, da crença da vida sem Deus, da lei sem Deus, de uma substância, causa ou atividade sem Deus.

Sempre que for chamado para ajudar na solução de um problema, verifique que quase sempre haverá uma pessoa envolvida nele; mas, já que Deus é o único principio creativo, o filho de Deus não pode se envolver com problema algum; o problema será apenas a crença de uma existência sem Deus. 

Perceba que cada problema que lhe é apresentado sempre vem como uma condição. É uma condição de Deus? 
Não, pois se fosse uma condição de Deus, não apresentaria problema, em absoluto. O mero fato de se apresentar como uma condição, já revela que é uma aparência que não tem existência real, pois na verdade não existe pessoa nem condição sem Deus. Toda e qualquer aparência contrária deve ser parte do que se chama "sonho de Adão", ou sonho mortal, ou sentido mortal da existência, que Jesus chamou de "este mundo".

Deveríamos achar muito fácil solucionar todos os casos que se nos apresentam em busca de ajuda, simplesmente dizendo,"este mundo", e desfazê-los com um sorriso, sabendo que eles são apenas condições "deste mundo", do mundo ilusório, não do mundo real, não do mundo de Deus. 

É como se saíssemos à rua e víssemos as crianças brincando um jogo que consiste em desenhar um círculo de giz no chão, e aprisionar uma criança dentro dele. Esta criança dentro do círculo não pode sair dali, até que alguma coisa seja feita para resgatá-la.

Entretanto, você, ao invés de tentar tirar a criança do círculo, sorri, olha para ela e diz: "Oh!, Mas aquilo é apenas o mundo das crianças.....!!", e vai se embora, sabendo que, na realidade, a criança não está presa. 

Se você se acostumasse à ideia de que tudo que aparece limitado por qualquer sentido, seja uma pessoa ou uma condição, é parte "deste mundo" - ou seja, o mundo de sonho, o mundo de Adão, o mundo irreal, e fosse embora sem ligar para ele - descobriria, logo, quão depressa a ilusão desapareceria para seu paciente, seu amigo ou seu parente.

Testemunhamos algumas condições externas ou pessoas más, porém se existe um Deus em tudo, não pode haver tal coisa como uma pessoa, lugar ou coisa má. 

A dificuldade é que, primeiro vemos a aparência e logo procuramos fazer alguma coisa a respeito da aparência, e assim fazendo, ficamos enredados, nos envolvemos e caímos na armadilha. 

Se, no entanto, víssemos a aparência, quer ela se mostre como uma pessoa, um lugar ou uma condição, e instantaneamente lembrássemos que o fundamento disto é um sonho, o sentido ilusório de um universo separado de Deus, ou "este mundo", e passássemos ao largo dizendo: "Oh! É apenas 'este mundo'", acabaríamos logo com o sonho. Acordamos do sonho da limitação, no momento em que, por nós mesmos, nos tomamos desipnotizados.

Tenho dito que este é o ano em que nossos estudantes devem ser mais diligentes em acabar com o sentido mesmérico que os ata às crenças humanas, e isso só se consegue apreendendo o princípio de que, em realidade, não há nem bem, nem mal. 

Ao aceitar tanto o bem como o mal, perpetuamos o sonho. Nos seus estudos metafísicos anteriores, você já aprendeu que todo erro é uma ilusão. Mas no Caminho Infinito, você deve ir um passo além e compreender que o sentido finito do bem também é tão ilusório quanto o erro. 

Você chega a esta consciência através da realização diária que não há nem bem nem mal na forma, mas que o Espírito é a realidade subjacente a tudo. Tente compreender que é a crença do bem e do mal que perpetua o sonho e mantém você fora do Jardim do Éden.

Um praticista é uma pessoa que em certa medida é desipnotizada, que num certo grau, não teme as aparências e não cessa de anulá-las. Fora, no mundo, há pecado, doenças e morte. Uma pessoa que não seja praticista olha e diz: "Oh!, que terrível!". 

Se, no entanto, o praticista tenha alcançado realmente um estado de consciência de praticista, olhará e dirá: "Tch..Tch... este mundo... hipnotismo, nada", e continua a viver.

Só existe uma coisa impedindo a harmonia em nossa experiência pessoal, e esta é um sentido universal de uma vida ou uma seidade separada de Deus, ou de uma lei à parte de Deus. E existe somente uma maneira de romper este sentido de limitação, e este é retirar-se da batalha do mundo, retirar-se da batalha e da oposição a pessoas ou condições.


Vivendo a Vida Cristã

Viver uma vida cristã significa aceitar os ensinamentos do Mestre: "ama o teu próximo como a ti mesmo, mas acima de tudo, ama a Deus com todo o teu coração, com toda a tua mente, com toda a tua alma". 

Estes mandamentos não são mais que banalidades insossas, até que comecemos a selecioná-las em nossa própria mente e cheguemos a uma compreensão delas. 

Como podemos amar o Senhor nosso Deus com todo nosso coração, toda nossa alma e toda nossa mente? O que significa isto? 
Cada um de nós pode ter uma explicação e uma experiência diferentes, mas para mim, amar o Senhor nosso Deus com todo o meu coração significa não amar indevidamente, e nunca odiar ou temer aquilo que está no âmbito dos reinos físico ou mental. 

Para mim, é depositar toda a fé no Infinito Invisível como a realidade da vida que se manifesta externamente como efeito. Chegar a uma realização do profundo significado desta verdade requer muito estudo. Ao não amarmos, odiarmos ou temermos o que nos aparecem nos reinos físico ou mental, rompemos com o sonho mesmérico de uma seidade ou um universo à parte de Deus.

Amar nosso próximo como a nós mesmos é reconhecer que Deus é o Eu sou de todos os seres reais. Que Deus é o Eu sou de todos os indivíduos na face da terra, ainda que apareçam como humanidade doente, pecadora ou moribunda. 

Deus é o Eu sou; Deus é a vida; Deus é a inteligência; Deus é a lei de todas as pessoas, mesmo quando no sonho mesmérico pareçam ser doentes, pecadoras ou estúpidas. 

Amar o nosso próximo como a nós mesmos, significa realmente reconhecer que Deus é o verdadeiro ser de tudo que é manifesto, não importando a aparência mesmérica que está nos confrontando.

Quando seguimos estes dois mandamentos literalmente, logo vemos que toda a aparência que interpretamos como sendo humanidade doente, estúpida, moribunda ou ignorante, é creada pelo "sonho do mundo", aquilo que o Mestre chamou de "este mundo". 

Quando isto se torna claro para nós, não mais amaremos, odiaremos ou temeremos tais aparências. 

Não amaremos as pessoas deste mundo mais do que as odiaremos ou temeremos, porém amaremos aquilo que constitui as pessoas: Deus, o Cristo, o Espírito e a Alma de todo ser individual na terra. Esta é a única maneira pela qual realmente se pode amar "este mundo" - porque você verá logo, que é impossível amar as aparências que este mundo nos apresenta.

Consequentemente, se você olhar através destas aparências, para aquilo que elas realmente são, rumo ao que realmente lhes constitui o ser, chegará a um pleno estado de amor capaz de ajudar o teu ajudar o teu próximo, quer seja ele um homem, uma mulher ou criança, ou ainda um animal ou inseto. 

A sua conscientização concretiza essa verdade. Uma vez que você tenha percebido que existe uma Alma invisível, que é o ser real de todos, então você estará apto a olhar através das aparências, a olhar diretamente através dos olhos, para a verdadeira Alma que mora por trás da aparência humana, e assim alcançar o verdadeiro estado de amor por todos os seres.

"Ame seu semelhante através de uma atividade espiritual. Veja o amor como a substância que existe em tudo, não importando a forma com que se apresente. Ao nos elevarmos acima da nossa humanidade para uma dimensão superior de vida, na qual compreendemos que nosso próximo é um ser puramente espiritual, governado por Deus, nem bom, nem mau, estaremos amando realmente." (Joel Goldsmith - Praticando a Presença, 1956 )

Ao se treinar, olhando através dos olhos das pessoas e dos animais que se aproximam de você, automaticamente você atingirá o nível de consciência onde não mais estará amando, odiando ou temendo o mundo aparente, ou aquilo que Jesus chamou de "este mundo". Na proporção em que se aperfeiçoa nisto, poderá dizer com certeza: "Eu tenho superado este mundo. Não mais o amo, odeio ou temo; não mais tento me ver livre dele; não mais me debato ou luto contra ele; vejo através dele - através e além dele. Vejo o que realmente é: Deus. Vejo que aquilo que aparenta ser, não é senão uma imagem no pensamento feita do material de sonho do mundo".



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                            GRATIDÃO ETERNA A JOEL GOLDSMITH

sexta-feira, 20 de maio de 2016

UNICO PODER -2 - JOEL GOLDSMITH






Compreender a natureza de Deus é compreender o princípio básico da terapia espiritual.



Faz parte da natureza de Deus curar doenças? Achas que sim?



Se Deus é onipresente e todo o amor, por que não curou as doenças ontem? Por que esperou até hoje? E por que não as cura nem hoje?


A maior parte dos homens pensa que Deus cura as doenças através do médico; mas, à luz das estatísticas, pelo menos até o século passado, Deus não foi muito feliz nesse processo de curar doenças pela medicina.

Até um século atrás, morriam diariamente homens em conseqüência de moléstias que hoje em dia são curadas em vinte e quatro horas. Por que assim? Queria Deus que esses homens morressem, quando nós não o queríamos? Haverá em Deus acepção de pessoas?

Deus nunca se agradou do nosso morrer, nem se agradará jamais. Além disto, Deus nunca foi responsável pelo nosso morrer. 

Os homens morriam porque a ciência médica não estava assaz desenvolvida e os médicos não possuíam suficiente conhecimento para curar os doentes; e também no presente século muitos têm de morrer porque os curadores espirituais não sabem o bastante para curar os doentes.

Em face disto, surge inevitavelmente a pergunta: “Será que Deus tem que ver alguma coisa com a doença do homem? E que Deus tem que ver com a cura dele? Nesse processo de terapia deve estar em jogo mais outro fator. Qual é esse fator?”

Esse princípio aparece quando compreendemos a natureza de Deus e o característico assunto em apreço. 

Quando compreendemos que Deus é o amor inesgotável, a sabedoria ilimitada, a bondade infinita, compreendemos que Deus não pode ser autor do mal; a doença é crença do homem e ela só pode ser abolida por meio de de Percepção Espiritual.

Se fores capaz de compreender a verdade e a importância desta afirmação, então compreenderás também que tu és responsável pelo desenvolvimento dessa consciência espiritual. 

Permite, pois, que a natureza de Deus se manifeste através de oração e meditação. 

Descobre por ti mesmo que Deus nunca autoriza uma doença a matar alguém, que nunca deu ordem a uma moléstia a matar um homem. 

Em face da natureza de Deus, que é puro amor, deve a doença estar situada FORA da esfera da força criadora e conservadora de Deus; e isto quer dizer que não inere à doença nenhuma causa, nenhuma lei, nenhuma substância, nenhuma realidade intrínseca.

Existe um só poder, e esse poder único é Deus.

Entretanto, o conhecimento desse poder único não significa que Deus, como poder, seja mais poderoso que outro poder qualquer. Ele não é mais poderoso, ele é o único poder, fora do qual não existe nenhum outro.

A ideia de que Deus tenha poder sobre algo resulta da interpretação que nós damos à palavra “poder” ou “força”. 

Quando falamos da força da eletricidade, da força do calor, da força do vento, entendemos que estas coisas possuem um poder que podemos pôr ao serviço da nossa vida. Será que o poder de Deus pode ser entendido deste modo?

Não, Deus é o poder único, que nunca pode ser utilizado pelo homem no sentido de ser posto ao serviço dos seus fins peculiares. 

Deus é o poder único e exclusivo em todo o Universo, e ao lado dele não existe nenhum outro poder.

Exemplifiquemos: temos na música os sons dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Cada um desses sons significa uma vibração, que é sempre a mesma – mas isto não quer dizer que alguém não possa cantar erradamente esses sons certos.

Na aritmética temos os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, etc., que têm um valor certo e determinado no mundo inteiro – o que, todavia, não quer dizer que tu ou eu não possamos falhar na aplicação desses valores certos (princípios).

Há um princípio básico, vital, imutável, na constituição do Universo; esse princípio não depende de nós; ele existe independentemente de nós e de qualquer criatura. 

Mas a aplicação prática e concreta desse princípio universal depende de nós; podemos acertar e podemos errar na sua aplicação. 

A harmonia entre o finito e o Infinito é saúde – a desarmonia é doença. Mas essa harmonia ou desarmonia nada tem a ver com o princípio infinito, tem que ver com a aplicação finita.

Podes tu pôr a teu serviço o poder de Deus?

Não! Tu mesmo terás que pôr o teu Eu humano em harmonia com o poder divino. 

A Lei, o Poder, é eterna e imutável harmonia – tu é que podes ser harmonia ou desarmonia. 

Tu podes pôr tua vida a serviço desse regime e desse poder infinito – mas não poderás jamais utilizar-te dele, pô-lo a serviço dos teus desejos humanos. 

Não podes mudar o curso de uma só estrela no céu. Não podes mudar as marés e as vazantes, porque a hora do seu vaivém está marcada por leis eternas.

Deus não é um grande poder que entre na liça para lutar contra os poderes negativos do pecado e da doença, da penúria e da limitação, no caso que tu consigas entrar em contate com aquele poder positivo. 

Não. Deus é um poder somente no sentido de ser o único poder criador e mantenedor do cosmos. 

Deus nos deu terras e mares, montes e vales, florestas e campinas, para os usarmos – mas não nos deu o poder de pormos o próprio Deus a nosso serviço. 

Podemos nos utilizar dos dons de Deus – mas não do Doador divino. 

Deus é um poder que, por todo o sempre, mantém o seu Universo com perfeição, justiça e harmonia.

Quando o homem começa a viver do referencial do poder único então se modifica todo o conteúdo da sua vida.

Neste mundo, defrontamo-nos a cada passo com pessoas, coisas e circunstâncias de caráter destruidor; sempre aparece algo ou alguém que destrói na nossa paz, a nossa saúde, a nossa harmonia, as nossas boas relações. Mas os espiritualmente iluminados de todos os tempos
 -, ou seja, os que tinham a Percepção de Que Deus era o Seu Espírito - descobriam que não inere a essas coisas nenhum poder real – a não ser que o homem as reconheça como poderes reais e como tais as tema e combata.

Jesus, o Cristo, não receava nenhum poder terrestre, porque sabia que só existe um único poder.

Quando um dia, os seus discípulos de gloriavam do seu poder sobre as potências do mal, Jesus Cristo os corrigiu imediatamente, dizendo: “Não vos alegreis porque os espíritos vos estão sujeitos – alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos nos céus”.

Com outras palavras, eles deveriam se alegrar porque lhes fora revelado o grande mistério: que há um só poder, Deus. Por isso, não havia nenhum poder maléfico que lhes estivesse sujeito, nem mesmo em nome do Cristo; havia um só poder, e este único poder era benéfico.

E é este o mistério que continua a ser ignorado pelo mundo materialista, pela inteligência humana, e mesmo por muitos daqueles que se dizem religiosos. 

Só é conhecido no mundo da mística: Deus é o único poder, e ao lado dele não existe poder algum.

Existe, por conseguinte, um poder no pecado, na doença, na penúria, na limitação, na morte, no tempo, no clima, na infecção, no contágio?

Tenhamos plena clareza sobre isto: Deus é o único poder.

Se Deus é o único poder, a única realidade, a única lei do Universo, então é evidente que não existe outra lei contra a lei de Deus. E com isto, a vida humana aqui na terra muda de caráter. Aparentemente, há no mundo leis que contradizem a lei divina; a doença parece ter sua legalidade, o seu ritmo certo, a sua regularidade. 

E, enquanto o homem crê nessa realidade e legalidade da doença e do mal, confere poder a essas irrealidades e ilegalidades. 

E o homem começa a lutar contra essas supostas realidades – que Deus não realizou, mas que o homem-ego realiza – e, pela luta, afirma a realidade dessas irrealidades.

O caminho único para evitar essa funesta ilusão e esse desperdício de forças contra irrealidades realizadas pelo ego está no seguinte: sentar-se calmamente, estabelecer em si um grande silêncio, esvaziar-se do seu ego ilusório e esperar, em paz e sossego, até que venha a certeza interna: “não há outros deuses ao meu lado. ...Eu sou o Deus único... o único poder, a única realidade... Não temas, filho meu dileto... Eu estou contigo... Eu, o único poder, o poder benéfico... Eu, o Pai. ...Eu, o Amor”...

É esta a sabedoria espiritual: nada há contra que lutar; nada há o que curar, nada há o que melhorar, nada há o que suprir, nada há o que superar. 

Reconhece esta verdade – e tudo está bom.


“Há um só Deus, seja no Oriente, seja no Ocidente; um só Deus, seja entre gregos ou judeus, seja entre cristãos ou pagãos, seja entre escravos ou livres. 

Há um só Deus, e o Eu dentro de mim é esse Deus – infinito, onipresente, onipotente, onissapiente – o poder único. 

Não há nenhum poder fora desse poder; que sou eu, o meu divino Eu. 

Esse Eu, que eu sou, é imortal, é eterno. 

Em virtude da minha unidade com o Pai – minha unidade com o Eu, que eu sou – estão corporificados em mim toda a inteligência, toda a sabedoria, toda a vida, toda a espiritualidade, todo o poder, toda a bondade, toda a graça de Deus.”

A fim de poder curar pelo espírito, é necessário que o homem seja capaz de encarar firmemente toda a maldade e todo o mal, em qualquer forma e dizer com absoluta confiança: 

“Não tenho medo de ti, nem jamais lutarei contra ti! Por que temeria eu o que um mortal me possa fazer? 

Por que temeria o que coisas ou circunstâncias perecíveis me possam fazer, se Deus mesmo é a única lei, a única presença, o único poder, a única causa, a única substância, a única realidade?... Ficarei quieto e tranqüilo, aguardando a redenção da parte do Senhor”...

A nossa adoração se dirige a um Deus TÃO INFINITO que ao lado dele nada existe que deva ser removido ou aniquilado. 

Não há nada que possa restringir ou impedir no seu reto agir aquele que compreendeu este princípio; porquanto o Deus em nosso interior é uma inteligência onisciente, um amor divino, um poder onipotente, uma influência criadora única, o princípio fundamental do Universo.

Neste princípio está sintetizado o segredo da cura pelo espírito, como também a harmonia da própria vida. Leva o homem através da vida, ritmicamente, suavemente, como que sobre um raio de luz. Tudo o que o homem tem de fazer, Ele o faz, esse Ele no centro do próprio ser, esse Infinito Invisível, que sempre age, mesmo quando o homem dorme; que vai diante dele para lhe preparar um bom lugar, e o acompanha na jornada e sintoniza em amor todos os que o acompanham e sejam receptivos para suas amorosas irradiações...

Após a constante aplicação deste princípio, acaba o homem por se convencer da verdade absoluta de que Deus é o Ser Infinito, o Ser Uno, e que todas as coisas contra as quais a humanidade luta não são poder algum. 

Em momentos de iluminação superior, o homem contempla o mundo e vê que todos os seus fenômenos transitórios se diluem como as trevas se dissolvem em face da luz...

Em momentos sublimes desses, pode o homem enfrentar todos os leões e tigres da terra e envolvê-los no fulgor da sua consciência espiritual, na certeza de que esta luz dissolverá todas as aparências ilusórias que lá estão – e revelará a verdadeira natureza dos seres...








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sábado, 23 de abril de 2016

O ÚNICO PODER - 1 - JOEL GOLDSMITH







No seu esforço para atingir o alvo da liberdade, você descobrirá que o momento mais difícil de todos, será quando você tentar resolver seus próprios problemas de saúde, de suprimento, ou os de sua família, de sua comunidade, e nação, e dissolvê-los no “nada”, e verificar, então, que ao em vez de obter sucesso você está combatendo exatamente os problemas que intelectualmente você reconheceu como “nada”. 


O fato é que para resolver (dissolver) esses problemas no NADA que eles são, é necessário atingir o lugar em que você sabe que a batalha não é sua, e que, portanto não há necessidade de você continuar resistindo a esses problemas. É a incapacidade de abster-se de manipular seu problema como “algo” que constitui a verdadeira dificuldade. 

Quando você tiver que lidar com um problema de qualquer natureza, será um grande auxílio se o seu primeiro pensamento se fixar em uma das muitas promessas bíblicas: 

“Onde o Espírito do Senhor habita, há liberdade” (II Coríntios 3:17), 

“Na Tua presença há plenitude de alegria” (Salmos 16:11). 


Isso instantaneamente o livrará de tentar lutar com o problema porque imediatamente o tornará consciente de que o motivo, a finalidade do seu trabalho, não consiste em vencer o problema, mas sim alcançar a Consciência-de-Deus (estar consciente, ter consciência, sentir, perceber a Presença – N. do T.). 

Os ensinamentos da ciência mental, psicologia e psiquiatria divergem dessa modalidade, visto se dedicarem à solução de problemas específicos, do ponto de vista humano, sendo que seu alvo consiste em mudar condições humanas más em condições humanas boas. 

O Caminho do Infinito opera num nível inteiramente diferente, no qual nós não combatemos, ou superamos problemas, nem fazemos tentativas de suplantar males humanos com o bem humano, mas nos firmamos na revelação do Mestre, que “Meu Reino não é deste mundo” (João 18:36). 


O Caminho do Infinito é baseado, fundamentado, na revelação desse Reino espiritual, um universo dirigido-por-Deus, no qual o homem não vive pela força física ou pelo poder mental, mas pelo Meu Espírito. Vive pela Palavra de Deus, que é veloz, aguda, e poderosa – não pelos pensamentos do homem. 


O Caminho do Infinito está fundamentado não no poder-de-Deus, um poder que é a própria alma do homem, mas que se serve da mente como um instrumento. 

Quando você luta com um problema, você o está combatendo com sua mente; e, por conseguinte, está fazendo da mente um poder, em vez de usá-la como um instrumento. 

“Setas no Caminho do Infinito” – Ed. Alvorada 


O Caminho Infinito ensina que só existe um poder e que nós nunca devemos usar um poder contra outro ou nos proteger de um poder. 

Nossa proteção é a compreensão de nosso Eu como único poder. 

Quando fazemos a declaração de que Deus é o único poder, a menos que percebemos que o Deus de que estamos falando é o Eu de nosso próprio ser, podemos ser levados à falsa esperança de que existe no espaço algum Deus capaz de prevalecer para nos proteger. Não existe um Deus assim. 

Não apenas o princípio de um poder é de grande importância, mas deve ser entendido que aquele poder não é algo externo a você. 

Aquele poder é o seu Eu, a sua identidade. Não sendo assim, novamente há dualidade. 

Deus e você. Não, Deus está aparecendo como você; Deus está-Se manifestando como você; 

Deus está-Se expressando como você: você não se está expressando como Deus. Apesar de toda aparência em contrário, essa é uma verdade universal. 


Só existe na realidade um poder e esse poder está incorporado em nossa consciência. Assim sendo, se estamos doentes, podemos ir dormir e acordar bons. 

A consciência que SOMOS nunca dorme por isso o sono pode ser um repouso pacífico na compreensão de que Consciência é o único poder e nada que atue fora da Consciência é capaz de nos afetar. 

Um problema não é tão profundo quanto parece porque um problema, em si e por si, não tem poder algum. 

O único poder é a crença universal a respeito dele. Quanto mais problemas encontramos, menos poder tem cada problema sucessivo, até chegarmos oportunamente àquele lugar onde um problema é apenas uma aparência e não desperta reação alguma em nós. 


Agora deve estar claro que problemas só existem por causa de nossa ignorância da verdade. 

Todo aquele que procura Deus para solução de seus problemas está perpetuando o problema, porque Deus não é um poder que possa ser usado. 

O poder é a percepção da impotência da aparência. 

Não existe Deus algum protegendo quem quer que seja porque não existe coisa alguma que possamos nos proteger. 

Se queremos ser livres, temos que deixar “este mundo” e entrar no reino de Deus.

Só na proporção em que podemos reconhecer a natureza impessoal e universal do erro e depois percebê-lo como um não-poder, só então estamos protegidos, e só então podemos executar o trabalho curativo. 


Não existe Deus e doença. 

Só existe Deus e tudo quanto nos acontece como pecado, doença, carência ou limitação é aparência.

O reconhecimento desta verdade destrói a aparência. 

Assim como não existe Deus e você, não existe Espírito e matéria. 

Acreditar em Espírito e matéria é dualidade. 

Quando, através da mente descondicionada - A MENTE DO CRISTO, você é capaz de ver que o Espírito é a substância de todo ser, você não tem um poder atuando sobre outro; você tem Espírito como a única substância, aparecendo sob forma harmoniosa e espiritual. 

Nos tempos antigos, os homens acreditavam em Deus e no diabo. 

Depois os filósofos, recusando aceitar Deus e o diabo, impessoalizaram essas formas e chamaram-nas bem e mal.

Os metafísicos posteriores mantiveram essa dualidade, substituindo-a pelos termos “mortal” e “imortal”. Ainda tinham Deus e o diabo. 

Mas existe apenas Deus e o que aparece como Satã ou diabo é o sentido ilusório, o nada. 

Quando sabemos isso, estamos firmes sobre o Rochedo.




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domingo, 17 de abril de 2016

A ILUSÃO COMO NADA - JOEL GOLDSMITH







Tivemos, sobre a face da terra, pessoas espiritualmente iluminadas que perceberam que a morte não existe; e algumas, inclusive que não há nascimento. 


Há aquelas que discerniram a inexistência da doença sobre a terra, e que não há realidade alguma em quaisquer destas aparências negativas. 

No início, Buda fundamentou toda a sua revelação não sobre aquilo que Deus é, mas sobre aquilo que o erro não é. 

A revelação que lhe veio, enquanto meditava, foi que a totalidade destas aparências era ilusão, e não realidade; que elas não estavam se dando no tempo ou espaço, mas ocorrendo somente num conceito mortal universal.

Jesus teve a mesma percepção, pois, olhando para Pilatos, disse: “Não terias poder algum”, embora todas as aparências testificassem o fato de ser ele o legislador e, portanto, alguém dotado de todo poder na região. 

Jesus foi capaz de olhar toda doença e dizer: “Qual é o teu impedimento? Levanta-te, toma teu leito e anda”. E foi capaz de olhar para o pecador e dizer: “Nem eu te condeno”. 

Eu não penso que Jesus tivesse condenado o pecado. Ele reconhecia que o pecado, como pecado, não existia.

Muito pouco deste princípio veio à luz nos anos seguintes, embora alguns místicos maravilhosos tivessem estado na terra, atingindo a consciente realização de Deus, a unicidade consciente com Deus, a união consciente com Deus. Porém, em suas revelações, não perceberam que acusar a Deus por causa daqueles erros era tornar Deus responsável por eles, era fazer deles realidade. 

Assim, tivemos muito pouco sobre o assunto, até surgir a obra Ciência e Saúde original. Nela, tornou-se claro outra vez, e pela primeira vez em séculos, que Deus é o único Poder e que estas aparências de discórdia não têm realidade.

A Sra. Eddy reuniu todas as discórdias que, juntas, recebeu o nome de “mente mortal”; depois, explicou que “mente mortal” não era alguma coisa, mas tão somente um termo para designar o “nada”. Alguns de seus primeiros alunos, e eu pude conhecer dois deles em Boston, foram maravilhosos sanadores, sem mesmo possuir profundo conhecimento de religião ou da Ciência Cristã. Foram, porém, sanadores grandiosos pelo fato de terem captado este ponto único: fossem quais fossem os problemas a eles trazidos, apenas sorriam e reconheciam: “Mente mortal”, significando, para eles, o “nada”. Conseguiam se esquivar daquilo sem reagir, sem temer, sem se proteger, apenas devido à percepção de que tudo que se lhes apresentasse como pessoa ou condição malignas poderia ser englobado naquela terminologia: ”mente mortal”. 

E a expressão “mente mortal” era apenas um nome, não uma condição, uma pessoa, ou uma coisa, mas meramente um nome, utilizado para designar o “nada”.

Assim como este ensinamento ficou perdido, após a geração de Buda, também se perdeu provavelmente pela metade, na Ciência Cristã. 

Alguns ainda há, que captaram este ponto; porém, não muitos. Nos dias de Buda, o erro foi este, que aqueles não próximos ao mestre original tomaram a palavra ilusão e a externaram. 

Diziam que pecado, doença e morte eram ilusão; porém, que deveriam “se livrar da ilusão”. 

No sentido original, revelava-se que tudo era : uma imagem mental do nada. Tudo era uma ilusão no pensamento, uma imagem mental, sem substância, sem realidade. Não passava de uma crença infundada sobre algo; um simples boato. 

Porém, os hindus passaram a chamar este mundo de maya, de ilusão, e o descartaram; ora tentando escapar dele pela morte, ora ignorando-o. Bem, a Índia não é um bom exemplo de uma fé verdadeira, de uma fé em continuidade. Contudo, os Cientistas Cristãos, muitos deles, cometeram o mesmo erro. Deixaram o hábito de dizer, “estou com resfriado, estou com gripe”, para dizer, “Eu tenho uma ilusão; você ajuda-me a ficar livre dela?” Ou, ainda, “Você me protegerá ou me fará um trabalho de proteção da ilusão?” 

Ora, um praticista poderia estar tão ocupado em Boston, às quartas e domingos, que ele não teria nada a fazer, senão sentar-se dia e noite e fazer trabalho de proteção do inimigo.

Tudo isso retorna à natureza inata, humana, que realmente acredita em dois poderes, o poder do bem e o poder do mal, chamado o poder de Deus e o poder de Satanás, ou, em filosofia, bem e mal, ou, na metafísica, imortal e mortal: sempre um par de opostos, em vez de se encarar um deles como “tudo”, e o outro como” nada”, uma ilusão, maya, um falso conceito de algo, uma ignorância de algo.





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